terça-feira, 6 de março de 2018

GRÃO DO DIA // Artista cria cenas da vida real em Copos de Café

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Olha só essa, e se ao invés do cafezinho para viagem, um desenho To Go?! =) Já ouviram falar do australiano Adrian Hogan?! Suas ilustrações se tornaram virais na internet devido a um modo criativo, singular e divertido de trabalhar.

Atualmente, ele vive em Tóquio e encontrou uma forma um tanto diferente e bela de registrar o mundo e as pessoas à sua volta, dando vida aos sons, aromas e sensações. Confira!
Adrian Hogan, Ilustrador

Adrian, além de usar suas técnicas de pintura em cadernos e rascunhos, ele cria esboços panorâmicos em copinhos descartáveis de café! SENSACIONAL!

Seus desenhos retratam cenas do dia a dia na metrópole e mostram diversos locais por onde ele passo... Assim, Adrian vai divulgando suas criações no seu Instagram em vídeos divertidos. O artista usa uma combinação de canetas e aquarelas para realizar suas ilustrações.

Hogan trabalha como ilustrador comercial e leva seu estilo sketch-book para vitrines, revistas japonesas e outros projetos editoriais.

A gente AMOU! O que acharam? 

Adrian Hogan, Illustrator em Tokyo.
Site Oficial - Instagram

Grão Do Dia - um pouco de café - um pouco de cor -
Instagram: @graododia (instagram.com/graododia)
Facebook: facebook.com/graododia
Site/blog: www.graododia.com 

quinta-feira, 1 de março de 2018

CHAZEIRA //Chá harmoniza com... Literatura!

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Volta e meia a gente fala de harmonização de chás com alimentos variados, sabores que, somados, transformam o #momentomágico em experiência inesquecível. Mas, além de sabores, tem algo que combina demais com a xícara favorita: livros!

E se os livros tiverem, de algum modo, a temática do chá presente na história... Ahhhhh! Aí sim o coração bate maia depressa - e não tem a ver com a quantidade de teína ingerida! Rs!

Para animar a sua listinha de leitura (já falamos sobre literatura técnica bem aqui, ó: http://bloggastronomix.blogspot.com.br/2018/01/chazeira-na-lista-de-leitura-para-2018.html?m ), escolhi três títulos incríveis, dois deles recomendados por pessoas fenomenais. Vem comigo!
Mil Tsurus - indicação do querido Rosualdo Rodrigues, jornalista competentíssimo radicado em Brasília e também colunista do Gastronomix (você acha a coluna dele aqui: http://bloggastronomix.blogspot.com.br/2018/02/almanhac-branco-ficou-com-receita-da.html?m=1 ). Escrito por Yasunari Kawabata, escritor japonês que ganhou o Prêmio Nobel de Literatura em 1968, é um romance que percorre salas de chá. Tem mil referências à cerimônia, utensílios, porcelanas... Uma imersão na cultura japonesa e no caminho do chá!

O perfume da folha de chá - indicação do meu marchand favorito, Fábio Almeida Prado. De Dinah Jefferies, uma promissora escritora criada na Inglaterra, é também um romance, mas que tem como locação o Ceilão - colônia britânica produtora de chá preto - amo/sou! Um drama familiar dos anos 20, entre uma dama britânica e o proprietário de uma fazenda de chás.
Como morrem os pobres e outros ensaios - aqui, não se trata de um livro, mas de um ensaio específico dentro de uma coletânea, de autoria de um dos meus autores favoritos, George Orwell (sim, o mesmo autor de "1984" e "A Revolução dos Bichos"). Em "Uma boa xícara de chá", o escritor descreve as etapas que percorre em busca da "perfeita xícara de chá", bem como suas preferências pessoais. Adorei comparar com os meus hábitos - ou manias? Um texto curtinho, quase um manual de instruções... Bastante diferente do meu! Rs!

E você, conhece alguma dessas obras? Tem aí guardado algum livro que se relacione de algum modo com a temática do chá? Que tal compartilhar  comigo? Vou adorar conhecer outras histórias, pontos de vista ou qualquer outra maneira de falar sobre o hábito que tanto amo! Pra inspirar... E suspirar!

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face). Passa lá,  pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons chazinhos! Com leitura ficam ainda mais gostosos!

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

ALMANHAC // Culinária alemã não é só chucrute e cerveja

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix 

No que você pensa quando se fala em culinária alemã? Joelho de porco? Salsicha? Cerveja, claro, para acompanhar? É bem provável que sim. Mas a cozinha do país europeu é bem mais diversificada do que os clichês nos fazem imaginar.

