terça-feira, 16 de janeiro de 2018

GRÃO DO DIA // 5 Cafés em Amstedam, Parte II

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Amsterdam, ou simplesmente AMS, é roteiro cafeeiro certo. A cidade não é só de Red Light, nem de lindos canais ornados por belas bikes. A capital da Holanda tem MUITOS cafés de muita qualidade, prova disso é a quantidade de cafeterias ('koffie haus') em cada esquina!

Preparamos mais 5 cafeterias de tirar o chapéu em Amsterdam para se apreciar excelentes cafés em ambientes descolados, cheios de história e com profissionais super preparados para lhe oferecer os melhores cafezinhos da Holanda!

Clique Aqui e acesse nossa primeira lista de 5 opções de cafés incríveis em AMS!

1. SCANDINAVIAN EMBASSY
O Scandinavian Embassy foi daquelas belas surpresas, de fazer você querer morar na cidade para voltar sempre, sabe?! No ambiente interno da cafeteria, tem várias mesinhas para dividir com amigos, uma bancada logo na vitrine para curtir o movimento na rua enquanto desfruta de sua xícara, e um balcão central com bancos individuais para tomar seu café observando o movimento dos baristas na cozinha enquanto preparam seu cafezinho ali na sua frente! Delicinha, né?! Um charme só. 

O atendimento foi super simpático e atencioso! Olha, tem diversas opções em grãos, com diferentes métodos de preparo, é só escolher o seu! Ah, e conta com Wi-Fi gratuito no local.

O Scandinavian é daqueles cafés com uma pegada rústica, meio hype, e com aquele cheirinho de café ambiente, daquele bem fresco e passado na hora! Vale muito, muito à pena o pit stop por ali para um coado. Fica a dica!

Confira localização e horários de atendimento no link do site abaixo.

Sarphatipark 34, 1072 PB Amsterdam, Países Baixos.
Site Scandinavian Embassy

 2. PLUK AMSTERDAM
A Pluk Amsterdam tem uma pegada bem descolada e CHEIO, bastante cheio de apreciadores de café! Rs. O bom é que tem uma outra Pluk em uma rua paralela (na Berenstraat), atrás da Reestraat. Pois realmente não conseguimos entrar na 1a loja, de tão lotado.

O lugar possui muitas opções de cafés, chás, sucos, smoothies, shots e cold drinks. Para acompanhar, opções em pães, salgados e doces. Seu pedido deve ser feito no balcão de entrada, e somente depois você pode sentar em alguma das mesinhas. O pedido é levado até sua mesa depois.

Ambiente moderninho, agradável, com atendimento simpático. Excelente para um café da manhã, ou um lanche ao final da tarde!

DICA: Peçam o Pumpkin Spiced Latte, um latte doce e apimentado ao mesmo tempo, pois contém abóbora! SENSACIONAL! Para quem gosta de experimentar novos sabores, essa é uma excelente opção servida na casa.

Reestraat 19, 1016 DM Amsterdam, Países Baixos, e
Berenstraat 19, 1016 GG Amsterdam, Países Baixos.
Site Pluk Amsterdam  

3. ZADELHOFF CAFE AMSTERDAM 
O Zadelhoff Café, é uma cafeteria que fica dentro do Stedelijk Museum, e que certamente vale muito à pena uma paradinha entre uma obra e outra para conhecer esse café.

O espaço é clean, elegante, com arte! Ele está localizado no primeiro andar do museu, e é realmente um oásis de tranquilidade. Com uma área perfeita para se sentar e relaxar e pensar através de todas as impressões do museu.

O espressinho que pedi veio servido em uma xícara super decorada e com um mini stroopwafel de acompanhamento! O Stroopwafel é um doce típico holandês, e que combina MUITO com um cafezinho! ;) No Zadelhoff Café, além de seu cafezinho, você pode desfrutar de bebidas quentes e frias, sanduíches, saladas, sopas, pastelarias frescas e lanches.

