quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

AO PÉ DO OUVIDO// Cícero e a caixa de melodias

Por Rosualdo Rodrigues

O cantor Cícero se apresentou semana passada em Brasília, com lotação esgotada pelo menos três dias antes do show. Talvez você nunca tenha ouvido falar em Cícero, ou ouviu, mas não ouviu o que ele canta. É que Cícero é um típico fenômeno de internet. Desses que vão sendo conhecidos não boca a boca, mas clique a clique. Alguém conhece, gosta, descobre um vídeo no YouTube ou a página no MySpace, posta um link no Fabebook ou no Twitter e por aí vai.

Ele tem 25 anos, cara de garoto, e faz uma música que tem muito a ver com outro artista incensado de sua geração, Thiago Pethit. Intimista, reflexiva, acústica.... Tem também algo de Los Hermanos. Mas tem personalidade. Interessante, no mínimo -- confesso que, se tivesse o escutado antes, até teria ido ao
Feitiço Mineiro vê-lo. Canções de apartamento é nome do disco dele. O primeiro, claro.

E, evidentemente, sendo Cícero um fenômeno da internet, você nem
precisa ir a uma loja comprar o CD. Basta estar conectado para ouvi-lo. Canções de apartamento pode ser ouvido inteirinho na Melody Box, plataforma virtual que abriga o trabalho de músicos e bandas de diferentes estilo. Um verdadeiro playground para quem procura novidades.

O portal é um barato. Quando você se cadastra, de graça, ganha
pontos enquanto escuta música (e troca por prêmios depois), pode fazer download de todo o acervo do site e entrar em contato com pessoas que tenham o mesmo gosto musical que o seu (tipo rede social), entre outras facilidades.

Bacana é que todo mês eles dançam uma coletânea que chamam de “coletânea móbile”. Uma vitrine. Você ouve e, gostando de um e outro, pode ir na busca e se aprofundar ouvindo mais músicas do artista de seu agrado. Duas recentes são Eletro Alternativo Fora da Caixa Vol. 2, que inclui a banda brasiliense Lucy and the Popsonics, e Apostas 2012 Vol. 3, que traz na seleção o próprio Cícero e outros nomes surgidos na rede em 2011. Viciante..

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

EU RECOMENDO // Descubra uma outra Índia


Por Thiago Poggio Pádua (*)
Convidado especial do Gastronomix

“Morando na Índia há seis meses, acho que a característica local que mais me assombra – entre os inumeráveis motivos que há para assombrar-se por aqui – é a enorme discrepância social.

E veja que sou do Brasil, que não é nenhuma Suécia e onde a Favela da Rocinha tem vista para o Fashion Mall. Mas na Índia tudo isso ocorre de modo muito mais extremo, em ambas as pontas! Para dar só um exemplo, em Delhi, uma favela como das que nem deve mais existir nas capitais brasileiras fica ao lado de um shopping que deixa o Fashion Mall com certo ar de frugalidade... E ninguém parece importar-se com isso.

Por essa razão, achei adequado escrever um texto que retratasse esses dois lados deste país tão diverso. E para começar com a Índia como em geral a imaginamos, nada mais apropriado do que o “Karim’s”. Le voilà:

O restaurante se espalha entre várias salas num beco, e os garçons passam com bandejas entre clientes, moradores, motociclistas e, às vezes, até alguns animais.

O Karim’s é um restaurante de cozinha mogol estabelecido em “Old Delhi”, próximo à Mesquita Jama Masjid, desde 1913. Para quem não sabe o que é mogol (eu sequer tinha ouvido essa palavra até chegar aqui), tratou-se de um povo muçulmano que reinou na Índia de 1526 até a chegada dos ingleses em 1858.

Construíram, por exemplo, o Taj Mahal. Falar de cozinha indiana, sobretudo do norte da Índia, sem falar deles é virtualmente impossível. No resto do mundo, o que normalmente chamamos de “comida indiana” é, na verdade, o resultado da influência mogol na tradição dos povos que já viviam aqui. E no Karim’s você encontra tudo aquilo: frango tandoori, biryani de cordeiro, carnes marinadas com iogurte e os mais diversos temperos, chicken tikka, dal e pães como naan, roti e chapati.

Os kebabs são ótimos, assim como o pão assado no tandoor. O prato no canto superior esquerdo, coberto num caldo de aparência meio suspeita, é um saborosíssimo cordeiro cozido num molho de amêndoas e especiarias.

