quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

NOTÍCIAS // El Paso em pequenas porções

O chef peruano David Lechtig – que comanda a rede El Paso - entrou 2018 com novidades no cardápio fixo. Há 22 anos no mercado brasiliense, a rede com três unidades ouviu os pedidos dos clientes, que demandavam versões menores de algumas receitas. Por isso, agora é possível pedir os famosos Chilis, Quesadillas, Burritos e tacos em apresentações mini, a partir de R$ 32.


As atualizações chegaram também à seção de combinados. Clássico da casa, o combo que leva o nome da marca agora tem escolta do del Mar (Guacamole de camarões, Ceviche mexicano e coquetel de frutos do mar com molho agridoce picante), do de Tacos (três tipos) e do Tex-Mex (Chimichangas, Burrito e Quesadillas acompanhados de Chili). 
Na parte de sobremesas, as boas novas ficam por conta da Copa de Alfajores, receita que desconstrói o tradicional biscoito peruano recheado com doce de leite e o apresenta em taça de Martini, com finalização de bola de sorvete (R$ 23).

El Paso Texas  - 404 Sul, C, lj 23
Tel. (61) 3323-4618

El Paso Texas - Terraço Shopping
Tel. (61) 3233-5197

 El Paso Texas – 110 Norte,  B, lj 18
Tel. (61) 3349-6820

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

GRÃO DO DIA // 8 dicas para se preparar um bom café

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Tudo Pronto para as Regras Básicas? Preparamos algumas abaixo. Confira:

1. Prepare somente a quantidade de bebida que será consumida (imediatamente).

2. Se seu método for com coador de pano, certifique-se que o mesmo esteja lavado e limpo. Utilizando para isso a água apenas, sem o uso de sabão ou detergentes.

3. A água utilizada para o preparo de seu café deve ser preferencialmente filtrada ou água mineral.

4. O tempo de contato entre água e café deve ser entre 4 a 6 minutos, dependendo do método preferencial utilizado. Evite passar desse tempo, ou do ponto de ebulição da água, pois a água irá evaporar e a quantidade prevista para o preparo será menor.

5. Não adivinhe a medida, meça corretamente. Sugestão: utilize 100 gramas de café em pó (a moagem dependerá do método que você utilizará, podendo ser fino, médio ou grosso). Essa medida dá aproximadamente 6 colheres de sopa para 1 litro de água. Eu, por exemplo, prefiro o meu com 3 colheres para 1 xícara (240ml) de água. Gosto dele mais forte! ;)

Obs.: Porém, vai de acordo com o paladar, se a bebida estiver mais suave, aumente a quantidade de pó de café. Se ela ficar mais amarga, diminua o tempo de contato da água com o café, diminuindo a quantidade de pó. 
6. A temperatura da água deve estar entre 90ºC e 100ºC (sem ferver, hein! Não deixar borbulhar e perder na quantidade).

7. Café usado, borra (confira alguns destinos para a borra de café aqui), ou o que sobrar na sua cafeteira elétrica ou recipiente onde foi coado com coador de pano ou qualquer outro método, jogue-o fora imediatamente. Nunca o reutilize, sequer misturando-o a um novo café fresco. Café reutilizado é o pior inimigo do sabor e da sua saúde.

8. As garrafas térmicas que forem utilizadas para armazenar seu café fresco, devem ser limpas com água corrente, e devem ser de uso exclusivo para o cafezinho. Se tiverem muito tempo de uso, verifique o estado de limpeza do refratário.

Prontinho! Acredito que com essas dicas básicas e rápidas, você conseguirá preparar seu cafezinho do dia usando qualquer método de sua preferência!

Bons cafés a todos!!! 


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quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

CHAZEIRA // Três Coroas e o segundo chá! Um Pö Cha!

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Na semana passada, começamos a falar de chá com emoção, numa viagem bem especial para Três Coroas. E ainda não acabou! Continuar passeando pelo sul do país é garantir beleza para os olhos, calor para o coração... E surpresas incríveis!

