domingo, 31 de outubro de 2010

GASTRONOMIX // Siga para Berlim

Uma cidade incrível. Para a noite ou para o dia. O passeio pela encantadora Berlim revela como um local pode oferecer opções contemporâneas e experiências memoráveis. Se tiver planejando suas férias, pense em Berlim, siga para Berlim. Aqui no Gastronomix, você pode ver nossas dicas e, para quem esteve por lá, acrescentar mais sugestões aos nossos leitores. Boa viagem. É só clicar e conferir. São mais de 10 opções.

sábado, 30 de outubro de 2010

GASTRONOMIX // Um hit de São Paulo


O Ritz é um barato. Local badalado em São Paulo, o restaurante “muderninho” traduz bem o que esperar da Paulicéia Desvairada: animação, pessoas bonitas e alto astral. O restaurante é quase uma instituição paulista. Sua arquitetura é um misto de um bistrô francês e um cantinho charmoso de Nova York e mantém traços bem semelhantes desde sua inauguração em 17 de novembro de 1981.

O Ritz é reduto de pessoas descoladas e possui um cardápio com opções variadas, adequadas para um jantar, para um esquenta ou para colocar a conversa em dia com os amigos. A carta de drinks varia dos mais tradicionais (Martini, Blood Mary) até as combinações diferentes de caiposkas com frutas exóticas.

Entre os pedidos preferidos, o imbatível é o bolinho de arroz (porção com 6 unidades). Virou um hit e ganhou fama como uma das marcas da casa. Outra opção bem familiar aos freqüentadores do Ritz são os hambúrgueres – rosados, altos e suculentos - como o Jubileu (peça de carne moída de 200 gramas, queijo emmental, rúcula, tomate-caqui, molho apimentado e anéis de cebola).

Mas, como disse, tem para todos: bife à milanesa com creme de espinafre e fritas, a famosa torta de frango guarnecida de salada e o penne mediterrâneo. Tem também para a vista: além dos freqüentadores, o staff quase desfila. É composto por modelos e estudantes universitários bem atenciosos e educados.

Bom, a apresentação foi feita. Agora, é ir ao Ritz, nos Jardins em SP, e ver se você consegue uma mesinha no salão ou no mezanino.

Ritz
Alameda Franca, 1088
Jardins - São Paulo
Telefone: (11) 3088-6808

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

DRINK_ME // Universo dos drinks


Por Juliana Raimo

Hoje, eu queria falar sobre vários assuntos. Drinks, garrafas e copos com design inovador, Drinks com sorvete na rede de restaurantes Wraps, alguns drinks com vodka e ingredientes “verdes” como manjericão, erva doce…e, por fim, um modo de fazer gelo - prático e super higiênico.

Uma garrafa de Vodka me chamou a atenção. A danada vem com uma fita led que você pode programar a mensagem que quer deixar na garrafa e modificá-la quantas vezes quiser. No site, tem o passo a passo de como programar. Uma inovação.

Cada vez mais, as empresas do mercado de bebidas investem no design das garrafas, rótulo e embalagens. Encontrei no site da drink design uma garrafa retangular simplesmente linda. Sonho de consumo de qualquer drink adicted.

Quem estiver viajando, vale a pena procurar!

Outras peças de design super bacanas que encontrei:



E vem por ai…
O lançamento no quesito coquetéis do restaurante Wraps são os Smoothie Cocktail, à base de sorvete. Um é o Córsega (R$ 11,90), smoothie preparado com vodka e sorbet de limão, batido com mix de frutas vermelhas naturais, e o outro é o Cuba (R$ 11,90), uma interpretação do Mojito cubano, preparado com sorbet de limão e folhas de hortelã. Para a entrada da primavera uma ótima opção!

Por fim, gostaria de falar sobre o Gelo Prático. É uma embalagem que você enche facilmente e despeja as pedras com rapidez também. Pode preencher com vários líquidos, como iogurtes, sorvetes e gelo em si.

