quarta-feira, 23 de agosto de 2017

ALMANHAC // Physalis posa de fina, mas tem um pé no popular

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

Physalis é coisa fina. Com um quilo vendido a cerca de R$ 70 em empórios gourmet Brasil afora, a frutinha hoje em dia serve como ingrediente em saladas, geleias, molhos, mousses, cheesecakes e mais uma infinidade de receitas doces e salgadas saidas da imaginação de chefs e cozinheiros.

O que pouca gente sabe é que essa espécie que agora posa de chique tem um passado bem popular, no Norte e no Nordeste do Brasil. Em alguns lugares dessas regiões, a planta nasce como mato, literalmente, e tem nomes diversos: camapu, camaru, capota, bucho-de-rã, juá-de-capote, saco-de-bode, tomate-barrela…

No entanto, a produção sistemática da physalis — vamos chamá-la assim daqui pra frente — ainda é pouquíssima no Brasil. Daí o preço elevado do produto. A Colômbia, onde ela é chamada de uchuva, é o país que mais produz a planta e exporta, inclusive, para a Europa.
Vai ver foi no exterior que os chefs estrelados daqui a descobriram. Afinal, a Austrália exporta para vários países uma conserva fina de physalis. Na Franca, ela costuma ser servida em restaurantes chiques coberta por chocolate. 
Existem tantas curiosidades em torno da physalis que vale listar aqui algumas delas:

1 ) A frutinha é coberta por uma casca que parece papel, dando-lhe a aparência de uma pequena lanterna chinesa. Geralmente, quando a compramos essa casca já vem murcha.

2 ) Existem muitas variedade de physalis. A que nasce aqui é a Physalis angulata, ou tomatilho (sim, ela é parente do tomate). Mas há uma outra, a cabo de groselha, nativa do Chile e do Peru, que quando verde é extremamente venenosa. Cuidado!

3 ) Por conter uma substância semelhante à pectina, a physalis pode ser usada como espessante natural. Ela ganha essa capacidade quando refrigerada.

4 ) A fruta tem gosto levemente ácido, por isso é indicada para substituir o limão e o tomate em molhos e saladas.

5 ) Pesquisadores já atribuíram à physalis várias propriedades medicinais. Entre elas, a de combater doenças neurodegenerativas como o Alzheimer.

Fonte: sites Jardim de Flores, Remédio Caseiro, Saúde Melhor, entre outras. Foto: reprodução da internet.



terça-feira, 22 de agosto de 2017

GRÃO DO DIA // 6 benefícios do café

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Bom, que o Café é na verdade uma das bebidas mais degustadas e apreciadas no mundo todo, e preparada de diferentes maneiras com diferentes métodos de acordo com o gosto do freguês, isso a maioria de nós já sabemos... rs. Mas você já sabia que além do sabor, textura, aroma e formas de se tomar, o café também traz na sua composição diversos tipos de benefícios?

Isso mesmo, nosso cafezinho de todos os dias traz consigo propriedades que podem contribuir para o seu bem-estar e para a melhora de sua saúde em diferentes pontos positivos, além de comprovados.

Listamos abaixo 6 dos muitos benefícios do nosso companheiro, quentinho ou gelado:

1.COMO PRÉ-TREINO
Devido às suas propriedades estimulantes, o café é um excelente aliado ao pré-treino de sua atividade física. Dando disposição para a prática de seus exercícios, comprovadamente testado por universidades renomadas no mundo inteiro. Uma das últimas que fez esse teste e comprovação, foi a Universidade de Medicina de Stanford nos EUA.

2. MELHORIA DO HUMOR
O café como bebida estimulante é um grande agente inibidor do sono. A cafeína age diretamente nos estímulos do nosso sistema nervoso central, contribuindo dessa forma para a nossa concentração e melhorando em diversas taxas nosso nível de humor.

3. COMO EMAGRECEDOR

Sim, os grãos mágicos de café após transportados para nossa xícara são bastante recomendados em dietas. Até mesmo quando combinados com outros elementos, como o óleo de coco ou a canela, inibindo a sensação de fome e contribuindo assim para o emagrecimento.

4. AJUDA A MELHORAR A DIGESTÃO
O simples hábito de tomar café pela manhã ajuda no combate à constipação, por se tratar exatamente de um líquido quente. A cafeína auxilia também na contração dos músculos, aumentando as idas ao banheiro e consequentemente na digestão, sendo um potente diurético.

