segunda-feira, 20 de abril de 2009

GASTRONOMIX // Você já foi ao D.O.M?


O premiado Chef Alex Atala na cozinha do D.O.M

No fim do ano passado, tentei ir ao D.O.M., restaurante em São Paulo do badalado chef Alex Atala. Não consegui. Era época de festas e o local estava fechado. Acabo de ler que o D.O.M. foi eleito o 24º melhor restaurante do mundo. Um ponto a mais para a gastronomia brasileira, que cada vez mais desponta no cenário mundial.

O reconhecimento tem a chancela da revista britânica Restaurant Magazine, onde é publicada a lista conhecida como S. Pellegrino World's 50 Best Restaurants - uma das mais importantes premiações na área.

O D.O.M subiu 16 posições e, pelo quarto ano consecutivo, é o único restaurante brasileiro a integrar o ranking dos 50 melhores do mundo. O primeiríssimo lugar ficou com o restaurante El Bulli, do chef espanhol Ferran Adrià, que esteve no Brasil e com Atala no fim do ano passado, conhecendo as iguarias do Brasil, principalmente, do Pará.

E você, já esteve no D.O.M?
Comente aqui como foi...Tô curioso.

3 comentários:

Djabal disse...

Precisamos desconsiderar o fator preço, para fazer algum comentário. Parece que ele é digno, ou mais até, da fama que o D.O.M. possui.
Esquecido esse fator, você sai diferente depois que conheceu aquela cozinha. Qualquer coisa que você está habituado a comer, lá tem um sabor diferente, uma apresentação bonita, ou um gosto ressaltado. A pupunha, por exemplo, é completamente diferente. Os produtos daqui da terra como mandioca, são acompanhantes dignos, ressaltam outros sabores, casando com eles.
O atum é um mestiço nipo-brasileiro fantástico.Com a nossa cara, mas parece saído do banho. A entrada é uma cabeça de alho. Desafio aceito e provado: excelente, sem nenhum sabor que nos remeta aquele velho e conhecido.

Fausto disse...

Fiquei sabendo que ele passou a utilizar apenas ingredientes brasileiros no preparo dos pratos. Foie Gras e Trufas não têm mas espaço no menu! E ainda assim é o 24º do mundo.

Déia disse...

Domus Optimo Maximo. Eu fui e digo que foi a experiência gastronômica mais espetacular da minha vida. O chef Alex Atala, 38 anos, desafia o paladar adotando técnicas e ingredientes inusitados. Assim que chegamos fomos encaminhados para uma mesa central, de frente para cozinha, escolhida a dedo. Fomos cumprimentados pelo Chef que havia sido informado que éramos de Brasília e, de maneira educadíssima, fez questão de não deixar seu compromisso anterior atrasar o nosso encontro (adorei o mimo!!) Abrimos os trabalhos com um bom espumante Excellence par Chandon para acompanhar desde o couvert até a sobremesa: mousse de atum, alho assado, pimenta Cambuci e pães de fabricação própria. Ostras empanadas com tapioca marinada. Ah!!! dos deuses. Seguimos a orgia gastronômica com gnocchi com rabada desfiada e tomates frescos. De comer rezando para não acabar. Mas as surpresa maior foi a sobremesa: tartellete de caqui com sorvete de creme e pimenta branca sobre uma cama de tulipa crocante. Nossa que comida maravilhosa!!! O restaurante consegue ser grandioso sem oprimir, tem uma arquitetura divina, assinada por Ruy Ohtake, de muito bom gosto. São apenas 74 lugares disputadíssimos a cada noite. Fomos tratados de forma excepcional e consideração pelo Chef e sua equipe. A todo tempo estava ele lá na cozinha, comandando com total segurança sua brigada jovem, quase toda formada por ex-estagiarios. Eram 30 só na cozinha ontem. Dá orgulho ver alguém valorizar tanto e tratar tão bem a culinária brasileira. Sabendo, na medida certa, transformar esses ingredientes em gastronomia, alta gastronomia, Alex Atala convence também pela simpatia e cuidado com seu publico. Sente-se todo esse carinho do momento que se entra ao momento em que nos despedimos da Casa do ótimo e do Maximo. De quebra ainda tive meu momento tiete com direito a visitar a cozinha, abraços, beijos, autografo no livro Por uma gastronomia brasileira e foto!!!!
Déia Barros