Ele se enrola e cabe em qualquer lugar do freezer. Só não é reaproveitável, mas uma solução a mais para sua geladeira e seus coquetéis.

Fontes:
Vodka Medea - http://www.medeaspirits.com/
Gelo Prático - http://www.gelopratico.com/
Drink Design - http://www.drinkdesign.com.br/blog

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

GASTRONOMIX // Integral x semidesnatado x desnatado


O leite é um alimento com um balanço nutricional único: proteínas, carboidratos e minerais.Uma dúvida constante entre quem consome leite é qual o melhor para consumir. O Gastronomix resolveu te ajudar para você tirar estas dúvidas. Segundo a nutricionista Ana Beatriz Barrella, da consultoria RG Nutri, cada tipo de leite procura atender, da melhor maneira possível, as necessidades de uma categoria específica de consumidores. “A grande diferença entre a composição nutricional dos três tipos de leite - integral, semidesnatado e desnatado - é a redução parcial da gordura”, explica Ana Beatriz.

SEMIDESNATADO E DESNATADO

Apesar de ter uma redução de gordura, o leite semidesnatado mantém as mesmas quantidades de nutrientes e minerais, principalmente o cálcio. O leite semidesnatado é uma boa opção para quem aprecia o sabor original da bebida e se preocupa em manter uma alimentação rica em nutrientes, porém com atenção ao consumo de gorduras. “Ao optar pelo semidesnatado o consumidor garante uma redução significativa da ingestão de gorduras totais de aproximadamente 50%, mas mantém a quantidade de vitaminas e cálcio oferecida pelo integral”, acrescenta Ana Beatriz.

Para que o leite se torne semidesnatado e leite desnatado toda a gordura é removida por centrifugação, o que significa que o leite é colocado em uma máquina que o gira e a gravidade separa a gordura do líquido. Após esse processo, falando, grosso modo, a gordura é adicionada de volta ao leite aos níveis que o classifica como semi-desnatado (1,7%) e desnatado (0,2%).

Esse processo reduz as calorias do leite à metade, se comparado o leite normal com o leite desnatado. Há diferença de miligramas na quantidade de cálcio entre o leite integral (normal), semidesnatado e desnatado (magro). O leite desnatado possui quantidades similares de proteínas, cálcio, potássio, fósforo e outros nutrientes que também são encontrados no leite normal (integral). Então, esqueça aquela história que o leite desnatado é ruim por ter menos cálcio.

INTEGRAL

O leite integral é importante principalmente para crianças e adolescentes, já que a gordura é um nutriente fundamental para o bom funcionamento do corpo e, se consumida dentro das quantidades recomendadas, desempenha diversas funções como: prover energia, manter a temperatura corporal constante, proteger os órgãos vitais, facilitar a absorção das vitaminas e promover o esvaziamento lento do estômago, garantindo maior saciedade.

O teor de gordura de todo o leite normal (integral/gordo/normal) é elevado. Em cada 100g há, em média, 3.9g de gorduras, dos quais 2,5g são saturadas. Uma alta ingestão de gorduras saturadas pode aumentar a quantidade de colesterol no sangue, levando a obstrução das artérias e um aumento do risco de doença cardíaca.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

AO PÉ DO OUVIDO// A propósito de Djavan e de Ária

Por Rosualdo Rodrigues

Djavan é tão bom cantor quanto compositor. E Ária, o novo álbum, em que ele canta somente músicas de outros, é um bom disco de intérprete. Tudo muito bem feito, bem produzido... Mas há, ao mesmo tempo, uma modéstia que se sobrepõe às qualidades. O disco é despretensioso, simples, fácil de ouvir. E isso não contaria tanto se não tivesse sido feito por quem o fez. Quer dizer, é pouco vindo de quem vem.