Do nosso encantador “Platoo Café e Jardim”, partimos para o restaurante “Espaço Tibet”, para conhecer a culinária tibetana. 
Espaço Tibet

Fundado em 2011 por Ogyen Shak, um refugiado tibetano, inicialmente com o nome de “Tashiling”, o restaurante é mais que isso; é uma experiência completa.  Da história de vida do criador à decoração externa e interna, conhecer o espaço é, realmente, fazer uma viagem. Para que você tenha uma ideia do que estou falando, compartilho o texto de apresentação de Ogyen, disponível na página do restaurante e também na entrada do lugar:

Tibetano de nascimento, Ogyen Shak personifica um drama que assola seu país há mais de 60 anos: a ocupação da China comunista, iniciada em 1950. Aos 16 anos, encarou uma aventura que parecia possível apenas em filmes. Num grupo com trinta pessoas, atravessou o Himalaia a pé carregando dois irmãos menores. Seu objetivo? Fugir do Tibet em busca de liberdade. Ogyen Shak viu a morte de perto e quase foi colhido por ela. Ao cruzar a fronteira entre o Tibet e o Nepal, foi internado num hospital para refugiados onde permaneceu por um ano longe dos pais ou familiares. Lutou para se recuperar de uma gangrena que afetou suas mãos, braços, pés e pernas e acabou perdendo os dedos de um dos pés. Após sua recuperação, morou num campo de refugiados tibetanos em Dharamsala, na Índia, onde reencontrou os irmãos e precisou trabalhar para sustentá-los. Conseguiu reconstruir sua vida na Índia, exercendo sua especialidade: a arte sacra tibetana. Ajudou na pintura e ornamentação de templos de grandes mestres como S.S. Dalai Lama, Sakya Trinzin e Dzongsar Kyentse Rinpoche. Em 2006, seguindo os conselhos de seu mestre, veio ao Brasil para coordenar a pintura e a ornamentação de um templo de budismo tibetano em Cotia, interior de São Paulo. Quatro anos depois, conheceu sua futura esposa, a gaúcha Adriana Shak que, na época, era moradora do Khadro Ling, templo de budismo tibetano localizado em Três Coroas. Um restaurante parecia ser o cenário perfeito para iniciar a realização do seu maior sonho: divulgar e manter-se em contato com a cultura do seu amado país, terra esta onde um dia, ainda sonha poder retornar.

Ali, tudo conquista. O sorriso da recepção, o jardim incrivelmente bem cuidado, a carinha do Tibet impressa em casa detalhe. E quando a gente, ao sentar, recebe chá preto, com gengibre e limão, de boas vindas... É amor demais pro meu pobre coraçãozinho! 
 Ser recebida com chá é ter certeza de que o negócio vai ser bom!

Não conhecia a culinária tibetana e achei a comida deliciosa! Acatamos a sugestão do dia e nos jogamos no pernil de cordeiro temperado com cravo e anis. Eu, a louca das especiarias, nem me lembrei de que não comia carne de cordeiro (por puro preconceito)... E adorei!

De sobremesa, pedimos mousse de rosas com romã e cassis e a sobremesa do chef, cogumelos shimeji com chip de batata doce, sorvete de creme e ganache de chocolate. Combinações exóticas e incríveis! Mas sobre essas experiências culinárias eu tenho certeza de que serão melhores exploradas, em breve, por Rodrigo Caetano e Daniel Bitar.

A experiência mais incrível mesmo – se é que tem como escolher – chega agora. Louca para repetir a dose do chazinho, pedi o cardápio para checar as opções. E quase desmaiei! Encontrei o “Pö Cha”, um chá tipicamente tibetano, também chamado de chá de manteiga, que leva chá preto, manteiga de iaque (um bicho bem bonito, dá um Google!), água e sal em sua composição.

Nunca pensei que fosse encontrar essa mistura exótica fora do Tibete e ela estava ali, ao meu alcance... Isso é que é surpresa, minha gente! Tomei, curti cada minutinho, amei. É bem denso, salgadinho, diferente e maravilhoso. Sabores desconhecidos que me encantaram a cada gole! Suspiros, suspiros e mais suspiros... 
Meu Pö Cha, lindo e saboroso!

A combinação de novos sabores e – especialmente – um novo e surpreendente chá tornou o dia inesquecível. Foi tudo intenso e, ao mesmo tempo, suave, como os budistas bem sabem fazer. Na saída, ainda passamos na lojinha do restaurante, que tinha porcelanas lindas para o #momentomágico, além de incensos e objetos lindos, cheios de significado.

Se um dia for ao Rio Grande do Sul, não deixe de incluir essa paradinha maravilhosa no seu roteiro. Depois, quero que me conte qual foi a sua impressão, combinado?

