terça-feira, 17 de março de 2015

post it // 8 destinos em tempos de alta do dólar

Daniel Bitar
Colunista de Roteiros do Gastronomix

Dólar nas alturas e crise econômica parece ser uma combinação infalível para minar os planos de viagem. Aquela visita aos EUA ficou muito cara e o jeito é desistir... Não, pera! Pode ser que o sonho de conhecer a Disney ou as compras em Miami tenham de ficar pra depois, mas o momento é de aproveitar a oportunidade para conhecer lugares que, em outra situação, não seriam nossa primeira escolha.

O Gastronomix elaborou uma lista de destinos que não são só baratos. São instigantes, diferentes, belos, desafiadores, emocionantes, fotogênicos ...

1. CAMBOJA
A capital, Phnom Pehn, é cosmopolita e tem atrações para encher uma semana: museus, templos, compras e restaurantes. Mas a grande estrela do país é Siem Reap. Além de charmosa, aconchegante e hospitaleira, a cidade abriga o templo Angkor Wat. Erguido no estilo Khmer e dono de uma beleza ímpar, é a maior construção religiosa do mundo.
2. VIETNÃ
Belas paisagens, história instigante e gastronomia variada com sabores sutis são motivos mais que suficientes para conhecer o Vietnam. Acrescente a isso as praias, os templos e o agito de cidades como Hanoi e Ho Chi Minh e sua experiência estará completa.

3. TAILÂNDIA
Se o que você busca ao viajar são grandes metrópoles cosmopolitas, com hotéis confortáveis, restaurantes de alta gastronomia e boas opções de compras, vá pra Tailândia. Bangkok, além disso tudo, ainda oferece rooftops descoladíssimo e noites animadas. Mas se o que você quer é relaxar na areia e dar vários mergulhos no mar, vá pra Tailândia. Não há melhor lugar pra isso que Phuket, Ko Phi Phi, Ko Samui, que possuem praias de tirar o fôlego. No entanto, se você curte o sossego de pequenas cidades e o contato com a natureza, vá pra Tailândia. Lugares como Chiang Mai e Chiang Rai são tranquilos e oferecem passeios por florestas, contato com elefantes e muito mais.

4. HUNGRIA

A Hungria não é sinônimo de goulash nem de um idioma indecifrável. O país é muito mais do que isso e Budapeste, a capital, está aí pra comprovar. Seus mais belos monumentos estão às margens do Danúbio. Sua gastronomia vem se diversificando e chamando a atenção. Suas termas atraem turistas há tempos. E as baladas, praticamente dominadas pelos ruin pubs, são diferentes de tudo que você já viu e não têm hora pra acabar.

5. TURQUIA

Com um pé na Europa e outro na Ásia, a Turquia é uma mistura das duas culturas. Os sabores do mediterrâneo se misturam com os temperos da culinária árabe e resultam numa gastronomia surpreendente. O reflexo disso se vê melhor em Istambul, antiga Constantinopla, que já foi o centro do mundo, mas não perdeu a majestade. E o que dizer da Capadócia, com sua paisagem de outro mundo? Os passeios de balão são mais belos aqui. E favor não esquecer a costa do país, perfeita para relaxar no verão, como demonstra a descolada Bodrum.

6. CROÁCIA

A Croácia está no radar de muita gente nos últimos tempos. No verão, parece ser um destino imbatível em função das praias e das festas. Mas não é só. As regiões vinícolas do país são excelentes para quem curte degustação de vinhos (Há quem faça os passeios de bicleta!). Além disso, a capital Zagreb é pródiga em atrações culturais e gastronômicas. E não podemos nos esquecer das belezas arquitetônicas e naturais de Dubrovnik.

7. ÁFRICA DO SUL

O que você tiver vontade de fazer você pode fazer na África do Sul: pegar uma praia; escalar uma montanha; degustar vinhos; ficar cara-a-cara com um leão num safári; jantar num dos melhores restaurantes do mundo pagando pouco; ver pinguins; tomar excelentes cafés; dirigir na mão inglesa; dançar até o sol nascer e, literalmente, dobrar o Cabo da Boa Esperança.

