segunda-feira, 30 de abril de 2018

EU RECOMENDO // 6 restaurantes em Bangkok

Ligia Kosin
Convidada especial do Gastronomix

A comida tailandesa é a minha preferida na culinária asiática e assim, quando fizemos nossa primeira viagem a Bangkok em janeiro de 2018, a gastronomia local era uma prioridade. Comemos muito bem, mas tínhamos indicações prévias (e valiosas) de restaurantes graças ao nosso amigo José Mário, que mora em Bangkok há alguns anos. Todas as dicas foram excelentes e são elas que eu repasso aqui. Não vou descrever a culinária tailandesa e nem indicar pratos, já que a maioria dos restaurantes têm cardápios imensos e muito variados.  Também não há muitas fotos porque bem... estávamos mais preocupados e concentrados em saborear os pratos ao invés de fotografá-los!

1.RUEN URAI  
Comemos no Ruen Urai (ou House of God) logo na primeira noite. O restaurante fica bem escondidinho, num das alamedas que saem da Surawong Road. Oficialmente faz parte das dependências do hotel the Rose, mas é bem mais charmoso, pois fica numa antiga e tradicional casa/pavilhão tailandesa de madeira teca. A casa, que tem mais de 100 anos e foi inteiramente restaurada, pertencia a um curandeiro de ervas medicinais durante o reinado de Rama V (final do século 19 e início do 20).

O ambiente é agradabilíssimo - e bastante apropriado para uma noite romântica. O cardápio abrange pratos tanto da culinária real tailandesa quanto da comida caseira da Tailândia. Não há como errar.
José Mário pediu cinco pratos diferentes para nós três, entre entradas, noodles e sopas, com frango e camarão. De sobremesa, fomos na sobremesa tailandesa clássica por excelência: sticky rice mango ou, traduzindo, manga (que na Tailândia é maravilhosa) acompanhada de arroz adocicado e creme de côco. [LK1] A conta para nós três foi de cerca de $ 4200 baht ou US$ 130.

Endereço: Surawong Road, Si Phraya, Bang Rak, Bangkok 10110
Telefone: 02 266 8268

2. BLUE ELEPHANT RESTAURANT
Não havia, claro, a menor hipótese de não comermos no Blue Elephant Bangkok, já tendo conhecido o de Paris. Restaurante tailandês tradicional com reputação pela autenticidade e pela excelência, o Blue Elephant oferece um amplo cardápio, onde tradição e novidades, passado e presente se misturam, há de tudo nas criações da Chef Nooror Somany-Steppe e sua filha Sandra. O preço é um pouco mais salgado do que a média, mas vale a pena, inclusive pelo ambiente.

A filial de Bangkok (há 9 Blue Elephants no mundo) fica numa magnífica mansão de estilo colonial tailandês, construída em 1903 e que já abrigou a Câmara de Comércio e foi a sede do Comando Central japonês durante a Segunda Guerra. Se estiver disposto a pagar um pouco mais, vá sem erro. O jantar para dois, com coquetel, entrada, prato principal e sobremesa (sem vinho, que na Tailândia é caro) saiu por $ 3908 baht ou US$ 125.[LK2] 

Não deixe de visitar a loja no andar térreo do restaurante, onde é possível comprar molhos, temperos, comida semipronta e simpáticas chaleiras em formato de elefante. 

Endereço: 233 South Sathorn Rd, Yan Nawa, Sathorn, Bangkok 10120
Telefone: +662 673 9353 (a partir do exterior);  02 673 9353 (a partir de Bangkok)

3. BUSSARACUM – ROYAL THAI CUISINE
Este restaurante, também situado numa antiga e tradicional casa tailandesa de madeira, é bem mais simples que os dois anteriores – o que pode enganar à primeira vista. Não espere grande sofisticação no ambiente ou nas mesas, mas o cardápio e a comida não decepcionam nem um pouco. O restaurante existe desde 1982 e é especializado em comida real tailandesa.

O atendimento é rápido e correto. A comida, deliciosa. Aqui meu marido comeu o que, segundo o cardápio, é considerado o “Number 1 of CNN’s 50 Most Delicious Food”, o Massaman Gai:[LK3]  frango/carne ou camarão em curry massaman com amendoins e batatas. Estava divino, segundo ele. Certamente pretendemos voltar. O jantar a dois, com entrada, prato principal e sobremesa saiu $2200 baht ou US$ 70.

