sábado, 13 de setembro de 2014

DRINK_ME // Clássicos as 3as com Kascão Oliveira

Juliana Raimo
Colunista de Drinks do Gastronomix

Em 1949, surge no centro de São Paulo um restaurante-bar chamado Paribar. Nome que nasceu da singela junção das sílabas iniciais de 'Pastifício, Ristorante e Bar'. Foi um ponto de grande efervescência cultural nas décadas de 50, 60 e 70, onde beberam e festejaram intelectuais, políticos, jornalistas, poetas e os boêmios paulistanos. Passaram por lá personalidades como Che Guevara, Mick Jagger, Keith Richards ente outros.


Em 2010, o chefe/empresário Luiz Campiglia reabriu o Paribar com a intenção de reviver a história e o ambiente de um local que marcou a Cidade de São Paulo. Mantendo sua característica clássica com a restauração do mobiliário e da fachada, trouxe uma nova gastronomia para agradar a várias gerações.

As 3as feiras, o Paribar faz um festival de drinks clássicos comandado pelo premiado barmar Kascão de Oliveira, que recebe os clientes com uma simpatia energizante e pronto para preparar um dos melhores Dry Martinis da cidade.

Sente- se ao bar e pergunte qual a sugestão do dia. Antes de pedir pergunte sobre a história do drink. Você fará uma viagem no tempo e após o primeiro gole, aquele coquetel se tornará inesquecível.

Quando passei por lá, junto a amigos queridos, começamos pelo clássico
Bloody Mary (R$ 25 a R$30) – vodka, suco de tomate, temperos e limão - ótimo para abrir o apetite e seguimos com um Vésper (R$ 27 a R$33) – Gin, vodka, lillet blanc e casca de limão siciliano (zest) – estupidamente gelado, drink de “gente grande”.
Como não podia deixar de provar o clássico Old Fashioned (R$ 25) – um dos meus drinks preferidos do momento – Kascão preparou o coquetel com um Bourbon Jim Bean e o delicioso licor Gran Marnier, que “dá o melado” segundo ele. As rodelas de laranja são indispensáveis para o toque cítrico final.
Com uma localização incrível no centro de SP, o Paribar veio para permanecer mais 50 anos! Fica entre uma praça super arborizada (Dom José Gaspar), o edifício com a melhor vista de SP – terraço Itália – e uma galeria de lojas que hoje é point da galera cool  - galeria Metrópole. Não deixe de assistir ao vídeo de introdução no site do Paribar que passa de forma criativa a atmosfera do local:
Paribar
Praça Dom José Gaspar, 42
República 01047-010 São Paulo, SP, Brasil
Tel.: +55 11 3237.0771
Cel.: +55 11 96184-3399
- Agradecimentos: Bartender Kascão de Oliveira e Monsters Comunicação

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

30ml // Um sofá e o melhor café...

Sandro Biondo
Colunista de Café do Gastronomix

O comentarista que vos escreve e que tem a única pretensão de sempre trazer um toque de leveza à quase arte de se beber cafés, anda agora numa ponte frequente entre Brasília e São Paulo, por causa de estudos, novos projetos de vida, desafios que se apresentaram. 

Parece despedida, né? Não é. Na verdade, nessas andanças por aqui e acolá tentarei trazer mais referências sobre bons locais para a gente frequentar. Vai que você tenha São Paulo como rota ou destino... beber café na pauliceia é programa obrigatório, porque como em nenhum outro lugar do país há tanta cultura e agregação em torno da cafeína.  

Pois nestas batidas de rua descobri o Sofá Café que, na verdade, nem é novo para quem não é forasteiro como eu. Ótima surpresa. O Sofá está milimetricamente instalado em alguns dos pontos mais descolados da capital paulista. 

Opção não falta, seja na matriz de Pinheiros (que tenho chamado de Palermo Paulista, em comparação ao número de restaurantes, bares e cafés bacanas que povoam o bairro de Buenos Aires); na filial dos Jardins; ou mesmo nas pequenas unidades instaladas dentro da Escola São Paulo de economia criativa, na rua Augusta. A decoração dos ambientes segue a linha da simplicidade com charme. Principalmente nas unidades de Pinheiros e Jardins você vai estar bem acomodado.

Peça o espresso sem obrigação de explicar que é curto. A medida de 30ml, que não por acaso dá nome a esta coluna, é a medida padrão e só vem diferente se você especificar pedindo um longo ou um carioca (você sabe que não recomendo estas variações, portanto o risco é seu).