Espaço Tibet, em Três Coroas/RS (http://espacotibet.com.br)
Rua Alagoas, 361, Bairro Águas Brancas -  Três Coroas/RS
Telefones: (51) 35465763 e 996783184.
Funcionamento: Quarta a sextas, de 11h45min às 15h; sábados, de 11h45 às 16h e de 20h às 23h; domingos e feriados, de 11h45min às 16h.

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Apareça por lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons chazinhos! Que sejam sempre surpreendentes!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

ALMANHAC // Branco ficou com a receita da farinha

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

A mandioca é mais que um ingrediente na culinária brasileira, é um elemento cultural. Uma das mais fortes heranças que recebemos dos índios. A farinha que se faz dela, então, nem se fala.

Durante o Brasil Colônia, farinha de mandioca era comida de escravos. Os brancos, porém, descobriram que podiam usá-la para conservar alimentos, daí a incluíram no farnel dos viajantes, misturando-a a outros alimentos. Não demorou para a farinha chegar também às mesas do senhorio. 
Hoje não dá para imaginar a gastronomia brasileira sem a farinha. Grossa, fina, amarela, d’água, de puba… Seu consumo resiste à modernização de costumes gastronômicos. É produzida e consumida, pura ou na farofa, em quase todo o país.

Por isso mesmo continua a ser produzida em larga escala, ainda que suas origens estejam ligadas a uma agricultura de subsistência. Mas, o curioso, é que ainda é fabricada, em grande parte, pelos mesmos métodos utilizados pelos índios.

Já pensou em feijoada sem farofa?
E isso implica envolvimento de muita gente, criando todo um processo de socialização. A raspagem das raízes, por exemplo, exige a participação de um grande número de pessoas. Vira, então, reunião de amigos.
E farofa de ovos? Quem é que não gosta?

Depois de descascada, a mandioca é triturada ou ralada, prensada, espremida para tirar a manipueira (como é chamado o líquido venenoso da raiz), enxugada, peneirada e torrada. Como se vê, dá um trabalho danado.

Embora existam casas de farinha no Brasil inteiro, a produção sobressai no Norte e no Nordeste. No Recôncavo Baiano, por exemplo, o produto até deu nome a uma cidade, Nazaré das Farinhas.

Fotos: do alto,  www.palmares.gov.br; do meio, Freepik; de baixo, Pixabay

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

GRÃO DO DIA // Conheça o Museu do Café

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Já visitaram o Museu do Café? Um lugar em Santos que reúne história, bela arquitetura, além de sabores e aromas. Com um ambiente cheio de tradição e histórico, o museu serve de cenário para um mergulho no tempo e para saborear cafés elaborados, lanches e salgados.

O Museu do Café é referência por contar a trajetória do grão no Brasil e no mundo. Suas exposições abordam detalhes que vão desde o plantio até a xícara, passando pelo mercado e curiosidades do grão. Vem com a gente. Fomos visitar o Museu do Café num sábado pela manhã para aproveitar a manhã inteira por lá. Afinal, essa maratona cafeeira não podia faltar em nossa listinha! 

O Museu é um dos principais pontos turísticos da cidade de Santos, foi criado em 1998 com o objetivo de preservar e divulgar a histórica relação entre o café e o nosso país. Cheio de cultura, história, interação tecnológica, e claro, cafés de qualidade.

O passeio começa pelo Salão do Pregão, de incrível arquitetura e que era o local onde acontecia a principal atividade da Bolsa: as negociações de café intermediadas pelos corretores oficiais. 


Passamos por várias salas e escadas onde as paredes contam sempre com uma frase relacionada ao café na concepção de alguém. Do tipo, o que o café representa para vocês? Logo depois uma salão com bastante história e tecnologia.

O museu também oferece cursos de barista e conta, claro, ca Cafeteria do Museu, que fica localizada no piso térreo do edifício. Há oferta de vários tipos de cafés com grãos selecionados especiais, de diversas fazendas e grãos premiados.

O cardápio bem variado, oferece diferentes tipos de preparos (coados, aeropress, espressos,...), possui diversas opções de bebidas geladas e conta também com drinques e doces à base de café! Para acompanhar, sanduíches e salgados. É realmente diversificado. E há quem ache os preços bem salgados, mas que, com certeza, vale a pena por todo o pacote. 

AMAMOS o Museu e suas histórias! A viagem no tempo nos deixou realmente impressionados com toda a evolução cafeicultora no nosso Brasil. E ainda mais, de saber e imaginar que aqui neste prédio aconteciam todas as negociações de café! Sur-real e Apaixonante!!!

