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segunda-feira, 30 de abril de 2018

EU RECOMENDO // 6 restaurantes em Bangkok

Ligia Kosin
Convidada especial do Gastronomix

A comida tailandesa é a minha preferida na culinária asiática e assim, quando fizemos nossa primeira viagem a Bangkok em janeiro de 2018, a gastronomia local era uma prioridade. Comemos muito bem, mas tínhamos indicações prévias (e valiosas) de restaurantes graças ao nosso amigo José Mário, que mora em Bangkok há alguns anos. Todas as dicas foram excelentes e são elas que eu repasso aqui. Não vou descrever a culinária tailandesa e nem indicar pratos, já que a maioria dos restaurantes têm cardápios imensos e muito variados.  Também não há muitas fotos porque bem... estávamos mais preocupados e concentrados em saborear os pratos ao invés de fotografá-los!

1.RUEN URAI  
Comemos no Ruen Urai (ou House of God) logo na primeira noite. O restaurante fica bem escondidinho, num das alamedas que saem da Surawong Road. Oficialmente faz parte das dependências do hotel the Rose, mas é bem mais charmoso, pois fica numa antiga e tradicional casa/pavilhão tailandesa de madeira teca. A casa, que tem mais de 100 anos e foi inteiramente restaurada, pertencia a um curandeiro de ervas medicinais durante o reinado de Rama V (final do século 19 e início do 20).

O ambiente é agradabilíssimo - e bastante apropriado para uma noite romântica. O cardápio abrange pratos tanto da culinária real tailandesa quanto da comida caseira da Tailândia. Não há como errar.
José Mário pediu cinco pratos diferentes para nós três, entre entradas, noodles e sopas, com frango e camarão. De sobremesa, fomos na sobremesa tailandesa clássica por excelência: sticky rice mango ou, traduzindo, manga (que na Tailândia é maravilhosa) acompanhada de arroz adocicado e creme de côco. [LK1] A conta para nós três foi de cerca de $ 4200 baht ou US$ 130.

Endereço: Surawong Road, Si Phraya, Bang Rak, Bangkok 10110
Telefone: 02 266 8268

2. BLUE ELEPHANT RESTAURANT
Não havia, claro, a menor hipótese de não comermos no Blue Elephant Bangkok, já tendo conhecido o de Paris. Restaurante tailandês tradicional com reputação pela autenticidade e pela excelência, o Blue Elephant oferece um amplo cardápio, onde tradição e novidades, passado e presente se misturam, há de tudo nas criações da Chef Nooror Somany-Steppe e sua filha Sandra. O preço é um pouco mais salgado do que a média, mas vale a pena, inclusive pelo ambiente.

A filial de Bangkok (há 9 Blue Elephants no mundo) fica numa magnífica mansão de estilo colonial tailandês, construída em 1903 e que já abrigou a Câmara de Comércio e foi a sede do Comando Central japonês durante a Segunda Guerra. Se estiver disposto a pagar um pouco mais, vá sem erro. O jantar para dois, com coquetel, entrada, prato principal e sobremesa (sem vinho, que na Tailândia é caro) saiu por $ 3908 baht ou US$ 125.[LK2] 

Não deixe de visitar a loja no andar térreo do restaurante, onde é possível comprar molhos, temperos, comida semipronta e simpáticas chaleiras em formato de elefante. 

Endereço: 233 South Sathorn Rd, Yan Nawa, Sathorn, Bangkok 10120
Telefone: +662 673 9353 (a partir do exterior);  02 673 9353 (a partir de Bangkok)

3. BUSSARACUM – ROYAL THAI CUISINE
Este restaurante, também situado numa antiga e tradicional casa tailandesa de madeira, é bem mais simples que os dois anteriores – o que pode enganar à primeira vista. Não espere grande sofisticação no ambiente ou nas mesas, mas o cardápio e a comida não decepcionam nem um pouco. O restaurante existe desde 1982 e é especializado em comida real tailandesa.

O atendimento é rápido e correto. A comida, deliciosa. Aqui meu marido comeu o que, segundo o cardápio, é considerado o “Number 1 of CNN’s 50 Most Delicious Food”, o Massaman Gai:[LK3]  frango/carne ou camarão em curry massaman com amendoins e batatas. Estava divino, segundo ele. Certamente pretendemos voltar. O jantar a dois, com entrada, prato principal e sobremesa saiu $2200 baht ou US$ 70.