Museumplein 10, 1071 DJ Amsterdam, Países Baixos (Dentro do Stedelijk Museum).
Site Zadelhoff Cafe
  

4. COFFEE COMPANY
A Coffee Company já podemos começar explicando que ela é tipo a Starbucks holandesa. Só que, chegando muito antes de todas, ela dominou a paisagem, se multiplicando como mushrooms. Há algumas zilhões delas Holanda afora, Rs.

Tem uma logo em frente à Pluk Amsterdam que citamos antes, na rua Berenstraat. Elas são em geral de um estilo padrão, com cara de cafeteria americana mesmo. Dica de uma loja bem bacana: perto do Rio Amstel (lugar lindo para se tirar umas boas fotos)!

Olha, os cafés são saborosos sim, o atendimento bem simpático no geral e aqui vai um toque: experimentem o Cold Brew (ou café gelado) de lá, é simplesmente delicioso! Vale a pena! #ficaadica

Berenstraat 6, 1016 GH Amsterdam, Países Baixos, e
Amstelstraat 5, 1017 DA Amsterdam, Países Baixos.
Site Coffee Company  

5. LE PAIN QUOTIDIEN 

O Le Pain Quotidien, como já deve ser do conhecimento de muitos, devido ser uma rede belga de padarias, não podia faltar na nossa listinha, pois nos salvou em um dia em que precisávamos de muita energia extra para bater perna o dia inteiro por cidades vizinhas na Holanda.

Como o cardápio é bastante variado, foi a opção perfeita para um café da manhã bem reforçado, como ovos mexidos e salmão defumado, para acompanhar um cappuccino extra large. No menu, além dos cafés, dos espressos, cappuccinos e machiattos, você conta com pães, tortas, ovos, tartine de presunto cru com mussarela de búfala, saladas, quiches, chás caseiros e o delicioso cookie de chocolate Belga.

Espalhada por 17 países, a rede criada por Alain Coumont se espalha em 170 lojas. Tem como um dos mais fortes atrativos o uso de farinha de trigo orgânica na produção de seus pães.

Warmoesstraat 48-50, 1012 JE Amsterdam, Países Baixos.
Site Le Pain Quotidien


Gostaram das dicas de cafés em Amsterdam?
Além das bikes, as cafeterias dominam por lá, viram só?! =)


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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

EU RECOMENDO // Um passeio pelo Mercado central de JP

Giovanna Maia (*) 
Convidada especial do Gastronomix

“Troca o chinelo, põe o sapato. Bolsa transpassada com o dinheiro trocado. Mão na mão e vai!

Eram assim as manhãs de sábado com a minha avó sertaneja Francisca, mais conhecida como “Dona Chiquinha”.  Moradora de um bairro chamado Jaguaribe, próximo ao centro da cidade, hoje com 432 anos, ou seja, bastante antigo e bem tradicional.

Saíamos caminhando por toda a extensão da rua Alberto de Brito, cruzávamos o sinal na frente do JUMBO, onde ela sempre me chamava a atenção e apertava a minha mão mais forte. Pouquinho tempo dali surgiam umas montanhas de milhos verdes, com muitas pessoas e um trabalho intenso. Descasca pra cá, descasca pra lá, chegávamos finalmente ao Mercado Central de João Pessoa. Um lugar grande e com muita oferta, acreditem!

Passávamos pelas banquinhas conhecidas de sempre, escolher tomates, jambos, tamarindos,  seriguelas, cajás e cajaranas, pitombas,  batatas doces, vagens, abobrinhas e jerimuns, galinha para comer no almoço, e finalmente os temperos, hummmm esses eram os que eu mais gostava...Alhos, boldos, erva doce, marcela, carqueja, pimentas, canelas, açafrão (que para uma paraibana a minha avó gostava e muito) tudo junto e misturado. Mas moer o cominho, era o melhor!

 Sei que muitas pessoas têm um certo pânico dele, mas regionalíssimo, ele me despertava vários interesses. O moedor manual com um papelzinho de revista aberto para aparar a especiaria, o aroma indescritível que só ele tem, a textura de pozinho pirilimpimpim, tudo naquela balança vintage. Era incrível!! Enfiava a minha cara ali  e depois queria guarda-lo para sempre na minha vida.

