quarta-feira, 23 de julho de 2014

NOTÍCIAS // Jornada vegana na Chapada

Quem se hospedar no resort Paraíso dos Pândavas, na Chapada dos Veadeiros, até o fim de novembro terá a chance de voltar para casa com um repertório de receitas vegetarianas na bagagem.

É que lá estão sendo ministrados workshops para quem quer aprender a cozinhar à moda dos sadhus, os homens santos da Índia Antiga. À frente das aulas está a proprietária da localidade, Carana Renu Dasi.

Vegetariana desde os 11 anos de idade, ela tem 12 anos de experiência trabalhando como banqueteira em cozinhas de templos hindus em vários países do mundo.
Carana vai ensinar receitas de pratos chineses, indianos, japoneses e italianos adaptados ao vegetarianismo -- um deles é o veggie burger. E vai também orientar os participantes sobre como adaptar-se às restrições das dietas veganas e de bhakti yoga -- que não permite o consumo de alho e cebola.

As datas das aulas são as seguintes: 25 a 29 de julho, 15 a 17 de agosto, 5 a 7 de setembro, 19 a 21 de setembro, 24 a 26 de outubro e 14 a 26 de novembro.

Informações podem ser obtidas pelo telefone 61 9108-2009 ou no site do Yoga Resort Paraíso dos Pândavas,

terça-feira, 22 de julho de 2014

post it // Um dia em Karaköy, Istambul

Daniel Bitar
Colunista de Roteiros do Gastronomix
Antes uma desagradável área portuária, Karaköy, um bairro de Istambul, ganhou novos ares com a chegada do Istanbul Modern em 2004. A partir de então, galerias de arte, cafés e restaurantes descolados vieram se juntar às lojas de equipamentos eletrônicos e de encanamento que já existiam por ali, compondo um cenário urbano super interessante. Para conhecer a região, comece com um bom café da manhã turco, no Ops Café. De todas as opções, a mais pedida é o breakfast platter, com queijos, azeitonas, pepino e mel. O passeio continua na Namli Gurme, loja gourmet que oferece uma variedade de produtos utilizados na culinária local.

Quem se interessa por design de interiores vai gostar de visitar a Lab::Istanbul, onde são vendidos móveis e objetos de designers turcos. Uma boa opção para o almoço é o restaurante Lokanta Maya, que utiliza ingredientes da estação, vindos de todas as partes do país, na preparação dos seus pratos. À tarde, pode ser dedicada ao Museu de Arte Moderna de Istambul, que exibe, principalmente, obras de artistas turcos. Não há melhor lugar para terminar o dia que no café do próprio museu, desfrutando de uma xícara de chá de maçã e da vista do sol se pondo na parte asiática da cidade.
OPS CAFÉ
Mumhane Caddesi Nimet han 45B
Aberto de terça a sábado, de 8:30 às 22:30 e de domingo a segunda, de 8:30 às 20:00
 
opscafekarakoy.com  
NAMLI GURME
Rıhtım Cad.Katotopark altı 1/1 
Aberto diariamente, de 7:00 às 22:00
www.namligida.com.tr/
LAB::ISTAMBUL
Fransiz Geçidi C blok 9
LOKANTA MAYA
Kemankeş Caddesi 35 A 
Aberto de segunda a sábado, de 12:00 às 17:00 e de 19:00 às 23:00.
www.lokantamaya.com/
ISTANBUL MODERN
Meclis-i Mebusan Cad. Liman İşletmeleri Sahası Antrepo 4
Aberto de terça a domingo, de 10:00 às 18:00 (às quintas, de 10:00 às 20:00)

NOTÍCIAS // Agenda gastronômica de Brasília

Cinco eventos enogastronômicos que rolam em Brasília até o fim deste mês – ou, em alguns casos, vão mais além:

Dia 21, terça-feira
A Adega Base, do grupo Base Atacadista, recebe o sommelier da importadora Winebrands, de São Paulo, Marcelo Vilhena, para degustação de seis rótulos -- três italianos e três sul-americanos. O evento começa às 19h30, com entrada gratuita, limitado a 30 vagas. A Adega Base fica no Centermix, lote 54, Vicente Pires, EPTG. Inscrições e informações pelo telefone 3901.131 ou pelo emailadega@baseatacadista.com.br

Dia 24, quinta-feira
Rubaiyat Brasília e Winebrands promovem jantar harmonizado, com cardápio do chef espanhol Carlos Valentí e harmonização do sommelier Marcelo Vilhena. O menu de quatro etapas será servido a partir das 20h, ao preço de R$ 150,00 por pessoa. O c
arpaccio de vieiras com azeite cítrico e mostarda, por exemplo, terá a companhia do Santa Cristina Pinot Grigio 2013. O Baby Beef Rubaiyat fica no SCES, trecho 1, lote 1 A, 3443-5000. Convém reservar.