Endereço: Sri Wiang Road, entre Si-Lom Road e Sathorn Road
Telefone: +66 2 63022216 – 8 (a partir do exterior) ou 02 630 22216 (a partir de Bangkok)
Site: www.bussaracum.com

4. JAI FAI STREET FOOD
Jai Fai é uma simpática senhora de 72 anos que comanda um boteco simplesinho na popular área de Phra Nakhon, na Cidade Velha, em Bangkok. Cozinha no wok, à frente de um fogo fortíssimo, usando óculos de proteção. Ganhou a primeira estrela Michelin para street food no mundo - da qual quer se livrar, porque seu restaurante entupiu e ela perdeu o sossego. Prepare-se para esperar para comer: o esquema de reservas não funciona mais, é por ordem de chegada mesmo. Existem pouquíssimas mesas, apenas 9 ou 10. Os pratos são bastante tradicionais, com muita influência chinesa. A omelete de caranguejo, seu prato mais popular, é divino. Ela o faz em formato de rolinho, que é pacientemente cozido camada a camada sobre o wok, segurando com uma pinça.  A sopa Wan Tan que tomei deve ter sido a melhor da minha vida. [LK4] 

Endereço: 327 Samran Rat Intersection, Phra Nakhon, Krung Thep.
O restaurante atualmente funciona apenas à noite, a partir de 17h. 
Dica: Não experimentamos, mas, duas ou três portas ao lado de Jai Fai, na mesma rua, está o também famoso Thip Samai que serve apenas um prato, o Pad Thai. Considerado o prato de rua nacional da Tailândia, consiste de macarrão com arroz seco e frito com ovos e tofu, polpa de tamarindo, molho de peixe, camarões e mais uma dezena de ingredientes. O Pad Thai do Thip Samai é classificado como o melhor da cidade. A longa fila de clientes na rua vai indicar direitinho o local[LK5] .   

*Não tivemos oportunidade de conhecer, mas José Mario também indicou – e ouvimos falar muito bem, de outras fontes, os restaurantes:

5. NAHM RESTAURANT – METROPOLITAN HOTEL
Alguns o consideram o melhor restaurante Thai da cidade.
Endereço: 27 South Sathorn Rd, Thung Maha Mek, Sathorn, Bangkok 10120
Telefone: +66 2 625 3333 (a partir do exterior); 02 625 3333 (a partir de Bangkok)

6. JIM THOMPSON’S RESTAURANT
É parte da casa/museu de Jim Thompson e serve um menu tailandês mais adaptado ao gosto ocidental. Perfeito para quem quiser almoçar após conhecer a magnífica casa do americano que, nos anos 50, revitalizou o negócio da seda na Tailândia. O complexo inteiro é formado por seis pavilhões tradicionais de madeira (com mais de dois séculos) que Thompson, também arquiteto, genialmente agregou numa construção só, adicionando elementos da arquitetura ocidental e moderna. O local é agradabilíssimo. A visita vale não só pela arquitetura, como pela decoração interna da casa: todas as peças são parte da coleção de arte e antiguidades de Jim Thompson. É possível também comprar roupas, lenços e tecidos de seda. Uma nota curiosa: a vida do empresário, por si só, valeria um filme, mesmo sem o mistério de sua morte. Jim Thompson desapareceu na Malásia, em 1967, onde havia viajado a turismo e nunca mais foi visto.

Endereço: 1 Wang Mai, Pathum Wan, Bangkok 10330
Telefone: +66 2 216 7368 (a partir do exterior); 02 216 7368 (a partir de Bangkok)

(*) Ligia Kosin é jornalista.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

EU RECOMENDO // Massas e hotel inesquecíveis na Toscana

Mariana Godoy (*) 
Convidada especial do Gastronomix

Antes de tudo, quero dizer que eu detesto macarrão. Eu não gosto de macarrão. Pode chamar de pasta, do que quiser. Não curto farinha e água virando um negócio para comer. Nem ligo muito pra pão. Não tenho nada de italiano na minha família. E dito isso, vou contar para vocês o MELHOR macarrão que já comi na minha vida.

Eu estava com meu marido na Itália. Nós nos casamos em Roma e começamos a subir de carro até a Suíça. Nesse caminho, passamos pelo norte da Itália parando em várias cidadezinhas.