O German National Tourist Board (GNTB) escolheu o tema culinária alemã para a campanha global de marketing e promoção turística do país ao longo de 2018. Isso porque apenas 7% dos turistas escolhem a Alemanha pensando na gastronomia.
Entre os brasileiros, a taxa de interessados nas comidas e bebidas germânicas é maior — 30%, de acordo com o DZT – Centro de Turismo Alemão. Mesmo assim, devem chegar lá pensando uma coisa e descobrir muitas outras.

A diversidade da culinária alemã pode surpreender. Nos 16 estados da federação alemã, cada uma tem vida cultural própria e isso se reflete na gastronomia. Uma área favorece a pastagem, a outra o cultivo de vinho e em outra a produção de frutas e legumes.

Dá só uma olhada como o cardápio pode guardar surpresas numa volta pelo país:
Alta Saxônia: é a região produtora do queijo Harzer (foto acima), feito de coalho, de baixíssimo teor de gordura (1%). Produzidos há centenas de anos, é, geralmente, pequeno e redondo. Alguns deles ganham bolor branco e outros, vermelho (este com sabor mais intenso).

Baden-Württemberg: na região de Stuttgart, uma das especialidades é o Maultaschen, espécie de ravióli de carne e espinafre. Dizem que monges, proibidos de comer carne na Quaresma, inventaram a receita para driblar a regra.
Baixa Saxônia: a couve é bastante consumida nesta região, especialmente no inverno, acompanhado de pinkel, uma salsicha de aveia, bacon, barriga de porco, cebola e ervas.

Baviera: aqui é popular a salsicha weisswurst (salsicha branca), feita com vitela e porco e aromatizada com cebolas e salsa fresca. Costuma ser consumida em cervejarias antes do meio-dia, acompanhada de mostarda doce, pretzels e cerveja.
Berlim: comida de rua é uma antiga tradição na capital alemã e o currywurst (foto acima) é um xodó dos berlinenses que o compram em quiosques desde 1930. A iguaria é degustada com cinco tipos diferentes de molhos de curry, um mais apimentado que outro.

Brandenburg: o pepino produzido na Floresta Spree é muito exportado, mas também consumido localmente em inúmeras receitas e modos de consumo. Tem até um tour de 260km, no qua é possível provar pratos os mais diferentes e acompanhar o processo de cultivo e preparo, do campo até a boca.
Bremen: em 1673 foi aberto na cidade o primeiro café e aí a bebida virou uma paixão local. Bremem é maior polo de comercialização do grão e possui dezenas de simpáticos e antigos cafés (o da foto é o Teestuebchen im Schnoor). São comuns as visitas guiadas às casas de torrefação.

Hamburgo: é hábito ir ao Mercado de Peixe todo domingo de manhã comer rolinhos do pescado. Entre eles, os rollmops, preparados há mais de 300 anos: filé de peixe de sabor acentuado (como arenque) enrolado em cebola ou pepino e curtido em vinagre. Dizem que é ótimo pra curar ressaca.
Hessen: a cidra Ebbelwei é sua bebida mais popular. Costuma ser consumida em todas as casas, sobretudo nos arredores de Frankfurt. Ideal para acompanhar costeletas de porco, salsichas e chucrute.

Mecklenburg-Pomerânia Ocidental: é típico na região o espinheiro (Sea buckthorn), arbusto rico em vitaminas e minerais, cujos frutos são utilizados em óleos, remédios, cosméticos, chás, conservas, licores e vinho.
Renânia do Norte-Vestefália: além de ser grande produtora de cerejas, a região abriga numerosas cervejarias. Muitas oferecem visitas guiadas e workshops. Em Dortmund, há um enorme museu dedicado à bebida.


Renânia-Palatinado: é a região que mais produz vinho na Alemanha. Podem ser provados nas muitas tabernas mantidas por vinicultores. Vários festivais ocorrem entre meados de agosto e o início de outubro.
Saar: nesta região, a dica gastronômica é se deliciar com uma genuína dibbelabbes (foto acima): batata ralada, alho-poró, bacon e ervas cozidos em uma panela tradicional (chamada dibbe no dialeto local) e acompanhado de um caseiro purê de maçã.

