quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

GASTRONOMIX // 10 restaurantes e bares em Belo Horizonte

O Gastronomix têm seus lugares prediletos em Belo Horizonte. Além do Mercadão, que sempre é um excelente passeio, veja a nossa listinha – que pretende apenas indicar bons lugares. Com certeza, tem outros...

1.TRINDADE (brasileira contemporânea)
Rua Alvarenga Peixoto, 388
 Lourdes - Belo Horizonte
Telefone: (31) 2512-4479
Site: www.trindadebrasil.com.br

2.ALMA CHEF (brasileira contemporânea)
Rua Curitiba 2081
Lourdes - Belo Horizonte
Telefone: (31) 2551-5950

3.GLOUTON (contemporânea)
Rua Bárbara Heliodora, 59
Lourdes - Belo Horizonte
Telefone: (31) 3292-4237 

4. VECCHIO SOGNO (italiana)
Rua Martim de Carvalho, 75
Santo Agostinho - Belo Horizonte
Telefone: (31) 3292-5251
Site: www.vecchiosogno.com.br/

5. HERMENGARDA (contemporânea)
Rua Outono, 314
Belo Horizonte - Savassi
Telefone: (31) 3225-3268
Site:  www.hermengarda.com.br

6. TASTE VIN (francesa)
Rua Curitiba 2105
Lourdes - Belo Horizonte
Tel: (31) 3292-5423
http://www.tastevin-bh.com.br/

7. AU BON VIVANT (francesa)
Rua Pium-í, 229
Cruzeiro - Belo Horizonte
Telefone: (31) 3227-7764

8 – MARIA DAS TRANÇAS (regional)
Rua Professor Moraes, 158
Savassi - Belo Horizonte
Telefone: (31) 3261-7967

9- A FAVORITA (italiano e francês)
Rua Santa Catarina, 1235
Lourdes - Belo Horizonte
Telefone: (31) 3275-2352

10 – DUB (comidinhas e drinks)
Rua da Bahia, 1148
Ed.Maletta - Centro - Belo Horizonte
Telefone: (31)3222-3527 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

ME BATA UM ABACATE // “O Oscar não é mais aquele, olha a cara dele!”

Sérgio Maggio
Cronista do Gastronomix

Sempre achei a transmissão do Oscar uma cachaça mal tomada. Poderia até ser divertido para quem estava lá entre a extravagância do tapete vermelho e os babados da festa pós-estatueta. Para mim, era enfadonho. Caía em sono profundo antes que a tradutora da TV Globo tentasse fazer o impossível: explicar as piadas dos apresentadores. Alguém já riu delas?

Nem quando Fernanda Montenegro teve o prêmio surrupiado por aquela atriz que tem o nome de genérico, consegui algum tipo de ânimo. A minha lembrança mais lúdica da Noite de Gala da Academia, a que guardo entre os mimos da vida, é a da cantora Björk, deslumbrante, vestida de “cisne”, numa ação guerrilha contra os devaneios da alta-costura que ronda o milionário “red carpet”. Quer saber? Bati muito abacate em intenção à monumental caretice da festa do Oscar. Céus, o que são aqueles números musicais? E os agradecimentos intermináveis? Toda vez que começava um, visualizava o Coelho Branco de Alice correndo pelo palco e dizendo: “Ai, ai, ai... Vou chegar atrasado demais!”

Antes que me entreguem o troféu Framboesa de Ouro na categoria “mal-humorado do ano”, devo confessar que essa #chateação do Oscar é datada. Como se diz na Bahia, “passou’. Agora, conto nos dedos os dias para a tão esperada transmissão da cerimônia. Tornou-se, aliás, divertidíssima, um programaço, daquelas de avançar, sem culpas, a madrugada de segunda...
“Alto lá!”, interrompe-me um imaginário e marrento leitor desta crônica, que dormiu antes do apresentador Neil Patrick Harris aparecer fazendo gracinhas de cueca.  “A festa do Oscar”, vocifera o indignado, “continua a mesma chatice do século passado!”
Ah, isso é uma meia-verdade, meu antigo leitor. Sabe, a voz do Oscar continua a mesma, mas os seus cabelos”... Ou melhor, lembre-se daquele corinho de grupo de amigos bêbados em fim de festa, “O Oscar não é mais aquele, olha a cara dele”. E isso se deve a multidão que tira um sarro minuto a minuto nas redes sociais. Aliás, a Academia deveria dar uma estatueta para o criador do melhor “meme”. Não se pode mais assistir a um evento-porre como o Oscar sem estar on-line. Muda toda a percepção ao acompanhar as interações da audiência no Twitter, por exemplo.