Quando estávamos em Florença, pedimos para uma pessoa para nos indicar um bom restaurante. E a gente estava quase saindo da cidade. Aí, pensei: Imagina, se a gente vai encontrar um bom restaurante fora da cidade.

O rapaz nos indicou e falou para a gente não desistir. Que a gente ia subir um morro , ia andar, andar, andar e, quando encontrasse uma igrejinha, era para virar à esquerda. O lugar chamava I Ricci. É um lugar meio pousada, meio hotel – super caseiro e antigo. Tinha uma varanda incrível e ficava no alto do morro.

Como não gosto de macarrão. Resolvi pedir qualquer coisa. Quando a comida chegou, eu comi uns 4 pratos e não comi mais, porque não aguentava mais comer. A massa era perfeita e era gostosa sem nenhum molho. Eu comi uma massa ao limone. Depois, uma à bolonhesa. Depois, pedi uma massa à Alfredo. E depois, uma pasta recheada com alcachofra. Tudo perfeito. Eu nunca comi nada igual antes.

Uma massa daquelas com uma vista maravilhosa, com o verde da Toscana. Foi incrível, tudo feito ali mesmo com os ingredientes locais”

I Ricci

(*) Mariana Godoy é jornalista e apresentadora. Atualmente, trabalha na Rede TV. 

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

EU RECOMENDO // Comida peruana de qualidade em Trancoso

Pedro Henrique Melo (*)
Convidado especial do Gastronomix


“Em Trancoso, recomendo o “La Cevicheria”. Com decoração despojada que remete ao balneário, mas com pitadas de referências peruanas pops (nas almofadas e gravuras penduradas), o restaurante não impressiona à primeira vista. Parece mais um como tantos outros restaurantes locais. 
A grata surpresa se apresenta à medida em que os pratos começam a chegar, além dos preços serem honestos em emio a caros restaurantes da região. Pedimos a degustação “Trancoso for you”, uma explosão de sabores divididos em cinco pratos e uma sobremesa. 

A cozinha peruana dispensa apresentações. Mas o chef e proprietário peruano oferece muito mais do que ceviches: uma deliciosa mistura de ingredientes que eleva ao máximo a experiência de uma noite agradabilíssima. Excelente pedida pra quem aprecia frutos do mar. E está cansado das moquecas e bobós triviais de sempre. Voltarei e recomendo a todos”.
La Cevicheria
Estrada de Trancoso, 58, Porto Seguro - BA, 45810-000
Telefone: (73) 3668.2224  

(*) Pedro Henrique Melo é empresário. 

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

EU RECOMENDO // 15 coisas para fazer em João Pessoa

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

Acontece com frequência: a pessoa vai conhecer João Pessoa, fica encantado com a orla sem arranha-céus, a beleza das praias do Litoral Sul, o manjado pôr-de- sol-com- Bolero-de- Ravel da praia do Jacaré e sai comentando sobre como a cidade é tranquila e tal…

Não, como toda metrópole brasileira, a capital da Paraíba enfrenta problemas de excesso de carros nas ruas, violência urbana e tal. Mas a notícia boa é que, também como toda
metrópole, João Pessoa tem muita coisa legal para fazer. E não só praia.

Juntando minha experiência na cidade com a de alguns amigos que vivem lá e me deram seus toques, elaborei uma listainha bem eclética, que publiquei no meu blog, o Bonissimo (https://bonissimo.blog/) , mas atualizei para o Gastronomix.

1. COZINHA ROCCIA
O chef Onildo Rocha faz um trabalho tão bacana no Roccia que tem ganhado fama nacional. Ele estudou gastronomia na Anhembi Morumbi e na Escola de Artes Culinárias de Laurent Suaudeau, em São Paulo. Agora, mistura as técnicas com ingredientes regionais. Nas mãos dele, uma costela ao bafo ou um bolo de macaxeira , por exemplo, são muito mais do que o nome sugere. São verdadeiras experiências. O restaurante fica no primeiro andar e no térreo há um bar para quem quiser apenas petiscar e tomar uns drinques – concorrido na happy hour. 

Roccia
Holanda's Prime - Av. Antonio Lira, 536
Tambaú - João Pessoa
Telefone: (83) 98827.7480

2. A BUDEGA ARTE CAFÉ
Inaugurada há pouco mais de um ano, a Budega virou hit da galera que adora aquele programa alternativo “de humanas”. O espaço une pequena loja de roupas e acessórios e café com jardim (foto acima). Ótimo esquenta para rolês noturnos. Tem programação variada de shows intimistas, onde se passa o chapéu, no modelo “quanto vale o show”. Siga a programação no Instagram.

