segunda-feira, 8 de setembro de 2014

EU RECOMENDO // Da maçã, come-se até o caroço

Rodrigo Caetano
Colunista de Gastronomia do Gastronomix

Se Nova York desaparecesse do mapa, o mundo estaria perdido. Pelo menos, o da gastronomia. O metro quadrado mais diverso de sabores, com certeza, está por ali, em Manhattan. Não me atire nenhuma pedra ou tomate caso discorde dessa frase. Não chego a dizer que é o mais saboroso, mas - de fato - o espaço no planeta que mais concentra opções diferentes para distrair o paladar.

A cidade ganhou o apelido de Big Apple (Grande Maçã) em 1909, quando o escritor Edward S. Martin fez esta metáfora para dizer que Nova York recebia uma parte desproporcional de riqueza nos Estados Unidos, que era a grande árvore e os estados; seus frutos. O termo demorou a pegar. Na década de 1920, o jornalista esportivo John Gerald, do jornal New York Morning Telegraph, batizou sua coluna de Around the Big Apple ("Ao Redor da Grande Maçã"). Foi só nos anos 70, graças a uma campanha do governo local para incentivar o turismo, que Big Apple se tornou um nome conhecido internacionalmente.

E, desta maçã, os apreciadores da boa mesa fazem questão de comer até o caroço. Nova York oferece desde os restaurantes mais estrelados até a carrocinha de rua, que pode te surpreender na primeira garfada.  

O Gastronomix fez uma listinha de bolso para você navegar pelos cantinhos especiais da cidade de acordo com o perfil e tempo de cada um:

OS TOPS – COMIDA E AMBIENTE

The NoMad 
Localizado em hotel de mesmo nome, o restaurante contemporâneo está entre os mais cobiçados do momento. A sensação, a cada garfada, é que os sabores vão se intensificando. Não se trata de frescura de quem curte gastronomia. É real. O cardápio tem a assinatura do premiado chef Daniel Humm e varia de acordo com o período do dia. A média de preço dos pratos está entre US$ 20 e US$ 30 dólares. No restaurante, também há um balcão, onde são servidos drinks e snacks – superdisputado à noite. O prato referência é o frango assado para dois, servido com foie gras e trufas (US$ 79,00 – o mais caro do cardápio). E se você pensa que esse frango é igual aos que comeu até hoje esqueça. Experimente!

1170, Broadway com 28th street
212.796.1500
http://www.thenomadhotel.com/

 Gramercy Tavern
42, East, 20th street
212.477.0777
http://www.gramercytavern.com/

COOL PARA PETISCAR

Il Buco Alimentari & Vineria
O lugar é cool e os frequentadores, mais ainda. Disputado a qualquer hora, Il Buco Alimentari & Vineria oferece uma comida que agrada sem fazer esforço. De entradinha, um carpaccio de bacalhau (US$ 18) que pode ser compartilhado. Para o principal, uma porchetta com rúcula (US$ 16) ou uma lasanha com ragu de carne (US$ 22). A infinidade de produtos tipicamente italianos - queijos, presuntos e conservas – é um belo convite para ficar horas a fio comendo, bebendo vinho (taça a partir de US$ 10) e se perdendo numa boa conversa. Os donos fazem questão de frisar que seus embutidos são preparados respeitando a natureza e sem adição de hormônios e antibióticos.

53, Great Jones Street
212.837.2622
http://www.ilbucovineria.com/

Eataly
200, 5th Avenue
212-229-2560

A CARA DE NY, SEM PERDER O CHARME
DBGB Kitchen & Bar
A filosofia do chef Daniel Boulud para este misto de bar e restaurante é deixar a veia americana bem à mostra, sem perder o charme francês. Os hambúrgueres (US $13 a US$ 19) são o ponto forte do cardápio. Se você estiver acompanhado, pode dividir o trio de hambúrgueres (US$ 48). Se engana quem pensa que o DBGB Kitchen & Bar é só isso. A cozinha investe em produção própria de chacruteries como linguiças diversas (US$ 13 em média) e em belos pratos com frutos do mar (US$ 37). Tudo regado a uma boa música e ambiente pra lá de agradável.

