sexta-feira, 27 de junho de 2014

GASTRONOMIX// Vamos entornar a cazuela chilena!!

Antes do jogo de nossa seleção na segunda-feira passada, contra Camarões, a torcida brasileira dizia que íamos comer camarão. E assim foi: 4 x 1 para o Brasil. Para este sábado podemos dizer que vamos entornar a cazuela chilena.
Bom, se os nossos jogadores não garantirem a parte deles, garanta o sabor do almoço do dia fazendo um prato tradicional na terra dos adversários, a citada cazuela chilena. Trata-se de uma caçarola de frango cuja receita nos é passada pelo chef Olivan Pego, da rede de restaurantes Divino Fogão.
Cazuela chilena
Ingredientes:
2Kg de coxa e sobrecoxa de frango
3 cebolas picadas
7 batatas
5g de salsa picada
4 cenouras em tiras
3 espigas de milho verde cortadas ao meio
500g de arroz
100 g de extrato de tomate
50ml de molho shoyu
2g de ´pimenta do reino
2 folhas de louro
1 litro de caldo de galinha
1g de orégano
Modo de preparo
- Refogue o frango com o azeite e a cebola até ficarem dourados.
- Adicione os legumes (todos em pedaços grandes), o arroz e deixe fritar um pouco.
- Acrescente o restante dos ingredientes e coloque água quente até cobrir tudo.
- Cozinhe em fogo médio até que o arroz esteja cozido.
- Desligue o fogo e mantenha tampada a panela por 15 minutos para terminar o cozimento.
- Adicione a salsa picada, misture bem e sirva.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

AO PÉ DO OUVIDO// Nunca houve uma mulher como Debbie

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Música do Gastronomix

Não sei se alguém notou, mas esta coluna vez em quando passa por uns apagões. Apesar das lacunas, resiste. Fora do ar desde janeiro, volta hoje com uma nova proposta: misturar ainda mais música e gastronomia. Comentários musicais e experiência culinárias dividirão espaço.
E não só isso, afinal, ao pé do ouvido, tudo pode ser dito. Então vou me permitir falar de qualquer coisa que me inspire. Ou seja, vamos bater papo sem compromisso como se estivéssemos à mesa após uma bela refeição. Ou na cozinha, com um copo de vinho na mão, enquanto um de nós prepara uma comidinha.
Inspiradora e inspirada, Debbie Harry me ajuda a reinaugurar os trabalhos. Estou com essa mulher na cabeça nos últimos dias porque tenho ouvido o álbum duplo lançado para comemorar os 40 anos do Blondie, a banda da qual ela é vocalista e a imagem mais forte.
Blondie 4 (0)Ever traz um disco de inéditas, Ghosts Of Download, e outro com uma apanhado de sucessos do grupo, Greatest Hits Deluxe Redux. Quem acha que não conhece o Blondie nem Debbie Harry deve ir direto para o segundo. Vai esbarrar em Heart of Glass e descobrir que estava enganado – um clássico, a música acaba de ganhar ótima versão por Bob Sinclair.
No de inéditas, vai ver como uma banda consegue se manter na ativa por quatro décadas (com estratégicas paradas) sem parecer enfadonha. Em Ghosts Of Download, a fórmula do Blondie se mantém atualizada graças à elasticidade que permite à banda ir além do conceito mais óbvio de pop-rock.
Desde sempre, Debbie e companhia souberam absorver o que encontravam de novo pela frente e com que se identificavam. E a maturidade não esmaeceu esse espírito antropofágico.
Para o álbum dos quarentinha, o grupo de hip-hop panamenho Los Rakas; a líder da banda de rock nova-iorquina Toilet Boys, Miss Guy; e o grupo Systema Solar, grupo de Colômbia, de som afro-caribenho, temperam a receita clássica do Blondie, que mostra seu fôlego sozinho na maioria das faixas.
Gosto particularmente daquelas mais apropriadas à pista de dança, como Rave e a irresistível Mile High, grudenta, alto astral, feliz como deve ser uma comemoração. Principalmente para quem, como Debbie Harry, se aproxima dos 70 ainda linda e com um vigor musical de deixar com inveja muitas das divas do momento.