O grão de resistência da casa é o orgânico da Fazenda Ambiental Fortaleza, a FAF, de Mococa(SP). Mas há variações no moinho de acordo com a temporada. Além do espresso, há que se recomendar também o café coado no filtro japonês Hario, além do aeropress e da francesinha. Todos bons.
Está com fome? Há opções de sanduichinhos, saladas, bolos  na caneca. Mas perfeita, perfeita, mesmo, para acompanhar os bons cafés, é a broa de milho chapeada com manteiga Aviação. Duvido que depois da visita, esse singelo e aconchegante sofá não vá entrar na sua lista de favoritos da capital paulista. 
Sofá Café - Jardins
Alameda Franca, 1104
Jardim Paulista - São Paulo
Telefone: (11) 2506 5004 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

COLHERADA // O constante desafio

Erika Klingl
Colunista e Crítica de Gastronomia do Gastronomix

Um dos maiores desafios de um restaurante é a oferta constante de produtos e serviços de um mesmo padrão. É isso que faz o cliente voltar. E é ainda mais difícil em casas que tem o menu voltado apenas para um tipo de cozinha. Um restaurante italiano, por exemplo, depende de tomates mesmo que tenha chovido demais no campo e os frutos estejam muito machucados na Ceasa. O mesmo vale para casas que servem comida japonesa, por exemplo. A solução é apostar em excelentes e confiáveis fornecedores.

Restaurantes familiares, principalmente na Europa, fogem dessa dificuldade com mudanças diárias nos menus. O chef acorda cedo e vai à feira ver qual a melhor oferta do dia. A combinação de qualidade dos ingredientes e preço resultam no cardápio oferecido e todo mundo sai ganhando.

Grandes redes, como é o caso do restaurante de carnes Pobre Juan não podem fazer isso. Os pratos estão escritos no cardápio e devem ser servidos diariamente faça chuva ou sol.
Infelizmente, não foi o que ocorreu no último fim de semana. Logo na chegada, fomos informados na ausência do Bife Pobre Juan na casa. Mas justo o prato que recebe a assinatura do restaurante? Uma pena porque esse corte de bife ancho é servido com um belo marmoreio que o deixa com sabor único.

Tudo bem, vamos ao segundo item do cardápio de carnes. Afinal, foi para isso que fomos lá. Quem sabe provar a famosa carne do gado wagyu de onde se tira o famoso bife Kobe, originário no Japão. Ah, que pena. Também não tem.

Ok. Vamos apostar em algo mais simples. Uma tira de bife ancho chamado bife pampeano. Finalmente, tivemos sucesso. Para celebrar, uma taça de um malbec da carta de vinhos.
Muito solícito e gentil, o garçom da nossa mesa vai até a adega e volta bastante tempo depois com a mãos vazias. Infelizmente, o vinho que pedimos acabou. Ok. Vamos pedir outro então.

Passada a dificuldade em conseguir pedir a comida e bebida, o que veio à mesa estava mesmo uma delícia. A banana à milanesa estava sequinha e dourada. As batatas vieram igualmente bem feitas assim como a farofa de ovos e o ponto da carne.

Mas depois de pagar a conta de R$ 400 para um casal com uma criança de seis anos, fica a impressão de que algo não vai bem. Perguntado se havia algum problema no restaurante que estava com ocupação de metade das mesas, um dos chefes do salão apenas informou que o cardápio estava em reformulação. Uma pena.  

terça-feira, 9 de setembro de 2014

post it // The Apartment - Copenhagen

Daniel Bitar
Colunista de Roteiros do Gastronomix

Em 240 metros quadrados, num prédio do século 18 localizado no centro de Copenhagen, fica o The Apartment. Como o nome sugere, essa galeria foi concebida como se fosse um apartamento. A cada temporada, o mobiliário vintage, as peças de design e as obras de arte contemporânea são organizados de forma a recriar uma residência. E esse objetivo é tão bem sucedido que a vontade é mesmo de morar ali. Quem quiser ter um gostinho do que é ter uma rotina num lugar como esse basta aparecer para o jantar. Até 2 de novembro de2014, todas as quintas e sextas, funcionará o The Residency Restaurant, como menu criado pelo pessoal do Atelier September – um café super charmoso da capital dinamarquesa.

Site: http://theapartment.dk/




segunda-feira, 8 de setembro de 2014

EU RECOMENDO // Da maçã, come-se até o caroço

Rodrigo Caetano
Colunista de Gastronomia do Gastronomix

Se Nova York desaparecesse do mapa, o mundo estaria perdido. Pelo menos, o da gastronomia. O metro quadrado mais diverso de sabores, com certeza, está por ali, em Manhattan. Não me atire nenhuma pedra ou tomate caso discorde dessa frase. Não chego a dizer que é o mais saboroso, mas - de fato - o espaço no planeta que mais concentra opções diferentes para distrair o paladar.