5. ÓTIMO NO COMBATE À DOR DE CABEÇA

Uma xícara de café diária pode acalmar os sintomas de dores de cabeça ou enxaqueca. Devido ao seu componente cafeína, as dores de cabeça podem ser amenizadas e até mesmo eliminadas com o consumo de um cafezinho.

6. PREVENÇÃO DE DOENÇAS
E se consumido moderadamente, o café também pode auxiliar na prevenção de algumas doenças, como Alzheimer e Parkinson.
São muitos os benefícios, hein?! E se você ainda não é um louco por café como nós, rs, que tal ceder a essa resistência e entrar para o nosso time de coffeeholics!?!

Marque seus momentos cafezinho com nossa #GraoDoDia.  
Nos Sigam nas Redes Sociais

Grão Do Dia 
  - um pouco de café - um pouco de cor -
Instagram: @graododia (instagram.com/graododia)
Facebook: facebook.com/graododia
Twitter: twitter.com/graododia 
Site/blog: www.graododia.com 


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

EU RECOMENDO // Chá no Vietnã

Ana Carolina Aires (*)
Convidada especial do Gastronomix

Sabe aquelas imagens e vídeos extremamente caricatos sobre o Vietnã, sobre um trânsito caótico em que motos, carros e pedestres concorrem por um pedacinho de asfalto, tudo ao mesmo tempo agora, sem que se possa entender como é que no final das contas todos saem ilesos??

Pois é! É tudo verdade!! A ideia vale para grandes cidades vietnamitas como Hanoi e Ho Chi Minh mas esta é uma realidade muito, mas muuuito distante quando se pensa na pequenina Hoi An, especialmente em sua Old Town. Nela, parece que o tempo passou beeem devagar. A cidade antiga de Hoi An foi tombada como Patrimônio Mundial pela UNESCO por ser um belo exemplo de porto comercial do sudeste asiático que preservou uma grande parte do seu legado, ainda ilustrado por templos chineses, casas de antigos mercadores japoneses e armazéns de chá.

Antes um importante porto comercial do sudeste asiático, hoje Hoi An é a queridinha dos turistas, que impressiona pelo colorido de suas casas e lanternas de inspiração chinesa que cruzam as ruas do centro antigo, cheio de restaurantes, cafés e numerosíssimas alfaiatarias!


 É uma ilha de rara tranquilidade em meio a um país nada sossegado. Pelo que li, o trânsito de veículos estaria proibido no centrinho mas sim, as motos estão lá por toda parte (nada comparável aos grandes centros, ok)? A todo momento ouve-se um “bip” de uma bendita para os turistas que “ousam” circular por aquele cantinho todo especial da cidade e, em meio ao vai e vem de gente, motos passando e alguns vendedores ambulantes, encontramos um verdadeiro oásis de tranquilidade com uma proposta única!

No ano 2000, um grupo de locais fundou a ONG Reaching Out (ou Hòa Nhập, que significa integração), com o objetivo de ajudar portadores de necessidades especiais por meio da capacitação para o trabalho. Ao fazê-lo, deram um novo significado para a vida dessas pessoas, a partir da percepção de que elas estão aptas a integrar a vida em sociedade, a trabalhar e, sim, adquirir a própria independência.

No início, a ONG mantinha apenas uma lojinha de produtos vietnamitas autênticos elaborados de forma artesanal pelos integrantes do grupo, a Reaching Out Arts & Crafts. O lucro proporcionava e ainda proporciona o treinamento e trabalho dos atendentes e artesãos, portadores de diferentes tipos de necessidades especiais, os quais hoje compõem um time de setenta pessoas e dão suporte ao trabalho de outras trinta ao redor do Vietnã.

Já no ano de 2012, o mesmo grupo fundou uma deliciosa casa de chás no centrinho da cidade, a Reaching Out Teahouse, cujo conceito (como não poderia deixar de ser) é o de um projeto social de inclusão. O que, porém, a torna tão diferente e especial são as suas amáveis atendentes, todas surdo-mudas, que ao longo dos dias se revezam servindo chás e cafés orgânicos trazidos em louças lindinhas produzidas pelo grupo, sucos frescos e cookies preparados pela casa, além da atmosfera criada pelo silêncio.

