segunda-feira, 16 de outubro de 2017

NOTÍCIAS // São Paulo nas Alturas será lançado na quinta, dia 19, na Casa Cor Brasília

Nesta quinta-feira, o jornalista Raul Juste Lores, da Folha de S.Paulo, lança – pela primeira vez em Brasília – seu livro São Paulo nas Alturas. Ele faz o lançamento a convite do arquiteto Hélio Albuquerque e da designer Sônia Peres, que assinam o espaço Vinho e Prosa Lounge na casa Cor Brasília. Às 19h, o arquiteto Daniel Mangabeira comanda um bate papo sobre os temas do livro com Raul Juste Lores e, na sequência, haverá o lançamento do livro. Tanto o bate papo quanto o lançamento em si acontecem na Casa Cor, localizada na QI 9 do Lago Sul, na altura do conjunto 17.

O tema central do livro é arquitetura. Nos anos 1950, uma grande transformação ocorreu em São Paulo: arquitetos modernos passaram a ser mais e mais requisitados por uma renovada indústria imobiliá­ria. Em pouco mais de 10 anos, foram criados os mais icônicos edifícios da cidade, graças à aliança de arquitetos talentosos, como Niemeyer, David Libeskind e Franz Heep, com empreendedores audazes, entre eles Artacho Jurado, Octavio Frias de Oliveira e José Tjurs.

Copan, Itália e Nações Unidas, Conjunto Nacional, o centro comercial Grandes Galerias (hoje conhecido como "Galeria do Rock") e vários outros prédios de grande qualidade arquitetônica foram erguidos nessa época e moldaram para sempre a imagem da capital, espelhando sua pujança, seu dinamismo e sua modernidade.

Em São Paulo nas alturas, Raul Juste Lores reconstitui esse importante período, apresentando a surpreendente trajetória de seus principais personagens, mulheres e homens que deram rumo novo à arquitetura, à construção e à vida urbana no Brasil. 

Para isso, fez uma longa pesquisa de materiais publicados, fez cerca de 200 entrevistas e se debruçou em mais de 80 teses e livros sobre arquitetura e o período. Essa paixão pela arquitetura começou desde quando o autor, de Santos, andava pela rua aos 10 anos. Quando se formou em Jornalismo e trocou Santos por São Paulo, trocou também as caminhadas.

RAUL JUSTE LORES
É jornalista, pesquisador de arquitetura e urbanismo e repórter especial da Folha de S. Paulo. No mesmo jornal, foi editor de Mercado e correspondente em Washington, Nova York, Pequim e Buenos Aires. Recebeu, em 2011, o prêmio Difusão da APCA pelo seu trabalho sobre arquitetura.

SÃO PAULO NAS ALTURAS´
Lançamento em Brasília
Quinta, dia 19, às 19h
Casa Cor QI 9 do Lago Sul, na altura do conjunto 17

EU RECOMENDO // A nova cozinha Nordestina

André Castro (*)
Convidado especial do Gastronomix

Eu gostaria de indicar dois destinos onde vocês conhecerão um pouco mais da Nova Cozinha Nordestina e, claro, ficam situados no nordeste brasileiro. Quando falamos desta ‘Nova Cozinha Nordestina’, na realidade, falamos de um novo olhar sobre ingredientes típicos, com muita técnica culinária e sem esquecer as suas raízes e a cultura local. Assim descrevo o trabalho dos chefs Onildo Rocha e Fabrício Lemos, respectivamente dos premiados restaurantes Cozinha Roccia - João Pessoa (PB) e Origem - Salvador (BA).

Em João Pessoa, para um almoço despretensioso, inicie sentando no Roccia Bar situado na calçada do piso térreo. Peça um Bode Fashioned com Bourbon, angostura, twist de laranja e rapadura para acompanhar uma das panelinhas da casa que pode ser um Rubacão, versão cremosa do baião de dois ou um guisado com farofa de cuscuz e arroz de leite. Pode parecer redundante, mas volte ao mesmo lugar para jantar e suba até o restaurante Cozinha Roccia que fica no primeiro andar logo acima do bar.
Aqui vocês conhecerão um trabalho com muita técnica nos excelentes pratos que saem da cozinha envidraçada comandada por Onildo. Comece com o Capitão de feijão verde, bolinho frito carregado de história e memórias afetivas do chef. Uma leve opção de prato principal é o peixe branco com mousseline de castanha, legumes braseados e vinagrete de caju. Para encerrar, o nordestiníssimo bolo de macaxeira com sorvete de queijo de cabra e calda de rapadura.

