Por Rosualdo Rodrigues
Graceland, 25th aniversary edition, de Paul Simon
Simon estava numa fase apagadinha quando resolveu ir à África do Sul gravar Graceland. Causou furor, não só pelo som incrível que conseguiu, mas também por furar o boicote da comunidade artística mundial contra o apartheid. As críticas não o impediram de abocanhar alguns Grammy e vender milhões. Ouvido hoje, Graceland ainda é um bom disco, mas, num tempo em que a “world music” se tornou muito mais familiar, não causa nenhum impacto. Dos três lançamentos, é a edição que traz mais material especial: sete faixas não presentes no disco original e DVD com o documentário Under African skies — Paul Simon’s Graceland journey, de Joe Berlinger (nos extras, quatro clipes).
The raise and fall of Ziggy Stardust — 40thanniversary edition, de David Bowie e The Spiders from Mars.
Bem que poderia trazer algum extra… Mas, de novidade, a edição de 40º aniversário só tem a remasterização e um novo projeto gráfico de capa. Com tanto que já se inventou no pop-rock nos últimos 40 anos, o disco — que inclui hits como Starman e Sufragette City — mantém a aura de criação singular e de obra seminal do glam rock. Ziggy Stardust estende sua influência até os dias de hoje, além de ser obrigatório em qualquer lista de discos mais importantes da história do rock.
Mama said — 21st anniversary deluxe edition, de Lenny Kravitz
Este não é um disco influente, mas sim uma mostra de como reciclar boas influências. Jimi Hendrix, Curtis Mayfield, Sly Stone e James Brown pairam sobre as 14 faixas criadas por Kravitz em seu segundo trabalho. Mesmo assim, ele conseguiu fazer um disco pessoal e um dos melhores que fez até hoje. A edição comemorativa é dupla. O primeiro disco traz as 14 faixas originais e cinco bônus. O segundo inclui versões demo de músicas do álbum e faixas gravadas ao vivo em shows de Kravitz em Roterdam, em 1991, e no Japão — vale mais como preciosidade de fã.
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