terça-feira, 16 de dezembro de 2014

GASTRONOMIA 2015 // Thalita Kalix, chef do Don Ruffoni

Gastronomix perguntou a chefs de Brasília e de todo o país o que esperar da gastronomia nacional e de sua unidade da federação em 2015? Para onde vamos? Quais as tendências? Confira a opinião da chef Thalita Kalix, do restaurante Don Ruffoni, em Brasília. 
“A gastronomia mundial tende para uma valorização cada dia maior do produto e do pequeno produtor. No Brasil não poderia ser diferente. Estamos começando a nos redescobrir, a revalorizar ingredientes que por muito tempo foram negligenciados. E, depois de muito se falar em Amazônia, acredito que 2015 será a vez do Cerrado quebrar paradigmas e mostrar sua riqueza. Temos um grande potencial a ser explorado e cabe a nós, cozinheiros daqui, pesquisá-los e revelá-los ao resto do país”.

THALITA KALIX
Chef do Don Ruffoni
Brasília

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

EU RECOMENDO // Uo Katsu:peixaria que virou sushi bar

Eduardo Laviola
Convidado especial do Gastronomix

“Em São Paulo, assim como na maioria das capitais brasileiras, o que mais se vê hoje em dia é restaurante japonês. Com essa concorrência toda, a quantidade de rodízios só aumenta e em algumas situações a qualidade e o frescor da comida são comprometidos. Agora, que tal comer sushis e sashimis - que vão muito além do salmão, atum e peixe branco - em uma peixaria? É neste clima que o Uo Katsu atende na Zona Sul de São Paulo, região do Paraíso. 
Há exatos 30 anos, o estabelecimento era realmente uma peixaria, mas os donos, japoneses e filhos de japoneses, aproveitaram que os clientes pediam sashimi quando iam escolher seus peixes e começaram a servir em uma espécie de balcão. Depois de oito anos de funcionamento, a variedade e qualidade conquistaram a clientela e, o que era uma peixaria, se transformou em um sushi bar.
Apesar de ainda manter um clima de peixaria -  o restaurante é todo de azulejos brancos, com mesas coletivas e vitrine com cortes de peixes - eu, como amante de comida japonesa, nunca comi peixes tão frescos, saborosos e das mais variadas espécies, como estou acostumado a comer no Uo Katsu. Sem contar o bom atendimento.

O esquema é 'à la carte' e você pode encontrar ostra, enguia, ovas de salmão (ikura), vieira, anchova negra, anchova negra defumada, robalo, pargo, sardinha, manjuba, meca, pescada amarela, prejereba, serra, linguado, polvo, lula, além dos triviais, e também shimeji e shitake.

No caso das ostras, elas fazem tanto sucesso, são tão frescas e tão saborosas, que você come de olhos fechados. Mas é melhor ligar e reservar as suas unidades antes de ir, porque acabam rápido. 
Experimente também: sushi skin (a pele é frita na hora e servida ainda quente), hot holl (sem arroz e com ovas), negui toro de atum e salmão, sardinha e majuba marinados. O Uo Katsu acomoda 50 pessoas, o preço é bom, tem uma clientela fiel, poucas pessoas conhecem, mas se estiver cheio, a espera não demora muito.

Detalhe: é fácil para estacionar. Fica na Rua Manuel da Nóbrega, 1180, bem próximo ao Ginásio de Ibirapuera e à Residência dos Militares”.  
Uo Katsu
Rua Manuel da Nóbrega, 1180
Tel.: (11) 3051-5855.
Horário de funcionamento: de terça a sexta, das 10h às 18h. Sábado das 10h às 16h. Não abre de domingo, segunda e feriados.
Só aceita visa e dinheiro.

(*)Eduardo Laviola é jornalista e Relações Públicas. 

GASTRONOMIA 2015 // Leonidas Neto e Alexandre Aroucha, chefs do Grand Cru

Gastronomix perguntou a chefs de Brasília e de todo o país o que esperar da gastronomia nacional e de sua unidade da federação em 2015? Para onde vamos? Quais as tendências? Confira a opinião dos chefs Leonidas Neto e Alexandre Aroucha, do restaurante Grand Cru, em Brasília. 
“Esperamos ter mais incentivo ao produtor local e que possamos contar com comida fresca e com sabor dela mesma, sendo coerente com a sazonalidade, fazendo menos uso de melhoradores de sabor como sódio, açúcares e gorduras, respeitando a tendência de que comer bem é saudável é saúde”.

