quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

GASTRONOMIX// Guia Brasília de compras gourmet

Eis sete endereços em Brasília que não podem ser ignorados por quem gosta de cozinhar. Entre feiras e empórios, você encontra nestes lugares quase tudo que precisa para impressionar seus convidados à mesa:
Feira Permanente do Guará
Tradicionalíssima, a Feira do Guará é, com certeza, o primeiro endereço a ser descoberto por quem se aventura nas panelas em Brasília. É ampla e diversificada. De um lado dominam as bancas de roupas, do outro, há uma oferta de produtos gastronômicos regionais tão variada quanto uma boa feira pode oferecer.
Área Especial 17, Guará II; 3382-2323.
Feira do Produtor de Vicente Pires (foto)
Embora não tão conhecida quando a do Guará, a feira de Vicente Pires existe há 17 anos. Começou pequena e hoje 170 expositores ocupam uma área de 5 mil m². Frutas, verduras, legumes, cereais, queijos, carnes, embutidos, entre outros produtos de boa qualidade, são encontrados no espaço, que é organizado e limpo.
Vicente Pires, Rua 4A, Área Especial Feira do Produtor.
Peixaria Ueda
Não há melhor lugar em Brasília para se comprar peixe. Com produtos sempre frescos e atendimento eficiente, a Ueda virou uma tradição na Feira do Guará e mantém a mesma qualidade na filial da 408 Sul, aberta há cerca de dois anos.
Feira do Guará, Banca P-358; 3381-6488.
408 Sul, Bl. A, Lj, 19/23; 3242-0061
www.peixariaueda.com.br
Le Mouton
A casa é especializada na venda de cortes nobres de cordeiro. Mas também dispõe de produtos como temperos, queijos do laticínio Casa da Ovelha, de Bento Gonçalves (RS), e vinhos da vinícola Campos de Cima, de Itaqui (RS).
313 Sul, Bl. C, Lj. 5; 3345-4745/ 9234-0281.
www.lemouton.com.br
Foto Veja
La PalmaMais de 10 mil produtos ocupam as prateleiras deste empório, administrado por família de origem japonesa. Nas duas unidades, você encontra frutas, cereais, legumes, temperos, arroz, massas e ingredientes que nem sempre estão disponíveis nos supermercados. Como diz o slogan da casa, “o paraíso do gourmet”.
404 Norte, Bl. D; 3326-8885.
413 Sul, Bl. B; 3445-1004.
www.lapalma.com.br
Marzuk
Este empório, que funciona também como bistrô, é especializado em produtos sírios. Azeites, vinagres, temperos, condimentos, geleias, frutas secas e ingredientes básicos da culinária árabe são encontrados nas prateleiras da casa, que abriu uma segunda loja na 708/709 Norte.
106 Sul, Bl. B, Lj. 31; 3343-0328/3443-0329.
708/709 Norte, Bl. A, Lj. 57; 3202-0329.
http://personalizado.msisites.com.br/marzuk/index.php
Mercado Municipal de BrasíliaO charmoso espaço recria o ambiente dos tradicionais mercados de cidades mais antigas do Brasil. Tem de tudo um pouco, de carnes e peixes a pão novinho (da Padaria do Gille), passando por aqueles itens que um cozinheiro mais exigente precisa. E ainda um ótimo boteco onde tomar um chope bem tirado antes ou depois das compras.
509 Sul (W3); 3442-4500.



segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

GASTRONOMIX // Soho, nunca mais!

Rodrigo Caetano
Diretor do Gastronomix

Na sexta-feira, 10 de janeiro, às 21h, cheguei ao restaurante Soho, que fica no Pontão do Lago Sul. Pedi a recepcionista Poliane mesa para duas pessoas na varanda. Ela disse que não havia disponibilidade. Porém, vi uma mesa vazia e questionei. A funcionária afirmou que a mesa estava reservada para uma deputada de família tradicional da política brasiliense.

Suspeitando do tratamento desigual, perguntei qual era a política de reserva da casa. Poliane contou que era só o cliente ligar, escolher onde gostaria de sentar e ela colocaria a pessoa no lugar, incluindo a varanda, independentemente do horário. Insisti na pergunta. E ela insistiu, me deu a mesma resposta, sem usar o critério de um horário limite para a reserva cair.

Educadamente, indaguei se ela não estava segurando a mesa porque a tal moça tinha pedrigree.  Argumentei dizendo que a política do Soho era bem diferente de outros restaurantes que conheço. A recepcionista negou o eventual privilégio e me disse que, caso a deputada não chegasse até 21h30, que ela liberaria a mesa.

Sentei contrariado no salão interno. A vontade inicial era de ir embora, já que estava dando uma segunda chance ao Soho. Na primeira vez que fui lá, o serviço foi bem atrapalhado e fui mal atendido. Voltei com a intenção de reparar alguma má impressão. E a péssima experiência só me fez confirmar que ir ao Soho não vale a pena.

Quinze minutos depois, chega Poliane e me coloca na mesa que seria da tal deputada, tentando resolver o problema que ela mesma criou. Sentei e cronometrei a chegada da filha do político. Ela chegou às 21h45. E imediatamente foi acomodada em uma mesa na varanda. Revoltante. Um desrespeito ao cliente que se planeja, sai de casa cedo para conseguir um bom lugar e tentar relaxar num restaurante. O Soho deveria tratar seus clientes com os mesmos critérios.

Fui conversar com um dos sócios. E sem citar o ocorrido, perguntei como era o funcionamento de reservas da casa. Ele me disse: “A reserva de mesa pode ser feita até as 20h, com tolerância de 30 minutos”. Então, contei o episódio acima relatado e perguntei por que o privilégio para a deputada.