Nos acostumamos a ouvir as canções de Djavan cantadas por tudo quanto é músico do tipo voz-e-violão pelos barzinhos da vida. E na hora em o que o próprio resolveu mostrar seu lado de crooner -- com um repertório eclético, que passa pela tradicional MPB, pelo samba e os boleros --, soa apenas como mais um deles, só que mais evoluído, claro. Com mais cacife, digamos.

Não há problema em compositores que gravam discos de intérprete — Caetano Veloso e Chico Buarque já o fizeram. Mas espera-se, nesses casos, trabalhos com qualquer coisa de marcante, o que não é caso de Ária — que, apesar de tudo, não merece ser ignorado, seja pelo respeito que Djavan e seu violão sempre merecem, pelo bom gosto do repertório ou pela releitura de Luz e mistério (Beto Guedes/Caetano Veloso), a mais, digamos, atrevida do disco.

E já que estamos falando de Djavan e de Ária, vale lembrar um disco que não é lançamento recente e não repercutiu tanto quando poderia. Em O amor é azul, a soprano Nadja Daltro interpreta canções do compositor alagoano com empostação lírica. O disco pode soar estranho em um primeiro momento, mas vai revelando sua beleza à medida em que vai avançando em suas 16 faixas.

Algumas músicas cabem mais confortavelmente nessa junção de lírico e popular, outras nem tanto. Mas, no geral, O amor é azul é um disco no mínimo interessante, com momentos emocionantes -- caso de O amor é tudo, Álibi, Meu bem querer e Oceano. Com seu canto preciso, Nadja Daltro mostra a obra de Djavan de uma perspectiva diferente e acaba revelando novas possibilidades e ângulos tão inusitados quanto bonitos de canções que pensávamos conhecer de cor e salteado.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

EU RECOMENDO // Recuerdos de um bife de chorizo


Thiago Lotufo (*)
Convidado especial do Gastronomix

Bife de chorizo – até onde eu sei – é um corte de carne tipicamente argentino tirado do que conhecemos como contrafilé. Alto, grosso e suculento, o bife, que mais parece um filé de brontossauro, é muy bueno. E nada mais adequado do que deglutir um bicho desses – que pode pesar quase meio quilo – in loco. Ou seja, lá na capital dos pampas: Buenos Aires querida.

Lugares simples, populares e com anos de funcionamento no ramo de servir e recolher pratos costumam ser uma boa dica para tal empreitada. O Lezama (foto acima), que beira umas oito décadas de portas abertas, é um deles. Fica em San Telmo, em frente ao parque de mesmo nome. O ambiente é de um genuíno bodegón.

Decoração sem firulas, garçons das antigas, cardápio "muy grande" e preços "muy pequenos". Não mais que uma dúzia de opções de vinho (baratos também) e aquela plena sensação de estar fazendo um programa de fim de semana digno da classe média portenha. O bife de chorizo? É uma das vedetes da casa e é bom, muito bom. Pero...

Pero em San Pablo mesmo, Brasil, onde o boi costuma ser oferecido na base do rodízio, hay un bodegón que tem um chorizo que é uma beleza. Trata-se do Bar do Mário, na esquina da Arthur de Azevedo com a Joaquim Antunes.

O Mário, o dono, é portuga e a fama (se é que tem fama...) do seu boteco pé-sujo deve-se à cerveja de garrafa, à feijoada e ao bolinho de bacalhau. Para o almoço do dia-a-dia, no entanto, nada mais nobre e reconfortante do que sentar em suas engorduradas cadeiras e solicitar um bife de chorizo ao Narciso, fiel escudeiro do seu Mário.

O filé de brontossauro brazuca não fica devendo em nada para o dos hermanos. Muito pelo contrário: a chapa do bar, com muitos quilômetros rodados e acolhedora de toda sorte de iguaria, confere um gostinho muy especial ao chorizo. É um verdadeiro carinho às papilas gustativas.
Saladinha de tomate (geralmente já bem passado...) com cebola e pãozinho chegam no preâmbulo. Acompanhamentos: feijão maravilha e arroz. Vale pedir uma porção de mini-fritas também, um guaraná Convenção e, claro, provar a pimentinha das boas.