LEONIDAS NETO e ALEXANDRE AROUCHA
chefs do Grand Cru
Brasília 

domingo, 14 de dezembro de 2014

GASTRONOMIA 2015 // Sebastián Parasole, coordenador Geral de Gastronomia do Iesb

Gastronomix perguntou a chefs de Brasília e de todo o país o que esperar da gastronomia nacional e de sua unidade da federação em 2015? Para onde vamos? Quais as tendências? Confira a opinião do chef Sebastián Parasole, coordenador Geral de Gastronomia do Iesb, em Brasília. 

O que esperar da gastronomia brasileira e de seu estado em 2015?
Espero que a Gastronomia Brasileira continue evoluindo como agora, tenho quase 8 anos que moro em Brasília e acredite, mudou e muito, só que ainda é “um nenê brincando com panelas”, achando que não precisa de mais nada, precisa de mais compromisso, mais humildade e menos show com gente achando-se Chef. Acreditar que a comida é muito mais que cozinhar, é socializar, micro empreender e sobre tudo educar. Falta cultura e amar o próprio até valorizá-lo e defende-lo.  Espero um crescimento devagar, que só os corajosos, inteligentes, puros e fortes perduram.

Para onde vamos?
Vamos para o alimento nobre, puro e limpo com valor social e sustentável. Aquele que consiga ver isso será laureado. Importante ter pessoas poderosas com compromisso e consciência nisso para ajudar, o caminho e árduo.

Quais as tendências?
 O alimento legítimo, com muita técnica, mas sem prejudicá-lo, como ver com um olho no futuro (tecnologia), sem esquecer-se do passado (o natural). A continuidade do “Comfort Food” e em ascensão. Pratos simples, mas com sabor, com ajudas de Hortas Urbanas próprias e com pequenos produtores. Os produtos do Cerrado serão tendências, mais firmes e ganhando espaço, depende de nós, os cozinheiros e educadores.

SEBASTIÁN PARASOLE
Chef e Coordenador Geral de Gastronomia do Iesb
Brasília

sábado, 13 de dezembro de 2014

GASTRONOMIA 2015 // Flávia Quaresma, chef de cozinha

Gastronomix perguntou a chefs de Brasília e de todo o país o que esperar da gastronomia nacional e de sua unidade da federação em 2015? Para onde vamos? Quais as tendências? Confira a opinião do chef Flavia Quaresma,
"Espero que nós, cozinheiros brasileiros, estejamos cada vez mais unidos através de Institutos e Associações para conseguirmos fazer cada vez mais uma gastronomia brasileira autêntica, privilegiando nossos ingredientes genuínos, protegendo nossos tesouros, criando cada vez mais DOCs e alterando leis antigas que engessam a possibilidade de transportarmos legalmente em todo nosso território ingredientes incríveis feitos por produtores comprometidos com a qualidade e com nossa herança gastronômica, que mantém viva nossa cultura. Comida é cultura!!!  Aproveito o espaço para apoiar a luta do Instittuto Ata e do nosso querido Alex Atala: #eucomocultura”. 

FLÁVIA QUARESMA
Chef de cozinha
Rio de Janeiro

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

DRINK_ME // Dicionário da coquetelaria


Juliana Raimo
Colunista de Drinks do Gastronomix

Fãs de drinks como nós do Gastronomix, muitas vezes deixam de se aventurar no preparo de um coquetel, por não entender alguns termos usados nos livros de receitas ou nos sites e blogs da área. Preparei um resumo dos termos mais usados nas três área que dividem a coquetelaria. Espero que ajude a todos.

Os coquetéis são classificados em:
A | Modalidades
B | Categorias
C | Grupos ou Família

A. MODALIDADES
 - batido:
devido a diferença de densidade dos ingredientes necessitam ser batidos na coqueteleira (shaker) ou no liquidificador para que possam se misturar de maneira uniforme.

- mexidos:
 para fazê-los, usa-se o copo misturador (mixing glass) e a colher bailarina. Esta modalidade de coquetel é sempre feita com bebidas de densidades semelhantes, devem ser servidos gelados em taça de coquetel, porém sem pedras de gelo.