Chegando a Salvador, reserve uma mesa no Origem e prepare-se para uma noite memorável. Os chefs Fabrício Lemos e Lisiane Arouca trabalham somente com menu degustação servido em 13 etapas que muda todos os dias. Citarei aqui algumas das delícias que podem ou não vigorar no dia da sua visita.
O snack de tapioca com vatapá, camarão e tomate verde é uma inteligente e diferente versão mais leve do acarajé. O peixe com licuri e telha negra encanta com sua beleza e a costela com mousseline de aipim e tropeiro de cuscuz com andu certamente deixará saudades.
As sobremesas são um capítulo à parte, Lisiane arrasa imprimindo diferentes técnicas numa mesma sobremesa fechando divinamente a experiência que é conhecer este restaurante. 

Roccia
Holanda's Prime - Av. Antonio Lira, 536
Tambaú, João Pessoa
Telefone: (83) 98827.7480
Origem
Alameda das Algarobas, 74
Pituba - Salvador
Telefone: (71) 99202.4587

(*) Andé Castro é chef e proprietário do restaurante Authoral em Brasília.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

NOTÍCIAS // As 4 melhores baguetes de Brasília

Sebastián Parasole (*)
Convidado especial do Gastronomix

“Se não tivéssemos pão na mesa de casa era motivo de briga...

Há muito tempo, os pães eram redondos. Uma das histórias conta que o pão em formato cilíndrico seria mais fácil de transportar e cortar com as mãos pelos soldados de Napoleão.

Outra história diz que, em Paris, no ano de 1920, uma lei proibia que os padeiros trabalhassem antes de 4 horas da manhã, e o pão de forma mais alargada permitia uma cocção mais curta.

Existem outras histórias, mas a famosa baguete que conhecemos hoje foi oficialmente reconhecida somente em 1993 e faz parte do patrimônio francês.

O processo para fazer uma baguete é puramente artesanal. O padeiro deve seguir as instruções de produção, respeitando algumas regras e medidas. Os ingredientes autorizados são: farinha, água, levedura e/ou levain e sal; não devendo ter ovo, leite ou óleo.

Crocância, leveza e acidez são características positivas. A baguete tradicional francesa também deve medir entre 55 a 65 cm e pesar entre 250 e 300 gramas.

Existem várias lojas que vendem baguetes em Brasília, porém minha opinião pessoal as 4 melhores baguetes escolhidas em ORDEM ALFABÉTICA são:
1.CARDABELLE
CLN 403 bloco E loja 41
Telefone: (61) 3036.6656

2. CASTÁLIA PADARIA E CAFÉ
CLN 102 bloco D lojas 64/74
Telefone: (61) 3081.8899

3. DYLAN CAFÉ E BAKERY
CLS 315 bloco A loja 15
Telefone: (61) 3363.1294

4. VARANDA PÃES ARTESANAIS
CLN 215 BL D Loja 39
Telefone: (61) 3033.2002
Site: https://www.varandapaesartesanais.com.br/

Lembre-se que o paladar se educa e o cliente escolhe.

Observação: A foto mostra a peça inteira e foto do exterior crocante e interior mostrando tamanho dos alvéolos provocados pela fermentação

Boa descoberta!!!”

(*) Sebastián Parasole é Coordenador Geral de Gastronomia do IESB.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

CHAZEIRA // Cerimônia japonesa do Chá

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Meu affair com o matchá começou assim: senti-me atraída por sua aparência de pozinho verde, sua apresentação linda e espumosa, dentro de uma tigela de cerâmica especial, misturado com uma escovinha bem diferente. Nada de saquinho, infusor, bule, o que de cara desconstruía todos os padrões que até então conhecia. Depois, foi o gosto que me prendeu.

Estava diante de um chá verde, bem mais adocicado que o normal, ao mesmo tempo amargo, de sabor complexo, que remetia ao gosto de peixe e alga; era tudo e era chá. Mas constatei que se tratava de amor verdadeiro quando conheci, na teoria, a cerimônia do chá japonesa, Chanoyu, em que o matchá se torna protagonista de uma história baseada em princípios de respeito, harmonia, pureza e tranquilidade. Casei-me com o matchá pelo Caminho do Chá! 
Minha cerimônia do chá matinal... O melhor jeito de despertar! 
Essa é a colherzinha de medida, feita em bambu, o chashaku. Eu gosto de coar antes para não “dar bolinhas” no meio do chá!

Introduzido no Japão pelos monges budistas, que traziam o pó verde na bagagem da China e o utilizavam para combater o sono ao praticarem a meditação, conquistou a corte imperial e, depois, fascinou todo o povo. Mestres do Chá institucionalizaram o ritual, que segue sendo transmitido por gerações não apenas como performance artística, mas como postura de vida, disciplina do ser. Tudo tem significado material e, ao mesmo tempo, espiritual. Os passos seguidos são sempre os mesmos, os objetos utilizados carregam história.

