Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix
A gente nasce, cresce e se desenvolve tomando chá. É chá de camomila
pra relaxar, chá de anis pra curar a gripe, chá de hibisco pra turbinar o
regime...
Será que gente toma chá?
Se forem só esses aí de cima, não.
Caaaaalma! Tá tudo certo! A gente também cresce chamando a mistura de
um punhado de ervas com água quente de chá, eu sei. Mas o chá, tecnicamente
falando, só é aquele que vem da Camellia Sinensis, uma árvore linda, normalmente
mantida como arbusto, para facilitar colheita.
Essa planta/árvore dá origem aos chás branco, verde, amarelo, oolong,
preto e escuro (puehr, por exemplo), que podem ser degustados puros ou
misturados a outras ervas, raízes ou frutas, em forma de blends bastante
apreciados pelo paladar ocidental (chá preto com frutas vermelhas, por
exemplo). Os orientais preferem os chás puros, que vão direto ao ponto e contam
a que vieram, sem rodeios ou “frufrus”.
Se as ervas que vão mergulhar nas águas quentes não tiverem o chá
(folhinhas lindas da Camellia, nossa nova amiga, prazer!) como base, não
tomamos chá. Para essa mistura, damos o nome de tisana ou infusão.
Então, para ficar claro: o chá vem só-somente-só da Camellia Sinensis.
Ervas e água quente dão origem a tisana ou infusão. Todos têm propriedades
incríveis, mas diferentes, que vamos tratar de forma mais aprofundada no
decorrer dos dias, combinado?
Enquanto outra quinta não vem, prepare sua xícara favorita, de chá ou
tisana, e me diga como é o seu momento mágico de degustação. Prefere se
embebedar - de chá! Rs! - sozinho ou acompanhado? A que horas do dia? Com
trilha sonora? Curiooooosa, mas é que amo saber de aventuras chazísticas...
Bom momento mágico e até semana que vem!