Rua Arthur Américo Cantalice, 197
Bancários – João Pessoa
Telefone: (83) 98812-2282

3. EMPÓRIO CAFÉ
É o bar mais descolado da cidade, sem dúvida. Num ambiente de pub -- com direito a um terraço para quem prefere o ar livre --, o Empório serve tanto como lugar para se fazer um lanche e tomar um drinque sossegadamente nas noites de início da semana, quanto para enfiar o pé na jaca e cair na dança, de quinta a sábado. Tem DJs, às vezes apresentações ao vivo, mas quem faz a festa é a frequência, eclética e bem animada.

Rua Avenida Cabo Branco, 4270
Cabo Branco – João Pessoa
Telefone: (83) 3247-3482

4. CABARÉ BRASIL — CENTRO DE ARTES E BRASILIDADE
Aberto há pouco mais de três meses. É pequeno e aconchegante e conquista de cara pelo atendimento carinhoso, bebida gelada a preço justo e um diferencial: os banheiros sem indicação de gênero nas portas. Tem karaokê, e um charme particular é o par de microfones vintage, cromados, no melhor estilo cantoras do rádio. Siga a programação no Instagram.

Rua Coração de Jesus, 200
Tambaú – João Pessoa
Telefone: (83) 98871-9393

5. CACHORRO-QUENTE DO ZÉ
O cachorro-quente paraibano tem uma particularidade: além de salsicha e molho de tomate, vem com muita carne moída, verduras picadinhas, azeitona e ovo de codorna. O do Zé é o melhor de todos, quase uma comida típica da cidade. Tem que provar! O de Jaguaribe é o melhor. (Th.)

Avenida Aderbal Piragibe, 255 - Jaguaribe
Telefone: (83) 3241-1403

Avenida Esperança, 358 – Manaíra
Telefone: (83) 3226-8048

Rua Empresário João Rodrigues Alves, 466
Telefone: (83) 3235-8300

6. CINE ESPAÇO
O Centerplex seria somente mais um cinema de shopping se não fosse por um detalhe: o hall do complexo tem vista para o mar. Assim, é possível esperar o início da sessão sentado em uma poltrona de frente para a praia. Ou combinar cinema e happy hour no mesmo lugar, tomando um chope na praça da alimentação que fica no andar logo baixo, antes ou depois do filme. Um luxo que, provavelmente, é único no Brasil.

Mag Shopping, Avenida Governador Flávio Ribeiro Coutinho, 115
Manaíra – João Pessoa
Telefone: (83) 3048-1000

7. DIVINA ITÁLIA
O chef Fernando Franco é o responsável pela cozinha deste restaurante de culinária italiana com proposta contemporânea e pitadas de brasilidade.  A Mastroiani, por exemplo, é uma lasanha de carne seca, coentro, cebola e molho de jerimum. Fernando foi um dos três melhores chefs da Paraíba no Prêmio Nacional Dólmã.

Rua Targino Marques, 56
Tambaú – João Pessoa
Telefone: (83) 3576-2700

8. GENERAL STORE — CAMISETERIA E CAFETERIA

É cafeteria, camiseteria, bar e abriga shows diversos, loja de pratas e estúdio de tatuagem. A vista do pôr do sol no Varadouro (lado mais antigo da cidade, na foto acima) é a mais bonita da cidade.  Tem wi-fi free, ambientação vintage, cafés e bebidas diversas e um atendimento impecável. (J. e Th.)

Avenida General Osório, 152
Centro – João Pessoa
Telefone: (83) 3024-0509

9. GULLIVER MAR
Tem o antigo Gulliver, que funciona desde 1985 na Avenida Olinda, 590, e tem este Gulliver Mar, num prédio todo em vidro, no fim da praia de Cabo Branco. Especializado em frutos do mar, não é um dos mais baratos da cidade, bom avisar. Mas vale pela excelente comida, o ambiente fino, a bela vista e o atendimento eficientíssimo. (Ti. e A.)