Todo o ensinamento começa na chegada ao jardim do chá; é nele que se inicia o caminho que levará à sala em que ocorrerá a cerimônia. A caminhada tem a função de desligar os convidados do mundo cotidiano, da correria, da ocupação, do ego, para reconectá-los ao momento; afazeres e circunstâncias externas ficam para trás. A espera se dá em uma casinha própria, chamada de machiai, onde todos os convidados se encontram, concentrados internamente. São recebidos pelo anfitrião com uma inclinação, em sinal de respeito, sem palavras ou maiores explicações, e seguem, um a um, à sala de chá.    
Sala de chá, na novela Sol Nascente, da Rede Globo. Imagem: www.globo.com.

A sala, construída em materiais simples e frágeis, lembra a transitoriedade da vida, a efemeridade das estruturas. A decoração é simples; em regra, a princípio, há um arranjo de flores, pira e caldeirão para o preparo da água a ser utilizada. Tatames cobrem o chão onde os convidados se sentarão. Momento de contemplação, até que o anfitrião reapareça, em nova reverência para servir uma refeição leve e delicadamente preparada, sal e doce. Ao final, os convidados retornam à sala de espera.

Após cinco toques de gongo, todos retomam individualmente o caminho da sala de chá. Antes de adentrar a sala, lavam as mãos e a boca, em sinal de respeito e purificação, para que o pó mundano se vá e só reste o silêncio. A porta baixa da entrada da sala faz com que todos se ajoelhem. Flores decorativas dão lugar a outros adornos, em regra um desenho simples, a água já está sendo aquecida, a caixa com chá os espera. Só o que há é a harmonia verdadeira, entre os objetos, entre as pessoas, naquele mundo particular. O Mestre do Chá reaparece com uma vasilha em mãos, em que estão o chasen (o batedor de matchá), a chashaku (um tipo de colher medidora especial) e o ochakin, um pedaço de linho branco.

Começa a cerimônia. Gestos conduzem o preparo do chá, como uma coreografia, e os convidados se servem de bolinhos. O chá chega ao primeiro convidado, oferecido e recebido com reverências, que toma três goles, limpa a tigela e entrega ao próximo convidado. A louça é sempre de rusticidade marcante, em que são notadas até as pedrinhas misturadas ao barro moldado; não há muitos detalhes, o esmalte é imperfeito e faz lembrar a nossa própria essência: simples, inacabada, imperfeita.

Não há beleza óbvia, o transitório convive com o exuberante. Nada deve perturbar o coração de quem se entrega ao ritual. Não há vaidade e reina o respeito; tudo é simples, sincero e correto. Todos bebem na mesma tigela, o chawan, como que se lembrando da igualdade entre as pessoas. Recebe-se a xícara com a mão direita, apoiada pela mão esquerda, girando no sentido horário duas vezes, com o lado mais interessante do chawan virado para o anfitrião; três goles, e o chawan é devolvido. 
O Chasen!  
Meu Chawan de todo dia.

Ao final, todos os utensílios são examinados por todos; peças de arte, cheias de história, viram o assunto. O anfitrião se retira e a cerimônia se desfaz.

Tudo isso, para mim, é carregado de significado. Imaginar o ritual me faz pensar ora em um balé, ora na própria poesia escrita e recitada. Pessoalmente, ainda não tive oportunidade de participar da cerimônia, limito-me a imaginar e assistir vídeos da internet...  Mas espero, em breve, estar pronta para experimentar essas sensações e senti-las com todo o meu coração. O momento há de ser especial!

No Brasil, há cerimônias do chá conduzidas lindamente por Vinícius Monfernatti, chazeiro maravilhoso do instagram @asaladecha, em Curitiba. Também sei que Erika Kobayashi conduz cerimônias contemporâneas e já se apresentou na Japan House, em São Paulo. Em novembro, encontrarei ambos, em uma cerimônia, no interior de São Paulo, e volto para contar tudo, em detalhes, por aqui. Imagine como estou ansiosa! 
Esse moço lindo é o Vinícius... E esse é o instagram dele! :)

Por enquanto, se quiser imaginar um pouquinho mais dessa lindeza, sugiro o livro “O Zen na arte da cerimônia do chá”, de Horst Hammitzsch, com prefácio delicado da Monja Coen. A leitura leva a gente a sonhar com cada detalhe e já preparando a alma para aproveitar o momento!