O menu pode ser conferido pelo site http://reachingoutvietnam.com/wp-content/uploads/2016/07/ro_teahouse_menu-web_en_fa_20160715.pdf e inclui três tipos de chás e uma infusão, todos orgânicos e vietnamitas: chá verde (levemente adstringente, tradicionalmente servido como welcome tea no Vietnã), oolong ou azul (floral, proveniente dos terrenos mais altos do centro do país, para o qual é recomendada uma segunda infusão), jasmim (o mais apreciado e vendido no norte do Vietnã, que tecnicamente é um chá verde aromatizado com jasmim) e o batizado como Red Lantern (oriundo da planta Cleistocalyx operculatus, que consiste numa infusão de uso medicinal livre de cafeína, uma mãozinha para aqueles que abusarem das delícias gastronômicas locais). Para os amantes do chá, o melhor mesmo é pedir o set e escolher três dentre as variedades disponíveis. O mesmo vale para os apaixonados pelo café!

Nem pense que por ali a comunicação fica prejudicada pelas restrições da fala. Ao contrário, ela flui perfeitamente graças aos pequenos blocos de madeira em que foram gravadas as palavras-chave sobre os pedidos essenciais normalmente formulados numa casa de chás (bill, hot water, cold water, thank you...).
As atendentes são extremamente cordiais! Invariavelmente, ostentam aquele sorriso verdadeiro, típico do povo do sudeste asiático! Além de prestativas, elas são muito, mas muito eficientes! Ao menor sinal de movimento na mesa, uma já aparecia para saber se precisávamos de algo. Por sua vez, o ambiente é uma graça e muito acolhedor, daqueles em que parece que todos os objetos foram meticulosamente pensados e selecionados (porém nada grandioso, ok)?
Deram-nos uma mesa de frente para a rua, o que tornou a nossa tarde ainda mais agradável, com a oportunidade de observar o movimento enquanto degustávamos o nosso chá,
biscoitinhos e o café vietnamita (coado). 
Fora isso, os clientes são orientados a sussurrar a fim de que todos os demais possam desfrutar do silêncio enquanto se deliciam com os produtos disponíveis. Melhor impossível! É um lugar de sossego e discrição, em que os frequentadores realmente parecem entender a proposta. Acho que nem o turista mais barulhento e o maior adepto da “selfolia” ousaria quebrar a atmosfera de paz e tranqüilidade daquele estabelecimento!

Ao final do serviço, as atendentes muitas vezes sugerem que o cliente compareça à lojinha situada na rua detrás (em frente ao festejado restaurante Morning Glory, outro must go), caso tenha interesse em adquirir algum dos produtos que conheceu, inclusive réplicas das louças utilizadas. Por favor, não interprete como uma proposta caça-níquel! Como a própria ONG explica, as garçonetes são orientadas a fazê-lo porque as restrições na fala impossibilitariam uma comunicação eficiente sobre as características dos produtos. Isto sem falar que muita gente nem sabe que o trabalho da ONG começou pelo artesanato e não pela casa de chás.

Os preços na Reaching Out Teahouse são ligeiramente superiores aos praticados nas redondezas mas em geral é o que se espera quando se opta por produtos orgânicos ou de um seleto grupo de pequenos produtores locais, não? Isto sem falar que, uma vez revertido para uma iniciativa tão valorosa, o pouco a mais que se gasta está longe de ser um problema. Ao contrário, dá um sentido maior à experiência. Já os da loja de artesanato são sim, mais puxados.

No sudeste asiático, tivemos outras experiências de cunho social mas nada se comparou à que vivenciamos na Reaching Out Teahouse! Digo isso não apenas pela qualidade do serviço mas sim, e especialmente, por aquela atmosfera peculiar, para a qual até os clientes cooperam. Em uma palavra: inesquecível!

É uma fofura de lugar!Adoramos contribuir, afinal, muito, mas muitíssimo melhor que dar esmolas é promover de uma forma mais verdadeira os menos favorecidos, auxiliando-os a conquistar a própria independência!