Avenida Cabo Branco, 5160
Cabo Branco – João Pessoa
Telefone: (83) 3578-6108

10. HAMBURGUERIA PÃO COM GERGELIM
Excelentes sanduíches artesanais, no tamanho certo para a fome dos mais gulosos. Todos têm nome de astros do rock: Elvis, Jagger, Bowie… Este último, por exemplo, tem 180g de picanha, queijo, maionese artesanal temperada com ervas e cebola na chapa no pão australiano. A loja do Altiplano tem espaço para exposições de artes visuais.

Rua Artur Enedino dos Anjos, 60
Altiplano – João Pessoa
Telefone: (83) 3034-1597

Avenida Nova Cantareira, 644
Intermares – João Pessoa

11.MÚSICA URBANA
Aberta desde 1998, sob comando de Robério Rodrigues, a loja de discos é ponto de encontro de roqueiros e amantes de música. Vende vinis, imãs, bonequinhos de astros do rock em massa époxi, livros, instrumentos e bijuterias criadas por Gil, mulher de Robério. Ainda rola uma cervejinha gelada para curtir o lugar. Costuma ter shows e feirinhas de vinis. (Th.)

Avenida Visconde de Pelotas, 138
Centro – João Pessoa
Telefone: (83) 3042-3212

12.NAU FRUTOS DO MAR
Dos mesmos proprietários do Mangai, restaurante de comida regional que é quase um ponto turístico na cidade, o Nau é um dos melhores lugares de João Pessoa para saborear receitas com frutos do mar. Delícias como o Frutos do Mar na Chapa. Todos muito bem servidos. (Ti. e A.)

Rua Lupercio Branco, 130
Manaíra – João Pessoa
Telefone: (83) 3021-8003

13. PONTAL DO CABO
Vizinho ao luxuoso Gulliver Mar, o Pontal (foto acima) oferece a mesma paisagem — a enseada formada pelas praias de Cabo Branco e Tambaú — e boa comida por preços mais acessíveis. É um lugar legal tanto para um almoço ou jantar quanto para um drinque ou cerveja com petisco. Tem música ao vivo. (Ti. e A.)

Avenida Cabo Branco, 4912
Cabo Branco – João Pessoa   
Telefone: (83) 3247-4336

14. RUBACÃO NO BIU
Biu é apelido para Severino na Paraíba e é possível encontrar muitos estabelecimentos com Biu no nome. Portanto, não confunda com o famoso Bar do Biu, na Torre. Este é um restaurante simples, na praça principal do Castelo Branco, só quem mora na cidade conhece. O rubacão (ou baião de dois) de lá é o melhor e “no precinho”! Só abre depois das 18h. (Th.)

Praça principal do Castelo Branco

15. CASA DO BACALHAU
Pois não é que em pleno calorão nordestino encontra-se uma casa portuguesa, com certeza! A Casa do bacalhau é uma autêntica tasca lusitana, com direito a fado ao vivo dois dias da semana -- quarta e sexta. Mas o principal atrativo é a qualidade da comida servida a preços bem camaradas. Além das diversas receitas de bacalhau, tem uma baba de camelo que você não pode deixar de provar. Às quintas, no jantar, tem um cardápio promocional a R$ 37, incluindo entrada, prato principal, sobremesa e uma bebida.

Rua Franca Filho, 52
Manaíra – João Pessoa
Telefone: (83) 3247-8511

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

EU RECOMENDO // A nova cozinha Nordestina

André Castro (*)
Convidado especial do Gastronomix

Eu gostaria de indicar dois destinos onde vocês conhecerão um pouco mais da Nova Cozinha Nordestina e, claro, ficam situados no nordeste brasileiro. Quando falamos desta ‘Nova Cozinha Nordestina’, na realidade, falamos de um novo olhar sobre ingredientes típicos, com muita técnica culinária e sem esquecer as suas raízes e a cultura local. Assim descrevo o trabalho dos chefs Onildo Rocha e Fabrício Lemos, respectivamente dos premiados restaurantes Cozinha Roccia - João Pessoa (PB) e Origem - Salvador (BA).