8. URUGUAI

Só o fato de ser o país mais vanguardista da América Latina já deveria ser motivo bastante pra conhecer o Uruguai. Mas ainda tem as parrillas, o doce de leite e os vinhos. Tem Montevidéu, quase uma Buenos Aires, mas sem o carão. Tem a lindeza de Colonia de Sacramento. E tem as praias e o agito de Punta del Este.

sexta-feira, 13 de março de 2015

NOTÍCIAS // Olivae inaugura varanda com nova proposta

O restaurante Olivae, do chef Agenor Maia, inaugura hoje sua varanda, às 18h. Todas às 5as e 6as feiras, entre 18h e 20h30, a casa servirá três opções de sanduíches por R$ 10,00. Sanduíche de rosbife Passion com molho Olivae; pão francês com copalombo desfiado e molho BBQ e pão de queijo com disco de carne e molho. Vamos lá conferir!

Olivae Restaurante
405 Sul bloco B loja 6
Telefone: (61) 3443-8775

quinta-feira, 12 de março de 2015

NOTÍCIAS // Último dia para saborear o Passión Latina

O café Objeto Encontrado promove nesse sábado, 14 de março, a partir das 17h, o último dia do Festival Passion Latina. Serão servidos dois sanduíches: Porto Rico (carne de porco, musseline de batata doce e agrião) e os Estados Unidos (costelinha de porco barbecue, vinagrete jalapeño, cheedar e Doritos). Além da comida e do ótimo espresso, drinks especiais como Daiquiri, Mojito,Puta Rica, Cozumel e  Submarino (Sapporo e rum). Tudo embalado numa super playlist. Quem vier a caráter latino ganha 50% de desconto no primeiro drink.

Objeto Encontrado
102 Norte bloco B
Telefone: (61) 3081-8383

quarta-feira, 11 de março de 2015

ME BATA UM ABACATE // Acarajé com espumante

Sérgio Maggio
Cronista do Gastronomix

Eu adoro antropofagias, mas igual à que a socialite Celinha faz num terraço luxuoso de Copacabana estou para ver. Uma vez por mês, ela convida amigas riquíssimas da alta carioca para um evento discretíssimo. Os preparativos começam logo ao amanhecer quando uma decoradora chega com 120 rosas vermelhas especialmente cultivadas. As pétalas são aveludadas e cada flor, quando aberta, tem o tamanho de um rosto de uma coruja adulta.  Logo depois, o bufê atravessa o hall de entrada com caixas e mais caixas de espumantes importados do tipo rosé e iguarias reservadas em travessas de tradicional louça inglesa.

No terraço, todas as mesas estão cobertas por toalhas brancas rendadas. A alvura, aliás, predomina na decoração e só é quebrada por esse vermelho intenso das rosas, que lembra a boca de batom marcada na gola da camisa do marido fanfarão, àquela que estraga qualquer casamento. As convidadas atravessam o salão, todo trabalhado em porcelanato italiano, exibindo as bolsas e as roupas de pura grife. No caminho, encontram os garçons de fraque e bebericam água de borbulhas francesas. Ao centro, entre cortinas translucidas, um quarteto de cordas toca música instrumental brasileira. No repertório, o melhor de Pixinguinha e Heitor Villa-Lobos.  Pense num requinte.
A anfitriã Celinha surge elegantíssima, sempre com um vestido que nunca mais vai repetir. Agradece a presença de todas e, em discurso econômico, defende a importância da solidariedade dos ricos aos negativados (adjetivo da moda no Brasil). As mulheres abrem as bolsas e tiram o que pode. Euros, dólares, reais e cheques polpudos são despejados numa arca de ouro, que Celinha trouxe de uma viagem ao Egito antigo. O clima de chá das cinco segue quando um movimento altera o compasso da festa.