A comida é uma delícia e, se estiver num grupo pequeno, você provavelmente será sentado com outros comensais à sua mesa. Se forem indianos, melhor ainda, porque dá para pedir dicas, além de poder observar como eles comem usando só a mão direita! O público inclui famílias indianas de classe média, turistas de todos os cantos do mundo e muitos grupos de amigos jovens.

Os preços são mais que acessíveis, com pratos que custam, em média, 6 reais. Cada romali, que é uma espécie de pão sírio, sai por módicos 30 centavos, e você vê os cozinheiros os amassando, abrindo e enfiando no tandoor! E tudo isso sob um paradigma de higiene que deixaria qualquer fiscal da vigilância sanitária de cabelos em pé!

O restaurante é extremamente popular: dizem que vendem 450kg de cordeiro e 1.200 de frango todos os dias. Na verdade, é tão popular que já foi até pirateado, e logo na entrada você encontra uma placa avisando que os restaurantes “Karim’s” de tais e tais lugares não são filiais suas! Que pelo menos isso fique claro em meio a toda aquela balbúrdia!

Comer no Karim’s envolve mais do que o puro sabor da comida; é também uma maneira de experimentar a Índia. A comida é ótima, mas se estiver atrás de bom serviço ou badalação, melhor nem ir! Eu só consegui comer lá na segunda vez que fui.

Na primeira, depois de passar por uma viela imunda no caminho, onde açougueiros esquartejavam uns cordeiros a machadadas, meus companheiros recém-chegados se recusaram a ficar! Eu, depois, voltei e voltei de novo, inclusive com um deles, e recomendo! (Só não me responsabilizo!)

O Karim’s fica logo ali à esquerda, incrustado no miolo de Old Delhi...

Mas, como disse logo no início do post, nem tudo na Índia é pitoresco. E para aqueles dias em que você se vê cansado de tanta confusão, há muitas alternativas sem ter que recorrer ao Indira Gandhi International Airport... O brunch de domingo do Threesixtyone, no Hotel Oberoi, em Gurgaon (cidade a cerca de 25km de Delhi onde, dizem, está o futuro da Índia), é uma delas:

De cara, já impressiona a opulência do hotel em si, pertencente a uma das mais exclusivas redes da Índia. O lago artificial, com a construção modernosa à frente e a parede de heras ao lado, forma um lindo espelho d’água, de um azul improvável.

A caminho do restaurante, o naipe das lojas no lobby dá uma dica do tipo de lugar que vem pela frente: Burberry, Bottega Veneta e Jimmy Choo são três delas. Há mesas do lado de fora, à beira do lago, que são a melhor pedida para os meses em que o tempo permite estar ao ar livre.

Durante os dois ou três meses que dura o inverno de Delhi, os aquecedores tornam possível ficar do lado de fora. No auge do verão, melhor mesmo é aproveitar o ar condicionado.

De todo modo, o ambiente é extremamente agradável, e o serviço, como é a regra em lugares muito luxuosos na Índia, mais do que atencioso. O garçom certamente não deixará sua taça esvaziar-se e fará de tudo para te agradar. No dia em que fui, estava comemorando o meu aniversário e, além de uma garrafa de vinho para levar pra casa, ganhei, também, um bolinho de presente:

O buffet do brunch é variado e tem para todos os gostos. Você escolhe se quer com bebida alcoólica ou não. Eu recomendo a primeira opção, e assim você se esbalda com taças de Veuve Cliquot ou do vinho que preferir. Pode até aproveitar para provar um vinho indiano (os indianos fazem vinho desde muitos séculos antes de Cristo!). Verdade que não é lá essas coisas, mas não chega a fazer feio.

A comida é preparada com grande delicadeza e é toda muito saborosa. São cinco estações de self service (saladas e frios, indiana, pães, continental e japonesa), além da mesa de sobremesas e de tudo o que se pode pedir à la carte. Se sentir falta de alguma comida, pergunte. Dificilmente ouvirá um não! O perigo é empolgar-se e comer demais. Tive que me conter para não pedir uma segunda cestinha de dim sum, mas não podia correr o risco de não chegar aos doces!

E como se tudo isso já não bastasse, no Threesixtyone é possível encontrar algo muito inusitado na Índia, inclusive legalmente vedado em alguns estados: carne bovina, e bem feita! Comi um “tenderloin” digno de qualquer boa churrascaria portenha! (Mas essa não fica exposta, e o garçom, ao ver seu rosto ocidental, vem oferecer-lhe à mesa!)