Endereço: Sri Wiang Road, entre Si-Lom Road e Sathorn Road
Telefone: +66 2 63022216 – 8 (a partir do exterior) ou 02 630 22216 (a partir de Bangkok)
Site: www.bussaracum.com

4. JAI FAI STREET FOOD
Jai Fai é uma simpática senhora de 72 anos que comanda um boteco simplesinho na popular área de Phra Nakhon, na Cidade Velha, em Bangkok. Cozinha no wok, à frente de um fogo fortíssimo, usando óculos de proteção. Ganhou a primeira estrela Michelin para street food no mundo - da qual quer se livrar, porque seu restaurante entupiu e ela perdeu o sossego. Prepare-se para esperar para comer: o esquema de reservas não funciona mais, é por ordem de chegada mesmo. Existem pouquíssimas mesas, apenas 9 ou 10. Os pratos são bastante tradicionais, com muita influência chinesa. A omelete de caranguejo, seu prato mais popular, é divino. Ela o faz em formato de rolinho, que é pacientemente cozido camada a camada sobre o wok, segurando com uma pinça.  A sopa Wan Tan que tomei deve ter sido a melhor da minha vida. [LK4] 

Endereço: 327 Samran Rat Intersection, Phra Nakhon, Krung Thep.
O restaurante atualmente funciona apenas à noite, a partir de 17h. 
Dica: Não experimentamos, mas, duas ou três portas ao lado de Jai Fai, na mesma rua, está o também famoso Thip Samai que serve apenas um prato, o Pad Thai. Considerado o prato de rua nacional da Tailândia, consiste de macarrão com arroz seco e frito com ovos e tofu, polpa de tamarindo, molho de peixe, camarões e mais uma dezena de ingredientes. O Pad Thai do Thip Samai é classificado como o melhor da cidade. A longa fila de clientes na rua vai indicar direitinho o local[LK5] .   

*Não tivemos oportunidade de conhecer, mas José Mario também indicou – e ouvimos falar muito bem, de outras fontes, os restaurantes:

5. NAHM RESTAURANT – METROPOLITAN HOTEL
Alguns o consideram o melhor restaurante Thai da cidade.
Endereço: 27 South Sathorn Rd, Thung Maha Mek, Sathorn, Bangkok 10120
Telefone: +66 2 625 3333 (a partir do exterior); 02 625 3333 (a partir de Bangkok)

6. JIM THOMPSON’S RESTAURANT
É parte da casa/museu de Jim Thompson e serve um menu tailandês mais adaptado ao gosto ocidental. Perfeito para quem quiser almoçar após conhecer a magnífica casa do americano que, nos anos 50, revitalizou o negócio da seda na Tailândia. O complexo inteiro é formado por seis pavilhões tradicionais de madeira (com mais de dois séculos) que Thompson, também arquiteto, genialmente agregou numa construção só, adicionando elementos da arquitetura ocidental e moderna. O local é agradabilíssimo. A visita vale não só pela arquitetura, como pela decoração interna da casa: todas as peças são parte da coleção de arte e antiguidades de Jim Thompson. É possível também comprar roupas, lenços e tecidos de seda. Uma nota curiosa: a vida do empresário, por si só, valeria um filme, mesmo sem o mistério de sua morte. Jim Thompson desapareceu na Malásia, em 1967, onde havia viajado a turismo e nunca mais foi visto.

Endereço: 1 Wang Mai, Pathum Wan, Bangkok 10330
Telefone: +66 2 216 7368 (a partir do exterior); 02 216 7368 (a partir de Bangkok)

(*) Ligia Kosin é jornalista.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

CHAZEIRA // De volta ao mundo real ou “vocês não sabem o prazer que é estar de volta”! :)

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Quem me acompanha pelas redes sociais, que estão indicadas no fim de cada texto, sabe que abril foi, para mim, bem intenso. Minhas férias ao Japão, como eu já previa, foram uma verdadeira imersão no mundo dos chás verdes, especialidade do país.

Em Tóquio, tive experiências de origem e também em releituras contemporâneas. Visitei lojas japonesas e mais um montão de lojas de outros cantos do mundo - Tóquio é uma metrópole e tem em si um pouco de tudo o que há de melhor!

