quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

GASTRONOMIX// Páscoa doce, e sem glúten

No dia 7 de março chegam às lojas da rede Amor aos Pedaços (são mais de 60 espalhadas pelo Brasil) as novidades da marca para a Páscoa. Entre os 30 itens sazonais, estão, evidentemente, os ovos, que aparecem em versão clássica ou com recheios para comer de colher. Porém, é de encher os olhos o Bolo da Páscoa 1,5 kg (R$ 125).

Feito com massa de chocolate meio amargo, é recheado com mousses de chocolate ao leite e meio amargo, pedacinhos de chocolate branco e cobertura de chocolate meio amargo com leve sabor de conhaque. Na decoração, cacau em pó, raspas de chocolate branco e ovinhos de chocolate ao leite. E o melhor, não contém glúten.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

EU RECOMENDO // Comidinhas em NY

Por Drika Lima (*)
Convidada especial do Gastronomix

“Andar por Nova York não é só conhecer seus pontos turísticos mais famosos, como a Estátua da Liberdade, o Empire State e a Time Square. Existem, na verdade, muitas cidades em uma só, e esse, definitivamente, é o charme da mais adorada metrópole do planeta. Conhecê-las, contudo, exige curiosidade e uma boa dose de disposição. 
A gastronomia, por exemplo, tem um roteiro todo próprio dentro de Nova York. Cada um faz o seu. Minha dica é começar com um brunch no simpático e aconchegante Peels (325 Bowery), no descolado East Village, na região de Downtown. Seja café da manhã ou, como gostam os americanos, um reforçado brunch, a especialidade do Peels é fazer misturas saborosas – e calóricas – de sanduíches especiais, biscoitos amanteigados, ovos poché, presuntos típicos e deliciosos donuts. Pode comer sem culpa, porque depois de cada refeição, a cidade sempre convida a dar longas caminhadas.
Quando o sol começar a se por, é hora de ir para o coração de Manhattan, na esquina da rua 33 com a Broadway, em Midtown, para conhecer o Broadway Bites, uma charmosa feirinha de comidas de rua instalada no Greeley Square Park. Lá, chefs locais preparam na frente dos clientes pratos de diversas partes do mundo. Um verdadeiro festival gastronômico a céu aberto. 

A dica é comer o delicioso e fumegante macarrão de arroz com pedacinhos de frango e tofu, broto de feijão, nirá, cebolinha e amendoim, regado com um molho agridoce secreto, especialidade tailandesa do Bangkoc Bar.
 
As opções são muitas, mas quem tiver a oportunidade de cozinhar em Nova York, uma boa pedida é visitar a feira livre da Union Square (East 14th Street). O lugar oferece produtos orgânicos e uma variedade incrível de frutas, legumes e verduras, além de temperos, pimentas e doces. A feira funciona nas manhãs das segundas, quartas, sextas e sábados, faça chuva ou faça sol. Fica bem ao lado da estação de metrô local.
De lá, vale dar um pulo nas ruas barulhentas de Chinatown, ao sul de Manhattan, onde se vende todo tipo de pescados e mariscos frescos. Os melhores mercados de peixes e frutos mar ficam no caminho entre a Grand Street Station e a estação de metrô da Canal Street”.

Peels
325 Bowery - entre as 2nd St e Bleecker St
Telefone: +1 646-602-7015

Broadway Bites
Esquina da rua 33 com a Broadway
Midtown

(*) Drika Lima é chef de cozinha, jornalista e comanda o Samedi Bistro, em Brasília. 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

ABROBRINHAS // Malhadores “naturebas”

Luciano Milhomem
Colunista de Alimentação Natural do Gastronomix

Por malhar periodicamente, ter personal trainer para fazer musculação e apreciar aulas de corrida e de bicicleta, ouço com freqüência a mesma pergunta: “O fato de você não comer carnes não atrapalha seu desempenho na malhação e no ganho de massa muscular?”.

Levei a mesma questão a minha nutricionista anos atrás, quando parei de comer carne, e ela me garantiu que não havia nenhum problema no fato de eu não consumir proteína animal e malhar, desde que eu compensasse a proteína da carne com suplementos, como o famoso Whey Protein (do qual nunca gostei, aliás). A propósito, esse produto vale parênteses.