Cher estaria, enfim, redimida. Quem não se lembra daquele remoto Oscar de 1986, quando ela apareceu fazendo a linha viúva negra desvairada. Espantada, a mídia oficial não conseguiu qualificar o modelito. Não há dúvida que muita gente o fez com maestria. Em muitos cantinhos do universo, devorou a roupa da moça em 140 caracteres. Só que naquele tempo , o comentário ficou entre quatro paredes. Ah, The Oscar goes to ... Todos que hoje fazem das redes sociais um inferno de Dante.

A cobertura espontânea, mundial e colaborativa da festa organizada pela liga dos vovôs e vovós de Hollywood é como um botox na face enrugada da cerimônia. De tanta brincadeira que surge, o sisudo Oscar está a cara do boneco  Ken.
O que são os memes da Meryl Streep, que explodiram após a atriz mais indicada vibrar com o discurso feminista da amiga (e rival) Patrícia Arquette? Há um em que ela grita: “Eu não sou o Laerte” (exagero compará-la a nossa fofa de saias). Em outro, cobra o risole de frango, que pediu há horas.  Faltou um assim: “Pare de olhar como se escreve impeachment no Google!” Ou outro: “Deixe FHC descansar em paz”.
E os vestidos? Sem os memes, eles passariam quase off-white. Aliás, alguém é capaz de explicar aquelas luvas vermelho-radiativo que adornavam a agora lírica Lady Gaga? Não faltaram comparações. A diva pop virou uma diarista ou a nossa desejada camponesa do leite  Moça. Dizem que 25 pessoas participaram da criação do figurino. O que queremos saber é quem colocou a cereja (ou melhor, a luva) no bolo de Gaga? Há apostas de que foi alguém a mando da endiabrada Madonna. Teoria da conspiração? Hollywood adora. Nós também...

 O abacate desta coluna vai para...
As subcelebridades que aprontaram todas e algumas mais e agora viraram “anjas do Exército da Salvação”... Para esse tipo de gente, só um Abacate na causa.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

post it // 1 dia em Islington, bairro charmoso de Londres

Daniel Bitar
Colunista de Roteiros do Gastronomix

E o post it volta a Londres. Depois de recomendar uma visita ao leste da capital (leia aqui), é hora de sugerir um passeio gastronômico de um dia pelo norte da cidade, mais especificamente em Islington. O bairro, que nasceu pobre, tem atraído a atenção de uma galera mais antenada e, por isso, tem se transformado. Atualmente, lojas descoladas, cafés e gastropubs fazem parte da paisagem, dividindo espaço com o comércio tradicional e as banquinhas de antiguidade da Canden Passage.

Um roteiro gastronômico em Islington só poderia começar no Ottolenghi, um dos restaurantes do chef Yotam Ottolenghi, israelense que popularizou a comida dos diversos países que compõem o Oriente Médio. Dentre as várias opções de café da manhã, se destaca a Shakshuka, receita típica do norte da África. Depois, o melhor a se fazer é descer a Upper Street, observando as características do bairro e esperando a fome para o almoço. Mas se a fome não bater, não se incomode.

A vontade de comer vai aparecer ao ler o cardápio do St. John, nem que seja para provar a comida de Fergus Henderson, o idealizador da filosofia Nose to Tail, que prega a utilização de todas as partes do animal – do nariz à cauda – na culinária. Após o almoço, nada melhor que um bom café. E aqui, um dos melhores locais é o The Coffee Works Project, às portas da Camden Passage. Para quem não for fã de cafeína, a poucos passos dali fica a Paul A. Young, loja especializada em chocolates e que prepara um reconfortante chocolante quente.