Em Quioto, bebi, comi e respirei matchá, da forma mais tradicional possível e de jeitos bem moderninhos e inovadores. Frequentei aulas com professores maravilhosos, aprendi, aprendi e ainda estou processando tanta informação; foi lá também que comi uma das melhores sobremesas da vida - e com chá verde, claro!

Em Uji, terra do matchá, visitei lindas plantações, colhi e processei chá, conheci pessoalmente seguidora do Canadá, tive aula inesquecível, fiz amigos. Senti-me terra e, por isso mesmo, parte daquilo. Descobri novos modos de provar e de fazer.

Nas ilhas de arte, Teshima e Naoshima, vi mais chá, em obras e blends.

Em museus e templos, por todo o Japão, ele sempre estava lá, aquecendo sonhos, embalando momentos únicos, lembrando que tudo é começo e fim, ao mesmo tempo. Nos restaurantes e mercados, a primeira impressão parte sempre dele, senhor chá, que recebe à porta e se despede ao fim de cada refeição. E quantas boas refeições! Esqueci-me de sucos e refrigerantes e, até nas máquinas automáticas, era por ele que buscava, satisfeita.
Esse é só o resumo do início de uma história de amor. Eu, o marido e o Japão nos tornamos um, misturados em corações verdinhos. Muitas histórias a contar, muitos lugares lindos a dividir.

Esta é uma chazeira feliz, feliz!

Estou organizando todas as informações, tentando catalogar lugares por categorias para, na semana que vem, começar a compartilhar essa velha-nova paixão, com você, leitor fiel do Portal Gastronomix. Quer me acompanhar nessa viagem?

Então, estamos combinados. Chá no Japão aqui, a partir da próxima quinta. Retorno triunfal, melhor do que o da Clara na novela da TV, com tudo mastigadinho para você criar coragem e fazer as malas de chá rumo ao Oriente. Pode que chamar que volto!

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Já tem altos "spoilers", mas pode olhar, que também teremos um montão de novidades. Te espero lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons chazinhos...Verdes, para se preparar para o que vem pela frente, tá?

terça-feira, 24 de abril de 2018

GRÃO DO DIA // Fabrique Café e Torra em Higienópolis

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Fabrique traz clássicos da panificação francesa e italiana, além de criações próprias, como os deliciosos muffins. Ela fica no bairro de Higienópolis, região nobre e central, que já foi um reduto dos barões do café. Por isso, ainda hoje é repleta de casarões antigos - para quem gosta de pão na chapa, pingado, tudo bem paulistano e com muito aroma!

Que tal se deparar com uma máquina torrando os grãos da sua bebida? A Fabrique uniu panificação e torrefação de café, ambas artesanais, em um único espaço. Com um ambiente aconchegante e convidativo, de cara vê-se a produção de pães ao fundo e a de cafés no mezanino.

Confira nossa experiência e dica de um café da manhã bem paulistano! =)

SOBRE A CAFETERIA
José Carlos Gomes, proprietário da padaria, nasceu em uma família de padeiros portugueses, morou em Chicago, e formou-se chef padeiro. Aqui no Brasil há um ano, decidiu montar uma padaria que reunisse o clima aconchegante das casas mais modernas ao pão na chapa clássico.

Conforme citamos, além de padaria, a casa funciona como nanotorrefadora. Com grãos de Caparaó (MG), da marca Aquitã, torrados e moídos ali mesmo. Um dos destaques é o Bourbon Laurina, proveniente da ilha da Reunião, leste de Madagascar, cultivado em São Sebastião do Paraíso (MG) e cuja característica é ter 50% a menos de cafeína em comparação a outras variedades de café arábica.

Pão, café e torrefação! Combinação PERFEITA!!!! 

O CARDÁPIO

No menu, destaque para o croissant recheado com ovo frito e gema mole, foi o que pedimos! Tem o croissant também com flor de sal, e destaque também para o pão com frutas e castanha.

E mais, olha só... misto-quente, pão na chapa, francesinho, baguete, além dos destaques para os croissants simples e recheados. E ah, não podemos esquecer dos muffins da casa... pedimos o muffin com banana e nozes! Delicioso! #ficaadica =)
E tem lojinha na padoca! Já queremos retornar!

Fabrique Pães - Onde fica:
R. Itacolomi, 612 - Higienópolis, São Paulo - SP.

quinta-feira, 12 de abril de 2018

CHAZEIRA // Arte em saquinhos usados de chá

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Há pouco tempo, deparei-me com uma pequena matéria da Revista Vida Simples, sobre a incrível arte de Ruby Silvious. Encantada, corri para seu site e redes sociais para babar de vez com tanta delicadeza.