Você já participou de alguma cerimônia de chá? Tem fotos lindas para compartilhar? Não se acanhe, aguce ainda mais a minha vontade de participar do ritual. Vou amar!

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook, lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face). Te espero lá, para não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons chazinhos, em sua cerimônia particular! :)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

NOTÍCIAS // Gastronomia e arquitetura: juntas na Casa Cor Brasília

Quem não gosta de comer e beber bem num lugar agradável. Pode ser em restaurante, mas também em casa. Por isso, o arquiteto Hélio Albuquerque e a designer Sônia Peres criaram o ambiente Vinho e Prosa Lounge para a Casa Cor Brasília 2017. O ambiente é um espaço para os amigos tomarem bom vinho, baterem papo e comerem confortavelmente. A ideia é que os visitantes se sintam em casa, com o acolhimento que o ambiente de família proporciona. 
O espaço, bem contemporâneo, tem 110 metros quadrados, um piso vermelho para lembrar as casas antigas e a cor do vinho e uma cozinha aberta no tom azul escuro, onde haverá pequenos eventos como uma aula de chás com degustação e outras surpresinhas. O Vinho e Prosa Lounge ainda conta com uma área externa e uma mesa de jantar.  A Casa Cor 2017 vai até 8 de novembro, conta com 5.850m² de área de evento, 70 profissionais e 43 ambientes. 


COMIDINHAS, EVENTOS E CULTURA
Para agitar o ambiente, a dupla convidou Rodrigo Caetano e Daniel Bitar, autores do projeto Kitchen11 e do portal Gastronomix, para promoverem pequenos eventos com degustações.
O primeiro evento foi na sexta, dia 6 de outubro. Uma homenagem à fotógrafa Zuleika de Souza, que comemora seus 35 anos de carreira. Zuzu, como é mais conhecida, recebeu cerca de 30 convidados no espaço, como as artistas Bete Betiol e Célia Estrela, as jornalistas Conceição Freitas (da banca da Conceição) e Paula Santana (site GPS) e o fotógrafo e amigo Cláudio Versiani.  
No próximo dia 13, a sommeliére de chás Eloína Telho dá uma aula-degustação com chá de 5 países - China, Japão, Índia, Inlgaterra e Brasil. Cada chá será harmonizado com comidinhas feitas pela turma do Gastronomix. Com o chá da China, será servido um arroz com couve chinesa e um toque de gengibre. Para o chá japonês, berinjela com missô. Para o indiano, samosas (pasteizinhos) de legumes. Na terra da Rainha, serão servidos sanduiches de pepino. E, para o chá do Brasil, brigadeiro com especiarias.  
E o jornalista Raul Juste Lores lança no dia 19 o livro São Paulo nas Alturas, que relata as histórias e projetos dos expoentes da arquitetura das décadas de 1950 e 1960. Na ocasião, Juste Lores participa, às 19h, de um bate papo com o arquiteto Daniel Mangabeira, seguido do lançamento do livro. 
Casa Cor
QI 9 Lago Sul  lote D
De terça a sexta das 15h às 22h
Sábado, domingo e feriados das 12h às 22h
Telefone: (61) 3248-4638
Ingressos - Inteira: R$ 48. Meia: R$ 24. Passaporte: R$ 160

ALMANHAC // O macarrão já foi privilégio da elite brasileira

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

O macarrão, pelo que consta, surgiu na China e chegou à Itália seguindo a Rota da Seda — caminhos usados para o comércio de seda entre o Oriente e a Europa. Isso por volta do oitavo milénio a.C. Os italianos inventaram novas e diversas formas para a massa e a difundiram pelo resto do mundo.

No Brasil, inclusive. Aqui, o alimento chegou no início do século 18, trazido pelos carbonários, italianos integrantes de um movimento revolucionário secreto que defendiam a unificação italiana.

Para escapar de seus principais inimigos, a Igreja e a aristocracia de seu país, refugiaram-se no Brasil e trouxeram o macarrão na bagagem. Alguns deles se estabeleceram como comerciantes no centro do Rio de Janeiro, vendendo sorvetes e massas caseiras. 

A partir daí, a história tem lances curiosos. Por exemplo: aqui o macarrão começou como coisa de poucos privilegiados. Era consumido pela elite carioca como ingrediente para sopa, lá pela década de 1850, segundo Câmara Cascudo em seu livro “História da Alimentação no Brasil”.

Nas décadas seguintes, aumentou o número de italianos no país. Até 1890, foram 974 mil, e até 1920 essa comunidade cresceria ainda mais, incentivando a cultura do trigo e barateando a matéria-prima. Pronto, o macarrão se popularizou e chegou a todas as partes do nosso país.