E aproveitando que estamos na Camden Passage, que tal uma degustação de queijos? A Pistachio & Pickles Dairy promove diferentes tipos de degustação de queijos britânicos (e eles são muitos!), que podem ser harmonizadas com vinho. E, para finalizar o dia, jantar no restaurante The Smokehouse, um gastropub de primeira, que vai mudar seu conceito sobre a qualidade da comida inglesa. 
Ottolenghi
287 Upper Street
Tel: 020 7288 1454
Aberto de segunda a sábado, de 8:00 às 22:30; domingo, de 9:00 às 19:00
http://www.ottolenghi.co.uk
St. John
26 St. John Street
Tel. 020 7251 0848
Aberto de segunda a sábado, de 12:00 às 15:00 e de 18:00 às 23:00; domingo, de 13:00 às 15:00.
https://www.stjohngroup.uk.com/smithfield/
The Coffee Works Project
96-98 High Street
Tel. 020 7424 5020
Aberto de segunda a sexta, de 7:30 às 18:00; sábado, de 9:00 às 18:00; domingo, de 10:00 às 17:00.
Paul A Young
33 Camden Passage
Tel. 020 7424 5750
Aberto de segunda a quinta, de 10:00 às 18:30; sexta, de 10:00 às 19:00; sábado, de 10:00 às 18:30; domingo, de 11:00 às 18:00
Pistachio & Pickles
6 Camden Passage
Tel. 020 7354 0656
Aberto de segunda a sexta, de 8:00 às 18:00; sábdo, de 9:00 às 17:00; domingo, de 10:00 às 16:00.
The Smokehouse
63-69 Canonbury Road
Tel. 020 7354 1144
Aberto de segunda a sexta, de 18:00 às 22:00; sábado, de 11:00 às 16:00 e de 18:00 às 22:00; domingo, de 12:00 às 21:00.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

GASTRONOMIX // The Shed, uma fazenda em Nottting Hill

Ao passar pela rua, uma cena bucólica chama atenção na cinzenta Londres. Uma casa verde, toda revestida por plantas. Ao se aproximar da entrada, um pequeno deck de madeira com mesas, cadeiras e alguns objetos antigos. Parece uma fazenda. O The Shed tem esse poder. O local te transporta do urbano ao rural.

Ao entrar, um balcão de madeira onde o esperto barman faz malabarismo para servir as bebidas e os dois drinks no cardápio (Bloody Mary e Bellini). No mesmo espaço,  algumas mesinhas de espera e prateleiras com garrafas, objetos e livros.
Um detalhe: um pequeno barco, acima do balcão, serve de apoio para que os copos fiquem  pendurados. No salão principal, mesas e cadeiras vintages proporcionam um clima de conforto. Sentei em uma mesa coletiva, para seis pessoas, dividida na medida para que três casais pudessem comer  sem afetar a conversa do outro.

A proposta do restaurante é que as pessoas dividam pequenas porções e, assim, experimentem de cinco a seis pratos, dependendo do estômago de cada um. Se depender do olho, a sequência pode ser ainda maior. Ainda mais quando sua mesa fica bem próxima a cozinha e você vê e sente o cheiro dos pratinhos saindo para as mesas.
O atendente aponta no cardápio qual a sequência já definida que eles sugerem como menu (25 libras, 6 pratinhos, incluindo a sobremesa). Mas caso queira, você pode fazer a sua e ir somando os valores de cada prato.A sequência do dia foi essa:
- CHIPS DE BETERRABA , QUEIJO DE CABRA E GELEIA DE PÊRA e CANAPÉ COM COGUMELOS E OVOS CONFITADOS
# É pegar e colocar na boca. Esses fingerfoods abrem o paladar e dão uma vontade de saber o que vem por aí na sequência dos sabores. Bem interessante.
- CHORIZO, COALHADA, COUVE E CRIPS DE COUVE
# Parecia carne moída, com textura semelhante. Essa linguiça picante e intensa era suavizada levemente com a coalhada. A couve é diferente da nossa brasileira. Ela tem textura mais crespa. Bem gostosa.
- SALADA DE BETERRABA, QUEIJO FETA, SEMENTES DE GIRASSOL E ANIS ESTRELADO
# É uma combinação clássica: beterraba e feta. Aqui, eles fizeram com vários tipos da raiz. No meu paladar, estava um pouco forte por conta do anis que rouba um pouco o palco. 
- CHARUTINHOS DE CARNE, MOSTARDA E ESTRAGÃO
# Espetacular. A carne estava no ponto quando se faz paçoca em pilão. Bem desfiada. E envolta em massa filo, parecida com a de pastel. Era cortar e passar na mostarda. Um dos pratos mais marcantes do almoço.
- CORDEIRO, BRÓCOLIS, AIPO E AMÊNDOAS
# Difícil definir o melhor, mas este prato estava bemmm gostoso. Cordeiro estava com sabor suave e os brócolis, al dente e bem temperados. A amêndoa dava um toque “croc” e salgadinho.
- VIENETTA PARFAIT# Já comi sobremesas melhores. A torta se resumia a camadas de sorvete de creme intercalado com chocolate. A parte salgada estava mais sedutora.    

O clima de fazenda não é apenas no ambiente. O The Shed tem uma fazenda onde eles produzem muitos ingredientes que eles colocam à mesa. Eles têm também um livro que conta a história do restaurante e exibem orgulhosamente suas receitas.