 Assim continuávamos a nossa saga na feira livre, enchendo sacola e guardando o troco na bolsinha que ela carregava. Fumos de rolo, embolada com cachaça, buchada na ressaca do dia anterior, as minhas mãos enfiadas nos sacos de arroz da terra (arroz vermelho), farinhas de muitos tipos, queijos, mel de engenho, rapaduras direto da moenda ou debulhando feijões verdes fluorescentes lindos e vivos.  

Vovó sempre me dava um estilingue, não sei porque, talvez ela visse em mim a aventura em pessoa. Devia ter uma coleção para atirar pedras na parede, porque para mim, estava certa de que em algum bichinho jamais faria. Bebia água de coco como chupava um din din (geladinho), brincava com carrinho de rolimã feitos de lata e um monte de treco treco colorido, ai meu Deus, ser criança com a avó em uma feira livre era bom demais!

Moro em Brasília há 14 anos, e não havia mais voltado ao Mercado Central, hoje com 64 anos e dignamente adotado pela prefeitura. Me surpreendi ao visitá-lo. Bem estruturado, organizado e bastante limpo. É um lugar para ser feliz. Varais com córdeis, comidas típicas, caldos super nutritivos, galinhas de capoeira,  emboladas com cachaça, minhas mãos enfiadas nos sacos de arroz da terra (arroz vermelho), farinhas e grãos maravilhosos,  queijos, rapaduras, fumos e temperos mais que especiais, inhames e macaxeiras enraizadas, feijões verdes mágicos e uma infinidade de curiosidades supersticiosas que só indo para ver!  Felicidade reunida em paixões ali, naquele quadradinho. Será sempre parada obrigatória daqui em diante.
Meu orgulho, minha riqueza exposta e distribuída pelo povo lutador e talentoso da minha região colorida, seca e viva. Não deixem de conhecer!! 

Mercado Central
Av. Dom Pedro II, Centro, João Pessoa – Paraíba
De segunda a sábado, das 08:00 as 18:00

(*) Giovanna Maia é empresária, dona do gastropub Loca como tu Madre, na 306 Sul, em Brasília. 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

NOTÍCIAS // 5 lugares para tomar caipirinhas em Curitiba

Bebida típica do Brasil, a caipirinha (dizem por aí) foi criada por volta de 1918 no interior de São Paulo, e hoje é conhecida no mundo todo. Tradicionalmente servida com açúcar, gelo, limão e cachaça, a bebida ganhou novas versões e adaptações ao longo do tempo. Separamos cinco estabelecimentos em Curitiba, em que você pode provar desde a versão clássica, até releituras mais elaboradas.

1.KODA PUB & KITCHEN 
As opções são bem variadas. O grande destaque da casa é a caipirinha mista (R$ 23,90), com limão, morango e maracujá. O Koda oferece a saborosa caipirinha de morango (R$ 19,90) e a clássica de limão (R$ 16,90). A casa prepara a bebida com cachaça, vodca ou saquê.

>> O empreendimento, que funciona diariamente, fica na Rua 24 Horas (Rua Visconde de Nacar, S/N), das 10h às 22h. 

2.MUKEKA COZINHA BRASILEIRA
Restaurante especializado em gastronomia regional, oferece open bar de caipirinha - liberada no almoço e no jantar por apenas R$ 24,90. No cardápio, opções clássicas e especiais: Tom Jobim, com abacaxi e uva; a Noel Rosa, com limão rosa e mexerica; e a Mukeka, preparada com carambola, lima da Pérsia, limão siciliano e limão rosa.

>> A casa fica na Rua Machado de Assis (nº 417), no bairro Juvevê e funciona durante o almoço, de segunda a sexta, das 11h30 às 14h30, e aos sábados e domingos, das 12h às 16h; e durante o jantar, de segunda a sábado, das 19h às 23h.
  