A cidade ganhou o apelido de Big Apple (Grande Maçã) em 1909, quando o escritor Edward S. Martin fez esta metáfora para dizer que Nova York recebia uma parte desproporcional de riqueza nos Estados Unidos, que era a grande árvore e os estados; seus frutos. O termo demorou a pegar. Na década de 1920, o jornalista esportivo John Gerald, do jornal New York Morning Telegraph, batizou sua coluna de Around the Big Apple ("Ao Redor da Grande Maçã"). Foi só nos anos 70, graças a uma campanha do governo local para incentivar o turismo, que Big Apple se tornou um nome conhecido internacionalmente.

E, desta maçã, os apreciadores da boa mesa fazem questão de comer até o caroço. Nova York oferece desde os restaurantes mais estrelados até a carrocinha de rua, que pode te surpreender na primeira garfada.  

O Gastronomix fez uma listinha de bolso para você navegar pelos cantinhos especiais da cidade de acordo com o perfil e tempo de cada um:

OS TOPS – COMIDA E AMBIENTE

The NoMad 
Localizado em hotel de mesmo nome, o restaurante contemporâneo está entre os mais cobiçados do momento. A sensação, a cada garfada, é que os sabores vão se intensificando. Não se trata de frescura de quem curte gastronomia. É real. O cardápio tem a assinatura do premiado chef Daniel Humm e varia de acordo com o período do dia. A média de preço dos pratos está entre US$ 20 e US$ 30 dólares. No restaurante, também há um balcão, onde são servidos drinks e snacks – superdisputado à noite. O prato referência é o frango assado para dois, servido com foie gras e trufas (US$ 79,00 – o mais caro do cardápio). E se você pensa que esse frango é igual aos que comeu até hoje esqueça. Experimente!

1170, Broadway com 28th street
212.796.1500
http://www.thenomadhotel.com/

 Gramercy Tavern
42, East, 20th street
212.477.0777
http://www.gramercytavern.com/

COOL PARA PETISCAR

Il Buco Alimentari & Vineria
O lugar é cool e os frequentadores, mais ainda. Disputado a qualquer hora, Il Buco Alimentari & Vineria oferece uma comida que agrada sem fazer esforço. De entradinha, um carpaccio de bacalhau (US$ 18) que pode ser compartilhado. Para o principal, uma porchetta com rúcula (US$ 16) ou uma lasanha com ragu de carne (US$ 22). A infinidade de produtos tipicamente italianos - queijos, presuntos e conservas – é um belo convite para ficar horas a fio comendo, bebendo vinho (taça a partir de US$ 10) e se perdendo numa boa conversa. Os donos fazem questão de frisar que seus embutidos são preparados respeitando a natureza e sem adição de hormônios e antibióticos.

53, Great Jones Street
212.837.2622
http://www.ilbucovineria.com/

Eataly
200, 5th Avenue
212-229-2560

A CARA DE NY, SEM PERDER O CHARME
DBGB Kitchen & Bar
A filosofia do chef Daniel Boulud para este misto de bar e restaurante é deixar a veia americana bem à mostra, sem perder o charme francês. Os hambúrgueres (US $13 a US$ 19) são o ponto forte do cardápio. Se você estiver acompanhado, pode dividir o trio de hambúrgueres (US$ 48). Se engana quem pensa que o DBGB Kitchen & Bar é só isso. A cozinha investe em produção própria de chacruteries como linguiças diversas (US$ 13 em média) e em belos pratos com frutos do mar (US$ 37). Tudo regado a uma boa música e ambiente pra lá de agradável.

299 Bewery Street – entre 1st e Houston St
 212-933-5300

Balthazar
80 Spring Street – entre Broadway e Crosby
212-965-1414

Dean & DeLuca
473 Broadway com Prince Street
http://www.deandeluca.com/


OS DESCOLADOS

Rosemary’s
Autointitulada enoteca e tratoria, o restaurante caiu no gosto no norte-americano em pouco tempo. As massas (entre US$ 12 e US$ 14) são feitas na própria casa, mas os frequentadores curtem mesmo é pedir as entradinhas como porções de queijos (três tipos por US$ 15) e salames (misto custa US$ 25) e também as mediterrâneas como atum, camarão, polvo e lula (US$ 8 cada). Dentro da tradição italiana, há primeiros e segundos pratos na faixa de US$ 25. A decoração do ambiente – de pé direito alto e luminárias marcantes – chama atenção e lembra o interior italiano, onde a vida passa mais devagar. Isso em plena Nova York.