Confira os horário de visitação e preços dos ingressos (inteira e meia entrada), acessando ao site do Museu.

Museu do Café - Onde fica:
R. Quinze de Novembro, 95 - Centro, Santos - SP.

Gostaram da dica? Já conhecem o Museu do Café, em Santos/SP?
Compartilhem aqui com a gente sua experiência por lá e assim contribuir com nossos leitores nos unindo, coffee lovers!  ;)

Não deixem de marcar seus momentos cafezinho usando a hashtag #GraoDoDia.
  

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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

NOTÍCIAS // Carnaval na Vila Planalto terá feijoada e samba

Quem acha que o Carnaval vai tomar apenas as ruas do Plano Piloto está enganado. Na Vila Planalto, o brasiliense poderá aproveitar um evento bem animado e saboroso. No sábado (10/02), a partir das 13h, o restaurante Figueira da Villa recebe a 1ª edição do Feijão MaraVilla, no Figueira da Villa.

A tarde será animada pelo grupo Santo Bafafá, das 14h às 17h, com sucessos do samba de raiz até hits atuais de pagode, passando por samba rock e axé. Os foliões poderão se divertir ao som de sucessos imortalizados, como Não quero dinheiro (Tim Maia), Pimpolho (Art Popular), Minha pequena Eva (Banda Eva), Não deixe o samba morrer (Alcione), Sina (Djavan) e Verdade (Zeca Pagodinho). O couvert será opcional e custará R$ 9,00 por pessoa.

Quem for ao Feijão MaraVilla do Figueira poderá saborear a feijoada da casa. Acompanhada de arroz branco, couve, farofa, torresmo e molho apimentado, ela sai a R$ 44,90 por pessoa e é servida nas tradicionais cumbucas de barro. O almoço inicia às 13h, antes mesmo do show, e será servido até o fim da festa, às 17h.


Uma boa pedida é a caipirinha da casa, com opções a R$ 18,00 e a R$ 21,00. Além da feijoada, o Figueira da Villa vai abrir o menu convencional neste dia, com diversos cortes de carnes nobres preparados na parrilla uruguaia. Entre as sugestões estão Asado de Tira (R$ 45,00 meia porção e R$ 84,50 a porção inteira), Bife Chorizo (R$ 71,90) e Bife Ancho (R$ 71,90).

Para acompanhar, há opções como Arroz Parrilleiro (arroz, linguiça Figueira, ovo, cebola, salsa e cobertura de batata palha), a R$ 15,00 meia porção e R$ 24,00 a porção inteira; as Papas Valdir (batatas com ervas, pimenta-de-cheiro e pimenta dedo-de-moça salteadas no azeite), a R$ 22,00 meia porção e R$ 32,00 a porção inteira; e a Farofa de ovos com bacon, a R$ 12,00 a porção, apenas para citar algumas.

Feijão MaraVilla – Carnaval no Figueira da Villa
Neste sábado (10/2), das 13h às 17h.

A partir das 13h, feijoada completa na cumbuca (R$ 44,90 por pessoa) e menu convencional da casa. Das 14h às 17h, show com o grupo Santo Bafafá e o melhor do samba, pagode, samba rock e axé.

Acampamento DFL, Rua 01, Lote 2 - Vila Planalto; Reservas: (61) 3081-0541.Funcionamento da casa: de segunda a sábado, das 12h à 0h. Domingo, das 12h às 17h. 

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

CHAZEIRA // Uma experiência... E dois incríveis chás! – Parte I

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Há pouco tempo, estive no Rio Grande do Sul, como você bem sabe (já falamos de alguns locais bem especiais de Porto Alegre, Gramado e Canela, lembra?). Nessa viagem, por indicação de minha querida amiga paulista-goiana-gaúcha Débora, resolvi passar por Três Coroas, para conhecer o Templo Budista Khadro Ling, sede da Chagdud Gonpa Brasil, uma organização sem fins lucrativos destinada ao estudo e prática do Budismo Tibetano.