3.SIMPLES ASSIM
Elaborado pelo chef e sommelier da casa, Guilherme De Rosso, conta com quatro sabores exclusivos, além da versão clássica: Saint Patricks, combinação entre uva Itália, maçã verde, suco de limão (Taiti), gengibre e xarope de maça; Frutas vermelhas com Cumaru, que leva na preparação morangos, amora, mirtillo, hortelã e cumaru; a Julieta sem Romeu, que é preparada com goiabada vermelha e limão siciliano; e a Manga Caliente, com manga, gengibre, pimenta dedo de moça e suco de limão. Os quatro sabores, que custam R$ 20,90, podem ser preparados com cachaça, vodca, saquê ou rum.

>> O Simples Assim fica na Rua Ângelo Sampaio (nº 1671), no bairro Batel. A casa funciona de terça a quinta, das 18h às 0h30; e nas sextas e sábados, das 18h às 1h30.

4.HIBARI
No tradicional restaurante de comida japonesa, o drink brasileiro ganha um toque especial: saquê. O preparo é o mesmo, apenas substituindo a vodca ou a cachaça pela bebida de arroz. Os sabores disponíveis são limão e morango, e custam R$ 15.

>> O Hibari fica na Rua 24 Horas (Rua Visconde de Nacar, S/N) e funciona diariamente, das 10h às 22h.

5. STREET 444
O recém-lançado Street 444 é outra casa que aposta em ótimas caipirinhas. O empreendimento, que segue o conceito “all in one”, com várias operações em um mesmo lugar, oferece os sabores limão, kiwi, abacaxi e morango.

>> O Street 444 fica na Alameda Presidente Taunay (nº 444), no bairro Batel, e funciona de terça a sexta, das 17h às 0h; sábados e feriados, das 10h às 2h; e aos domingos, das 15h às 22h.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

CHAZEIRA // Para recomeçar, vamos ao museu do chá!

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

A época de final de ano/ ano novo é um convite para viagens. A gente aproveita o período e viaja para dentro de nós mesmos, rememorando o que passou e planejando o futuro; a gente viaja para revisitar lugares que conheceu em outras épocas ou encontrar novos cantinhos no mundo, que nos contem histórias antigas ou nos entreguem novidades. Aprendemos, pensamos e construímos nossas verdades, a partir de toda e qualquer experiência, não é verdade?

Na minha viagem de final de ano, resolvi (re)conhecer a Estrada Real, em Minas Gerais; passado bastante presente! Buscando informações sobre cafés e casas de chá na região, para testar e compartilhar com você no nosso querido Gastronomix, ganhei de presente de Natal a dica de que, pertinho de Ouro Preto, havia o Museu do Chá! Felicidade pouca da Chazeira é bobagem! 
Eis o Museu do Chá!
Localizado dentro do Parque Estadual do Itacolomi, uma reserva ambiental que tem uma vista ma-ra-vi-lho-sa, conta, na verdade, a história do cultivo do chá na região, que ocorreu na década de 30. Em um pedaço do hoje Parque, havia uma fazenda, conhecida como São José do Manso, em que se plantava Camellia Sinensis, de variedade assâmica, beneficiada em maquinário alemão. A produção de chá preto, que se chamava Edelweiss, em homenagem à esposa do proprietário da fazenda, destinava-se basicamente à exportação para a Alemanha. 
Parte do maquinário em exposição 
Caixinhas do Chá Edelweiss
Explicações dispostas nas paredes
Em exposição, vimos todo o antigo maquinário utilizado para o processamento do chá. A explicação sobre a história, cultivo, produção e costumes da fábrica quando estava em funcionamento deu-se por material audiovisual (um filme curto e bem interessante!), além de painéis que enumeram as curiosidades sobre a produção e consumo do chá em todo o mundo. É verdade que há algumas impropriedades técnicas quanto ao chá propriamente dito nas informações apresentadas (limitam a Camellia Sinensis à produção de chá verde e preto, falam de utilização de água fervente para o preparo do chá, por exemplo), mas elas não chegam a prejudicar a visita, bastante agradável e com outras tantas informações valiosas, especialmente quanto aos hábitos sociais da época do plantio. 
Tela com o filme sobre a produção da Fazenda Manso
Do lado de fora, um arbusto bem crescido da Camellia Sinsensis está em destaque para matar a curiosidade de quem nunca viu a planta que origina o chá que chega à nossa xícara. O simpático monitor Christopher, biólogo formado pela Universidade Federal de Ouro Preto, também fez questão de nos mostrar exemplares que se encontram misturados à vegetação nativa recuperada. Compartilhou, ainda, um estudo produzido por uma estudante da UFOP sobre o impacto da Camellia nessa vegetação, que já está na minha lista de leituras de 2018. 
Pé de Chá
No Parque, há outras tantas atrações históricas, como a antiga sede da fazenda, chamada de “Casa do Bandeirista”, construída entre 1706 e 1708 e amostra da arquitetura paulista em Minas Gerais, a “Capela de São José” com uma Via-Sacra diferente, feita por artistas plásticas ouro-pretanas com materiais colhidos na natureza. Nem preciso mencionar as trilhas e atrativos naturais, já que se trata de uma unidade de conservação ambiental, não é? E a vista, ah, a vista!

