segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

EU RECOMENDO // Vinho, tranquilidade e “azul”

Por Felipe Gombossy (*)
Convidado especial do Gastronomix

“Sempre que possível, minha mulher e eu optamos por lugares pequenos e mais privativos para passarmos as férias. Preferimos uma pousada com 5 chalézinhos a um resort “all inclusive”. Esta mesma regra vale para restaurantes em geral. Num recente passeio de fim de ano, decidimos por Mendoza, na Argentina.
Além de interessados em vinhos, vimos neste destino a possibilidade de desfrutar uma paisagem incrível. As montanhas dos Andes sempre ali no horizonte eram ímãs para nossos olhos. Imponente, próxima e com um recorte irregular de quem ainda não sabe usar uma tesoura direito, a cordilheira andina era já o cenário perfeito para qualquer almoço. Mas queríamos mais!

O dia de visita pelo Valle de Uco, uma das 3 regiões mendozina famosas pelas bodegas, é o mais puxado. Algumas bodegas são muito distantes, mas valem cada quilometro investido. De carro cortando a paisagem desértica por estradas estreitas, o Valle é a região mais próxima da Cordilheira.
Quando planejávamos nossa viagem, nos chamou a atenção vários comentários em blogs de viagem de uma pequena e até então desconhecida vinícola chamada La Azul. Ao lado de tantos nomes já muito conhecidos de bodegas, foi ela a eleita para nosso almoço. Preenchia aquela regra de lugares pequenos que sempre tentamos seguir e já fizemos a reserva bem antes de viajar. Aliás, sempre reserve as visitas e almoços lá.

Localizada em Tupungato, nome de um vulcão logo ali ao fundo, a bodega tem vinhedo próprio e produz poucas garrafas por ano divididas em 3 linhas: Varietal sem passar por barrica, a Reserva, com 15 meses de barrica; e a Gran Reserva, com 2 anos em barrica. Deste último, apenas 1000 garrafas são produzidas.Mais privativa que esta vinícola ia ser difícil de achar. Mas a grande surpresa é o almoço que eles preparam por lá. Poucas mesas do lado de fora de um casebre cobertas por telhado de madeira com cara de improvisado dão o tom da experiência que está para começar.

O jovem Ezequiel, um dos donos, é quem faz a apresentação do menu. Simples, apetitoso e bem regional, cada um dos pratos acompanha seu par na taça. 
Escabeche de galinha caipira, canelone recheado de ricota com espinafre e empanadita de carne formaram o trio de entradas acompanhados pelos vinhos jovens. 
O Gran Reserva veio com o prato principal. No dia a opção ficava entre porco e carne bovina. Fomos no porco acompanhado por purê de batata doce e legumes. E a sobremesa nos brindou com a primeira produção de espumantes da vinícola, encerrando de forma brilhante a refeição.

Este foi apenas o primeiro dia em Mendoza. Nenhuma outra refeição depois desta (algumas em restaurantes famosos e respeitados) superou a relação que tivemos na La Azul. Seja pela simplicidade, pelo cenário, pelos vinhos, pela comida. Dos cinco dias que ainda ficamos por lá, é este almoço o grande candidato para se guardar na memória”. 
BODEGA LA AZUL
Valle de Uco, Argentina
+54 2622 42-3593

(*) Felipe Gombossy é fotógrafo e dirige o Gombossy Estúdio Fotográfico, em São Paulo (https://www.facebook.com/GombossyEstudioFotografico 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

EU RECOMENDO // Dim sum e cerveja chinesa em NY

Por Alessandra Lazarini (*)
Convidada especial do Gastronomix

“Um dos meus restaurantes favoritos é o Golden Unicorn, escondido na deliciosa confusão de Chinatown, em Nova York. São mais de 100 tipos diferentes de dim sum, alguns mais, outros menos exóticos. Na sua maioria, bolinhos recheados cozidos no vapor. E todos, absolutamente todos, deliciosos.
Uma das grandes vantagens do Golden Unicorn é que você não precisa falar inglês, já que os funcionários, todos chineses legítimos, também não falam. Como os carrinhos que trazem os pratos passeiam pelo salão, o único trabalho que você tem é apontar o que deseja.