As propostas sociais com as quais nos deparamos nessa viagem e, sobretudo, a dessa específica casa de chás mexeu com todos os nossos sentidos e em especial com os nossos corações!Foi uma verdadeira lição de vida dada por pessoas de quem tanto se duvida! Pessoas para as quais tantas vezes olhamos e imaginamos que precisam de cuidado fazem com que qualquer pessoa saia de lá se sentindo cuidada por mãos tão aptas e preparadas para o trabalho quanto as de qualquer um.

Enfim, se estiver pela cidade, não desperdice a grande oportunidade de desfrutar a hospitalidade vietnamita, esquecer dos problemas e prestigiar uma iniciativa tão bela quanto essa! Você sairá de lá com a alma mais leve! Só, por favor, não se esqueça: ali o silêncio vale ouro.

Taste the silence! Enjoy the silence!


(*) Ana Carolina Aires é formada em Direito. Apaixonada por viagens, chás, cafés e uma boa mesa. Adora compartilhar as experiências vividas em suas andanças em mais de 40 países visitados.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

DRINK_ME // Kit básico para drinks

Juliana Raimo
Colunista de Drinks do Gastronomix

Existe um mito na coquetelaria de que preparar um bom drink é coisa para barman somente. Assim como na culinária, um drink se preparado com amor, com técnica (receita) e com bons ingredientes pode ser feito por qualquer um a qualquer hora.

Ter um acervo básico em casa evita a desistência ou a preguiça de sair para comprar um rótulo quando surgem as oportunidades de se tomar/fazer um bom coquetel. Sendo assim, separei aqui um kit que equipa seu bar e o torna pronto para preparar 80% dos drinks presentes nos livros de coquetelaria.

FERRAMENTAS DE PREPARO 
- abridor de garrafas, de latas e saca rolhas;
- açucareiro;
- tábua para cortar frutas;
- pilão amassador (de madeira ou plástico);
- faca de bar;
- coqueteleira (de aço inox ou aço e vidro);
- colher bailarina (aquela do cabo longo);
- colher (estilo pá) para gelo moído;
- passador de inox (espécie de coador de gelo);
- copo de vidro para preparo de drinks mexidos (mixing glass);
- pegador de gelo (tipo pinça)
- outro pegador para as frutas (pois não é bacana pegar com a mão);
- baldinho de gelo;
- blender (ou liquidificador);
- canudos longos e mexedores;
- guardanapo de papel;
- ralador pequeno (noz-moscada).

OS COPOS MAIS USADOS 
- oldfashioned
- longdrink
- taça Martini

OS RÓTULOS DE BEBIDAS ALCOÓLICAS 
- Vodka smirnoff e absolut;
- Tequila Jose Cuervo Clasico (conhecida como prata) e Patron (importada);
- Rum branco (Bacardi) e Havana;
- Gin Gordon’s, Bombay, Tanqueray e Beefeter.
- Licor de laranja Cointreau e Gran Marnier;
- Licor triple sec Curaçao (marca Bols ou Stock);
- Vermouth Dry e Vermouth Rosso (marca Martini ou Noilly Prat - importado);
- Bitter Campari e Angostura;
- Whisky (Grant’s, Red Label, Black Lable….);
- Bourbon ( Jack Daniels e Jean Bean)

SUCOS OU BEBIDAS NÃO ALCOÓLICAS 

- cramberie juice;
- suco de tomate (raiola)
- suco de laranja e limão (da fruta);
- leite de coco;
- grenadine.

Acredito que com este acervo “básico” você está equipado para se aventurar no preparo de várias opções de drinks. Agora é só se animar a comprar alguns livros do assunto ou simplesmente imprimir algumas receitas aqui do drink_me no Gastrnonomix!

Dicas:
- 01: onde comprar:
 www.pinheirense.com.br - tel (11) 3311-1313 - São Paulo
www.dragonetti.com.br – tel (11) 38468782

- 02: onde alugar:
www.casadasfestas.com.br – tel. (11) 3331-5644 – São Paulo
www.dfilipa.com.br - tel (11) 30312999 – São Paulo
www.santafesta.net - tel (11) 38130745

CHAZEIRA // Mais coisinhas para o nosso enxoval de chá!

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Na semana passada, começamos a falar sobre alguns itens que facilitam o preparo do chá nosso de cada dia. Conseguimos obter a água quentinha, na temperatura certa e recomendada para cada chá, com chaleiras e termômetro, ou mesmo com um truque do olhar, pelas borbulhas de amor... Está tudo lá, bem explicadinho no último texto.