Em João Pessoa, para um almoço despretensioso, inicie sentando no Roccia Bar situado na calçada do piso térreo. Peça um Bode Fashioned com Bourbon, angostura, twist de laranja e rapadura para acompanhar uma das panelinhas da casa que pode ser um Rubacão, versão cremosa do baião de dois ou um guisado com farofa de cuscuz e arroz de leite. Pode parecer redundante, mas volte ao mesmo lugar para jantar e suba até o restaurante Cozinha Roccia que fica no primeiro andar logo acima do bar.
Aqui vocês conhecerão um trabalho com muita técnica nos excelentes pratos que saem da cozinha envidraçada comandada por Onildo. Comece com o Capitão de feijão verde, bolinho frito carregado de história e memórias afetivas do chef. Uma leve opção de prato principal é o peixe branco com mousseline de castanha, legumes braseados e vinagrete de caju. Para encerrar, o nordestiníssimo bolo de macaxeira com sorvete de queijo de cabra e calda de rapadura.

Chegando a Salvador, reserve uma mesa no Origem e prepare-se para uma noite memorável. Os chefs Fabrício Lemos e Lisiane Arouca trabalham somente com menu degustação servido em 13 etapas que muda todos os dias. Citarei aqui algumas das delícias que podem ou não vigorar no dia da sua visita.
O snack de tapioca com vatapá, camarão e tomate verde é uma inteligente e diferente versão mais leve do acarajé. O peixe com licuri e telha negra encanta com sua beleza e a costela com mousseline de aipim e tropeiro de cuscuz com andu certamente deixará saudades.
As sobremesas são um capítulo à parte, Lisiane arrasa imprimindo diferentes técnicas numa mesma sobremesa fechando divinamente a experiência que é conhecer este restaurante. 

Roccia
Holanda's Prime - Av. Antonio Lira, 536
Tambaú, João Pessoa
Telefone: (83) 98827.7480
Origem
Alameda das Algarobas, 74
Pituba - Salvador
Telefone: (71) 99202.4587

(*) Andé Castro é chef e proprietário do restaurante Authoral em Brasília.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

EU RECOMENDO // 3 lugares na Califórnia

Eduardo e Ariela Nobre
Convidados especiais do Gastronomix

Sempre gostamos de sair para conhecer novos lugares, adoramos viajar e explorar locais onde as pessoas que moram frequentam, ver de perto e sentir a cultura local. Como amamos a Califórnia onde o Du morou boa parte do tempo, vamos indicar locais que fomos juntos e amamos.

GJUSTA  (VENICE-CA)
Local super descolado, ótima gastronomia, mistura padaria, restaurante e lanchonete no mesmo local, tudo é feito na casa desde os pães, geleias, cakes (maravilhosos), pizza, massas, sanduíches... é bem artesanal, recomendamos demais. 

20 Sunset Ave
Telefone: + 1 310 314 0320

RÉPUBLIQUE ( LOS ANGELES-CA)
Restaurante com arquitetura linda, parece que você está dentro de um castelo (construção de 1928) o estilo da comida é californiana usando vegetais e frutas da estação visando a sustentabilidade. 

624 South La Brea Ave
Telefone: + 1 310 362 6115

BOB'S WELL BREAD BAKERY (LOS ALAMOS- CA)
Essa pequena e charmosa padaria fica na cidade de Los Alamos, frequentada por locais, o proprietário é um inglês que buscou a pequena cidade como refúgio, é famoso por ser "mal -humorado" e claro, testamos a sua paciência na fila de pedidos, ele foi um amor e leva a fama com muito humor. Os pães são artesanais, naturais e todos os ingredientes usados são de fazendeiros da região. Vale muito a pena mudar a rota para tomar um café demorado e delicioso por lá. 

550 Bell St, Los Alamos
Telefone: +1 805 344 3000

(*) Eduardo Nobre e Ariela Nobre são casados, empresários e amantes de viagens e gastronomia. São proprietários do IVV Swine Bar e do clube de vinhos IVV em Brasília.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

EU RECOMENDO // Um belo passeio 17 lugares em Lisboa

Cristiana Beltrão (*)
Convidada especial do Gastronomix

Foi um breve feriado lisboeta com milhas e filhos, sem disposição alguma por buscar novidades (exceto as esbarradas), refeições de muitos pratos ou qualquer coisa que tirasse meu foco da coisa linda que é simplesmente estar com eles. Revendo o que já conhecia, tive algumas preciosas alegrias, dignas de nota:

O café do dia no V-60 da COPENHAGEN COFFEE LAB, continua pontapé inicial obrigatório (eles ficam com as viennoiseries, eu com umas dentadas furtivas sem culpa). Fazer nada na Praça das Flores está no pacote.
No quesito descobertas, ficamos com o TAPISCO, de Henrique Sá Pessoa, com pequenos pratos, copos e tal, no Príncipe Real, meu bairro favorito. Viva o choco frito, com maionese de coentros e lima (alegria das crianças), o polvo saboroso e as amêijoas à Bulhão Pato, muito frescas.