Pra acompanhar, a cerveja chinesa Tsingtao é uma excelente opção. E como não bastasse, depois de uma refeição tão especial,  eles oferecem um delicioso chá verde, que ajuda e muito, depois de comer tanto. além disso, a conta é sempre uma supresa agradável.
Golden Unicorn
18 E Broadway
ChinaTown – Nova York
Telefone: +1 212-941-0911

(*) Alessandra Lazzarini é chef confeiteira formada na primeira turma do curso de gastronomia da Universidade Estácio de Sá, em 2002.  Estagiou na confeitaria do Hotel intercontinental e no restaurante Zazá Bistrô, ambos no Rio de Janeiro.  Ainda em terras cariocas, concluiu o curso do ICIF (Italian Culinary Institute for Foreigners), oferecido apenas para descendentes italianos.  Em São Paulo estagiou na confeitaria do restaurante Fasano. Em 2003 abriu sua loja Alessandra Lazzarini no lago sul, especializada em bolos, doces e bem casados.  Em 2012, juntamente com sua sócia Larissa Pissarra, inaugurou o café LALE, na 411 sul, com salgados, cafés, chás, doces, bolos e bem casados.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

GASTRONOMIX// O brownie sem fronteiras

A chef Andressa Schmidt, da Brownieria Fantástica, em Curitiba, criou nove sabores de brownie inspirados em seleções que participarão da Copa do Mundo deste ano.
O do Japão tem gengibre e especiarias do oriente. No do Uruguai, foi incluído doce de leite. O da Bélgica vem com gotas de chocolate. Belga, claro. O que homenageia o time brasileiro leva amendoim torrado e melado de cana, lembrando o tradicional pé de moleque.
Também foram homenageados México (de favas com baunilha), Portugal (com vinho do Porto), Itália (com Nutella), Suíça (inspirado no Toblerone, típico daquele país) e Alemanha (de maçã com canela).

BROWNIERIA FANTÁSTICA
Av. Vicente Machado, 841), Batel Soho, Curitiba, 41 3232-0042.

GASTRONOMIX// No Centro do Rio, como se fosse em casa

Inês Pedro buscou nas lembranças de família a inspiração para comandar a cozinha do Sá & Sousa. O gostinho de comida caseira domina o bufê a quilo (R$ 49,90) servido diariamente, apenas para almoço (das 11h às 16h30), no restaurante aberto desde setembro do ano passado, no Centro do Rio de Janeiro.
Bacalhau Sá & Sousa, Bobó de camarão com arroz de coco, Carne seca na moranga, Pernil com abacaxi ao shoyo de fermentação natural e Risotinho de arroz preto e grãos são alguns dos itens que aparecem com frequência no cardápio. Sexta-feira é dia de feijoada.
Inês também tem como trunfo alguns molhos para saladas – afinal, o que não falta hoje em dia é gente fazendo dieta. Fazem sucesso os de maracujá e de laranja e o pesto de tomate seco.

SÁ & SOUSA
Almirante Barroso, 6, Loja B, Centro, Rio de Janeiro, 21 2220-0386.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

30ml // O pecado mora ao lado (ou não)

Sandro Biondo
Colunista de Café do Gastronomix

Você já notou que, em muitas das boas casas do ramo, o café espresso chega com um pequeno acompanhamento à mesa ou ao balcão? Não é a sobremesa, é apenas um mimo a mais para que a experiência do café seja, digamos, mais elevada.

Em geral, o acompanhamento pode ser um biscoitinho, um doce, ou até uma fruta seca. Os mais populares são os pequenos petit-fours; alguns doces com o chocolate como base, como brigadeiros, trufinhas e pequenas barrinhas; ou a clássica casquinha de laranja coberta de açúcar. Os chamados "contorni", tradução livre do italiano para "acompanhamentos" dividem a opinião dos baristas.
Uns acham que, se bem harmonizados com o grão servido, os docinhos realçam o sabor do café. Outros defendem a soberania da bebida e decretam tolerância zero a todo penduricalho. E você, prefere o café com ou sem acompanhamento?

Talvez soasse mais entendido do assunto se eu dissesse aqui que sou contra. Mas confesso, adoro um docinho antes do café, nem que seja para me enganar. Até porque já sou xiita quanto a não adoçar a bebida (e aí quem sofre são os amigos ao redor). E a trama se adensa.

A confissão chega agora quase ao nível da blasfêmia: já bebi café ruim para ter direito àquele acompanhamentozinho de biscoito waffle com ponta coberta de chocolate que servem na Kopenhagen, por exemplo. 