A artista plástica e designer gráfica que vive em Nova Iorque faz, desde 2015, coisas incríveis usando os saquinhos como tela. Os trabalhos únicos, que já foram tema de exposições nos Estados Unidos, França, Japão e Itália, por exemplo, são vendidos em seu sítio eletrônico, e custam, em média, quatrocentos dólares, mais as taxas de importação. 
Foto: Ruby Silvious

Mas calma, não se aflija. Se você ainda não pode gastar tudo isso com uma obra original, pode se contentar admirando o trabalho a partir de livro publicado com as fotografias dos saquinhos. Na Amazon, é possível encontrar o livro “363 days of tea – a visual journal on used teabags”, que traz as imagens encantadoras e explicações sobre o processo de criação, em língua inglesa.  
Ta aí o link da Amazon, piscando pra você: https://www.amazon.com.br/363-Days-Tea-Ruby-Silvious/dp/1631777599

Outras séries incríveis já foram iniciadas pela artista e eu, do fundo do coração, espero que virem livro logo. São elas: “26 Days of Tea in France”, de 2017;  26 Days of Tea in Japan”, de 2016, e “52 Weeks of Tea”, também de 2016. É tudo tão lindo que eu, que sou adepta de chás de saquinho apenas em última hipótese, pensei em me fartar desses chazinhos... Se viessem com esses desenhos maravilhosos, claaaaaro! O instagram de Ruby também é um mar de beleza, dá uma olhada: é @silvirub.

Como você já sabe, estou em férias por algum tempo; por enquanto, vamos nos encontrando pelas redes sociais, @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Nos vemos lá, pra não morrermos de saudade, certo?

Beijos e até breve!

quarta-feira, 11 de abril de 2018

ALMANHAC // Liquidificador: como conseguiam viver sem ele?!

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

Você consegue imaginar uma cozinha sem liquidifcador? Pois isso era completamente natural até o início do século 20. Alguém queria algo bem trituradinho, que se armasse de uma faca afiada e muuuita paciência. Ou então que esmagasse com a mãos.

A primeira coisa mais parecida com um liquidificador de quem se tem notícia só apareceu em 1904 — nas fontes que pesquisei há divergência quanto à invenção ser inglesa ou americana. Mesmo assim, o objeto tinha mais a finalidade de misturador.
Era uma máquina grande, com motor elétrico movido por correia de transmissão, usado em panificadoras e mercados. Só em 1910 surgiu um modelo doméstico, que, a bem da verdade, era mais adequado para misturar que para triturar.

Liquidificador mesmo, só em 1922. Invenção do polonês Stephen Poplawski, fabricada e comercializada em Chicaco, Estados Unidos. E não era para qualquer um. A maquininha era usada sobretudo em lanchonetes, no preparo de bebidas e vitaminas.

Aí começaram a aparecer professores Pardais de todo lado inventando e patenteando versões melhoradas do trambolho de Poplawski. Até aqui no Brasil Waldemar Clemente criou o seu e o chamou de “liquidificador”. 
Nome genérico, claro, porque o aparelho do senhor Waldemar foi batizado oficialmente de Walita Neutron. Sim, a época era 1944 e ele, ex-funcionário da General Electric, tinha criado a própria empresa de fabricação de utilidades domésticas, a Walita Ltda.

Hoje tem Arno, Philco, Oster, Britânia, KitchenAid, mas a Walita ainda está por cima. Um recente teste feito pelo site Guia do Eletro apontou os quatro liquidificadores mais potentes e um deles é o modelo RI2135, da Philco Walita.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

EU RECOMENDO // 3 lugares em Nova York: massa e negroni, asiático e speakeasy


Bruno Batistela (*)
Convidado especial do Gastronomix

Quando me mudei para Nova York, de "mala e cuia", trazia um lista com todos os restaurantes e bares que eu queria conhecer. Obviamente nunca zerei a lista e ela só aumenta de forma acelerada!

Agora, está separada por área, tipos de comida, custo benefício e assim vai... Lugares badalados e novidades não faltam. Sempre alguém dizer "você nunca foi lá?! Tem que ir !" Difícil escolher entre tantas possibilidades. Sugiro 3 lugares bem diferentes que gosto de frequentar.