18 Greenwich Avenue c/ 10th
212-647-1818

Public
210 Elizabeth Street - entre Prince and Spring St
212-343-7011

BONS PRA ALMA E PRO BOLSO

Spice Market
Um clássico no MeatPacking -antiga região de açougues, perto do High Line, transformada em uma zona de boutiques e restaurantes bacanérrimos. O Spice Market apresenta de maneira eclética a culinária do sudeste asiático – entre tailandês, vietnamita, malaia e cambojana. No espaço, o ambiance te remete a templos orientais de madeira e almofadas em tons de dourado e vermelho. As lanternas grandes e compridas alegram a refeição. O menu com seis etapas não dói no bolso (US$ 48). Caso queira harmonização de vinhos, você desembolsa mais US$ 35. No cardápio, opções como lagosta com gengibre e pimenta (US$ 38) e currys com carnes ou vegetarianos (US 12). Imperdível para que curte boa comida.

403 W 13th street
212-675-2322

Momofuko Ssam
207 2nd avenue, esquina da  13th street com 2nd avenue
212-254-3500

Magnolia Bakery
401 Bleecker Street c/ 11th
212-462-2572

OS ESTRELADOS

Café Boulud
O chef francês Daniel Boulud leva a alta gastronomia para cada prato que serve no seu restaurant, inaugurado em 1998. Localizado no Upper East Side, perto do Central Park, o Café trabalha com ingredientes da estação, sem deixar de lado os pratos assinatura do chef. Tanto é que o cardápio é dividido assim: La Tradition (clássicos), La Saison (sazonais), Le Potager (vegetarianos) e Le Voyage (comida internacional). Os preços são mais salgados, mas nada extorsivos. Caso queira apenas tomar um vinho e fica na entradinha também é possível. Sugestões como o tartar de carne (US$ 19) ou foie gras com brioche, morangos verdes e macaron salgado (US 28). O menu degustação com três pratos custa US$ 43. Lembrando que as porções são francesas, assim como a deliciosa combinação dos ingredientes.

20 East 76th street
212-772-2600

Aquavit
65 E 55th Street
212-307-7311

PARA UMA MANHÃ ESPECIAL

Buvette
Um lugar para esquecer que a vida corre lá fora. Buvette é o bistrô francês no sentido mais literal da palavra. Pequenas porções, sucos feitos na hora, bons queijos e excelente croque monsieur. Suspire e chegue cedo, às 10h, depois de uma noite bem dormida e barriguinha vazia. Assim, você curtirá cada etapa deste pequenino local em NY. Com certeza, um dos mais charmosos. Para quem chegar mais tarde, opte pelo steak tartare (US$15) acompanhado de um copo de vinho e arrematado por uma tarte tatin com creme azedo (US$8). A bicicleta na frente já indica o que esperar lá dentro. Bom proveito...

42, Grove Street
212.255.3590

(*) Rodrigo Caetano é jornalista, biólogo e cozinheiro. Dirige há cinco anos o site Gastronomix (HTTP://bloggastronomix.blogspot.com), que traz informações, dicas e guias de mais de 100 cidades no Brasil e no mundo. No espaço, ainda há receitas e colunas sobre drinks, doces, alimentação natural, café, livro, viagens e música.

domingo, 7 de setembro de 2014

NOTÍCIAS// Cerrado Week ocorre de 15 a 21 de set

Que o Cerrado é uma gostosura, disso ninguém duvida. Outros biomas já são e foram explorados gastronomicamente. Agora é a vez do Cerrado se tornar mais conhecido pelo público em geral, já que ele ocupa quase 1/4 do território nacional. Por isso, um grupo de chefs se reuniu para promover a primeira edição do Festival Gastronômico Cerrado Week, tendo a capital como palco. O evento acontecerá de 15 a 21 de setembro e contará com cafés, bares e restaurantes de Brasília e já conta com mais de 30 estabelecimentos confirmados.
“Nosso objetivo principal é ampliar o conhecimento do público sobre o potencial gastronômico das espécies nativas do Cerrado e ao mesmo tempo criar uma demanda regular para esses produtos, fomentando assim toda a cadeia produtiva dos agroextrativistas e cooperativas que utilizam o bioma como sua fonte de renda”, explica Ana Paula Jacques, coordenadora-geral do Festival e co-líder do convívio Slow Food Cerrado.
Para isso, um dos pré-requisitos é que cada estabelecimento crie um prato exclusivo para o festival, contendo, pelo menos, um ingrediente nativo do Cerrado. Serão oferecidos diferentes preparações: desde o prato principal em restaurantes (ao custo de  R$39), até doces ou pães (a R$ 9), passando por petisco (R$ 29) ou lanche ou sobremesa (R$ 19).