Ou exagerei na dose pedindo um biscoitinho extra de castanha do Pará. E o favorito dos favoritos: o cantucci, biscoitinho duro de origem italiana, em geral com alguma amêndoa envolta em massa. Dá pra comer quilos sem sentir...


Mas como todo (ou quase todo) pecado tem redenção, saio em autodefesa: sempre, entre um contorni e um café, limpo devidamente as papilas gustativas com água, seja com gás, filtrada ou mineral. Sem perder a pose, recomendo que você faça o mesmo. Daí, Deus perdoa, né?

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

GASTRONOMIX// Gastronomade 2014 começa em março

Foto: Mônica Correa/Divulgação
O projeto itinerante Gastronomade começa em março a temporada 2014 no Brasil. Estão programados seis almoços, começando por São Paulo, e passando por Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná, todos iniciando às 13h. Para participar, cada pessoa paga R$ 265 (preço do segundo lote, incluindo bebidas e serviço) – ingressos no site do evento www.gastronomadebrasil.com.
Será a terceira edição, em nosso país, do projeto baseado em modelo criado pelo artista e chef norte-americano Jim Denevan, o Outstanding in the Field. Consiste na realização de almoços em lugares inusitados, ao ar livre, comandados por chefs conceituados.
Em Brasília, por exemplo, o Gastronomade já foi realizado no Jardim Botânico e no Clube de Golfe. Na foto acima, imagem de evento realizado ano passado em Ponta dos Ganchos, em Santa Catarina. Na de baixo, a mesa posta para receber os convivas no Solar Real, no Rio de Janeiro, também em 2013.
Foto: Mônica Correa/Divulgação
Veja o calendário e nome dos chefs participantes de cada um dos encontros:
São Paulo
Dia 22 de março, na Fazenda Catuçaba (Bairro do Pinga s/n, São Luis do Paraitinga). Chef: Flávio Miyamura. Harmonização exclusiva: Vallontano.
Rio Grande do Sul
Dia 23 de março, na Vinícola Miolo (RS-444, km 21, Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves). Chef: Vico Crocco. Harmonização exclusiva: Miolo Wine Group.
Distrito Federal
Dia 29 de março, na Fazenda Velha (DF-330, quinhão 8, Núcleo Rural Capão da Erva). Chef: Agenor Maia. Harmonização exclusiva: Lidio Carraro.
Minas Gerais
Dia 30 de março, no Brisa da Serra (Rua Santíssima Trindade, 520, Tiradentes). Felipe Rameh. Harmonização exclusiva: Pizzato.
Santa Catarina
Dia 5 de abril, na Vinícola Villaggio Grando (Rod. SC-451, km 56, Água Doce). Klaus Pahl. Harmonização exclusiva: Villaggio Grando.
Paraná
Dia 6 de abril, no Castelo do Batel (Av. do Batel, 1323, Curitiba). Chef: Hermes Custódio. Harmonização exclusiva: Vinícola Garibaldi.

GASTRONOMIX// Babel comemora o dia de São Valentim

O Babel, em Brasília, volta a promover noite especial no Valentine’s Day, comemorado em alguns países – e particularmente nos Estados Unidos -- em 14 de fevereiro. Serão oferecidos dois menus degustação, um de carne e um de frutos do mar, a preços promocionais de R$ 110 e R$ 120, respectivamente.
Mesas decoradas e luz de velas darão o clima romântico, que pode ser reforçado ainda com um dos novos vinhos da casa – na ocasião, o Babel apresentará uma nova carta de vinhos, produzida pelo próprio chef da casa, Diego  Koppe.
O menu de carne é composto por Carpaccio al pesto e queijo parmesão de entrada; Filé com gorgonzola, acompanhado por espaguete preparado no próprio molho da carne; e, de sobremesa, Pudim de cumaru calda de licor de jambu.
O menu de frutos do mar inclui Tartar de salmão temperado com limão e um toque de cebola brunoise; Espaguete alla chitarra, puxado no azeite, com frutos do mar e molho de camarões; e Panna cotta com calda de frutas vermelhas.
Após o dia 14, os pratos permanecerão no cardápio do restaurante.

SERVIÇO
BABEL

215 Sul, Bl. A, Lj. 37; 3345 – 6042.