26 e 27, sábados e domingo
Desde junho, o Bistrô Bom Demais do CCBB oferece café da manhã aos fins de semana, de 9h a 12h. O cardápio é o mesmo oferecido na filial do Jardim Botânico. São duas opções de café completo para duas pessoas. A vem com cesta de pães (incluindo croissant, pain au chocolat, waffles, etc.), fatias de bolo, queijo branco, ovos mexidos, café expresso e suco por R$ 38,50. A outra, além de alguns itens citados, inclui cuscuz, tapioca vegana com castanha do Brasil, banana cozida e muffins, entre outros pratos por R$ 45,00. O telefone é 3108-7029.

Dia 28, segunda-feira
Começa a 11ª edição do Restaurant Week, com 73 restaurantes participantes. Cada um apresentará um menu ao preço de R$ 41,90 no almoço e R$ 51,90 no jantar – valores acrescidos de R$ 1 referente à doação para a fundação Cafu. O festival prossegue até 10 de agosto. 

Dia 29, terça-feira
O Limoncello Ristorante promove o Festival Nhoque da Sorte, no almoço e no jantar, com opções do prato italiano a R$ 59,00: nhoque de ricota gratinada, com molho branco e azeite trufado; nhoque de batata baroa com ragu de rabada desfiada; e nhoque de batata com manteiga de ervas e mexilhões (que integra o menu fixo da casa). O Limoncello fica na 402 Sul, bloco A, loja 33, 3226-3208.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

EU RECOMENDO // Gangnam Style

Por Thiago Poggio Pádua(*)
Convidado especial do Gastronomix
“É verdade que os coreanos comem cachorro?”  É.
Mas isso não significa que você tenha que comer cachorro quando vier a Seul. Não significa sequer que você vai ver a temida sopa de cachorro à venda, a menos que procure com afinco ou tenha algum amigo coreano, provavelmente mais velho, que queira te convencer dos benefícios da proteína canina para sua saúde. E para sua libido (pois é... eles gostam de fazer essa correlação).
Churrasco coreano na grelha e acompanhamentos

Seja como for, eu não posso falar de sopa de cachorro. Não tive coragem de aceitar o convite – ou desafio – de um colega coreano para experimentar esse elixir de testosterona. Aliás, não tive coragem nem de me delongar muito no assunto. No meu hemisfério, são os cachorros que eventualmente nos mordem, e o contrário é meio nauseabundo – quem haverá de discordar?? Mas deixemos em paz o melhor amigo do homem e vamos ao que interessa: comida! 

Nos restaurantes mais refinados, uma pessoa vem à mesa fazer o churrasco
para você; nos mais tradicionais, o cliente tem que se virar

Um dos mais tradicionais pratos coreanos é o churrasco: “Korean barbecue”, como eles divulgam em inglês. O princípio é o mesmo do nosso churrasco – carne e brasa – mas a execução é muito diferente. Nos restaurantes especializados, cada mesa tem uma espécie de pequena churrasqueira a brasa no centro, com uma coifa logo acima, para dissipar um pouco da fumaça. A carne, que pode ser marinada ou não, vem em pedaços finíssimos, para um cozimento rápido.

Os inúmeros acompanhamentos são apinhados sobre o resto da mesa: diversos pratinhos com variados tipos de vegetais condimentados, incluindo o tradicional “kimchi”, prato nacional coreano (uma espécie de conserva apimentada de acelga). Entre os acompanhamentos haverá um prato com folhas verdes, como alface. O jeito mais tradicional de comer o churrasco é embrulhar numa folha de alface um pedaço de carne com os acompanhamentos que quiser. É uma delícia, muito saudável e o paraíso para quem gosta de controlar a ingestão de carboidratos.
Bibimbap e todos os acompanhamentos