Na hora de pagar, assim como em Buenos Aires, não vai doer no bolso (o chorizo no Mário sai por R$ 20 e até dá para dividir). Estômago cheio, você sairá feliz, mas um pouquinho defumado (dentro, onde fica o caixa, é um fumacê daqueles). Releve: serão recuerdos de um bife de chorizo querido”.

Lezama
Brasil, 359
San Telmo - Buenos Aires
Telefone: 4361 0114

Bar do Mário
Rua Arthur de Azevedo, 1162
Pinheiros - São Paulo
Telefone: (11) 3061 5865

(*) Thiago Lotufo, 36 anos, é jornalista e redator-chefe da revista de bordo da GOL Linhas Aéreas.

Tá indo para Buenos Aires?
Confira as dicas do GUIA GASTRONOMIX - BUENOS AIRES.
Com sugestões dos jornalistas Carlos de Lannoy, Marcelo Barbão, Gionava Teles, do cantor Thiago Petit e da nossa colunista de drinks Juliana Raimo. É pura diversão.

sábado, 23 de outubro de 2010

GASTRONOMIX // Espaguete com tomates e bacon


Confesso a vocês que não sou muito fã de bacon. Quando vejo aqueles cafés da manhã norte-americanos fico imaginando como alguém consegue comer aquilo todos os dias. É muita gordura. Mas, ao assistir a divertida Nigela na TV, vi que a danadinha gulosa preparava tomates com bacon para comer com pão logo de manhã.

O jeito que ela fez aquele tomate com bacon me abriu o apetite. Corri para o supermercado para comprar “os pedacinhos de porquinho” para fazer um molho. Ao invés de pão, uma massa no almoço. Para acompanhar, coloquei um vinho branco português para gelar (Grandjó, do Douro).

Espaguete com tomates e bacon

Ingredientes ( 3 a 4 pessoas)

- 500g de espaguete
- 8 tomates
- 1 pimenta dedo de moça fatiada
- 4 fatias de bacon cortadas em pequenas tiras
- ½ cebola
- azeite, sal e pimenta moída na hora

Preparo

- Jogue um fio de azeite em uma frigideira quente. Coloque os bacons e deixe eles cozinharem um pouco. Deixe eles ficarem um pouco mais escuro (cozido). Na sequência, bote as cebolas cortadas e mexa. Uma pitadinha de sal é bem vinda para não amargar a cebola.

- Mexa bem e coloque os tomates. Aos poucos, eles começam a soltar seu líquido e cozinharem. Moa pimenta do reino na hora e adicione também a pimenta dedo de moça.

- Misture, experimente e regule o sal. O ponto do molho é quando os tomates já cozinharam e se desmancharam, mas ainda mantém um pouco do formato do corte. Sirva num prato, coloque queijo parmesão e um fio de azeite.

Como diria Nigela, se sobrar um pouco do molho, guarde na geladeira e como no dia seguinte de café da manhã.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

DRINK_ME // BA parte lll - Livro de bares


Ao chegar em São Paulo, fui ao Conjunto Nacional ver o filme “Comer, Rezar e Amar”. Antes, passei pela incrível Livraria Cultura, point dos paulistanos em busca de um bom livro, e me dirigi logo a sessão dos livros de arte, arquitetura e, é claro, de drinks.

Sai de lá com três livros, sendo que um se chamava “Barras & Bares de Buenos Aires", por Inês de los Santos. Era tudo o que eu precisava para o meu próximo retorno a esta cidade cosmopolita.

O livro é um registro de absolutamente todos os bares bacanas de Buenos Aires e o mais legal é que, além de separar por bairros, tem dicas e receitas de drinks de alguns bartenders e “bon vivant” da cidade. É super bem editado com fotos lindas e cabe na bolsa na sua próxima viagem por lá.