1. I SODI 
Um pequeno restaurante italiano no miolo do Greenwich Village, com decoração bem despretensiosa e ar de restaurante old school. Além do cardápio com bons pratos italianos, o restaurante oferece uma carta de negronis! Não teve um prato que provei lá que não gostei. A Lasagne a Sugo e a Tagliata Con Rucola são boas pedidas

Você consegue fazer a reserva no próprio site. É um pouco disputado, faça com antecedência. 
105 Christopher St
Telefone: +1 212-414-5774

2. SSAM BAR MOMOFUKU 
Um dos 7 estabelecimentos da rede Momofuku em NY, Ssam Bar é uma ótima opção para quem não quer gastar um montante considerável de dinheiro e de tempo para jantar no Momofuku Ko - que, apesar da experiência incrível, a lista de espera pode chegar até 30 dias. 

O Ssam Bar oferece opções interessantes de comida asiática que mistura sabores e texturas. Se você for com amigos, minha sugestão é pedir diferentes tipos de pratos e todo mundo prova o prato do amiguinho! Ele fica no East Village, e o ambiente segue a mesma linha do bairro, descolado e mais informal. 
207 2nd Avenue at 13th Street
Telefone: + 1 212 254 3500

3. ANGEL'S SHARE 
Eu não sou um fã de speakeasy bar, mas esse vale a pena. Seguindo a tradição desse tipo de bar, ele fica em uma porta escondida dentro de um restaurante japonês chamado Villa Yokocho no East Village. O lugar é bem pequeno, escuro na medida e com um ar de biblioteca antiga.

Os drinks são ótimos e o atendimento é impecável. Caso você queira comer algo enquanto toma um drink, eles oferecem pequenas porções de comida japonesa do restaurante ao lado. Não vá em um grupo grande de pessoas. No máximo, quatro - o que já é bastante para esse tipo de lugar. Não há como fazer reserva e você pode esperar bastante.

Sempre peço os clássicos (que não estão no cardápio), mas tem um drink que vale a pedido se você gosta de bourbon: Smoke get your eyes.
105 Christopher Street
Telefone: +1 212 414 5774
(*) Bruno Batistela é arquiteto da Kwartet (http://kwartet.com.br/), mora em Nova York e gosta de camisas florais.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

CHAZEIRA // Chá combina com... Música!

Eloína Telho
Colunista de Chá de Gastronomix

Quando a gente monta a mesa do #momentomágico, com tudo o que tem direito, chá de primeira, louça linda, flores no vaso, a gente nem pensa que pode ser melhor, né? Ou pensa! Arrematar esses encontros conosco ou com gente querida com música dá um tom ainda mais especial ao momento. Como os japoneses costumam dizer: “um momento, um encontro”; então façamos com que seja único e inesquecível!

No Spotify, tenho algumas playlists que adooooooro ouvir enquanto me preparo para ser absorvida pelo chá! Sou fã de uma que se chama “Listinha Chá”, do Ernesto Cafés Especiais, com músicas selecionadas com o coração por Giordano. A atriz Alice Wengmann também fez escolhas bem interessantes em sua playlist “Chá de Camomila”. E foi então que, em uma tarde de domingo, inspirada por uma xícara de Darjeeling resolvi criar uma bem especial, para compartilhar com você. Nasceu, no Spotify, a lista “Chá da Elô”.

Se a inspiração veio do chá, é claro que todas as músicas tinham que ter, de alguma forma, relação com o tema.  Pincei, com bastante carinho, músicas que tenham a palavra “chá” no título ou na letra e a combinação ficou interessantíssima. São 64 (sessenta e quatro músicas) de gente super conhecida, como Ella Fitzgerald e Paul McCartney, até bandas que descobri no momento, como Tearliner e The Kinks. Foi super divertido procurar e pensar nessa listinha e, por isso, não poderia deixar de dividir com os leitores Gastronomix!

É bem fácil de me achar por lá. Estou com “Eloína Telho” e a foto, claro, traz uma cidadã com xícara em punho, rs! A listinha, como já disse, se chama “Chá da Elô”. Se você tiver alguma sugestão para a gente acrescentar, vamos lá. 
Como você já sabe, estou em férias por algum tempo; por enquanto, vamos nos encontrando pelas redes sociais, @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Nos vemos lá, pra não morrermos de saudade, certo?

Beijos e até breve!