299 Bewery Street – entre 1st e Houston St
 212-933-5300

Balthazar
80 Spring Street – entre Broadway e Crosby
212-965-1414

Dean & DeLuca
473 Broadway com Prince Street
http://www.deandeluca.com/


OS DESCOLADOS

Rosemary’s
Autointitulada enoteca e tratoria, o restaurante caiu no gosto no norte-americano em pouco tempo. As massas (entre US$ 12 e US$ 14) são feitas na própria casa, mas os frequentadores curtem mesmo é pedir as entradinhas como porções de queijos (três tipos por US$ 15) e salames (misto custa US$ 25) e também as mediterrâneas como atum, camarão, polvo e lula (US$ 8 cada). Dentro da tradição italiana, há primeiros e segundos pratos na faixa de US$ 25. A decoração do ambiente – de pé direito alto e luminárias marcantes – chama atenção e lembra o interior italiano, onde a vida passa mais devagar. Isso em plena Nova York.

18 Greenwich Avenue c/ 10th
212-647-1818

Public
210 Elizabeth Street - entre Prince and Spring St
212-343-7011

BONS PRA ALMA E PRO BOLSO

Spice Market
Um clássico no MeatPacking -antiga região de açougues, perto do High Line, transformada em uma zona de boutiques e restaurantes bacanérrimos. O Spice Market apresenta de maneira eclética a culinária do sudeste asiático – entre tailandês, vietnamita, malaia e cambojana. No espaço, o ambiance te remete a templos orientais de madeira e almofadas em tons de dourado e vermelho. As lanternas grandes e compridas alegram a refeição. O menu com seis etapas não dói no bolso (US$ 48). Caso queira harmonização de vinhos, você desembolsa mais US$ 35. No cardápio, opções como lagosta com gengibre e pimenta (US$ 38) e currys com carnes ou vegetarianos (US 12). Imperdível para que curte boa comida.

403 W 13th street
212-675-2322

Momofuko Ssam
207 2nd avenue, esquina da  13th street com 2nd avenue
212-254-3500

Magnolia Bakery
401 Bleecker Street c/ 11th
212-462-2572

OS ESTRELADOS

Café Boulud
O chef francês Daniel Boulud leva a alta gastronomia para cada prato que serve no seu restaurant, inaugurado em 1998. Localizado no Upper East Side, perto do Central Park, o Café trabalha com ingredientes da estação, sem deixar de lado os pratos assinatura do chef. Tanto é que o cardápio é dividido assim: La Tradition (clássicos), La Saison (sazonais), Le Potager (vegetarianos) e Le Voyage (comida internacional). Os preços são mais salgados, mas nada extorsivos. Caso queira apenas tomar um vinho e fica na entradinha também é possível. Sugestões como o tartar de carne (US$ 19) ou foie gras com brioche, morangos verdes e macaron salgado (US 28). O menu degustação com três pratos custa US$ 43. Lembrando que as porções são francesas, assim como a deliciosa combinação dos ingredientes.

20 East 76th street
212-772-2600

Aquavit
65 E 55th Street
212-307-7311

PARA UMA MANHÃ ESPECIAL

Buvette
Um lugar para esquecer que a vida corre lá fora. Buvette é o bistrô francês no sentido mais literal da palavra. Pequenas porções, sucos feitos na hora, bons queijos e excelente croque monsieur. Suspire e chegue cedo, às 10h, depois de uma noite bem dormida e barriguinha vazia. Assim, você curtirá cada etapa deste pequenino local em NY. Com certeza, um dos mais charmosos. Para quem chegar mais tarde, opte pelo steak tartare (US$15) acompanhado de um copo de vinho e arrematado por uma tarte tatin com creme azedo (US$8). A bicicleta na frente já indica o que esperar lá dentro. Bom proveito...

42, Grove Street
212.255.3590

(*) Rodrigo Caetano é jornalista, biólogo e cozinheiro. Dirige há cinco anos o site Gastronomix (HTTP://bloggastronomix.blogspot.com), que traz informações, dicas e guias de mais de 100 cidades no Brasil e no mundo. No espaço, ainda há receitas e colunas sobre drinks, doces, alimentação natural, café, livro, viagens e música.