terça-feira, 24 de junho de 2014

GASTRONOMIX// Sabores do Brasil no Itaim

O roteiro gastronômico do Itaim, em São Paulo, ganhou mais um endereço no mês passado. O Bar Glória abriu com uma proposta pautada pela brasilidade. Petiscos, pratos e sobremesas valorizam ingredientes nacionais. Na carta de bebidas, caipirinhas especiais, chope, cerveja de garrafa e drinques clássicos. No som ambiente, MPB, samba jazz e bossa nova.
O chef André Galante (ex-Dalva e Dito) é o responsável pelo cardápio, em que despontam petiscos como o Palitos na lata, espetinhos que chegam à mesa em uma lata com brasa (igual à dos vendedores de rua). Tem também Pastel de bento (R$ 26, seis unidades), servido com vatapá, carne seca com catupiry e bacalhau para o próprio cliente rechear, e Coxinha de brie com mel (R$ 26, com seis unidades).
Mas a casa não é só para quem quer beber e beliscar. No almoço, a cada dia é servido um prato clássico: Virado à paulista (R$ 28), estrogonofe de mignon (R$ 28), feijoada (R$ 32), nhoque da sorte (R$ 28) e bacalhau a Brás (R$ 32) são servidos de segunda a sábado.
Aos sábados, Galante prepara galinhada (R$ 36), com galinha caipira, arroz branco, creme de milho e quiabo, e no domingo, leitão à pururuca (R$ 48), recheado com farofa e acompanhado de arroz branco, tutu de feijão, brócolis e queijo coalho gratinado.
O chef apresenta também na sobremesa sua versão de receitas tradicionais, a exemplo do bolinho de chuva (R$ 10, com 12 unidades), acompanhado de doce de leite e brigadeiro, e tapioca (R$ 12), com doce de leite ou brigadeiro.

SERVIÇO
Glória Bar
Rua Dr. Renato Paes de Barros, 994, Itaim; tel.: (11) 3848-0302.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

EU RECOMENDO // Reluz..e muito!

Por Fernando e Cintia (*)
Convidados especiais do Gastronomix


“A gastronomia no Rio de Janeiro evoluiu muito nos últimos anos. Hoje, a cidade possui, pelo menos, cinco restaurantes que nada devem aos melhores do mundo. 
Vieira curada em rapadura, açaí, rabanete

Se você está ou vem ao Rio, não deixe de conhecer o ORO porque a cozinha remete perfeitamente ao espírito carioca: irreverente, informal, criativo, bonito. ousado e vanguardista. Isso tudo com muito sabor. O chef Felipe Bronze está no seu melhor momento.
Arroz, feijão e lingüiça

Os vinhos capitaneados pela Cecília Aldaz, eleita melhor sommelière do Rio, harmonizam deliciosamente com a proposta do restaurante e proporcionam uma feliz viagem pelo velho e novo mundo. Ah sim, as sobremesas são um capítulo à parte!!!"
Rabada, cenoura e tutano na brasa
Oro
Rua Frei Leandro, 20
Lagoa - Rio de Janeiro
(21) 7864-9622
www.ororestaurante.com

(*) Fernando Prudente é especialista em Regulação na ANCINE . E Cíntia Martins é procuradora da República no Rio de Janeiro.

domingo, 22 de junho de 2014

ALMANAQUE // Livro reúne 100 receitas com pinhão

Ingrediente bastante popular no sul do Brasil, o pinhão é personagem principal do recém-lançado O Pinhão na Culinária (137 páginas, R$ 15). Editado pela Embrapa Florestas, o livro traz 63 receitas salgadas e 37 doces que têm como base essa castanha, além de Informações sobre valor nutricional e dicas culinárias.
Ingrediente versátil --- já experimentou fazer um pesto usando-o no lugar do pinhole? --, o pinhão não contém glúten e tem altos teores de proteínas, fibras alimentares e amido. Também possui minerais como cobre, zinco, manganês, ferro, magnésio, cálcio, fósforo, enxofre e sódio. Os autores listam outras características favoráveis à saúde, como baixo índice glicêmico e compostos antioxidantes.
Assinam a publicação as pesquisadoras Rossana Catie Bueno de Godoy e Cristiane Helm, da Embrapa Florestas; as nutricionistas Maria de Fátima de Oliveira Negre e Geisa Liandra de Andrade de Siqueira e a técnica em nutrição e dietética, Lídia Maria Mendes, da Escola Estadual Júlia Wanderley. Com tantos profissionais envolvidos, dá para se ter uma ideia da amplitude do conteúdo.

Informações sobre como adquirir o livro podem ser obtidas pelo e-mail sac@embrapa.br

sexta-feira, 20 de junho de 2014

DRINK_ME // Encontro gastrodrinqueiro

Juliana Raimo
Colunista de Drinks do Gastronomix

Finalmente, a turma do Gastronomix vai se reunir pessoalmente para fazer um encontro "gastrodrinqueiro"! Vou receber daqui há algumas horas meus queridos amigos Rodrigo Caetano e Daniel Bitar para uma experiência única. Unir o know how deles na gastronomia com o meu na coquetelaria.

Preparei uma lista de 4 drinks que pretendo fazer ao longo do encontro. Na próxima postagem, o Rodrigo dará as dicas das comidinhas que vão bem com minhas sugestões. "Talvez o engov hoje caia bem a todos"! rsss

1 | Drinks pré dinner (ou drink aperitivo)
Shot Lemon Drop (cítrico)

2 | Drinks para acompanhar comidinhas
Ginger Martini (por Bassetto)
- 50ml de gin
- 20ml de Gran Marnier (ou cointreau)
- 20ml de suco de laranja fresca (suco de ½ laranja bahia)
- 15ml de suco de limão tahiti (suco de ½ limão)
- 25ml xarope de gengibre caseiro

Gelar um copo Martini (gelo no copo). Em uma coqueteleira com gelo coloque o gin, Gran Marnier, os sucos de limão e laranja e ao final o 
xarope de gengibre. Chacoalhe bem e sirva em taça previamente resfriada. Se desejar decore com um twist de limão siciliano.