- montados:
 são feitos nos próprios copos onde são servidos. Alguns desses coquetéis exigem habilidade do profissional quando seus ingredientes não devem se misturar. Ex: drinks em layers.

B. CATEGORIAS

- short drinks:
são servidos em copos pequenos como cálice, taça de coquetel tipo martini ou copo "old fashioned". Os short drinks secos e/ou ácidos são aperitivos. Os short drinks doces e/ou cremosos são digestivos.

- long drinks:
são refrescantes, feitos com água, soda, sucos, refrigerantes, ou espumantes e servidos em copos longos, geralmente com bastante gelo. Esta categoria não deve ser oferecida para se tomar antes ou depois das refeições, a não ser que o cliente peça.

- hot drinks:
são feitos com bebidas quentes tais como: café, chás, chocolates e água, servidas com ou sem álcool. São bebidas estimulantes, revigorantes, servidas normalmente no inverno e em copos estilo irish coffe.

C. GRUPOS E FAMÍLIA

obs: demora um tempo até decorar estes termos, não se preocupem, é só curiosidade.

- Collins: long drink montado, preparado com suco de limão, açúcar, club soda e o destilado. ex.: tom collins.

- Egg Nogs: coquetéis nutritivos feito a base de leite, açúcar, ovos, canela ou noz moscada e às vezes vinhos fortificados. Podem ser frios ou quentes. ex.: french egg hot, boston egg nog.

- Fizzes: "fizz" = efervescência. São preparados com açúcar, limão, soda e muito gelo. Todos os ingredientes devem ser batidos e completados com soda. São tônicos, calmantes e altamente refrescantes. ex.: gin fizz.

- Flips: muitos nutritivos, feitos a base de gema de ovo, vinhos generosos e as vezes açúcar e pulverizados com noz moscada ou canela. ex.: porto flip.

- Grogs: servidos sempre quentes, são feitos com água fervente, açúcar e rodela de limão espetada com cravo. Sobre este coloca-se o destilado e ateia-se fogo em seguida. Geralmente os destilados são da família do brandy. ex.: grog de calvados ou grog de kirsch.

- High Balls: long drink, bebida destilada com gelo completado com soda ou ginger ale e um zest de limão. ex.: scotch "highball".

- Juleps: long drink, feito com hortelã macerada com açúcar servido com
qualquer destilado, geralmente whisky e gelo picado. ex.: "mint julep".

- Pousse Café: origem francesa. Preparado com licores, destilados e xaropes. Deve-se saber a densidade das bebidas pois são feitas em camadas e não devem se misturar. ex.: "imperial pousse café".

- Sling: Long drink preparados com limão, açúcar, um destilado, um licor e completados com soda.

- Smashes: smash = esmagar. Se preparam em copo old fashioned com hortelã esmagada com açúcar acrescido de gelo, um destilado e decorado com rodela de laranja, cereja e casca de limão. ex: rum smash.

- Sours: sour = ácido. São sempre batidos com um destilado, suco de limão e açúcar e às vezes com um pouco de clara de ovo. Ex: Pisco Sour.

- Frappee: feitos com gelo moído e servido, geralmente em taça de cognac com um licor.


Fonte: Associação Brasileira de Bartenders_www.assbb.org.br. Pesquisas diversar em livros de acervo próprio

GASTRONOMIA 2015 // David Lechtig, chef do El Paso Latino

Gastronomix perguntou a chefs de Brasília e de todo o país o que esperar da gastronomia nacional e de sua unidade da federação em 2015? Para onde vamos? Quais as tendências? Confira a opinião do chef David Lechtig, dos restaurantes El Paso Latino e El Paso Texas, em Brasília.
“Acho que a tendência nacional e não somente regional. Hoje, os chefs brasileiros são cada vez mais adeptos da cozinha consciente, utilizando ingredientes locais em receitas tradicionais. Essas adaptações às versões originais ajudam a fomentar produtores regionais/ nacionais. Aqui em Brasília temos vários festivais que estimulam criações de pratos com produtos do Cerrado. As cozinhas da rede El Paso também seguem essa tendência. Há 2 anos, substituímos os ajis amarillos (Perú) por híbridos da pimenta dedo-de-moça amarela, produzidas pela Chácara Juliana (Sobradinho)”.

DAVID LECHTIG
Chef do El Paso Latino e El Paso Texas
Brasília