E se não tiver tempo ou vontade de ir até Gurgaon, o Threesixty, no Oberoi de Nova Delhi, oferece um brunch da mesma categoria, a poucos quilômetros do centro da cidade:

Repare no chapéu do cozinheiro. Se aqui os sikhs não tiram o turbante nem para pôr capacete de moto, certamente não seria para cozinhar que o tirariam!

Seja onde for, a verdade é que comer na Índia é um grande prazer, além de uma descoberta. A cozinha baseia-se nas centenas de especiarias que se usam para tudo, e cada cozinheiro, em cada casa ou restaurante, as mistura à sua moda. Identificar os variadíssimos ingredientes é um desafio para qualquer gourmet e uma verdadeira experiência para o paladar. A pimenta às vezes machuca os lábios, mas nada que uns goles de “lassi” não resolvam num minuto!

Dizem, porém, que a autêntica comida indiana está mesmo é nas ruas! De fato, são milhares os vendedores ambulantes de todo tipo de alimento, e sempre ocupadíssimos com seus fregueses. Eu, por enquanto, só me aventurei a tomar, na rua, um “chai”. E gostei. Quem sabe em breve não me anime a uma refeição completa. Prometo escrever sobre a experiência. Se sobreviver...”

(*)Thiago Poggio Pádua é diplomata de carreira, formado em Direito. Mora há seis meses na Índia. Nasceu em Goiânia, em 1979, e, antes de Nova Delhi, viveu em em Buenos Aires.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

DRINK_ME// Onde “botecar”em São Paulo


Por Juliana Raimo

Recentemente, ganhei um livro de uma querida amiga chamado “Botecos São Paulo” (com 56 endereços de botecos).
Claro que isto me inspirou para falar deste tema. Lá, tem desde os locais mais tradicionais até os mais “moderninhos” e todos estes ícones que fazem parte deste universo de “botecar”.

A começar pelos
cardápios, onde quase nunca todas as comidas e bebidas disponíveis estão escritas neles. Olhe bem para as paredes, prateleiras e balcões. Quadros negros, cartolinas e painéis de plástico informam os preços, as novidades e a sugestão do dia.

Depois, vêm as bolachas de chope. Quem já não levou uma para casa? Este porta copos de papelão, além de impedir que sua mesa fique inteira molhada, ajuda a marcar a quantidade de bebidas consumidas. Recentemente, estive no restaurante Taberna 474 (rua maria carolina, 474 tel 3062 7098), no Jardim Paulista, e simplesmente tive de pedir ao garçom para me ceder seis bolachas lindas inspiradas nas ruas de Portugal. O Taberna é uma tasca lisboeta do empresário Ipe Moraes, mesmo dono do restaurante Adega Santiago.

Os
copos dos botecos costumam servir chope, cerveja, cachaça e caipirinhas. Os mais sofisticados já têm o copo martini ou taça dry para coquetéis mais requintados.

Alguns destes copos são o tulipa (rabo de peixe), caldereta (normal, garotinho e viena), hannover e as canecas.

O que se bebe por lá?
As cervejas tem se diversificado cada vez mais, acrescentando às tradicionais brasileiras, as artesanais e importadas. A cachaça - então - nem se fala. Parece que há uma competição entre os botecos para saber quem coleciona mais rótulos, colorindo as prateleiras suspensas.

Os coquetéis mais usuais são claro as caipirinhas e caipiroskas, hora tradicionais de limão, hora super diversificadas com todo tipo de fruta. Além das batida de coco, claro. Mas hoje, nos botecos recém inaugurados ou naqueles que contrataram a nova geração da coquetelaria paulistana, os drinks já invadem os cardápios. Um exemplo disto é o Seu Boteco, Sub Astor e o São Cristovão (na Vila Madalena).

E por fim, para completar os ícones deste mundo botequeiro, temos os
petiscos que, da forma que são preparados, só se come no Brasil e são simplesmente irresistíveis. O bolinho de abóbora com carne seca e de bacalhau, a coxinha, o pastel, as empadas, o croquete…humm já estou com água na boca!

Destaco aqui três botecos, que vocês não podem deixar de conhecer:
- Bar do Léo (70 anos de tradição)

Dica do sr.Luiz Oliveira, funcionário desde 62: “se quiser parar de consumir chope, coloque a bolacha sobre o copo”…

Recomendo: o bolinho bacalhau da dona Maria com chope Brahma (só às 4as a partir 17h e sábado o dia todo mas com risco de acabar lá pelas 14h)

Rua Aurora, 100
Telefone: (11) 3221 0247
Horário: de 2a a 6a das 10 as 20:30h e Sab das 10 as 17h, fecha aos domingos.