Saxônia: o stollen (foto abaixo), um bolo sofisticado de massa fermentada e frutas secas, era um alimento para o período de jejum desde os tempos medievais. Hoje, é tão querido na Saxônia, que tem até um evento, o Stollen Festival, em Dresden, em dezembro. Receitas de família são vendidas em mais de 130 endereços na cidade.
Schleswig-Holstein: concentra mais de 120 variedades de queijo, a maioria artesanal. A Rota do Queijo permite ao turista degustar variados tipos produzidos a partir de leite de vaca, ovelha e cabra. Dos mais suaves aos maduros, picantes e até doces.

Turíngia: bolinhos redondos de batata ralada, chamados Thuringian klösse, são tão queridas nesta região que até ganharam um museu, em Heichelheim. O espaço mostra aos visitantes como o bolinho é preparado e oferece degustação.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

GRÃO DO DIA // 30 curiosidades sobre o café

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

1- O café é a 2ª bebida mais consumida no mundo. A água fica com a 1ª posição.

2- Nome científico: Coffea Arabica.

3- O café é o 2º elemento mais comercializado do mundo, perdendo para o petróleo.

4- Seu cultivo ocorre em países quentes dos continentes América, Ásia e África.

5- A origem do nome 'Café' gera algumas divergências: alguns historiadores acreditam que tenha surgido de 'Kaffa', suposto local de origem da planta, outros acham que o termo provém da palavra árabe 'Qahwa' que significa vinho.
6- O café foi descoberto na Etiópia por volta de 850 d.C., porém não foi reconhecido até que se espalhou para a cidade de Moca, no Iêmen, e se tornou firmemente estabelecida como uma bebida popular.

7- Nessa época, muitos viam o café como um tônico ou droga para o cérebro, que servia como uma forma de estimular visões religiosas.

8- Os árabes foram os primeiros a cultivar plantas de café na Península Arábica. Eles tipicamente torravam os grãos e depois ferviam, fazendo a bebida chamada qahwa (citada no item 3).

9- Os etíopes se alimentavam de sua polpa doce, por/ vezes macerada, ou misturada em banha, para refeição. Seu suco também poderia ser fermentado para ser transformado em bebida alcoólica.

10- Chegou a ser proibido em Meca pelo sultão Murad III (1574-1595) que o considerou 'bebida do diabo'. A igreja católica também o demonizou por ser oriundo do lado pagão do mundo, o Oriente.
11- Foi santificado pelo papa Clemente VIII que propôs batizar a bebida para torná-la cristã! Rs. Pode isso?!

12- As primeiras mudas da Europa foram conquistadas pela Holanda em 1616.

13- Um belga chamado George Washington inventou o café instantâneo em 1906, na Guatemala.

14- Os turcos chamam seus cafés de 'escolas para sábios'.

15- O café foi incluído na legislação Turca onde as esposas poderiam pedir divórcio caso os maridos não provessem a casa de uma cota específica de café.

16- O café no Brasil era servido com bolos de fubá, broinhas, polvilho ou bolinhos de tapiocas.

17- Desde sua origem, no Oriente, sempre existiram casas especializadas em servir a bebida.

18- O termo 'café com leite' assumiu importância entre os historiadores para definir um acordo político secreto em vigor durante o período do Brasil Oligárquico – 1894 e 1930 – quando as elites  produtoras de café paulista e leite mineiro controlavam as eleições dos presidentes civis.
19- Desde sua origem o café sempre esteve associado a requinte, urbanização e intelectualidade.

20- Alguns historiadores apontam que o café atrasou a industrialização no Brasil. Embora outros digam que o rendimento e capital adquirido com o café foi primordial para impulsionar nossa industrialização.

21- Com mais de quatro bilhões de cafeeiros, o Brasil é o maior produtor mundial de café.

22- Vietnã, Indonésia, Colômbia e Índia completam os 5 principais países produtores de café.

23- Os cafezais são cultivados em mais de 70 países, principalmente na África, Sul da Ásia, Sudeste Asiático e América Latina.

24- Estudos mostram que homens que bebem seis ou mais xícaras de café diariamente diminuem seu risco de desenvolver câncer de próstata em 20%.

25- Estudos mostram que beber café reduz o risco da doença de Alzheimer, Mal de Parkinson, doenças cardiovasculares, Diabetes Tipo 2, Cirrose e Gota.
26- Existem mais de 25 tipos de café, sendo os mais populares a Robusta, com teor de cafeína mais elevado; e a Arábica, dona de sabor mais suave e quantidade menor de cafeína.