domingo, 7 de setembro de 2014

NOTÍCIAS// Cerrado Week ocorre de 15 a 21 de set

Que o Cerrado é uma gostosura, disso ninguém duvida. Outros biomas já são e foram explorados gastronomicamente. Agora é a vez do Cerrado se tornar mais conhecido pelo público em geral, já que ele ocupa quase 1/4 do território nacional. Por isso, um grupo de chefs se reuniu para promover a primeira edição do Festival Gastronômico Cerrado Week, tendo a capital como palco. O evento acontecerá de 15 a 21 de setembro e contará com cafés, bares e restaurantes de Brasília e já conta com mais de 30 estabelecimentos confirmados.
“Nosso objetivo principal é ampliar o conhecimento do público sobre o potencial gastronômico das espécies nativas do Cerrado e ao mesmo tempo criar uma demanda regular para esses produtos, fomentando assim toda a cadeia produtiva dos agroextrativistas e cooperativas que utilizam o bioma como sua fonte de renda”, explica Ana Paula Jacques, coordenadora-geral do Festival e co-líder do convívio Slow Food Cerrado.
Para isso, um dos pré-requisitos é que cada estabelecimento crie um prato exclusivo para o festival, contendo, pelo menos, um ingrediente nativo do Cerrado. Serão oferecidos diferentes preparações: desde o prato principal em restaurantes (ao custo de  R$39), até doces ou pães (a R$ 9), passando por petisco (R$ 29) ou lanche ou sobremesa (R$ 19).

RESTAURANTES JÁ CONFIRMADOS
Restaurante Olivae, Trio Gastronomia, Restaurante Mucho Gusto, Objeto Encontrado Galeria e Café, El Paso, Sorbê Sorvetes Artesanais, Bar Godofredo, Alfredo Pizzaria, La Boulangerie, Parrilla Madrid, Oliver, Paradiso, Dom Francisco, Loca Como Tu Madre, Universal, Calaf, Grand Cru, Paneteria D’Oliva, Cartolaria Guara, Jambu, Daorla Showbar e Restaurante,O Realejo, a Komboleria e os oito Restaurante-Escola Senac (MPDFT, CGU, Setor Comercial Sul, Ministério da Justiça, STF, Câmara dos Deputados – Anexo IV, “Restaurante dos Senadores” e Senac Downtown Brasília).
Além da Capital Federal,  estabelecimentos de todos os estados que compõe o Cerrado brasileiro (Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Piauí, São Paulo, Tocantins) poderão participar. Já garantiram vaga os goianos Venda do Bento (Pirenóplis), Pitanga Sabor e Equilíbrio (Goiânia) e Restaurante ComTradição (Olhos D’Água) .

O CERRADO
O Cerrado é o segundo maior bioma brasileiro e ocupa quase 1/4 do território nacional (2.036.448 km2), abrangendo o Distrito Federal, os estados de Goiás, Tocantins, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso, Piauí, São Paulo, Bahia, Rondônia e porções de Roraima, Amapá, Amazonas e Pará. O bioma é  conhecido como “berço das águas” ou “caixa d´água do Brasil” por abrigar nascentes das principais bacias hidrográficas brasileiras.Estudos apontam que existem cerca de 15 mil espécies de plantas no Cerrado, além de uma fauna riquíssima, com aproximadamente 300 mil espécies de animais. Mas, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, 132 espécies do Cerrado constam na lista das espécies ameaçadas de extinção.
INFORMAÇÕES
Ana Paula Jacques
Coordenação Geral
Festival Cerrado Week
(61) 8135-3065

E-mail: cerrado@slowfoodbrasil.com
Twitter: @slowfoodcerrado
Intagram: @slowfoodcerrado
Facebook: facebook.com/slowfoodcerrado

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

COLHERADA // Pães e bolsas

Erika Klingl
Colunista e Crítica de Gastronomia do Gastronomix

Parece estranho, mas ,desde maio, quando eu penso na Harrods, meu apetite fica aguçado. Não. Não é porque eu sonho com aquelas lindas bolsas de marca ou cremes e perfumes sensacionais. A mais famosa loja de departamentos do mundo, localizada em Londres, tem um setor todo voltado para a gastronomia. E o melhor é que há inúmeros restaurantes lá dentro.
Engana-se quem pensa, no entanto, que por ser um ícone da moda, a comida de lá é light ou em pequenas porções. Na Harrods, come-se incrivelmente bem. Há restaurante de sushi, carnes, sanduíches, uma rotisserie entre outros. Há também a hipótese de se comprar ingredientes para um piquenique num dos parques londrinos ou trazer algo pra casa no fim da viagem.