- Bar Veloso (Vila Mariana, caipirinha premiada)

Recomendo: Caipirinha de uvas verdes do bartender Souza e coxinha de frango

Rua Conceição Veloso, 56
Telefone: (11) 5572 0254
Terça a sexta das 17h30 à Sábado das 12h45 à 00h30 e Domingo das 16h às 23h

- Estadão (aberto 24h, desde 1968)

Recomendo: Cerveja e sanduíche de pernil

Viaduto Nove de Julho, 193
Telefone: (11) 3257 7121
Aberto de Domingo a 2a

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

GASTRONOMIX // Tem Tailândia no Leblon


Estava com saudades do meu Rio de Janeiro. Desembarquei na sexta passada com missão de preparar um jantar em homenagem à Iemanjá na casa de Tina Vieira e William Passos. Andando pelo Leblon, resolvi marcar na minha agenda uma ida ao Sawasdee, um tailandês que mistura a comida original asiática com toques contemporâneos e, às vezes, fusion. A filial do restaurante na capital carioca existe desde dezembro de 2007.

Bati ponto lá no domingo na hora do almoço. Numa mesinha no canto, lembrei da primeira vez que fui ao restaurante em Búzios. Foi pura magia. Estava com a expectativa lá em cima.

A cozinha dos chefs Marcos e Thiago Sodré tem um borogodó interessante. É leve, alegre e bem executada. O atendimento é atencioso e, em questão de minutos, o restaurante lotou. A comida demorou um pouco, mais do que devia. Em compensação, o paladar agradeceu.

Para abrir os trabalhos, drinks:

Há várias opções de entradas. As que mais me chamaram atenção, além das que pedi, foram: gaspacho thai com creme de coentro e mexilhões no vapor (R$ 19,00) e polvo grelhado com curry de manga e relish de pepino (R$ 23,00).


Mix de entradas

Coconut Shrimp (R$ 25,00) - Camarões em crosta de coco ao molho de laranja, mel e chili

Pastéis de shimeji, shitake, nirá e queijo de cabra (R$ 23,00)

Na etapa principal, queria a parte direita toda do cardápio. Brincadeira... Muitas opções divididas em carnes, aves, frutos do mar, vegetarianos... Difícil resistir a combinações tão interessantes da comida tailandesa. Experimentei:

Camarões com shitake, aspargos, legumes e refogados com molho de ostras salpicados com coentro e alho torrado (R$ 65,00)

Magret marinado em especiarias grelhado ao curry de laranja e purê de banana, cebolas croncantes e couve frita (R$ 63,00)

Saí de lá com a memória reforçada e com a certeza de que, se eu quiser rmatar a saudade da Tailândia e estiver com o tempo curto, vou para o Rio de Janeiro.

Sawasdee Bistrô
Rua Dias Ferreira 571 - loja A
Leblon - Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2511-0057

AO PÉ DO OUVIDO// Podes crer, amizade!

Por Rosualdo Rodrigues

Quantas músicas sobre o amor você conhece? E quantas sobre a amizade? Nem precisa fazer as contas. As canções de amor são infinitamente mais numerosas. Sem pensar muito, cite uma música sobre amizade que não seja Canção da América, do Milton Nascimento. Não sai assim tão fácil, não é? Meu caro amigo, do Chico Buarque talvez... Mas essa, apesar do título, é mais uma crítica ao quadro geral do país de então do que uma exaltação ao sentimento fraternal...

Os compositores, ao que parece, não encontram na relação de amizade uma fonte tão inspiradora quanto são os prazeres e dissabores da relação de casal. De certa forma, refletem assim um pensamento generalizado, que tem o encontro do par romântico como essencial á felicidade e coloca em segundo patamar de importância o afeto desses “irmãos que a gente escolhe”, como dizem por aí. Aqui e acolá, porém, alguém lembra que não é à toa que falam que "mais vale amigo na praça que dinheiro no banco".

Nesse quesito, Roberto Carlos até que está bem na fita. Ele já disse que quer ter um milhão de amigos em Eu quero apenas, e fez Amigo e Amiga. A primeira foi dedicada ao parceiro Erasmo Carlos (“você, meu amigo de fé, meu irmão camarada”) e a segunda é aquela que ele canta em dueto com Maria Bethânia (“Amigo, eu te agradeço por você sofrer comigo, mas se você chorar choro contigo, amigo é pra essas coisas, estou aqui”).