Hoje, escolhi escrever sobre os infusores e coadores, que são bem importantes na hora do preparo de nosso #momentomágico.

A gente já sabe que o segredo para o chá perfeito tem a ver com o tempo que nossas ervas passarão em contato com a água aquecida na temperatura ideal. Não se pode deixar a folhinha lá dentro, infusionada eternamente. Ela quer dar um mergulho, uma nadadinha, e depois se retirar, para você aproveitar o melhor dela que restou na piscina da sua xícara...

Para isso, existem alguns coadores e infusores que facilitam a interrupção do contato. Lembre-se que estou sempre falando de chá solto, que, em regra, é de melhor qualidade do que os que vêm em saquinho de papel, esses que compramos no supermercado. Uma hora a gente vai falar disso com calma...

A princípio, sem muito segredo, você pode usar um coador para fazer essa separação. Basta jogar o chá na água, aguardar o tempo necessário, coar e servir. Normalmente, é assim que faço ao preparar um masala chai, uma misturinha de chá preto e especiarias que ferve junto com o leite, mas você pode usar para qualquer tipo de chá; ferveu, coei, servi, amei, bebi tudo, já acabou, rs. Simples assim! 

Olha que encanto esse coador antigo para chá!
E ele em ação, embelezando o momento....

Há também canecas e bules que vêm com um infusor destacável. Quando atingir o tempo recomendado, basta que se retire o lugar que abrigou o chá do recipiente e voilà! Missão cumprida, chazinho sucesso! Estes são super fáceis de se encontrar. 
Bule com infusor de inox; prático sem medida!
Outro acessório interessante, que sempre faço questão de levar nas aulas que dou e que faz o maior sucesso, é o preparador de chá. Ele é tipo uma caneca com um coador acoplado; você joga tudo dentro dele, água e erva, e, dado o tempo, encaixa em uma caneca qualquer. O preparador vai fazer um "xixi" de chá na caneca, deixando as folhinhas separadas dentro dele. O meu é da The Gourmet Tea, mas sei que tem na Talchá e Tea Shop (lojas físicas e internet), e no Civitá Café (em Brasília).
Preparador da The Gourmet Tea, foto do instagram @thegourmettea

Além desses, temos infusores individuais e fofos, de formatos mil, que desempenham bem a função da separação; basta mergulhá-los e retirá-los da água na hora certa. Neste caso, dê sempre prioridade aos de formato maior, para que, lá dentro, as folhas se abram melhor e mostrem sua melhor forma, em aroma e sabor. Parece bobagem, mas faz total diferença, pode acreditar! 
Infusor individual. Vale até usar a xícara transparente só pra ver essa lindeza, né?
Esse é pra inspirar a gente a relaxar no nosso momento mágico... É fofo demais!
Se você for muito, muito apegado ao saquinho, existem opções avulsas que você pode encher com seu chá a granel favorito. Em minha última visita ao Bairro da Liberdade, em São Paulo, encontrei uns japoneses, que podemos completar com nosso eleito e, depois, descartar. O bom é que a gente sabe o que vai dentro do saquinho, né?
 
Esses japoneses são espertos demais. Tem coisa pra todo gosto, olha só!
Você já usa algum tipo de infusor ou coador? Acha que facilita a vida? Compartilhe aqui comigo suas experiências... Adoro conhecer utensílios novos e preparar fotos com todas essas fofurices "chazísticas"! :)

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Te espero lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons chazinhos! J




quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ALMANHAC // Comer carne ou não? Seu tataravô não tinha essa dúvida

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

Seja por motivos ambientais, de saúde, éticos ou filosóficos, muita gente gente aboliu, hoje em dia, o consumo de carne vermelha. As justificativas são justas e têm cada uma sua carga de razão. Só não vale dizer a esta altura da história da humanidade, que o homem não é um animal carnívoro.

Achados arqueológicos dão conta de que há 30 mil anos de nossa era os humanos já comiam carne, fosse caçando ou roubando carcaças de animais mortos. O hábito alimentar está presente na história de quase todos os povos.