Inês, a escritora, foi chefe de bar do famoso Gran Bar Danzon de BA e desde então trabalha como consultora para diversos bares e restaurante de lá.

Fiz uma seleção de Bares e Drinks que valem a pena:

- Em homenagem a própria escritora que tem o drink Old Fashioned como preferido, selecionei , além do drink, o bar que representa este espírito em Buenos Aires. O bar Lo de Roberto, calle Bulness, 331 em Almagro Caballito (pg 106). Reduto de tangueiros e jogadores é uma viagem no tempo com seu bar de madeira e seu shows de música da velha guarda. Tem uma mensagem na porta: Abrimos cuando llegamos, cerramos cuando nos vamos”.

A receita do drink é dada no livro pelo artista Sergio de Loof (pg 190):

Old Fashioned

-
3 doses de Whiskey (Bourbon)
- 3 gotas de angostura bitter
- 2 colheres de bar de açúcar
- Soda (completar)
- Twist de laranja
- Copo old fashioned

Pelo bon vivant e artista plástico Guillermo Luso, seu drink preferido na cidade é é o Dirty Martini:

- 2 ½ dose de gin London Dry
- ¾ dose de salmoura de azeitonas
- 2 azeitonas verde em taça martini

Preparado na coqueteleira com pedras de gelo grandes. Despejar em uma taça martini previamente gelada. Acrescentar duas azeitonas presas a um palito.

A dica é trocar as azeitonas por alcaparras gigantes. Também se obtém um delicioso coquetel.

- Bar Acabar, o mais kitch da região de Palermo, é sem dúvida um lugar nada monótono que vai despertar seu olhar e seu paladar. Calle Honduras, 5733, Palermo.

- Pelo artista plástico Juani Ávila, da receita clássica do drink Manhattan, ( whisky, vermute rosso, angostura e twist de laranja) , a dica é substituir o vermute pelo Aperol. O drink se torna mais “cítrico” e suave.

O livro com certeza vale o mergulho.

Fontes
- Barras: Bares de Buenos Aires, Inês de los Santos (Planeta)
- Livraria Cultura, Ed do Conjunto Nacional (Alameda Santos, Jardins)

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

AO PÉ DO OUVIDO // Divina, maravilhosa e moderna

Por Rosualdo Rodrigues

Gal Costa está anunciando um próximo disco, com músicas compostas por Caetano Veloso especialmente para ela e também produzido por ele. Numa entrevista que Caetano deu ao La Nación, disse que esse era um dos projetos dos sonhos dele. Certamente porque conhece a voz de Gal e deve achar, como quase todo mundo, um desperdício que ela venha sendo usada em discos tão desiguais há 30 anos.

Isso mesmo. Desde Aquarela do Brasil (com músicas de Ary Barroso), de 1980, a discografia de Gal é inconstante. Salva-se uma coisa aqui e outra ali, mas não tem um disco por inteiro que seja realmente sensacional (o que chega mais perto disso é Aquele frevo axé, de 1998).

Mas também não dá para crucificar a cantora, afinal, àquela altura – o ano de 1980 – ela já tinha presenteado os ouvintes de música brasileira com alguns discos essenciais em qualquer discoteca básica. De 1967 a 1980 foram 12 discos, cada um melhor que o outro, com uma Gal espevitada, ousada, à frente de seu tempo, tropicalista, ultraperformática... Cantar, de 1974, é delicado, suave; Gal, de 1969, é rascante, psicodélico... Discos tão diferentes, mas com algo em comum: o carisma de uma das melhores cantoras do Brasil. Tão boa que já deu crias do nível de Marisa Monte e Vanessa da Mata. Preste atenção!