O rei carrega um pouco na carga de emoção, é fato. Mais bonita é a singeleza poética de Amizade sincera, de Renato Teixeira, que gravou a música com Dominguinhos (“Por isso, se for preciso, conte comigo, amigo, disponha, lembre-se sempre que, mesmo modesta, minha casa será sempre sua”). E Milton Nascimento tem uma, não tão conhecida quanto Canção da América, mas que, para mim, é imbatível na tradução da felicidade que é reconhecer a verdadeira amizade: Que bom amigo (“Que bom, amigo, poder saber outra vez que estás comigo; dizer com certeza outra vez a palavra amigo; se bem que isso nunca deixou de ser”).

Embora raras, deve haver outras, claro. Quem se lembrar de alguma, me diga, por favor. Vamos fazer uma lista tipo “cancioneiro da amizade”. Se as canções de amor acentuam em nós o desejo de amar alguém, quem sabe ouvir essas músicas não acende o sentimento fraternal de que tanto precisamos para sobreviver nestes dias estranhos?

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

EU RECOMENDO // Delícia, assim você me mata!


Por Hélio Albuquerque (*)
Convidado especial do Gastronomix

“Delícia, delícia, assim você me mata!!!! Ai se eu te pego, ai ai, se eu te pego...”.Neste verão, com o hit “Ai se eu te pego” bombardeando nossas cabeças, conheci dois restaurantes fantásticos, peculiares e absolutamente diferentes em minhas andanças por Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

O primeiro chama-se Taste-Vin, aberto em 1988 em Belo Horizonte (MG). Conhecido e reconhecido por sua excepcional cozinha francesa possui o proprietário, chef e sommelier Rodrigo Fonseca a frente das criações gastronômicas e da exclusivíssima carta de vinhos.

A grande atração do Taste-Vin são os aerados soufflés, tradição na casa desde sua abertura que, lindamente apresentados, nos convidam a devorá-los com os olhos antes mesmo da primeira garfada. Além dos soufflés, espetaculares criações do chef completam o cardápio do charmoso restaurante.

Em minha passagem por lá, pedi camarões ao creme com um toque de curry e açafrão, acompanhado, é claro, por um soufflé de alho-poró, que por sugestão do chef, recebeu queijo gruyère.

O que dizer??? Delírio??? Isso... Simplesmente um delírio.

Seguindo viagem, ainda sobre o hit do verão, aportei no Rio de Janeiro, cidade natal, maravilhosa e cheia de encantos mil... Sempre achei que em se tratando de gastronomia, para uma noite ser maravilhosa ela tem que agregar três ingredientes... Boa companhia, belo ambiente e excelente comida.

Para tanto, indico no Rio o restaurante DUO, que acaba de completar um ano ali no Jardim Oceânico, Barra. Excelente comida e belíssimo ambiente eu posso garantir, mas a companhia, deixo por conta de cada um de vocês... As minhas foram maravilhosas.

Com o propósito de oferecer uma tradicional cozinha Italiana, os sócios Nicola Giorgio e Dionísio Chaves convidaram o chef Michele Del Mônaco para criar o cardápio do restaurante, que além da sofisticada carta de vinhos, possui um projeto fantástico assinado por Miguel Pinto Guimarães e impecável luminotecnía de Maneco Quinderé.Por sugestão de uma prima, pedi um gnocchi com crosta de pizza, experimentando assim, o mais sensacional, suave, bem apresentado e delicioso gnocchi que já comi em minha vida.

Cortada em minúsculos pedaços, a massa vinha coberta por uma fina camada de massa de pizza, o que além de manter a temperatura do gnocchi, trazia ao mesmo, uma textura crocante a cada garfada. Indescritível!!!!

Outra sugestão foi o maltagliate com javali, mas este, eu vou deixar para a próxima ida ao Rio, ficando por aqui com o hit, que no mínimo, marcou “divertidamente” minha temporada gastronômica... Delícia, delícia, assim você me mata!!!