The Shed
122 Palace Gardens Terrace
Londres - Inglaterra 
Telefone: +44 20 7229 4024
Site: www.theshed-restaurant.com

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

DRINK_ME // 5 drinks gregos para o Carnaval

Juliana Raimo
Colunista de Drinks do Gastronomix

O restaurante MYK em SP traz uma seleção de cinco drinques gregos para o Carnaval em alto estilo! Para quem gosta de folia, uma parada pré agito ou pré bloco em um ambiente animado com com boa música, gente bonita e ótimos drinks é a dica do feriado.A chef Mariana Fonseca em parceria com o mixologista Thiago Mandalla. prepararam cinco criações para esta festa.
Três primeiros inéditos, serão servidos apenas durante o feriado e os dois outros que fazem parte da carta de drinks fixa:

1 | Karpuzi (R$29)
Composto por retsina (vinho grego), melancia, uva Itália e perfume de grapefruit -  receita gentilmente cedida pelos criadores – ver ao final
2 | Chios (R$35)
Mastica, limão siciliano, uva Itália, manjericão e infusão de hortelã

3 | Sea Satin
 Market (R$27)
Vodka, romã, hortelã e Perrier.

4 | Mykonian Julep (R$31)
Metaxa, hortelã e Perrier- receita fornecida pelo gastronomix de Outubro 2014
http://bloggastronomix.blogspot.com.br/2014/10/drinkme-myk-muito-alem-da-culinaria.html 

5 | MYK
 (R$30)Ouzo, Gin, suco de limão e Perrier
Receita do drink Karpuzi
By Tiago Mandala – mixologista e Mariana Fonseca - chef
- 150ml de retsina (vinho branco grego)
- Suco de 02 fatias de melancia (média espessura de melancia cortadas a partir de ¼ da fruta, batidas no liquidificador com 04 cubos de gelo)
- 5 folhas de hortelã
- 4 unidades de uva Itália cortadas ao meio
- 6 cubos de gelo

Bata levemente os ingredientes na coqueteleira e coe diretamente na taça bordeaux já preparada com 6 cubos de gelo. Finalize com zest de grapefruit

Sobre o MYK
Aberto em  2013, o MYK, restaurante comandado pela chef Mariana Fonseca onde é possível ter uma experiência gastronômica grega atual que carrega acentos das fortes tradições dessa cozinha e cultura tão marcantes.
Rua Peixoto Gomide, 1972 - Jardim Paulista, Telefone: (11) 2548 5391
Horários de funcionamento: De segunda a quarta: 12h - 00h / Quinta: 19h - 00h (feira livre em frente) / Sexta e sábado: 12h - 01h / Domingo: 12h - 18h

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

ME BATA UM ABACATE // Quando o abdômen sorri

Sérgio Maggio
Cronista do Gastronomix

Minha amiga Miloka está prestes a se aposentar. Vai finalmente cumprir o ciclo de serviços prestados numa multinacional e cair no mundo. O destino: Turquia. Não há dúvidas. A melhor cama, em uma vida paralela dedicada ao sexo, procede daquele país. Foi dali que a engenheira doidivana viu o cansaço vencer a sua inominável fome sexual. Ao passear boquiaberto pelas belezas naturais do Rio, o inocente turista nem imaginava que encontraria pela frente uma voraz atleta de edredons, aquela, em que um dia, os médicos quiseram taxar de “ninfomaníaca”.

Eles se conheceram numa tarde de quarta-feira na Praia do Arpoador, seguiram para um hotel em Copacabana e só abriram a janela para ver o sol raiar no domingo. Pela primeira vez em décadas de transas emendadas, Miloka pediu um tempo no meio do jogo. Não aguentou a tática de contra-ataque do turco e saiu daquele quarto querendo rever as estratégias do certame. Entrou em depressão. Achou que tinha perdido a identidade. Afinal, se fez mulher entendendo essa natureza furiosa e pretensa para o sexo. Foi como se tivesse perdido um campeonato, depois de ficar anos a fio com a taça nas mãos. Procurou o analista, doutor Roger, e disse que fracassou como “ninfomaníaca”.