A 32 km de Gramado, a sede foi fundada em 1995 . Nas terras do Khadro Ling, há um templo construído e ornado dentro das tradições artísticas tibetanas. Além de abrigar retiros e cerimônias budistas, o templo principal e outros monumentos do lugar – como estátuas, estufas, rodas de oração e uma réplica de uma Terra Pura – estão abertos à visitação pública.
Um pedacinho do Templo, em Três Coroas

Não, não sou budista, como você deve estar pensando agora. Mas admiro muito a filosofia oriental, que harmoniza bem demais com chá, é claro.  E mesmo em viagens, a gente precisa de pausas para respirar, sentir e processar tudo o que estamos conhecendo. Para isso, nada melhor do que um lugar lindo e colorido, debaixo de um céu azul-Brasília, no topo de uma montanha, cercado de silêncio e introspecção.
Este céu... Ai, ai!

Uma comunidade de praticantes budistas mora no Khadro Ling e também em seu entorno. Eles são responsáveis pela manutenção das atividades e dependências do centro por meio de trabalho voluntário. E a minha primeira surpresa chazística veio de um desses praticantes, dono de um café cheio de charme, que fica bem à esquerda de quem sai do Templo, do lado de fora mesmo, que se chama Platoo Café e Jardim.
Lá em cima, o Platoo Café e Jardim

Cláudio Silva, engenheiro, paisagista, especialista em fruticultura, é quem comanda o café. Budista há treze anos, decidiu, há três, se fixar na região, em terras particulares, para se dedicar às atividades do Templo – é o jardineiro do local -  e desenvolver um trabalho social com a comunidade ribeirinha carente; a essas pessoas, ensina o valor da terra, bem como orienta a produção de artesanato a partir das pedras do local e formação de mudas. Com a atriz Lucélia Santos, realiza oficinas de teatro. Paralelamente, para seu sustento, desenvolve projetos paisagísticos particulares e mantém o café, em que tudo é preparado por ele. E nesse “tudo” tem capricho e delicadeza inigualáveis!

A entrada

O lugar, por si, já vale a visita. Cláudio me explicou que foi tudo construído a partir de desapego das pessoas. Janelas e portas descartadas, xícaras e pratos doados, chás presenteados por amigos viajantes. O que parece ter sido milimetricamente pensado e montado é, na verdade, resultado de desapego.  De tempos em tempos, ele próprio se desfaz de alguns objetos, para que novos cheguem e a energia possa circular. É lindo perceber como tudo é tão diverso e, ao mesmo tempo, harmonioso. É delicioso sentar, pedir um chá e ver, dali, o tempo passar.
Um charme!

Para o serviço de chá, havia uma variedade incrível à disposição. Escolhemos, eu e marido, um chá (Moroccan Mint) e uma infusão (African Solstice) da Tea Forté, uma marca gringa super cuidadosa e premiada, que amo e não encontro com facilidade. Antes de sermos servidos, fomos abençoados com uma prece e recebemos de presente um incenso, com uma mensagem mais do que adequada sobre impermanência. Momento de pura poesia, para ficar gravado no coração.
Os chás...

Quando já nos despedíamos, Cláudio me disse que o carro-chefe da casa é uma infusão por ele preparada. Compartilhou o preparo, para que você possa também testar em casa, que tal? Misture maçã, suco de limão, cravo, canela, banana inteira bem madura, sem a casca, e deixe ferver por duas horas, em fogo baixo. Após esse tempo, basta coar e servir. Se quiser, pode também congelar um pouco da bebida, em cubinhos de gelo, para depois bater com a infusão quente.  De acordo com ele, é essa mistura que faz surgir aquela espuminha incrível sobre a infusão. Conte-me se fizer a experiência por aí... Mas eu ainda acho que você deveria mesmo testar o dele, nesse local mais do que incrível!

Essa é a primeira parte de um dia muito especial. Na semana que vem, tem continuação, pra você não se cansar de mim. Quando digo que o chá é bem mais que planta, água e xícara, ainda tem quem duvide... Acredita?

O quê? Onde?  Templo Budista Khadro Ling, em Três Coroas/RS (http://templobudista.org/). Platoo Café e Jardim (@platoo_cafeejardim, no Instagram; @platoocafeejardim, no Facebook), na Rua Arnaldo Port, 1284, antiga Estrada Águas Brancas, em Três Coroas/RS.

Quando? O Templo funciona às quartas às sextas, das 9h30 até 11h30 / das 14h às 17h; aos sábados e domingos, das 9h00 até 16h30. Grupos precisam agendar pelo sítio eletrônico. Esporadicamente, fecham para retiros, então é bom sempre confirmar o funcionamento antes de ir. O Platoo funciona de quarta a sábado, de 11 ás 17h.

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Apareça por lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons chazinhos! J