TASTE-VIN
Rua Curitiba 2105
Lourdes – Belo Horizonte
Tel: (31) 3292-5423
http://www.tastevin-bh.com.br/

DUO
Av. Érico Veríssimo. 690
Barra da Tijuca – Rio de Janeiro
Tel: (21) 2484-4547
http://www.duorestaurante.com.br/

(*) Hélio Albuquerque é arquiteto. Carioca, nascido em 1966, ele se mudou para Brasília em 1973. Voltou ao RJ onde cursou faculdade de Arquitetura e Urbanismo na Universidade Santa Úrsula. Em 1996, associou-se a colega Sônia Peres e, de lá pra cá, trabalham juntos em projetos – muitos deles, premiados.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

DRINK_ME // Tapas Week. Essa moda pega


Por Juliana Raimo

Os eventos “Week” no país estão, cada vez mais, abrangendo novas áreas e se tornam mais específicos. É o caso do Tapas Week, em São Paulo. De 3 a 11 de fevereiro, o evento abrange diversos bares e restaurantes como é o caso do Torero Valese que oferece menu especial a R$ 55,00.

Em sua segunda edição, com uma iniciativa do Escritório de Turismo da Embaixada da Espanha, o Tapas Week reunirá o melhor da gastronomia espanhola, em um roteiro exclusivo para os que amam as iguarias ibéricas. Os participantes são:

Restaurantes (almoço e jantar)
Alma María, Arola Vintetres, Brasero Amatxu, Clos de Tapas, Eñe (foto), Porto Rubaiyat.

Bares (noite apenas)
Gràcia, Donostia, La Madrileña, La Tapa, Torero Valese e Verissimo.

Como funciona
Os menus degustação são compostos por tapas frias, quentes e sobremesas. Com preços fixos de R$ 85,00 nos restaurantes e de R$ 55 nos bares, incluem também uma taça de vinho. Bebidas, couvert, Serviço de Valet e Taxa de Serviço não estão inclusas.

A Tapas Week é uma ótima oportunidade conhecer a diversidade de sabores e receitas da tradicional e da nova cozinha espanhola, assim como degustar os excelentes vinhos

Restaurante Torero Valese

O Torero Valese apresenta um cardápio que mescla tapas tradicionais e outras criadas pelo chef Juliano Valese inspiradas nos sabores ibéricos. Sempre à noite, o bar servirá uma seleção de sete tapas a, que começa com o Gazpacho, segue com as Gambas al ajillo, (camarões fritos em azeite com alho e páprica picante), e a Lula en su tinta com creme de grão de bico. A tapa de Chistorra, um tipo de linguiça apimentada, vem acompanhada de tomate confit, cebolas carameladas e batatas.

A próxima etapa é o brie gratinado com tomate catalão e berinjela empanada, seguido do clássico montadito de pão, tomate e jamón serrano. Ao final, é a vez do Polvo pomodori com crisp de alho poró, em que o molusco é preparado em uma redução de tomate fresco, vinho branco e ervas.

Durante o evento, a casa também oferece um preço especial de vinhos em taça (R$7) e da garrafa da cava Freixenet (R$ 59).

Torero Valese
Rua Horácio Lafer, 638
Itaim – São Paulo
Tel: (11) 3168-7917
www.torerovalese.com.br

Outros endereços e horários de funcionamento:

1- RESTAURANTES
- Alma María
Rua Oscar Freire, 439 Cerqueira César – SP Tel: (+5511) 3064 0047
www.almamaria.com.br

- Arola Vintetres
Alameda Santos, 1437 Jardins – SP Tel: (+55 11) 3146 5923
www.arolavintetres.com

- Brasero Amatxu
Rua José Maria Lisboa, 1065 Jardim Paulista – SP Tel: (+5511) 7744 9141
www.braseroamatxu.com

- Clos de Tapas (foto)
Rua Domingos Fernandes, 548 Vila Nova Conceição Tel: para reserva: (+5511) 3045 2220
www.closdetapas.com.br

- Eñe Restaurante
Rua Dr. Mário Ferraz, 213 Jardim Europa Tel: (+5511) 3816 4333
www.enerestaurante.com.br

- Porto Rubayat
Rua Amauri, 225 Itaim Bibi Tel: (+5511) 3077 1111
www.rubaiyat.com.br

2 - BARES
- Donostia
Rua Simão Alvares, 484 Pinheiros – SP Tel: (+5511) 3034 0996
www.donostia.com.br

- Gracia
Rua Coropes, 87 Pinheiros – SP Tel: (+5511) 2306 5478
www.graciabar.com.br

- La Madrileña
Rua Cônego Eugenio Leite, 1127 Pinheiros – SP Tel: (+5511) 3034 0344
www.lamadrilenasp@gmail.com

- Torero Valese
Av. Horácio Lafer, 638 Itaim Bibi – SP Tel: (+5511) 3168 7917
www.torerovalese.com.br

- Verissimo
Rua Florida, 1488 Brooklin – SP Tel: (+5511) 5506 6748
www.verissimobar.com.br