A visitação do Parque e do Museu do Chá acontece terça-feira a domingo, de 8h às 17h. As visitas guiadas ao Pico do Itacolomi devem ser agendadas junto à administração. A área de camping, conta com estrutura de apoio, inclusive restaurante, devendo também ser agendada a permanência no camping, pois o número de barracas é limitado.

O quê? Museu do Chá, no Parque Estadual do Itacolomi.

Onde? Parque Estadual do Itacolomi – Rodovia do Contorno / BR-356, Trevo do Hospital de Ouro Preto, Ouro Preto/MG; contato (31) 3551-6193 ; (31) 98835-7260; peitacolomi@meioambiente.mg.gov.br; parquedoitacolomi@ouropreto.com.br


Como chegar? O acesso fica entre os municípios de Ouro Preto e Mariana. A partir de Ouro Preto, segue-se a BR-356 até o entroncamento com a MG-262, em direção ao parque. Outra opção é seguir, a partir do sul da cidade, a Rua Pandiá Calógeras, atravessar a estrada e seguir as trilhas sinalizadas. Fiz o caminho indicado pelo Waze; procurei pela recepção do Parque.


Quanto? R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada). Crianças de até cinco anos, idosos a partir de sessenta anos e estudantes devidamente identificados têm direito a meia-entrada.


E você, o que me conta sobre o seu final de ano? E sobre o ano novo? Planos a mil, novas expectativas? A minha grande expectativa, agora, é pela nova carinha do Portal Gastronomix, que - em breve - fará a sua experiência de leitura mais agradável... E bonita! Porque a gente gosta mesmo – e merece! -  de uma “boniteza”, não é?

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Passa lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons chazinhos, para aquecer as ideias em 2018! 

NOTÍCIAS // Teta Cheese Bar vem aí cheio de novas ideias

Rosualdo Rodrigues 
Colunista de Variedades do Gastronomix

André Vasquez e Marina Cavechia, sócios no clube de cervejas OhmyBeer! estreiam no fim de fevereiro nova empreitada: o Teta Cheese Bar, na 103 sul. Lá, vão juntar a paixão por cervejas, que nutrem desde 2011, a outra descoberta há dois anos por marina, os queijos artesanais.
O teta será um empório de queijos e bar de cervejas artesanais brasileiras (servidas em garrafa, em chope e em crowler, para levar para casa), com um cardápio de comidinhas em que o queijo predomina.

“A ideia é que o queijo seja a estrela”, diz Pablo Júlio, que se juntou à dupla e ficará responsável pela cozinha do Teta Cheese Bar. Nas receitas, serão utilizados alguns dos muitos queijos de vários estados que estarão à venda numa lojinha logo na entrada.

Mas o Teta Cheese Bar não vai chegar abrindo as portas e pronto. O trio inventou umas bossas que criam um diferencial no negócio. Para começar, vão promover quatro eventos de soft open (28/2, 14/3, 28/3 e 11/4).