Outro prato coreano muito comum é o bibimbap, que significa, literalmente, arroz mexido. Tradicionalmente, trata-se de uma tigela com uma cama de arroz e diferentes ingredientes colocados separadamente por cima. São brotos, folhas e vegetais refogados e temperados. Normalmente, vem também algum tipo de carne, além de um ovo frito.
Bibimbap com vista para tradicionais casinhas coreanas no bairro de Samcheondong

Você mistura tudo, acrescentando molho de pimenta e óleo de gergelim e come com uma colher. Ainda bem, porque os “palitinhos” coreanos (chamados jeotgarak) são feitos de metal, e dominá-los é surpreendemente difícil, mesmo para um exímio freqüentador de restaurantes orientais. Comer arroz com jeotgarak seria vexame na certa!

Numa cidade de 25 milhões de habitantes, são incontáveis os restaurantes servindo qualquer desses dois pratos. Um de que gosto muito, levando em conta a qualidade da comida e o ambiente, chama-se “Maple Tree House”. Há quatro filiais em Seul. Gosto particularmente da unidade de Samcheondong, um bairro onde é fácil flanar durante um dia inteiro, visitando o Museu de Arte Contemporânea, o Palácio Real e as mil lojinhas, galerias e cafés da região (aliás, o que não falta em Seul são cafés; bom para aliviar o paladar da excessiva pimenta que usam na comida!). O site do restaurante (www.mapletreehouse.co.kr/) é todo em coreano, mas se alguém se interessar mesmo, prometo que ajudo a encontrar o endereço.
Maple Tree House
www.mapletreehouse.co.kr
(*) Thiago Poggio Pádua é diplomata de carreira, formado em Direito. Nasceu em Goiânia, em 1979, e, já morou em Nova Delhi e em Buenos Aires, de onde já escreveu duas belas colunas para o Gastronomix.

domingo, 20 de julho de 2014

RECEITAS // Versão thai para o Arroz Maggico

Por Daniela Paiva (*)
Convidada especial do Gastronomix

Aconteceu há pouco mais de um mês. Estava triste. Daquelas tristezas que te fazem perder a vontade de comer. De quando você repensa o sentido das coisas.

Não era dor no coração. Era dor na alma. Dor aliada ao medo de depender da mão de médico. De ter a vida de um pedaço seu entregue a um profissional. Meu irmão.

Noites de angústia, noites sem fome.  Se não existe esperança, não existe apetite.

Chacoalhei a agonia. Busquei conforto nas memórias gastronômicas e voei até certas tardes acaloradas na terra da poeira vermelha.  Brasília, 20 e mais alguns graus, e a casa do meu incrível amigo, jornalista, escritor, dramaturgo e cozinheiro de mão “endendêusada”.
Dia de arroz de hauçá na casa de Sérgio Maggio (foto). Cerveja, boca quente, papo delícia. Gente rodopiando pelas rodinhas no chão, na varanda, na quina dos orixás.  Nem parecia que boa parte ali se encontrava na redação do Correio Braziliense todo santo e infernal dia.

Não tinha essa de “dar uma passadinha”. Era ficar, ficar. Comer um prato, dois, roubar um naco de carne mais tarde ou um camarão seco para salgar a gelada. Formamos uma família, naquelas e em tantas outras tardes e dias, que é como toda família.

Choramos e sentimos a saudade de um dos nossos, grudamos aqui, ali despregamos, mais adiante nos abraçamos como se não houvesse tempo.

E nos amamos. Sempre. Até o fim.

Essa explosão de sentimentos, recordações e aconchego me levou à receita abaixo, uma versão “safadenha” do arroz de hauçá Maggico.

Tem um detalhe que detonou o momento: eu, por acaso e sorte divina, tinha na geladeira um camarão seco feito recentemente pelo meu avô quase noventão. Mais um pedaço de contra-filé desesperado para sair do freezer e um creme de leite pedindo socorro, e pronto.  
Fui modestamente inventar moda com os principais ingredientes da receita. Coloquei curry no lugar do dendê e creme de leite se fingindo de leite de coco. Passei o camarão na frigideira e acompanhei com arroz.  Ainda salpiquei o tempero da esperança com o amor do Sandro Biondo (foto acima), minha cobaia e ombro da noite.