27- Cerca de 25% do café consumido mundialmente é proveniente do Brasil.

28- Baristas são os profissionais especializados na preparação de café de alta qualidade. Também trabalham criando novas bebidas baseadas em café.

29- A palavra 'cappuccino' surgiu no século XVI estando associado a Ordem dos Capuchinhos, reconhecidos por seus capuzes ou cappuccinos (em italiano).

30-  Cafemancia é uma técnica usada para descobrir o futuro através da borra do café.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

NOTÍCIAS // La Tambouille tem novo chef


O chef Kenis Henon está de volta ao restaurante La Tambouille, do Espaço Gourmet do ParkShopping. Depois de uma temporada de dois anos e meio em Nova York, ele retorna e está alterando 50% do cardápio da casa. 

Entre os novos pratos estão: Polvo Grelhado com Húmus e Frutas Cítricas (R$ 51,00), servido como entrada. De principal, Pescada com Noisette de Abóbora e Aspargos Laminados ao Dry Martini (R$ 75,00). E de sobremesa, o Bonet (R$ 21,00), um pudim de chocolate feito com biscoito de amaretto esfarelado com toques de rum carta ouro e limão siciliano.


La Tambouille
Espaço Gourmet ParkShopping
SAI/SO, Quadra 1, Área 6580.
Telefone: (61) 3047 5925

sábado, 24 de fevereiro de 2018

NOTÍCIAS // 30 anos de Dom Francisco


Na época da inauguração da primeira casa Dom Francisco, na 402 sul, em 22 de julho de 1988, o vinho não era comum à mesa, pois era caro. Francisco Ansiliero teve a preocupação de ir atrás de bons rótulos a preços que incentivassem o cliente a acompanhar a comida com a bebida. Hoje, a adega do Dom Francisco da Asbac é considerada uma das mais completas da capital.

- 18 mil garrafas
- 1300 rótulos de 25 países   

Na realidade, a casa possui três adegas. Uma específica para rótulos de vinho tinto do novo mundo. Outra para tintos do velho mundo - França, Portugal, Espanha e Itália. E outra exclusiva para brancos e espumantes. Além disso, há dois rótulos com a grife Dom Francisco, da região de Piemonte. Um é o Beni di Batasiolo Barolo DOCG 2009, da uva Nebbiolo, que custa R$237, e o outro é o Barbera D’Alba Sovrana DOC 2010, que sai a R$166.

Dom Francisco Asbac
SCES Trecho 2 Conjunto 31
Telefone: (61) 3224-8429

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

NOTÍCIAS // Acelera, Petrarca

Um veterano de 29 anos. O chef Marcelo Petrarca abriu sua terceira casa na capital. O Lago Restaurante fica na QI 5, tem decoração sóbria e um cardápio bastante diversificado. São cardápios distintos para a hora do almoço e jantar.

Há ainda um bar de drinks divididos entre clássicos e outros com a assinatura da casa. A aposta na coquetalaria de qualidade é um ponto fora da curva dentro do universo da gastronomia brasiliense. Poucos restaurantes servem drinks de qualidade em Brasília. A carta de vinhos possui cerca de 200 rótulos – a maioria com preços entre R$ 100 e R$ 150. No cardápio, comida contemporânea com influência francesa e italiana.


Pratos como filé com foie gras e batata rosti (R$ 89,00); stinco de cordeiro glaceado com risoto de açafrão (R$ 88,00) e canelle de cebola caramelada (R$ 69) são ótimas opções.

Destaque para as entradinhas que investem em vegetais para dar uma variada nas sempre tradicionais opções. Outra combinação ousada é o bacalhau em natas, porém feito com lâminas de pêra em sua base com um creme de gorgonzola e lâminas de amêndoas. Tinha tudo para ficar enjoativo, salgado e dar errado. Porém, o resultado surpreende pela sua delicadeza no paladar. Bela harmonia.

Entre as sobremesas, a cheesecake da casa (R$ 28), o brioche brûlée (R$ 27) e profiteroles de matchá (chá verde - R$ 29), mostrando que o chef está antenado com a tendência e aumento de consumo de chás pelos brasileiros.

Há rumores também de que o chef pensa em abrir uma casa em São Paulo e, futuramente, em Miami. Acelera, Petrarca! 
Lago Restaurante
SHIS QI 5, conjunto 9, bloco D, lojas 1 a 3
Telefone: (61) 3553-9077