Mas havia um problema: os brasileiros não sabiam muito bem o que fazer com aquela massa em fios, utilizada pelos italianos como prato único. Além de integrar a sopa, o macarrão virou complemento para o feijão e o arroz.

A história de como os fabricantes do produto uniram esforços para mudar a imagem do macarrão é longa, fica para outra. Mas resta dizer que hoje o Brasil é o terceiro maior mercado consumidor de massas. Só perde para Itália e Estados Unidos.

Fontes: “Viagem Gastronômica Através do Brasil” (Caloca Fernandes), “História da Alimentação no Brasil” (Câmara Cascudo) e “A História do Macarrão no Brasil” (Abima). Foto: spaghettini com tomate fresco, azeitona e alho (site da Barilla, com receita).


terça-feira, 10 de outubro de 2017

GRÃO DO DIA // 15 tipos de café

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix 

Os amantes de um bom café, assim como nós, sabem que o dia só começa de verdade com uma boa e bela xícara de café quente e forte! E que, claro, já existem por aí diferentes métodos e formas de preparo, além de diferentes tipos de bebida, como por exemplo, os espressos duplos, os mochas, os lattes, as nossas famosas médias e pingados brasileiros, os cortados, etc... Todos deliciosos, rs!

E para você, qual o tipo que mais 'move' o seu dia?!

# 15 TIPOS DE CAFÉ

Já conhecemos a versatilidade do café! Com ela, os diferentes tipos de ingredientes que podem mudar e dar ainda mais sabor à nossa bebida favorita, garantindo uma nova identidade. Entre estes ingredientes podemos citar o chocolate, o doce de leite, o creme de leite, a canela, o óleo de côco, entre outros. Todos ganhando espaço dentro de nossas xícaras mundo afora e chegando para ficar! 

Alguns deles, digamos, são essenciais para a identidade de algumas destas xícaras! E sendo assim, escolhemos uma lista de 15 diferentes tipos da nossa bebida preferida, que fazem parte da cultura de alguns países e lugares e que vale muito a pena registrar!

1. ESPRESSO: também podendo ser escrito como 'expresso' (as duas formas estão corretas e possuem seus 'defensores' pela internet afora, com seus argumentos próprios e pontos de vista). Bom, voltando, é um método de preparar café através da passagem de água quente sob alta pressão pelo café moído.

2. MACCHIATO: também conhecido como espresso macchiato, é um café com leite típico da Itália, consistindo num café espresso misturado com uma pequena quantidade de leite quente com espuma.

3. AMERICANO: Leva água quente no próprio café e a quantidade pode variar.
4. PINGADO: Um copo de leite quente que recebe uma pequena quantidade de café, ou seja, somente um pingo de café. Bebida bastante popular em botecos e padarias do Brasil e é, geralmente, servido no copo americano.

5. MÉDIA: Tradicional nas padarias brasileiras, é conhecida lá fora como Latte ou Café Latte. Café espresso com leite vaporizado e uma fina camada de espuma. Sua textura deve ser um pouco menos cremosa que o cappuccino. Também pode ser chamado de Cortado.

6. CAFÉ COM LEITE: Este café é filtrado com leite aquecido e recebe uma fina camada de leite espumante por cima.
7. CAPPUCCINO: é uma bebida italiana preparada com café espresso e leite. Um cappuccino clássico, muito famoso no Brasil consiste em 1/3 de expresso, 1/3 de leite vaporizado e 1/3 de espuma de leite.

8. BREVE: Este maravilhoso café leva uma dose de espresso e creme half and half, mas não é muito comercializado no Brasil pela dificuldade em encontrar este creme por aqui.

9. MOCHA: Leva calda de chocolate, leite vaporizado, espuma de leite e café espresso. Pode ser chamado também de Mocaccino.

10. IRLANDÊS:  Um café que é acrescentado uísque irlandês com uma camada de creme ou chantilly.
11. HAWAIANO: É um café que leva leite de coco em sua mistura.

12. TAILANDÊS: É servido gelado. Prepara-se o café através de infusão do café moído e separa-se para gelar.

13. AMARETTO: Este café leva a bebida Amaretto com creme de leite.

14. ÁRABE: Este interessante café contém canela e cardamomo em sua mistura.

15. CARIBENHO: É um café curioso, onde é acrescentado calda de açúcar, uma dose de rum, licor de café, gelo, creme de leite e meia dose de Martini, de preferência light, ou leite de coco e claro, café bem forte.

Conferiu? Agora veja se o seu paladar dá match com alguma ou algumas dessas bebidas citadas acima por nós, e nos conte nos comentários abaixo!

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