A primeira vez que fui na Harrods para comprar um perfume, tinha acabado de almoçar. Estava batendo perna no lado do setor de bolsas, pastas e carteiras quando abri uma porta e entrei no enorme setor de alimentos. Sério, parecia que eu estava conhecendo a Incrível Fábrica de Chocolate tamanha a minha emoção. E, com essa descrição, dá para imaginar a minha frustração ao simplesmente não conseguir comer nada lá a não ser um bombom. Não estava com fome. E no dia seguinte, para piorar, ia voltar para o Brasil.
Tudo bem, pensei. Da próxima vez que vier a Londres eu vou lá e me acabo de tanto comer. Dito e feito. De todas as opções escolhi a rotisserie. Pedi um prato que era nada mais nada menos que 1/2 pato com legumes e uma taça de vinho da casa. Totalmente maravilhoso. Tanto que eles dão uma toalhinha úmida e quente para os que quiserem se aventurar e comer os pedaços mais difíceis e ossudos com as mãos. Eu fiquei com vergonha, mas uma senhora chinesa do meu lado mandou ver!
Na saída, ainda levei queijos e pães. Faltou dizer que lá tem padaria que vende pães da grife francesa Poilâine, de fermentação natural, que existe há mais de cem anos na França. Há também patês, chocolates, embutidos e até ingredientes para quem quiser se aventurar no fogão. Vale a visita!

terça-feira, 2 de setembro de 2014

post it // The Line, em Los Angeles

Daniel Bitar
Colunista de Roteiros do Gastronomix

O The Line é objeto deste post por vários motivos. Primeiro, porque é um hotel boutique, instalado num prédio dos anos 50 que fica em Koreatown, um dos bairros mais bacanas de Los Angeles. Além disso, todos os quartos têm janela panorâmica e uma decoração descolada. O hotel conta ainda com uma banca de jornais e revistas internacionais, uma loja – a Poketo –, piscina e serviço de aluguel de bicicletas. Outro motivo é que, apesar de tudo isso, a diária no hotel não é cara. Mas a razão principal para que o The Line figure neste post são seus restaurantes. Concebidos por Roy Choi, oferecem uma comida americana com influência coreana (ou vice-versa!). Para quem não sabe, Roy Choi foi o chef que teve a brilhante ideia de servir boa comida em food trucks! Aliás, o filme "Chef", que anda fazendo sucesso mundo afora, foi inspirado nessa passagem da vida de Choi.

The Line
3515 Wilshire Blvd
Los Angeles – Estados Unidos
Telefone: +1 213-381-7411
www.thelinehotel.com
                                                         Visão dos quartos 
Fachada do The Line
                                                             comidinhas
                                                 restaurante no The Line
                                                                   servido?

sábado, 30 de agosto de 2014

ABOBRINHAS // Gastronomia ao ar livre e bons preços

Luciano Milhomem
Colunista de Alimentação natural do Gastronomix
Já esqueci qual foi meu último piquenique. Comer fora de casa aos fins de semana ou feriados é, para mim e para muitos, ir a um restaurante, normalmente de um shopping center. A tradicional imagem da toalha quadriculada de branco e vermelho estendida sobre a grama, com cestas de vime, copos, pratos e garfos espalhados, parece emoldurada no tempo, como uma pintura impressionista.

Em Brasília e outras cidades onde há grandes parques, há quem organize churrascos, geralmente sobre uma estrutura já montada -- no caso da capital federal, churrasqueiras, mesas e bancos de concreto. O ar livre está lá, mas o bucolismo romântico e elegante dos velhos piqueniques passa longe.

Neste ano, o Parque da Cidade abrigou evento gastronômico ao ar livre à hora do almoço em um fim de semana. Pareceu-me uma boa ideia, mas tive a sensação de estar, mais uma vez, em um shopping center a céu aberto: barracas de comida e bebida variadas (instalações provisórias de restaurantes conhecidos da cidade), pratos em sua maioria banais e mesas insuficientes para a quantidade de pessoas que foram experimentar a novidade. 
Ademais, para quem, como eu, não come carnes, só havia duas opções: um tipo de risoto e pizza sabor Marguerita. Quem me serviu o risoto confessou-me que só criou um de seus pratos sem carne a pedido de clientes vegetarianos carentes de alternativa na feira gastronômica.

Agora, mais precisamente no próximo dia 6, o brasiliense terá nova oportunidade de recuperar ao menos parte do espírito dos antigos piqueniques: a 1ª edição do Tempera Pop Up, festival gastronômico de rua, com a participação de 9 chefs e pratos ao custo de até R$ 20,00.

O Tempera compensará a falta de cestas de vime e toalhas quadriculadas com a presença de mestres da gastronomia brasiliense, como Anderson Ferreira (D’Lurdes), Daniela Loyola (Confeitaria Francesa), Daniel Vieira (4Doze Bistrô), Gil Guimarães (Parrilla Madri), Lídia Nasser (Empório Árabe), Mara Alcamim (Universal Diner e Café Universal), Rosario Tessier (Trattoria da Rosario), Tatiana Lisboa (personal chef) e Venceslau Calaf (Bar do Calaf). Para acompanhar os finos pratos, os estandes do evento disporão também de bebidas alcóolicas, como vinhos e espumantes.