Se hoje a carne bovina e o grande centro do debate, outros tantos animais já foram ou continuam sendo “vítimas” da fome do homem. Antes de Cabral inventar o Brasil, os índios que aqui viviam, por exemplo, matavam, assavam e comiam paca, queixada, capivara, macaco, tatu…
Os africanos não dispensavam um naco de elefante, crocodilo, hipópotamo… Na Ásia, búfalos, felinos e até camelo entrava no cardápio. E nem vamos falar em aves e peixes que merecem - cada um - um capítulo à parte.

Em algumas sociedades, há a restrição por motivos religiosos. A exemplo da Índia, em que grande parte da população é vegetariana – há regiões e que se comem aves e peixes, mas o consumo de carne de boi é proibido porque esse é considerado um animal sagrado.

Na tradição judaica, a carne suína é tida como impura e, portanto, proibida. Mas no Torá, o livro sagrado dos judeus, há uma lei, a krasbut, que determina todos os procedimentos de abate de animais e preparo de carne, de modo a tirar todo o sangue, “porque sangue é vida, e esta pertence ao Criador”. Daí surge a chamada comida kosher.
Por falar em preparo, o homem não só é carnívoro, mas também sofisticado no hábito de comer carne. Daí que foi inventando: churrasco, picadinho, feijoada, filé Chateaubriand, filé Wellington, paillard, bife acebolado, rosbife, costelinha ao barbecue, parmigiana…

Enfim, da carcaça assada e devorada com as mãos à beira da fogueira até o steak tartare degustado em finíssimos restaurantes, é uma longa história — à qual veganos e vegetarianos estão tratando de dar novos rumos.

Fonte: “Carne & Cia”

terça-feira, 15 de agosto de 2017

GRÃO DO DIA // Padaria da Esquina: ótimo café da manhã

 Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Procurando uma dica para café da manhã em São Paulo? Daqueles bem servidos, com diversas opções de comidinhas além de uma cartela repleta de tipos de café e pães?! A Padaria da Esquina que fica na Alameda Campinas, no Jardim Paulista, do chef português Vitor Sobral, é nossa melhor opção para os fins de semana com um café da manhã de dar inveja, água na boca e de encher os olhos.

Desde os pães feitos na casa ao pastel de nata, tudo é feito com os tradicionais sabores de Portugal. A Padaria da Esquina abre de segunda à domingo, ou seja, diariamente! E uma visita só não vai bastar... anota aí o que a gente diz!  

Primeiro, precisamos deixar bem pontuado aqui... de que não há nada de padaria de esquina na Padaria da Esquina! Rs.

Ao entrar, o cheiro de pão caseiro no ar toma conta! Hmmmm. E o balcão então, com tantos tipos de pães, você que sempre fica em dúvida quando se depara com um cardápio de muitas opções na mão (assim como eu, rs), vai precisar de mais tempo pra decidir!
 Foto: Divulgação Folha de S. Paulo.

Uma curiosidade: as farinhas utilizadas nos pães são da Itália, França e de Portugal também. É que, segundo Vitor, no Brasil, existe apenas a farinha de trigo. E que podem, de acordo com sua classificação, alterar o tempo de fermentação da massa e o sabor.

No cardápio, as opções são muitas!!! Desde os diversos tipos de pães (alentejano - com um toque de vinagre; saloio - de farinha de trigo e de centeio; português - de casca crocante e bastante miolo; pão de caco - com batata-doce; mouro - com grãos integrais), além de menus especiais de café da manhã e sanduíches. Ah, e os doces, claro, completam ainda mais seu café da manhã (ou da tarde)! Pastel de nata, bola de berlim (ou 'sonho') e madalena.
Dica: se forem pela manhã, tentem chegar um pouco mais cedo que o normal, porque tem dias que fica bastante lotado, inclusive com lista de espera.

Padaria da Esquina
Alameda Campinas, 1630 - Jardim Paulista

Que tal dar uma passada lá para um café da manhã, ou mesmo da tarde?
Conta aqui pra gente depois sua experiência!

Não deixem de marcar seus momentos cafezinho usando a hashtag #GraoDoDia. 


Nos Sigam nas Redes Sociais

Grão Do Dia 

- um pouco de café - um pouco de cor -
Instagram: @graododia (instagram.com/graododia)
Facebook: facebook.com/graododia
Twitter: twitter.com/graododia 
Site/blog: www.graododia.com