terça-feira, 14 de novembro de 2017

NOTÍCIAS // Os 6 melhores hambúrgueres de Brasília

Sebastián Parasole (*)
Convidado especial do Gastronomix

“Lembro nos anos 80´s, Buenos Aires..., Rua Florida..., quando visitei com meu tio Ricardo e primos o Fast-food, “Pumper Nic”, nunca esquecerei aquele Hambúrguer!!!

Para poder falar de hambúrgueres devemos citar duas histórias.

A primeira é sobre o sanduíche! Em 1760, o escritor francês Pierre Grosley relata que, em Londres, um ministro de Estado gostava de jogar baralho por dinheiro. Para não perder tempo na mesa de jogo, decidiu juntar duas fatias de pão com carne no meio. O ministro se chamava Lord Sandwich.

A segunda história é sobre a aparição do bife de Hamburgo nos cardápios de restaurantes alemães nos Estados Unidos nos anos 1870. Esse bife de Hamburgo era uma espécie de bolinho de carne triturada e temperada, popular na cidade alemã. Em 1872, se diz que nasce o primeiro carrinho de rua para fornecer alimentação para funcionários de fábricas.
Os carrinhos tinham grelhas e popularizaram o bife de Hamburgo com pão, facilitando comer em pé e de forma rápida. O bife de Hamburgo no pão virou um clássico nos Estados Unidos, transformando-se em prato típico do país em 1890. No ano de 1900 o nome "sanduíche de hambúrguer" abreviou para apenas "hambúrguer".

Em 1948, na cidade de San Bernardino, na Califórnia, aparece o primeiro drive-in. A loja conseguia servir uma refeição completa em 20 segundos, nascendo o Mister Mac! 

Após um longo período de idas e vindas, franquias e concorrência no Brasil, a partir dos anos 2000 nascem os hambúrgueres gourmet. Cozinheiros, chefs e amadores especialistas em misturas de carne, como fraldinha, picanha e filé mignon criam deliciosas iguarias que transformaram-se em joias, ocupando cardápios de restaurantes renomados do país.
Na procura dos melhores hambúrgueres do DF, me permiti comprar hambúrgueres de carne e duas fatias de pão. Nada de alface, cebola, tomate, queijo, ovos fritos, molhos secretos e/ou bacon...! Afinal, tudo com bacon fica bom!!! Acredito que os dois produtos mais importantes de um bom hambúrguer são a carne e o pão!

Os pontos importantes que levei em consideração nessa história de opinião pessoal são:

a) Só visitei casas exclusivas de hambúrgueres;

b) Os foodtrucks não contam, apenas estabelecimentos físicos;

c) A mistura de carnes, gordura, condimentos, cocção e técnica no fogo são os pontos fundamentais para a tão apreciada peça;

d) O pão deve ser leve e fofo, mas resistente e com corpo, tipo brioche, mais ou menos tostado, com ou sem sementes de gergelim, a critério da casa;

e) Toda compra foi feita para viagem, permitindo ver a suculência da carne e a textura do pão com o tempo de repouso até chegar em casa;
f) Cada loja visitada deveria ser de Brasília e com credibilidade em ser um produto artesanal;

g) O ponto da carne, quando questionado pelo atendente, sempre era "ao ponto". Se não, ficava a critério do cozinheiro. Infelizmente muitos hambúrgueres não estavam no ponto certo e/ou não tinham sabor ou sal, prejudicando o produto final. Apesar de algumas passarem do ponto, estavam suculentas e saborosas. 

Guiado pela imprensa local, prêmios e fanáticos desse prato tão popular, depois de visitar 16 estabelecimentos e ganhar um pouco mais barriga e colesterol, estes são os resultados:
Da esquerda para a direita, em grupos de 4 unidades.

Grupo 1 - ESQUERDA
Belgrado, (Asa Norte)
Three, (Asa Norte)
Houston, (Asa Norte)
Hamburgueria Do francês (Asa Norte)

Grupo 2 - DIREITA
Paprica, Asa Norte.
Geleia (aguas claras)
Jhonie, (Asa sul)
Marvin, (Lago Sul)

Grupo 3 - ESQUERDA
Parrilla burguer, (Asa sul)
Hum (Sudoeste),
Brazilian American burguers (Sudoeste)
Malibu, (Vicente Pires)

Grupo 4 - DIREITA
Bulls (Gama)
Secreto, (Aguas Claras),
Durango, Aguas Claras),
Cumarim, Aguas Claras), 

Por último, não esquecer que os pratos simples são os mais difíceis de executar. O paladar se educa e o cliente escolhe! Boa descoberta!  

Os vencedores, em ORDEM ALFABÉTICA, são:
- Cumarim (Águas Claras)

- Geleia (Águas Claras)

- Hum! (Sudoeste)

- Páprica (Asa Norte)

- Parrilla Burger, (Asa Sul)

- Secreto (Águas Claras)

(*) Sebastián Parasole é Coordenador Geral de Gastronomia do IESB.

3 comentários:

Anônimo disse...

O item "e" compromete todo o teste. Como assim pra viagem? Experimentou os hambúrgueres meia hora depois de feitos e embrulhados num saco? Isso não faz o menor sentido. E o que é "tempo de repouso até chegar em casa"? Onde fica essa casa? Com hamburguerias testadas da Asa Norte ao Gama, faz muita diferença onde fica essa "casa". Os pobres lanches ficaram 10 minutos ou 40 estragando numa sacola antes de serem avaliados?
Hambúrguer tem que ser comido fresco. A não ser que o teste seja dos melhores hamburgueres delivery, esse método não faz o menor sentido.
Sem contar que só visitar casas exclusivas significa que não se buscou o melhor hambúrguer, mas sim a melhor hamburgueria. Existem ótimas opções nos cardápios de outros restaurantes.
E no mais, mas aqui eu já não estou tão certo, eu não ficaria restrito a pedir somente pão e carne. Hambúrguer não é só isso, tem toda uma harmonia entre ingredientes. É como buscar a melhor pizza de Brasília e pedir só massa e queijo. Ou o melhor espaguete sem molho da cidade! Entendo a necessidade de experimentar estes dois itens separadamente, mas ainda assim..

Unknown disse...

O anônimo acima está certíssimo.

Antonio Coêlho disse...

O anônimo acima está "erradíssimo". Nada de certo. Está apenas jogando para o seu lado. Por isso, existem os que analisam: fazem o que o consumidor/comensal deveria fazer! Muito fácil fazer uma sobremesa "mequetrefe" e acrescentar SORVETE. Como disse o próprio autor, qualquer coisa fica boa com sorvete (Rsrsrs). Muito fácil encher o VERDADEIRO hambúrguer de "apetrechos" e dizer que o MEU hambúrguer é melhor que dos outros. O produtor/cozinheiro deveria antes de tudo estudar, entender e reproduzir a essência do verdadeiro prato - ou então, e senão, que crie uma nova refeição. Mas se quer fazer "hambúrguer", tem que fazer o básico, meu irmão. E não ficar dizendo que os outros não sabem avaliar, e coisa e tal. Abs, Antonio Coêlho (nada de anônimo).