Duas cortinas vermelhas se abrem e três homens vistosos e de troncos desnudos tocam um atabaque contagiante. As convidadas correm coreograficamente como pombas urbanas em revoada. A luz do ambiente cai. Celinha avança ao centro do salão em velocidade mínima. Sob um foco de luz intenso, parece se concentrar em si. Fala algo inaudível. Aperta uma mão contra a outra. De repente, todas as socialites invadem o ambiente, agora irreconhecíveis em turbantes e vestes de baianas estilizadas. Só não lembram mucamas por um detalhe: o excesso de cristais Swarovski aplicados sobre as golas, babados e bainhas. Elas dançam em torno de Celinha. Mas não aqueles passos de candomblé. Algumas, visíveis bailarinas do passado, fazem até uma meia-ponta com os pés, outras movimentam-se com um lenço de seda ao vento à la Isadora Duncan. Fecham uma roda em torno de Celinha, que só se abre quando uma gargalhada possante ecoa pelo ambiente.
Celinha não é mais Celinha. Ri, bati ombrinhos e embola a voz. Está incorporada pela Maria Navalha, uma poderosa e respeitada entidade da Umbanda. Todas as socialites comportam-se como serviçais dessa rainha negra. Duas delas tiram de um legítimo biombo chinês um vestido vermelho de seda pura, desenhado por um famoso estilista francês, e vestem o corpo possuído de Celinha. Outra traz uma joia de rubi de preço incalculável à primeira vista. Devidamente paramentada, a Maria Navalha ganha cigarrilhas importadas de Cuba e espumante francês. Nesse momento, os garçons, agora vestidos com cangas africanas, servem às participantes acarajés com espumante.

Apesar de tantas facilidades, a Maria Navalha de Celinha é firme nas questões espirituais. Pede para as mulheres compaixão com os desvalidos e abre uma roda de atendimento, na qual cada uma tem direito a uma pergunta de cunho pessoal, que deve sempre ser dita à frente de todas as companheiras. Há quem pergunte sobre qual o melhor destino para a próxima viagem ao exterior. Ou se devem ou não partir para a vigésima intervenção plástica. Educadíssima, a Maria Navalha discorre como uma psicoterapeuta e passa “receitas” variadas para abrir os caminhos. Para uma delas, sugere uma tradicional galinha preta com farofa na encruzilhada. A moça pergunta se não poderia trocar por um faisão com cuscuz marroquino. A entidade ri e avaliza.
As mulheres aplaudem, giram, dançam e cantam um ponto de Maria Navalha em inglês. Acreditam que fica mais sonoro. Feliz, a entidade se despede. Celinha rodopia. Quatro rapazes, caracterizados de escravos bizantinos, avançam pelo salão segurando em cada mão a ponta de um edredom recheado com penas de gansos canadenses. Colocam a peça sobre o piso e Celinha cai desfalecida para o fim do transe. Um casal de paramédicos acompanha tudo, tira a pressão e verifica os batimentos da médium. Antes de recobrar a visão, o quarteto de cordas volta ao ambiente e as mulheres retomam as etiquetas.

Celinha contabiliza as doações. Amanhã, vai em comitiva entregar cada centavo a um orfanato em Realengo.  Lá, aliás, a Maria Navalha baixa, fuma charuto barato, bebe sidra e rodopia no chão batido com a mesma desenvoltura. Quando perguntei se ela sentia saudades do luxo de Celinha, gargalhou. “Nego, ali, se botar um trago da cachaça no estômago da grã-fina, ela empacota. Por isso, aguento tanta frescura. Agora, acarajé com espumante é quase um sacrilégio. Vejo aquilo e peço ao guia-maior: Pai, me bata um abacate!” 