Durante esses eventos — de quatro horas de duração cada um –, o público presente poderá provar (e aprovar ou não) as sugestões de comidinhas que entrarão no cardápio da casa.

Outra novidade é o sistema de crowfunding, em que a pessoa paga uma cota e tem direito a alguns benefícios. A mais em conta é a tetinha, de r$ 100. Dá direito a kit com um copo de cristal customizado, gravura formato a3 em serigrafia, assinada e numerada e jogo com quatro bolachas de chope). 
A cota “top” é a master, de r$ 5.500. O comprador dessa vai poder tomar um chope (473ml) gratuito diariamente, pelo resto da vida, além de ter seu nome gravado numa placa de metal no bar. E mais: r$ 500 em consumo, 10% de desconto em produtos ou eventos do bar em 2018, o mesmo kit da cota tetinha e um convite para um dos soft opening.

Entre uma e outra, são oferecidas outros quatro tipos de cota, cada um com benefícios específicos: farra do teta (R$ 2 mil), amigo (R$ 300), superteta (R$ 500) e fundador (R$ 1.500). Para saber mais detalhes é só acessar o site do Teta Cheese Bar.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

NOTÍCIAS // Ostras e espumantes, vem verão..

O happy hour do BierFass Lago, no Pontão do Lago Sul, ficou mais animado às sextas-feiras. A partir das 17 horas, enquanto durarem os estoques, a casa sugere “Ostras e Espumantes”. 

A iguaria chega fresquinha, aberta na hora, ao valor de R$ 6,50 a unidade. Duas ostras e uma taça de espumante saem ao valor de R$ 12,90. Já seis ostras ficam por R$ 36,00. Seis unidades e uma garrafa de espumante Casa Perini Brut Charmat custam R$ 86,00.
BierFass Lago
Telefone: (61) 3364 4041
Funcionamento: De segunda à quinta-feira, das 12h às 1h. De sexta-feira a domingo, das 12h às 2h. Mesa ao ar livre, música ambiente e música ao vivo. Lugares: 600 lugares.

Pontão do Lago Sul
SHIS QL 10, Lote 1/33 – Lago Sul
Telefone: 61 3364.0580


ALMANHAC // Pisco sour, o peruano de ascendência americana

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

O pisco está para o Peru como a cachaça para o Brasil. Portanto, o pisco sour, mais famoso drinque feito a partir da bebida, seria a caipirinha dos peruanos. E dos chilenos também. Sim, os chilenos garantem que o pisco sour foi criado lá. Só que o chef Martin Morales, no livro “Ceviche” embola ainda mais a história e garante: o inventor é um americano. E dá nome e data.

Segundo Morales, chef-proprietário do restaurante Ceviche, em Londres, um certo Victor V. Morris saiu de Salt Lake City, Utah, para se estabelecer em Lima e trabalhar numa ferrovia. Victor acabou abrindo o Morris’ Bar, onde criou uma variação do whiskey sour, usando uma bebida farta no local, o pisco. 

Ao que se sabe, os americanos já bebiam o whiskey sour (uma mistura de bourbon, suco de limão, açúcar e clara de ovo) desde 1870 (é dessa data a menção histórica mais antiga da bebida, encontrada Waukesha Plain Dealer, de Wisconsin).

O senhor Morris, portanto, nada mais fez que substituir o uísque por pisco. E agradou a sua clientela, formada por políticos, diplomatas, escritores e artistas, que trataram de divulgar a receita.

Quando Victor V. Morris morreu, em 1929, o Morris’ Bar fechou, mas muitos de seus funcionários, que já conheciam o modo de preparo do drinque, foram trabalhar em outros estabelecimentos e levaram a ideia.

Logo, até os chilenos estavam familiarizados com o pisco sour. Hoje, existem muitas variações do coquetel. O próprio Martin Morales criou uma receita, o Soho Pisco, especialmente para seu restaurante, que fica no Soho londrino.