Sobrou para o dia seguinte. Emendei um guéri-guéri de novo. Corri para o super e trouxe o leite de coco para o arroz. Desta vez, finalizei com uma farofa de camarão seco.   A receita está um pouco atrapalhada, mas espero que inspire.
MODESTA VERSÃO THAI DO ARROZ MÁGGICO (2 PESSOAS)
 
- Carne (500 g de contra-filé)
- 1 cebola picada
- 1 cenoura bem picadinha
- 2 dentes de alho
- 1 xícara de vinho branco ou mais se for preciso
- curry em pó ou em pasta (misturei 3 tipos, uma colher de sobremesa e meia de cada)
- sementes de coentro maceradas
- 1 a 2 colheres de creme de leite fresco
- Azeite
- Sal e pimenta do reino e branca à gosto

- Arroz:  ao seu modo

Finalização
- 6 camarões secos, azeite, 1 dente de alho picado

Dia seguinte:
- Farofa de camarão seco:  usei 1 dente de alho, 1 cebola, manteiga, farinha de rosca, camarão e passei tudo na frigideira fechando com salsinha fresca

- Arroz com leite de coco: apenas acrescentei leite de coco depois de esquentar o arroz

Modo de fazer
- Tempere a carne com um pouco de cebola, alho, curry e pimenta do reino e branca (só um pouquinho para não ficar forte). Refogue o restante da cebola e do alho, e passe a carne rapidamente. Retire a carne quando selada (eu queria a carne mais tenra para não se distanciar tanto da textura da carne de sol original) e deixe a cebola e o alho na panela.

- Acrescente mais curry, sementes de coentro, cenoura e vinho branco. Deixe reduzir até a cenoura amolecer, pingando água (se preciso) e vinho até chegar ao ponto. Coloque a carne e adicione creme de leite. Passe o camarão seco no alho com azeite.

Montagem 
- Disponha o arroz no centro, a carne ao redor e 3 camarões em cima do arroz.
- Faça o mesmo processo, mas deixe espaço para a farofa em um canto do prato.

(*) Daniela Paiva é jornalista, já trabalhou em veículos de imprensa em Brasília e São Paulo. No momento, está fazendo um curso em Londres. 

sexta-feira, 18 de julho de 2014

GASTRONOMIX// Gastronomia por toda parte

O crescimento do mercado gastronômico e de bebidas se reflete na frequência de eventos do gênero que estão ocorrendo em todo o Brasil. Veja aqui uma agenda para os próximos dias: Um desses nove eventos pode estar acontecendo perto de você:

Até 19 de julho/ Blumenau
4ª Feira Internacional de Delikatessen, Produtos Premium e Gastronomia – SC Gourmet, no Parque Vila Germânica
O evento, que começou no dia 16 e vai até amanhã, reúne chefs, degustação de pratos, bebidas e apresentação de produtos diversos, de queijos e especiarias a utensílios e acessórios de cozinha. Das 16h às 22h.
http://scgourmet.com.br/

20 de julho/ São Paulo
O Mercado Feira Gastronômica, Mercado Municipal de Pinheiros
A feira itinerante homenageia, nesta edição, a cozinheira mexicana Lourdes Hernández e seu marido, o artista plástico Felipe Ehrenberg, que depois de 13 anos no Brasil, retornam a sua terra natal. A dupla ficou conhecida em São Paulo por promover jantares exclusivos para convidados em sua casa, denominada Salón Calavera, com comida autêntica mexicana e arte.
https://www.facebook.com/o.mercado.feira.gastronomica

26 de julho/ Pirenópolis
Gastronômade -- Etapa Goiás & Distrito Federal, na Fazenda Babilônia
O chef Lui Veronese é o responsável por esta etapa Goiás/DF do evento, que promove almoços e jantares em lugares inusitados. A Fazenda Babilônia fica a 3km do centro da cidade história de Pirenópolis.  A harmonização será feita com rótulos da Vinícola Santa Augusta.
http://www.gastronomadebrasil.com/

26 e 27 de julho/ Curitiba
Alto Juvevê Gastronomia, na Praça Brigadeiro Mário Eppinghauss.
A feira gastronômica chega à sétima edição. Desta vez, o chef Carlos Bertolazzi leva ao evento sua famosa coxinha de pato. Outros 25 expositores apresentarão cerca de 50 preparos, entre eles pratos mexicanos, bacalhau, cachorro quente, sorvetes, pastel de Belém, massas e cervejas especiais. Das 11h às 19h.