Além dos preços acessíveis, o Tempera invadirá a noite, pois estará aberto das 12h às 22h. Outra novidade do festival é valorizar a gastronomia de fora do coração do Plano Piloto. O chef Anderson Ferreira, que comanda o D’Lurdes (restaurante especializado em comida mineira no Guará) e a chef Lídia Nasser, à frente do Empório Árabe, em Águas Claras, são exemplos dessa iniciativa.
Para os bons gourmets que não apreciam carne, o Tempera também tem poucas, porém tentadoras, opções. Lídia Nasser, do Empório Árabe, por exemplo, oferecerá sanduíche de falafel (bolinho de grão de bico) no pão-folha (a R$ 15,00). Tatiana Lisboa (chef independente) concorre com seu arancini de açafrão-da-terra e queijo (bolinho de risoto de açafrão-da-terra recheado com queijo).

Que fique registrada a sugestão aos chefs da cidade: quem não come carnes também aprecia alta gastronomia. Ainda dá tempo de incluir mais pratos livres de produtos animais no festival. 

Tempera Pop Up
Dia 6 de setembro, das 12h às 22h, no Soul Brasília (Parque da Cidade, Praça das Fontes, Estacionamento 9). Pratos até R$ 20,00. Entrada gratuita.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

RECEITAS // Robalo com tangerina e fettuccine de palmito

O chef Paulo Zaffalão - que já deu uma super dica de um restaurante em Morretes para o Gastronomix - lançou sua apostila com 10 receitas, que podem ser aprendidas em três dias de aulas. Zaffalão trabalha como personal chef e presta consultorias gastronômicas e na reformulação e montagem de cardápios para restaurantes.

Com passagens pelas cozinhas do Hotel Emiliano, Renaissance, Maní e eventos na casa Fasano, ele faz questão de usar em suas receitas ingredientes frescos, orgânicos e super gostosos. O e-mail para quem estiver interessado em aulas é contatozaffalao@gmail.com .   
Clique e amplie a receita que ele passou para os leitores do Gastronomix.

ROBALO AO PERFUME DE TANGERINA E FETTUCCINE DE PALMITO PUPUNHA 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

30ml // O aprendiz e a Bialetti

Sandro Biondo
Colunista de Café do Gastronomix

Dia desses estava pensando: já que eu (assim como muito mais do que 99% dos brasileiros) não posso ter uma máquina de espresso profissional em casa para tomar os tão amados 30 ml a cada vez que desejar, não seria bom escolher uma das formas tradicionais de preparo?

Assim, poderia comprar bons grãos para preparar em casa, com uso do bom e velho fogão e obter o melhor café possível. Claro, desde que o café fosse torrado à boa maneira e com a moagem ideal para o método escolhido. 

Pronto! Defini a cafeteira italiana, bem conhecida por Bialleti (que é o sobrenome do seu criador, lá pelos idos dos anos 1930) como meu modo caseiro favorito de fazer café. 

Daí que chegou a hora de aprender a preparar. Atenção: há muitas imitações da Bialetti em uma loja perto de você, mas aposte na original, que não vaza, não vem com borrachinha ressecada e não costuma dar errado se a receita for bem seguida. Compartilho aqui as dicas que segui, cuja fonte foi a revista Espresso.
1 - coloque água até o limite indicado, que é a válvula que você encontra no reservatório da cafeteira.

2 - coloque o pó de bom café na moagem correta para Bialetti (basta pedir isso ao vendedor de cafés. Se comprar no supermercado procure as marcas que vêm com essa indicação na embalagem). Encha o cesto que serve de filtro mas não comprima o pó. 

3 - ao fechar a cafeteira cuide para que não haja resquícios sobre a rosca, para que não ocorra vazamento durante a ebulição.

4 - e super importante: leve ao fogo baixo. E desligue assim que o café começar a chegar ao compartimento superior. O fogo alto faz a água passar rápido demais pelo filtro, deixando o café amargo. E se deixar muito tempo em ebulição, queima o pó. 

5 - por último, lave sua italianinha depois do preparo, para não manchar o alumínio. Mas pode beber seu café tranquilamente antes. Só não vale deixar para lavar no dia seguinte. 
Pronto, pensei! Preparei o café perfeito na Bialetti. Mentira. Errei, pelo menos, quatro vezes até chegar a um produto razoável. Foi quando consegui seguir todas as dicas acima sem esquecer uma delas no processo...