Pois bem. Se você não conhece essa Gal Costa, não sabe o que está perdendo. E enquanto o tal disco escrito e produzido por Caetano não sai, não falta o que ouvir. Ainda mais que acaba de sair uma caixa, Gal total, com todos os discos dela lançados entre 1967 e 1983. Quer dizer, justamente o período de ouro. E ainda inclui uma coletânea de gravações dispersas e raras. Imperdível. O preço deve ser salgado, claro. Mas se quiser se certificar da qualidade do produto é só passar no site de Gal (http://www.galcosta.com.br/) que lá dá pra ouvir trechos de músicas de todos os CDs. E o que dizer dela cantando Negro amor no Fantástico? Demais.

Diez que me encantan (não tive como evitar duas intrusas):

1 ) Avarandado (Domingo, 1967)
2 ) Lost in paradise (Gal Costa, 1969
3 ) Cultura e civilização (Gal, 1969)
4 ) Tuareg (Gal, 1969)
5 ) Hotel das estrelas (LeGal, 1970)
6 ) Mal secreto (Fa-Tal, 1971)
7 ) Índia (Índia, 1973)
8 ) Lágrimas negras (Cantar, 1974)
9 ) Canção que morre no ar (Cantar, 1974)
10 ) Mãe (Água, 1978)
11 ) Já era tempo (Aquarela do Brasil, 1983)
12 ) Negro amor (Caras e bocas, 1977)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

GASTRONOMIX // Bienvenue, Toujours


Tem dias que dá vontade de estalar os dedos e cair numa cidade, num local charmoso, gozar de algum momento e...pimba – voltar a realidade. Talvez se o destino imaginado for Paris, dê um pulinho no bistrô Toujours, na 405 Sul, em Brasília. Você vai encontrar por lá um clima gostoso e uma comida autêntica francesa.

O restaurante completa dois anos em dezembro. Dos mesmos donos do restaurante Fred, o Toujours tem 180 metros quadrados, divididos em três ambientes. A decoração segue estilo provençal. Plantas subindo pela parede, cadeiras com pátina, cesto com alfazema, lustres rebuscados e duas pequenas fontes que jorram água pela parede. O ambiente ainda é contemplado com duas grandes janelas de seis metros de altura.

Bom, a comida é prioritariamente francesa tradicional, mas há também releituras mais modernas – em que ingredientes franceses são mantidos em versões diferenciadas. Você encontra, por exemplo, omelete, cassoulet (prato à base de feijão branco, pedaços de porco e pato desfiado), confit de canard (coxa e sobrecoxa de pato), e também pode comer um ravióli de pato com molho de laranja. Uma delícia a preço acessível. Paguei R$ 28,00 pela massa. O prato vem quentinho e bem servido.

Aliás, o atendimento da casa se destaca em meio ao serviço de baixa qualidade encontrado nos restaurantes de Brasília. O maitre comanda tudo com muita atenção e os garçons reforçam o bom atendimento. Sabem explicar os pratos, dão sugestões e servem o vinho de maneira correta.

Antes de falar de outros pratos, paro um pouquinho aqui para comentar sobre o couvert (R$ 7,00 por pessoa). Ele é composto por um pão bem quentinho, manteiga, pasta de azeitonas pretas e coalhada. Experimente. Vale super a pena. Observo apenas que os garçons devem alertar que não é uma cortesia da casa. A prática, muitas vezes, irrita o cliente que só percebe depois e fica constrangido.

De entrada, comi steak tartare (R$ 18,00) – servido com batatas fritas retangulares e que pode ser dividido para duas pessoas. Além do ravióli de pato, degustei uma costeleta de cordeiro acompanhada de feijão branco com molho de hortelã (R$ 35,00). No ponto. Depois, a sobremesa: profiteroles, com a típica calda quente de chocolate (R$ 16,00).

Confit de canard em próprio molho

Tudo acompanhado de vinho branco chileno Veo – Chardonnay (R$ 53,00) bem gelado. A adega climatizada fica na parte superior e a casa tem uma carta de vinhos com aproximadamente 180 rótulos. Há garrafas de preços acessíveis, mas algumas bem salgadas.