Na imprensa, há notícias recentes de que o dono de uma loja de suplementos em Londrina, Félix Bonfim, mandou avaliar as principais marcas de Whey Protein do mercado. O resultado é preocupante: das 28 marcas avaliadas, 53%, ou seja, 15 delas apresentaram no laudo uma variação na tabela de composição ou tiveram suas fórmulas alteradas.

Em todo caso, há opções, felizmente. Fato é que malhadores que seguem dietas sem carnes ou sem outros produtos de origem animal precisam adotar hábitos alimentares especiais. 

Como se sabe, quanto mais intenso for o treino, mais calorias ele exige. Segundo os especialistas, devem-se buscar essas calorias em alimentos ricos em carboidratos, com pouca gordura e adequados em termos de proteína. Dietas à base de vegetais, portanto, são excelentes para malhadores, por conterem muito carboidrato e pouca gordura.

Outra vantagem desse tipo de dieta é o fato de ela ser rica em vitaminas, minerais e antioxidantes, nutrientes que ajudam o corpo a utilizar energia e proteger-se do estresse dos próprios exercícios, como afirma interessante artigo do Comitê de Médicos por uma Medicina Responsável, sediado nos Estados Unidos.

Grãos, frutas e verduras são ótimas fontes de carboidrato. Conforme a intensidade do exercício, o consumo de carboidrato deve ocorrer durante a recuperação, entre 30 minutos e duas horas após a atividade física, quando a síntese do carboidrato (glicogênio) atinge seu máximo. Alimentação rica em carboidratos, com nível de moderado a elevado de índice glicêmico, fornece fonte imediatamente disponível de produção de glicogênio. 

Quanto às gorduras, os especialistas afirmam que gorduras animais contêm elevado nível de gordura saturada – portanto, é melhor evitá-las, sobretudo atletas.

Sigo com meu leite de soja diário. Tomo cápsulas de BCAA para garantir que, no treino, não haverá perda de massa muscular, e lá vou eu, há 5 anos, sem enfermidades. Cada corpo é um universo diferente, mas penso que meu caso não deve ser o único. Saúde a todos os malhadores! Comam carne ou não.

Fonte:

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

DRINK_ME // Os cítricos “di verano”

Juliana Raimo
Colunista de Drinks do Gastronomix

Estes dias um querido casal de amigos me trouxe um livro de drinks lindo da Itália (200 Fantastici Cocktail, DeAgostini). Só de folheá-lo dava água na boca. O que notei de maior destaque foram os drinks cítricos e refrescantes. Me veio a cabeça o filme “Sob o sol da Toscana”. Sentada na varanda daquela casa tomando um destes drinks, rssss. Nada mal hein?
 
Então, fiz uma seleção do que achei mais bacana para compartilhar aqui com vocês leitores.
Gin Garden Martini
Serve 02 pessoas
- 2 taças estilo martini (pré resfriado)
- 1 coqueteleira
- Coador

Ingredientes
- 1/2 pepino, descascado e cortado, além de algumas fatias para decorar.
- 10ml parte de xarope de flor de sabugueiro (sugestão marca Monin)
- 60m de gin
- 20ml partes de suco de maçã
- cubos de gelo

Preparo
Macere o pepino junto ao xarope de sabugueiro em uma coqueteleira. Junte o gelo, gin e suco de maçã. Bata bem. Filtre a mistura sobre as taças martini pré resfriadas. Decore com uma fatia de pepino. Sirva gelado.

Marguerite
- Serve 02 pessoas
- 2 copos estilo old fashioned
- 1 coqueteleira- Coador

Ingredientes
- 75ml de vodka
- suco de 2 limões
- suco de 1 laranja pêra
- espirro (5ml) de xarope de maraschino ou grenadine
- cubos de gelo
- Gelo picado

Preparo
- Em um coqueteleira adicione a vodka os sucos de frutas, o xarope e 8 cubos de gelo. Bata bem. Filtre a mistura e sirva nos copos old fashioned que contenham 1/3 de gelo picado.

Rising Sun
- Serve 02 pessoas
- 2 copos estilo old fashioned
- 1 coqueteleira
- Coador

Ingredientes
- 60ml de vodka
- suco de 1 maracujá coado
- suco de 1 grapefruit- cubos de gelo

Preparo
Em um coqueteleira adicione a vodka os sucos de frutas e 8 cubos de gelo. Bata bem. Filtre a mistura e sirva nos copos old fashioned que contenham 02 pedras de gelo.