O sorvete de pêssegos do Algarve da MÚ GELATERIA (sinto muito aos que viajam agora - já vai estar fora da época em breve), foi certeiro nos momentos de sol a pino. Novidade importante, um cantinho francês em Lisboa de coisas para comer pelas ruas, é a BAGUETTES &CORNETS, com pâtisserie e sorvetes imensos, de matar.
Voltei à Pasteleria ALCOA, das melhores que conheço para doces conventuais portugueses e conheci o pudim São Bernardo. É bom, cheio de muitas gordas gemas, mas ainda prefiro pecar com os pasteis de nata ou um docinho em forma de coração (que ganhou o meu), chamado castanhas de ovos.

No hotel FORTALEZA DO GUINCHO, que tem ambiente (muito) e serviço (um tanto) fora de moda, sempre me encanto com a cozinha e com a carta, excelentes. Tombei pelos carabineiros e pelos micro pepinos em flor que acompanhavam o mexilhão. Delicadíssimos.
Nunca fui ao BY THE WINE com a comida em foco. Adoro os vinhos e em geral me bastam. Se da última visita me encantei pela conserva de perdiz de José Júlio Vintém, desta vez adorei o chuletón para dois, e não sou lá muito carnívora. Mas o que mais gosto, mesmo-mesmo-mesmo, é poder beber a copo um Alambre Moscatel 20 anos.

No SEA ME, que muitos exaltam pelos sushis cheios de cream cheese e outras heresias, sempre gostei do salão animado, ostras, vinhos, peixes e serviço atento e rápido. Provamos um excelente rodovalho inteiro, na brasa, com um Vale da Poupa, branco do Douro.

No CAFÉ LISBOA, continuo encantada com as empadas. Já adorava a portuguesinha, recheada com as carnes, enchidos e a couve do cozido e agora virei fã da de perdiz com arroz de grelos (que são rebentos, talos, seus cabeça-suja).

No BAIRRO DO AVILLEZ, não dei sorte com o lingueirão (cheio de areia) que, sabemos, acontece... mas o que importa é que a equipe contornou com elegância e atenção. Palmas para a açôrda de camarão com gema de ovo. Excelente.
A ganache de chocolate amargo com vinho Madeira 5 anos da CHOCOLATARIA EQUADOR foi golpe baixo. Atingiu-me bem nos quadris e lá ficará, que eu sei.

Provei vários pratos na CEVICHERIA (quarta visita), mas o ceviche puro continua como preferido na simplicidade fresca.

Também no peito, barriga, coxas e o diabo, ficará o bolo de chocolate da LANDEAU (terceira visita com penitência, de joelhos) que sempre tira do sério uma pessoa que não é muito fã de chocolates, mas acha que sim, quando lá está.

GIN LOVERS, claro e sempre, porque com ritual não se brinca. Disse "Rodem vocês pelas lojas! Vão! Consumam!" que tinha assuntos a tratar ali. Nada consumistas, como a mãe (afora comida e vinhos), voltaram de saco cheio e eu já de copo vazio.
E, obviamente, entre um Granit Soalheiro e outro, o adorável Quinta das Bágeiras Garrafeira 2012, e o Nossa Calcário da querida Filipa, não consegui passar sem um bando de vinhos da Niepoort. Foi Coche 2015, Charme 2014 e Batuta, este último com safra 2001, de chorar.
Engordei a mala de presentes n'A VIDA PORTUGUESA, LOJA DAS CONSERVAS e na recém aberta e descoberta d'OLIVAL, com azeites ímpares de pequenos produtores de Trás-os-Montes.

No mais, a alegria das feiras e praças lindas, da gente adorável e o alívio de passear pelas ruas sem medo.

(*) Cristiana Beltrão é empresária e restaurantrice. Responde pelo Grupo Bazzar Alimentos,  restaurante Bazzar e Bazzar Lado B. Também escreve o blog crisbeltrao.blogspot.com com excelentes dicas de onde comer no Brasil e no mundo.  