RESTAURANTES JÁ CONFIRMADOS
Restaurante Olivae, Trio Gastronomia, Restaurante Mucho Gusto, Objeto Encontrado Galeria e Café, El Paso, Sorbê Sorvetes Artesanais, Bar Godofredo, Alfredo Pizzaria, La Boulangerie, Parrilla Madrid, Oliver, Paradiso, Dom Francisco, Loca Como Tu Madre, Universal, Calaf, Grand Cru, Paneteria D’Oliva, Cartolaria Guara, Jambu, Daorla Showbar e Restaurante,O Realejo, a Komboleria e os oito Restaurante-Escola Senac (MPDFT, CGU, Setor Comercial Sul, Ministério da Justiça, STF, Câmara dos Deputados – Anexo IV, “Restaurante dos Senadores” e Senac Downtown Brasília).
Além da Capital Federal,  estabelecimentos de todos os estados que compõe o Cerrado brasileiro (Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, São Paulo, Tocantins) poderão participar. Já garantiram vaga os goianos Venda do Bento (Pirenóplis), Pitanga Sabor e Equilíbrio (Goiânia) e Restaurante ComTradição (Olhos D’Água) .

O CERRADO
O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro e ocupa quase 1/4 do território nacional (2.036.448 km2), abrangendo o Distrito Federal, os estados de Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, São Paulo, Bahia, Rondônia e porções de Roraima, Amapá, Amazonas e Pará. O bioma é  conhecido como “berço das águas” ou “caixa d´água do Brasil” por abrigar nascentes das principais bacias hidrográficas brasileiras.Estudos apontam que existem cerca de 15 mil espécies de plantas no Cerrado, além de uma fauna riquíssima, com aproximadamente 300 mil espécies de animais. Mas, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, 132 espécies do Cerrado constam na lista das espécies ameaçadas de extinção.
INFORMAÇÕES
Ana Paula Jacques
Coordenação Geral
Festival Cerrado Week
(61) 8135-3065

E-mail: cerrado@slowfoodbrasil.com
Twitter: @slowfoodcerrado
Intagram: @slowfoodcerrado
Facebook: facebook.com/slowfoodcerrado

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

COLHERADA // Pães e bolsas

Erika Klingl
Colunista e Crítica de Gastronomia do Gastronomix

Parece estranho, mas ,desde maio, quando eu penso na Harrods, meu apetite fica aguçado. Não. Não é porque eu sonho com aquelas lindas bolsas de marca ou cremes e perfumes sensacionais. A mais famosa loja de departamentos do mundo, localizada em Londres, tem um setor todo voltado para a gastronomia. E o melhor é que há inúmeros restaurantes lá dentro.
Engana-se quem pensa, no entanto, que por ser um ícone da moda, a comida de lá é light ou em pequenas porções. Na Harrods, come-se incrivelmente bem. Há restaurante de sushi, carnes, sanduíches, uma rotisserie entre outros. Há também a hipótese de se comprar ingredientes para um piquenique num dos parques londrinos ou trazer algo pra casa no fim da viagem.

A primeira vez que fui na Harrods para comprar um perfume, tinha acabado de almoçar. Estava batendo perna no lado do setor de bolsas, pastas e carteiras quando abri uma porta e entrei no enorme setor de alimentos. Sério, parecia que eu estava conhecendo a Incrível Fábrica de Chocolate tamanha a minha emoção. E, com essa descrição, dá para imaginar a minha frustração ao simplesmente não conseguir comer nada lá a não ser um bombom. Não estava com fome. E no dia seguinte, para piorar, ia voltar para o Brasil.
Tudo bem, pensei. Da próxima vez que vier a Londres eu vou lá e me acabo de tanto comer. Dito e feito. De todas as opções escolhi a rotisserie. Pedi um prato que era nada mais nada menos que 1/2 pato com legumes e uma taça de vinho da casa. Totalmente maravilhoso. Tanto que eles dão uma toalhinha úmida e quente para os que quiserem se aventurar e comer os pedaços mais difíceis e ossudos com as mãos. Eu fiquei com vergonha, mas uma senhora chinesa do meu lado mandou ver!
Na saída, ainda levei queijos e pães. Faltou dizer que lá tem padaria que vende pães da grife francesa Poilâine, de fermentação natural, que existe há mais de cem anos na França. Há também patês, chocolates, embutidos e até ingredientes para quem quiser se aventurar no fogão. Vale a visita!