White Lady
- Serve 2 pessoas
- 2 copos estilo martini previamente gelado
- 1 coqueteleira
- Coador

Ingredientes
- 40ml de Gin
- 40ml de Cointreau
- 40ml de suco de limão siciliano
- zest de limão siciliano
- cubos de gelo

Preparo
Em um coqueteleira adicione o gin, o cointreau e o suco de limão com 8 cubos de gelo. Bata bem. Filtre a mistura e sirva em duas taças martini finalizando com um zest da casca do limão siciliano (torção da casca).

Fontes:
  
-        Livro: 200 Fantastici Cocktail, DeAgostini
-        Agradecimentos: Soraya Ibner e Ronaldo de Antoni

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

30ml // Os 7 mandamentos do bom café coado (ou o porquê de cada frescura)

Sandro Biondo Colunista de Café do Gastronomix Sabe aquela imagem clássica do apreciador de vinho que recebe a rolha do garçom, confere o rótulo e sorve o primeiro gole para aprovar a garrafa e, só aí, a bebida é servida aos demais convivas à mesa? Pois é. Não dá pra dizer que já temos uma liturgia do café assim como acontece com o vinho. Ainda bem, porque o que mais se vê por aí é gente seguindo os clichês sem saber para o que servem. Mas assim como em qualquer outro campo da gastronomia, há uma série de boas práticas que, asseguram os entendedores do assunto, melhoram em muito o potencial da bebida apreciada. Escrevi na terceira pessoa do plural porque apesar de preencher as linhas desse espaço quinzenal, não me considero exatamente um entendedor. Vivo dando fora sobre o assunto com os baristas que consulto. Adiante. Se você quer fazer um bom café à brasileira, aquele coado no pano ou filtro de papel, é bom seguir esse passo a passo. Não dói, não custa nem traumatiza. 1 - Use sempre água filtrada ou, melhor ainda, mineral. A água da torneira tem cloro, flúor e outros minerais que interferem no sabor do café. Fora o que a gente não sabe que pode sair dali, né?
2 - Utilize uma chaleira própria para isso. Panela ou leiteira retém odor dos outros alimentos com o tempo. Lugar de esquentar água é na chaleira e ponto. 3 - Quando digo esquentar, é esquentar mesmo, não ferver. A água nunca deve estar em ebulição. O ideal é 93, 94 graus. Como você não vai enfiar um termômetro na chaleira, o ponto certo é quando as bolhas da fervura começarem a aparecer. Desligue o fogo e deixe descansar um minuto. Agora a resposta à pergunta que pode ter passado pela sua cabeça lá no início do parágrafo. Por que não ferver? Porque queima o café. Simples. 4 - A proporção média que se usa vai de cinco a seis colheres de sopa de pó para cada litro de água. Mais fraco ou mais forte, você decide. 5 - Só adoce o café já na xícara. Mas sem querer ser repetitivo: nem adoce. 6 - Abriu a embalagem? Guarde na geladeira. Sim, café é sensível à luz e ao oxigênio. A geladeira é o melhor lugar para manter a qualidade. Mesmo assim, não se aconselha guardar por muito tempo. Como todo alimento, tem prazo de validade, ok? 7 - Anuncie sua garrafa térmica num site de vendas enquanto é tempo de vender bem. Nem todo mundo sabe ainda, mas ela não serve pra nada. Café só é bom passado na hora.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

GASTRONOMIX // Novos pratos do San Felice

Após completar um ano em janeiro de 2014, a chef Myriam Carvalho criou novas entradas, pratos principais e sobremesa. As novidades começam com as bruschettas, com a receita que leva presunto de Parma de mussarela de búfala (R$25). São três novos risotos: espinafre, gorgonzola e pêra ao vinho tinto (R$ 30); calabresa e feijão fradinho (R$ 36); e com molho de ragu de cordeiro (R$ 48).