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

EU RECOMENDO // 3 lugares para comer bons doces

Lucca Guilger
Convidado especial do Gastronomix

Quando saio de São Paulo e vou viajo para outra cidade, a primeira coisa que faço é pesquisar quais lugares gostaria de visitar para comer. Além de comida boa, é claro que não me esqueço de procurar onde comer doces gostosos, mas infelizmente nem sempre é tão fácil de achar!

O paladar brasileiro para doces está melhorando recentemente, mas ainda vejo muitos lugares que oferecem produtos extremamente doces (com muito açúcar) e sem sabor nenhum. Vou facilitar a vida de vocês e dividir alguns dos meus lugares preferidos quando o assunto é pâtisserie!

1.ÉCLAIR MOI – São Paulo 
Nunca fui um fã de éclairs, até porque geralmente são muito mal feitas aqui no Brasil, com recheios aguados e massa murcha. Há algum tempo conheci a Éclair Moi e hoje é um dos meus cantinhos preferidos para adoçar a boca em São Paulo. A loja fica no Jardim Paulista exatamente três minutos andando da minha casa, que sorte, não? A especialidade da casa são claro as maravilhosas éclairs, disponíveis no tamanho tradicional ou minis. Além disso, a loja conta também com diversas opções de trufas, chocolates, macarons e outros docinhos como os divertidos merengues coloridos.
Meus preferidos são as éclairs de maracujá e de chocolate amargo. Além de ser uma ótima opção para relaxar e comer um doce de olho no movimento do bairro mais gostoso de São Paulo, a Éclair Moi é uma ótima pedida para dar uma lembrancinha gostosa. Quer um presente que encha não só os olhos, mas também a boca? A caixa festival, com dez éclairs lindíssimas serão uma verdadeira degustação para agradar todos os gostos.

ÉCLAIR MOI
Alameda Lorena, 1204
Jardim Paulista – SP

2.CACAU NOIR – Rio de Janeiro
Com diversas lojas espalhadas pela cidade maravilhosa, a Cacau Noir é meu lugar preferido no Rio de Janeiro quando quero chocolates. As lojas são fáceis de encontrar, na maioria dos shoppings do Rio de Janeiro, são geralmente bem pequenas e cheias de opções para viciados em chocolate como eu. A marca hoje com 13 anos, tem desde 2014 suas receitas assinadas pelo Renomado chef chocolatière espanhol Javier Guillen.

A especialidade da Cacau Noir são os bombons recheados de ganache e trufas, além disso, os macarons são também muito bem feitos. Os bombons têm um sabor intenso de cacau do jeito que eu gosto e acabamento bem delicado, são feitos no tamanho ideal para não serem enjoativos. Difícil escolher o mais gostoso, mas não fico sem o bombom de coco e o de caramelo com flor de sal.

CACAU NOIR –Rua Visconde de Pirajá, 414 - Quartier Ipanema
Ipanema - Rio de Janeiro
Telefone: (21) 22479843
Site: http://www.cacaunoir.com.br

HOLIC PÂTISSERIE - Canela (RS)
A pâtisserie comandada pela chef Amanda Selbach fica em frente à Catedral de Pedra, ponto turístico tradicional de Canela e imperdível para amantes de doces. A chef, natural da charmosa cidade de Canela resolveu abrir uma típica pâtisserie francesa na sua cidade após estudar em Lyon na França. Uma das melhores pâtisseries no Brasil sem duvida, sempre com a vitrine recheada de doces coloridos e muito bem preparados e com ingredientes de qualidade e técnica de verdade. 
Os doces podem ser pedidos na versão mini, assim é possível degustar alguns tipos e facilitar a difícil tarefa de ter que escolher um só. Além das criações da chef, os macarons também são um ponto forte da Holic, o de coco em especial é delicioso. Para amantes de chocolate, não deixem de pedir o doce 220 volts, entremet feito com chocolate 50% cacau.

HOLIC PÂSTISSERIE
Rua Borges de Medeiros, 706 – loja 2  

(*) Lucca Guilger é formado pela ESPM (SP). Hoje, divide-se entre a cozinha de seu atelier especializado em alta confeitaria e eventos como personal chef. Ambos com forte inspiração da cozinha francesa e italiana, com toques contemporâneos e receitas de família. Há 10 anos mudou-se para Santa Barbara – Califórnia, onde trabalhou na Trattoria Vittoria. Lá acumulou uma bagagem completa da cozinha tradicional italiana, que juntamente com outras vivências ajudaram a compor seu portfólio atual.