O ABACATE DESTA COLUNA VAI PARA...
A pastora, que jura ser ex-lésbica, disse ter visitado o inferno 15 vezes e encontrado um Vale de Homossexuais, visto por ela em diversos ângulos. Sei...

terça-feira, 10 de março de 2015

post it // 8 ícones há mais de 100 anos

Daniel Bitar
Colunista de Roteiros do Gastronomix

O segredo do sucesso, ao que tudo indica, não existe. E isso também vale para o mundo da restauração. Certos estabelecimentos nem chegam a vivenciar as quatro estações do ano. Outros, entre êxitos e dificuldades, resistem por mais tempo. E há aqueles que acompanharam guerras, testemunharam golpes de estados e mudanças de capital, evolução do comportamento e da sociedade, porém continuam firmes. De tão antigos, uns viraram ícones e, arrisco a dizer, sinônimo de qualidade. E alguns, apesar da idade, mantêm uma beleza ímpar, que encanta e atrai novos clientes. Eis uma lista de lugares que estão por aí há mais de um século – ou estão próximos de completar 100 anos – mas continuam batendo um bolão:

1.CAFÉ MAJESTIC – PORTO, DESDE 1921 
http://www.cafemajestic.com/pt/Utilidades/Homepage.aspx

2.CONFEITARIA COLOMBO – RIO DE JANEIRO, DESDE 1894 
http://www.confeitariacolombo.com.br/site/

3.CAFÉ NEW YORK – BUDAPESTE, DESDE 1894 

4.KATZ DELI – NOVA YORK, DESDE 1888

5.CAFÉ CENTRAL – VIENA, DESDE 1876

6.CAFÉ TORTONI – BUENOS AIRES, DESDE 1858

7.LAMB AND FLAG – LONDRES, DESDE 1772

8.CAFFÈ FLORIAN – VENEZA, DESDE 1720

segunda-feira, 9 de março de 2015

EU RECOMENDO // A creperia incrível de Recife

Carlos Ferreirinha (*)
Convidado especial do Gastronomix

“Minha dica imperdível é uma creperia incrível em Recife no Bairro de Pina, localizada na Galeria moderna e vanguarda Joana D'Arc, com o certo ar de Ouro Fino de SP... O interessante é que frequento esse local há muitos anos - acho que desde de 1997 - e o motivo que frequentava era apenas e exclusivamente porque os crepes são de ajoelhar de fabulosos. 
Entretanto, o local foi crescendo, expandindo e atualmente é super concorrido, local dos modernos, dos grupos de amigos, da galera do cinema - teatro - artes e alternativos, mas também atraindo os mais tradicionais... ganha pela comida excelente, mas o local com lounge, musica agradável e um ar de cool relax é fascinante!
O cardápio é vasto, criativo, com muitas opções salgadas e doces. Um dos meus locais preferidos no Nordesde, PErnambuco...”

Anjo Solto
Avenida Herculano Bandeira, 513
Galeria Joana D'Arc, loja 14 - Pina - Recife
Telefone: (81)3325-0862

(*) Carlos Ferreirinha é empresário, especializado no mercado de luxo. É sócio fundador da Bento Store. Atua desde 1987 nas áreas de gestão de operações, desenvolvimento de negócios, marketing, vendas e comunicação. No Brasil, foi executivo de empresas como EDS/HP (Electronic Data Systems) e Louis Vuitton, empresa pela qual também atuou como executivo em 10 países latino-americanos.

domingo, 8 de março de 2015

NOTÍCIAS// Bel Coelho descobre o Brasil

Boa notícia para os fãs de programas gastronômicos na TV: o TLC estreia nesta sexta, dia 6, às 22h20, uma atração do gênero sob comando da chef paulistana Bel Coelho.(Dui). Em Receita de Viagem, ela vai percorrer o Brasil em busca de personagens, receitas e ingredientes que revelem a a diversidade gastronômica do país.

No episódio de estreia da série, a chef visita a maior feira livre da América Latina, o Mercado Ver-o-Peso, em Belém (PA), na companhia do chef paraense Thiago Castanho. Entre outras descobertas, ela conta história do pato do imperador, um prato derivado do tradicional pato no tucupi. De lá, vai para Ilha de Marajó, onde prova o turu, iguaria retirada de troncos apodrecidos.

A série Receita de Viagem terá 20 episódios, exibidos semanalmente, com estreia sempre às sextas e reprise na quinta-feira da semana seguinte, às 21h10. Indo do Norte aos pampas gaúchos, Bel Coelho vai passar por Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Pantanal do Mato Grosso e Brasília, entre outras paradas