1 a 3 de Agosto/ São Paulo
Degusta Beer & Food, no Centro de Convenções Imigrantes
Aproveitando o crescimento do consumo de cervejas premium, o evento realiza sua primeira edição, promovendo degustações de rótulos e explorando a harmonização da bebida com diversos tipos de comida. A curadoria é da beer sommelier Cilene Saorin e do chef e presidente da APC (Associação dos Profissionais de Cozinha no Brasil), Marcelo Pinheiro.
www.degustabeerandfood.com.br

2 de agosto/ Rio das Flores (RJ)
Gastronômade -- Etapa Rio de Janeiro, na Fazenda União
O chef Paulo Madeira comanda o almoço que será servido no Gastronômade Rio de Janeiro 2014. A Fazenda União fica na Estrada do Abarracamento km 3,5, Rio das Flores (RJ). A harmonização será feita com vinhos da Vinícola Lovara.
http://www.gastronomadebrasil.com/

13 e 14 de agosto/ Brasília
26º Congresso Nacional Abrasel e Mesa ao Vivo Brasília, no campus do Iesb (Asa Norte).
A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) e a revista Prazeres da Mesa promovem o evento, que conta com palestras, workshops, degustações e jantares magnos. Entre os palestrantes, o chef Alex Atala e o presidente da Ambev, João Castro Neves.
http://www.congressoabrasel.com.br/

9 de agosto/ São Francisco do Conde (BA)
Gastronômade -- Etapa Bahia, na Fazenda Engenho D'Agua
A fazenda fica no Km 80,1 da rodovia entre Candeias e São Francisco do Conde. Lá, Tereza Paim será a chef encarregada do almoço, servido a partir das 13h, harminizado com vinhos da Miolo Wine Group.
http://www.gastronomadebrasil.com/


16 de agosto/ Recife
Gastronômade -- Etapa Pernambuco, na Cachaçaria Carvalheira
O chef Andre Saburo apresentará pratos harmonizados com Vinhos Rio Sol e com cachaças da própria Carvalheira, onde ocorre o evento (Rua Manoel Didier, 53, Imbiribeira).

quinta-feira, 17 de julho de 2014

30ml // Café é fruta e viva a Bahia!

Por Sandro Biondo
Colunista de Café do Gastronomix

Se você foi bom aluno(a) de história do Brasil, deve se lembrar da velha lógica: café em São Paulo, leite em Minas e cacau na Bahia... Pois a lógica já pode ser esquecida e aposentada. Minas já provou que é ótimo celeiro de cafés, a maior fazenda produtora de leite fica em São Paulo e a Bahia já não vive só de cacau, dendê e berimbau. 

A Chapada Diamantina está aí para provar: há mais riqueza além do brilho dos diamantes do que podia sonhar nossa vã e antiga filosofia. Além das paisagens tocantes, das cachoeiras cristalinas e de uma rede hoteleira e de pousadas de charme que acolhe bolsos de todos os tamanhos, a região tem se revelado uma nova e promissora fronteira na produção de cafés de alta qualidade.
O segredo está no clima ameno e seco e da altitude de até 1500m, a maior do país para a produção dos grãos. Diz o saber dos especialistas que quanto mais alto o cultivo, mais aromática e rica em ácidos naturais e açúcares fica a bebida.  E os altos cafezais baianos não correm o risco de geadas e temperaturas extremas, como ocorre em SP, MG e mais ao Sul do Brasil.

O café Terroá, do município de Piatã, é um dos selos mais representativos. Suas três variedades atendem mais do que bem ao paladar de quem quer uma bebida mais ácida, mais doce ou com mais corpo. Os blends Vento Norte, Sol Amarelo e Terra Vermelha são infalíveis no que se propõem: cafés de alta qualidade tanto para extração de bom espresso quanto para infusão nos outros métodos, como francesinha, italiana ou coado tradicional. 
Para quem quer ir além no sabor, recomendo fortemente o microlote Café é Fruta! Como é microlote, a produção é limitada e sazonal. Mas é possível encontrar, com pouca labuta e alguma sorte, algumas unidades nas boas casas do ramo em Brasília, São Paulo, Rio e outras capitais.

Não valesse pelo sabor, valeria pelo nome e sugestão. Sim, café é fruta. Assim como cacau. Ou seja: beber café e comer chocolate, além de serem alguns dos maiores prazeres da vida, fazem bem á saúde. Que não se diga nem prove o contrário. E viva a Bahia!