A crise de identidade de Miloka abriu um precedente em sua louca vida. Ela resolveu dar uma chance ao amor. Experimentar sexo com o mesmo homem, no mesmo teto e com as contas em comum. Procurou um site de matrimônios e expôs os anseios. Não demorou para chover pretendentes. Enquanto todos respondiam as amenas perguntas triviais para se candidatar a futuro marido, Miloka se segurava para não saber o que, no passado, era o quê da questão. “Quantos centímetros?”. Sim, porque Miloka não ia pra cama com ninguém com menos de 17. Era a sua nota de corte.
 Agora, esse dado tinha virado secundário. Foi assim que conheceu Pinho, médico, viúvo e afeito a vida a dois. Eles marcaram num bistrô perto da praia. Pinho chegou galante. Miloka fez a linha introspectiva e apostou em silêncios prologados entre as respostas. Aos poucos, os dois foram se encaixando nas palavras e, duas garrafas de vinho depois, ela irrompeu a formalidade com a questão crucial: “Quantos centímetros?”. “Dezenove”, disse ele “Hmmm, é cabeçudo?”, prosseguiu a louca. Quinze minutos depois, estavam num quartinho do primeiro hotel vagabundo à vista, daqueles de coração de neon pulsando na fachada. Ela tentando arrancar a calça dele. Ele querendo desatar o nó cego do sapato. Devoraram-se.

Ele quis casar. Ela regateou. “Preciso de um motivo?”, clamou Pinho. Miloka quase se apaixonou. Desistiu porque Pinho tinha o abdômen triste, caído como uma face que se esmorece diante as chateações cotidianas. Dias desses, recebi um torpedo dela: “Sabe aquele homem do abdômen triste? Virou paciente do doutor Roger. Nos encontramos no consultório, aproveitamos o vacilo da atendente e transamos no banheiro social. O mais louco é que agora ele usa, por debaixo da roupa, aventais pintados com abdomens saradíssimos. Ui, um tesão. Acho que me apaixonei e a lua de mel será na Turquia.

 E aí? Vai bater um abacate?
O abacate desta coluna vai para a americana que não sorri há 40 anos para não ter rugas na face. Queria ver se ela encontrasse um homem apaixonado e de abdômen triste pela frente!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

post it // 5 razões para visitar Austin, Texas

Daniel Bitar
Colunista de Roteiros do Gastronomix

Nada de Nova York, Califórnia ou Miami. Se você está planejando uma próxima viagem aos Estados Unidos, vá para o Texas! Apesar da fama de cowboy, esse estado americano tem muito mais a oferecer que música country, chapéu de boiadeiro e festas de peão. São muitas as cidades, como Dallas e Houston, com personalidade própria e que não se encaixam em nenhum estereótipo texanos. Abaixo, algumas razões para se visitar uma dessas cidades: Austin.

1. OUVIR MÚSICA AO VIVO
Autodenominada Live Music Capital of the World, a cidade é famosa por ter centenas de palcos e salas de concerto. E não são só os astros da música country americana que tocam ali. De Beyoncé a Arcade Fire, todo cantor ou banda quer se apresentar em Austin.

2. EXPERIMENTAR DIFERENTES FOOD TRUCKS
Se só agora os food trucks viraram febre no Brasil, saiba que, em Austin, eles circulam há tempos e até altas horas da madrugada, servindo de tudo: pizza (Via 313), comida asiática (East Side King), sanduíche de sorvete (Coolhaus), churrasco (Micklethwait Craft Meat), cupcakes(Hey, cupcake!) e até alta gastronomia (Three Little Pigs).

3. PULAR, CANTAR E DANÇAR EM ALGUM FESTIVAL
Dois dos mais célebres festivais de música dos Estados Unidas – e talvez do mundo – acontecem em Austin: South by Southwest (SXSW), em março,  e Austin City Limits Music Festival, em outubro. Mas, além desses, diversos outros acontecem durante o ano, tais como Urban Music Festival, nos meses de abril, Fun Fun Fun Festival, em novembro, e, pasmem, o Carnaval Brasil, regado a muito samba e fantasias, a exemplo da festa brasileira.

4. TESTEMUNHAR – E APROVEITAR – UM BOOM GASTRONÔMICO
Com a recente valorização dos ingredientes locais na gastronomia mundial, a cozinha do sul dos Estados Unidos deixou a timidez de lado e começou a mostrar sua cara. Em Austin, não podia ser diferente. Mais e mais restaurantes têm assumido a vocação churrasqueira e tex-mex produzindo comida de qualidade e, não raro, figuram nas listas de melhores dos Estados Unidos, a exemplo do" Jeffrey's & Josephine House", "Qui" e "Contigo".

5. CURTIR A VIDA LÁ FORA
Com 300 dias de sol por ano e temperaturas amenas no inverno, Austin é um paraíso para as atividades ao ar livre: pedalar  em suas ciclovias; andar de caiaque ou praticar stand-up paddle no Lady Bird Lake; fazer um pique nique em algum parque; dar um mergulho na Barton Springs Pool...