O menu traz também um novo tipo de ravióli, recheado com queijo brie e damasco, ao molho bechamel (R$ 56). Para acompanhar as massas, mais dois tipos de molho: bacon, ovo e parmesão (R$ 34); e ragú de cordeiro (R$48). As novidades entre os pratos com carne: filé ao molho funghi (R$ 45); e o famoso prato italiano Braciole, filé de coxão mole recheado com cenoura, linguiça suína e parmesão, grelhado e servido ao molho de tomate (R$ 38); e lombo e linguiça de cordeiro grelhado, servido com molho pesto de hortelã (R$ 42).
Entra também para o cardápio o filé de salmão ao molho de laranja (R$32). Duas novas guarnições: berinjela à parmiggiana (R$ 22) e batatas assadas com ervas frescas (R$ 17). A nova sobremesa é o Biquieri Sanfelice, creme de mascarpone e limão siciliano, servido com calda de balsâmico e frutas vermelhas (R$ 17).

Os preços são de pratos individuais. A casa também oferece os pratos em porções que servem de duas a três pessoas.

Cantina Sanfelice
206 Sul, bloco A, loja 06Telefone: (61) 3297-3232

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

EU RECOMENDO // Vinho, tranquilidade e “azul”

Por Felipe Gombossy (*)
Convidado especial do Gastronomix

“Sempre que possível, minha mulher e eu optamos por lugares pequenos e mais privativos para passarmos as férias. Preferimos uma pousada com 5 chalézinhos a um resort “all inclusive”. Esta mesma regra vale para restaurantes em geral. Num recente passeio de fim de ano, decidimos por Mendoza, na Argentina.
Além de interessados em vinhos, vimos neste destino a possibilidade de desfrutar uma paisagem incrível. As montanhas dos Andes sempre ali no horizonte eram ímãs para nossos olhos. Imponente, próxima e com um recorte irregular de quem ainda não sabe usar uma tesoura direito, a cordilheira andina era já o cenário perfeito para qualquer almoço. Mas queríamos mais!

O dia de visita pelo Valle de Uco, uma das 3 regiões mendozina famosas pelas bodegas, é o mais puxado. Algumas bodegas são muito distantes, mas valem cada quilometro investido. De carro cortando a paisagem desértica por estradas estreitas, o Valle é a região mais próxima da Cordilheira.
Quando planejávamos nossa viagem, nos chamou a atenção vários comentários em blogs de viagem de uma pequena e até então desconhecida vinícola chamada La Azul. Ao lado de tantos nomes já muito conhecidos de bodegas, foi ela a eleita para nosso almoço. Preenchia aquela regra de lugares pequenos que sempre tentamos seguir e já fizemos a reserva bem antes de viajar. Aliás, sempre reserve as visitas e almoços lá.

Localizada em Tupungato, nome de um vulcão logo ali ao fundo, a bodega tem vinhedo próprio e produz poucas garrafas por ano divididas em 3 linhas: Varietal sem passar por barrica, a Reserva, com 15 meses de barrica; e a Gran Reserva, com 2 anos em barrica. Deste último, apenas 1000 garrafas são produzidas.Mais privativa que esta vinícola ia ser difícil de achar. Mas a grande surpresa é o almoço que eles preparam por lá. Poucas mesas do lado de fora de um casebre cobertas por telhado de madeira com cara de improvisado dão o tom da experiência que está para começar.

O jovem Ezequiel, um dos donos, é quem faz a apresentação do menu. Simples, apetitoso e bem regional, cada um dos pratos acompanha seu par na taça. 
Escabeche de galinha caipira, canelone recheado de ricota com espinafre e empanadita de carne formaram o trio de entradas acompanhados pelos vinhos jovens. 
O Gran Reserva veio com o prato principal. No dia a opção ficava entre porco e carne bovina. Fomos no porco acompanhado por purê de batata doce e legumes. E a sobremesa nos brindou com a primeira produção de espumantes da vinícola, encerrando de forma brilhante a refeição.

Este foi apenas o primeiro dia em Mendoza. Nenhuma outra refeição depois desta (algumas em restaurantes famosos e respeitados) superou a relação que tivemos na La Azul. Seja pela simplicidade, pelo cenário, pelos vinhos, pela comida. Dos cinco dias que ainda ficamos por lá, é este almoço o grande candidato para se guardar na memória”. 
BODEGA LA AZUL
Valle de Uco, Argentina
+54 2622 42-3593

(*) Felipe Gombossy é fotógrafo e dirige o Gombossy Estúdio Fotográfico, em São Paulo (https://www.facebook.com/GombossyEstudioFotografico