O Toujours tem, na hora do almoço, um menu executivo que varia de R$ 29,00 (prato principal) a R$ 36,00 (entrada+prato+sobremesa). Também já experimentei e vale muito a pena. Preço honesto para uma comida, bem feita.

Tenho apenas um “senão”: o site do restaurante não condiz com a qualidade da comida e do atendimento. Releve isso e estale seus dedos. Seu pedido pode estar mais acessível do que imagina.

Toujours Bistrot
405 Sul bloco D loja 16/18
Asa Sul - Brasília
Telefone: (61) 3242 7067
Site:
http://www.toujoursbistrot.com.br

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

EU RECOMENDO // Alfredo em Nova York


Por Bernardo Bittar (*)
Convidado especial do Gastronomix

“Refletindo sobre os melhores roteiros gastronômicos que realizei, foi no cinema que eu percebi que estava apaixonado. No fim do filme Paris, Te Amo, entendi que o fascínio por coisas simples é mais comum do que se imagina. Enquanto uma personagem do filme declarava-se ensandecida pela cidade Luz, me dei conta de que meu coração tinha dona: a gastronomia. Foi aí que comecei a fazer ensaios do que viria a ser minha profissão. Em se tratando de comida, pra mim, não existe melhor lugar do que o restaurante Alfredo, em NYC.

Após patinar no Rockfeller Center, exausto e com fome, pensei em arriscar em algum restaurante do complexo, mas o jantar já havia sido escolhido. Surgiram sugestões para experimentar a legítima pasta italiana (feita em Nova York), e nada mais carcamano que jantar no Alfredo.

De tão bom, o prato Fetuccine Alfredo tornou-se conhecido mundialmente e, é claro, que foi idealizado pelo mentor da rede de restaurantes. Esta unidade fica entre a 5th e 6th avenue, uma mão na roda para quem quer visitar a famosa rua de nº 5.

Ao entrar na casa, não se assuste. O preço não foge dos padrões comuns, o que não condiz com a imponência do local, mas é ótimo para o turista. Logo na chegada, percebe-se que os talheres dourados estão prontos para serem utilizados e é, na chegada do couvert, que surge a oportunidade.

O mimo é, ao mesmo tempo, simples e sofisticado. Consiste em vários pães acompanhados por pastas diversas e uma inusitada mistura de azeite de oliva, vinagre balsâmico, sal e ervas italianas.

Pode parecer comum. Realmente é. Mas, para mim, foi uma maneira de imortalizar, entre uma viagem e outra, aquela refeição. Entendam que o prato principal também estava fantástico, porém, dispensa comentários.

O que me faz recomendar o Alfredo é a lembrança que tenho dos bons momentos que lá passei. Comentar um detalhe tão inusitado mostra a você, leitor, tudo o que você pode esperar deste restaurante.”

Alfredo of Rome
4 W 49th St
Nova York – Estados Unidos
Preço: Entre US$31 e US$50
Site: http://www.alfredos.com/
E-mail: alfredo.reservations@verizon.net
Telefone: (212) 397 0100

Funcionamento
Almoço: Segunda - Sexta 11h 30 às 15h, Sábado 12h às 16h, Domingo 13h às 15h 30.
Jantar: Segunda - Sexta 17h às 23h, Sábado 17h às 22h, Domingo 16h às 21h.

(*) Bernardo Bittar é um estudante apaixonado por redação. É goiano, agitado, acredita na sorte e nas palavras. Escreve o caderno Espaço Gourmet do Jornal de Brasília e, integrando a lista dos mais novos colunistas do Brasil, dá pitacos em sua coluna Na Balada!. Se acha moderninho e resolveu montar um blog para provar que realmente o é. Diversão ainda é primordial. Acesse: http://www.jornaldebrasilia.com.br/site/blogs/nabalada