3 | Drinks para acompanhar + comidinhas
Orange Martini (por Dulce Santos)
- 50ml de gin- 10ml de aperol- 3 gotas de angostura- zest de laranja bahia- laranjinha kinkan (decor)

Em um mixing glass com pedras de gelo, acrescente todos os ingredientes, mexa bem e sirva em taça pré resfriada com uma laranjinha kinkan


4 | Ekpliksy (digestivo)
- 30ml de Vodka
- 15ml de licor Frangelico
- 10ml de suco de limão tahiti
- gelo


Misturar todos os ingredientes em uma coqueteleira com gelo, chacoalhar bem e servir em copo shot previamente gelado. Salpicar raspas de avelã e servir.

“Bebam com moderação”!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

30ml // Carta aberta à barista Isabela Raposeiras

Sandro Biondo
Colunista de Café do Gastronomix

Prezada Isabela, 

Não sou barista, especialista, crítico ou algo que o valha. Na verdade, nem arvoro me considerar grande entendedor de cafés. Neste espaço quinzenal a proposta, por diletantismo, é exercer o achismo palpiteiro e irreverente que muitos de nós, brasileiros, praticamos sobre algumas áreas de interesse - seja o futebol, o samba ou mesmo o café. Para autoridades no assunto, aviso que talvez figure como jogo de sete ou mais erros.

Por mais que este seja lugar que busca desanuviar o dia a dia, versando geralmente sobre amenidades e as levezas muitas que devem acompanhar uma boa xícara de café, às vezes é preciso falar um pouco mais sério. 

Louvado seja seu trabalho árduo como especialista, educadora, empreendedora e divulgadora do bom paladar cafeinômano, algo a que todos nós, apreciadores, devemos agradecer de pés juntos. Aqui, já devo ter dado loas a seu nome ao menos meia dúzia de vezes, reputando-a como grande profissional que é e sua casa, o Coffe Lab, como templo nacional da quase sagrada bebida. 

À ode segue a zanga de vê-la tentando protagonizar movimento em rede social ao levantar a bandeira "eu também sou brasileira". Segundo seu relato, você teria descoberto "fazer parte de uma minoria que sofre preconceito e discriminação: a elite branco-europeia nascida no Brasil". (Leia texto na íntegra postado no Facebook do Coffee Lab).

Aqui não estamos para julgar a fundo suas razões para isso, seja em resposta a declarações do ex-presidente da República ou de parte da imprensa. Mas é inadmissível que me cale frente ao fato de que pessoas como nós (eu, você, muitos dos leitores aqui incluídos) não são nem de perto alvo fácil de discriminação e preconceito racial neste país.

Você deve de fato sofrer, como empresária, com a escandalosa carga tributária, com a miríade burocrática que assola ações empreendedoras, com a sempre presente ameaça de inflação, com o chamado "Custo Brasil", com a recessão econômica... é possível até que tenha transposto barreiras pelo simples fato de ser mulher numa sociedade ainda machista. Mas preconceito racial, não. Tentar se imiscuir num protagonismo a que não se pertence não é louvável. E não faz rima à sua boa reputação. 

Preconceito racial, social e intelectual quem sofreram e sofrem são os negros, os pobres, as mães solteiras de filhos múltiplos, os drogaditos à margem da sociedade, os homossexuais, os devotos das religiões afrobrasileiras, os portadores de deficiência física e mental e parte maior dos trabalhadores assalariados em - como se diz - subempregos.  

Caetano e Gil, ensinando que o Haiti talvez fosse aqui, talvez não, previram que imigrantes de diferentes cores e etnias também pudessem sofrer discriminação sob o sol tupiniquim. Haitianos e negros africanos e asiáticos e egressos de outros países da América Latina, sim... mas imigrante europeu e suas gerações, não: sobre este solo se vive, desconfio, o diametralmente oposto a isso. 

Cabe lembrar, aliás, que se o Brasil tem hoje envergadura mundial no mercado produtor de café, a matéria-prima que a glorificou, isto se deve ao trabalho, suor e até a vidas de escravos africanos trazidos para cá pelas mãos de colonizadores europeus. Hoje não se fala mais em escravidão. Mas ainda e infelizmente vigora a ordem na qual se mostra "aos quase brancos pobres como pretos como é que pretos, pobres e mulatos e quase-brancos-quase-pretos de tão pobres são tratados". 

Nesse sentido, tanto ampla quanto restritamente, seu manifesto é desserviço: se vale, sim, da democracia. Mas anda para trás nas raias já tão combalidas do convívio cidadão.

PS: para quem quiser ouvir o lado da barista Isabela Raposeiras, leia entrevista publicada na coluna Terraço Paulistano, da Revista Veja SP.