O sócio ficou sem argumento. Não sabia o que fazer, nem dizer.  Tentou se explicar dizendo que, na verdade, o prazo máximo para segurar a reserva era 21h. Disse então que o estabelecimento segurou até 21h45. E aí? É assim mesmo?  Qual a diferença entre o dinheiro dela ou de qualquer outra pessoa e o meu?

Ele não soube responder. Pediu desculpas, sem tomar alguma outra atitude que desfizesse o episódio desagradável. Pediu uma terceira chance. Com toda a educação, respondi que ali não coloco meus pés.

Senti-me desrespeitado e vilipendiado. Esse tipo de episódio deve acontecer a toda hora, em diversos locais. Em Brasília e em todo o país. Faltam critérios claros, falta procedimento, falta educação. Não dá pra engolir atitudes mesquinhas e presunçosas como a ocorrida. Por isso, tô fora do Soho!

EU RECOMENDO // 7 brunchs imperdíveis

Por Tiago Correia (*)
Convidado especial do Gastronomix

Toda vez que viajo, tiro o sábado para curtir um pouco a cena noturna do meu destino escolhido. Pesquiso bons lugares para dançar e poder degustar um drink diferente. Daí, nada melhor do que, no domingo, acordar tarde, com a ligeira malemolência da dor nada desconfortável da dança, que se aconchega nas doces lembranças da noite que passou, muitas vezes ainda vivas no paladar e no aroma, quiçá na companhia ao lado da cama (risos).

Só tem um porém: quando os olhos se abrem, já com o sol a pino, ou mais avançado ainda, não há mais café da manhã... Há uma salvação, sempre, para repor a energia desprendida após uma noite inteira dançando: os tradicionais brunchs de domingo.

O brunch é uma refeição que permeia entre o café da amanhã e o almoço, num mix, sempre bem selecionado de frutas, iogurtes, cereais, pães doces e salgados, croissants, geleias, frios, sucos, leite, café, omeletes, tortas, quiches, e até champagne! Nada mal, não?

Em alguns lugares mais tradicionais e requintados, os brunchs são conhecidos por oferecer cascata de camarão rosa, buffet completo de blinis e caviar e sobremesas sofisticadas. Nas minhas andanças por aí já fiz alguns brunchs muito legais, que sugiro para vocês:

 * COPACABANA PALACE (RIO DE JANEIRO) 
Sem dúvida, é um dos melhores brunchs que existe no mundo. Servido domingo de 13 às 17h no restaurante Pérgula, pode ser degustado no salão interno (climatizado), na varanda ou na piscina. É o Buffet de caviar mais farto e delicioso que já vi, arrematado por ostras frescas do mar de Florianópolis. As opções quentes são variadas: cóq au vin, lagosta au themidor ou costeletas de carneiro com geleia de menta. Cada um mais saboroso que o outro. Tudo acompanhado por Chandon rosé ou brut, ou se preferir uma carioquíssima caipirinha ou um refrescante Mojito. Não estranhe se ao lado da sua mesa acomodado um global ou um político importante.

 * EMILIANO (SÃO PAULO) 
Antigamente, em São Paulo, podia-se degustar do brunch do Sofitel que ficava próximo ao Ibirapuera. Era o meu preferido na Paulicéia... um encanto! Com o charme de música ao vivo em francês! O hotel passou a ser administrado pelo Mercure, que não mais tem o serviço... mas o Emiliano tem! Sofisticado e clean, o Hotel é o preferido dos muito, muito ricos. O menu é à la carte, com delícias de café da manhã servidas à mesa, destacando-se os ovos pochê e as panquecas. A carta de chás é única, com opções inglesas e japonesas, além de outras, com origens mais tradicionais ou exóticas. Impossível não se deliciar com o sanduíche de salmão e cream cheese e depois adocicar o paladar com tartaletes, muffins e macarons.

* QUARTIER DU PAIN (SÃO PAULO) 
Em São Paulo, destino frequente, temos mais uma opção: conheci essa linda padaria nos Jardins com um casal de amigos paulistas. O lugar, recém-inaugurado, é um charme. Na área interna, predomina cor âmbar ideal para quem está acordando... O buffet do brunch inclui salada de frutas, queijos, geleias, tortas, quiches, croissants, deliciosos pães e doces de da água na boca. O espumante geladinho é servido à vontade.

* THE PLAZA (NOVA YORK) 
É no The Palm Court que se pode saborear o mais tradicional brunch da cidade de New York, no icônico The Plaza. A suntuosidade do hotel, que já foi cenários de muitos filmes (como o The Great Gatsby) e abrigou reis e rainhas, já vale a visita. O nome do restaurante faz menção às várias palmeiras que enfeitam o salão, com seus incontáveis espelhos emoldurados por dourados e treliças luxuosas. Aproveite para pedir um drink leve, como o Beliini 23 ou o Strawberry Champagne. No Buffet, existem várias opções para o desjejum, que podem ser complementadas por saladas, omeletes, massas, grelhados ou pescados nobres, pedidos à la carte. Para quem gosta de lagosta, é o lugar perfeito.Para quem gosta de lagosta, é o lugar perfeito.

* BAGATELLE (MIAMI) 
O brunch do Bagatelle é disputadíssimo, seja em São Paulo, Los Angeles, New York, Caribe ou St. Tropez. Mas é em Miami que, após saborear saladas, panquecas ou um prato afrancesado, que os participantes, animadíssimos pelos drinks, sobem às mesas com a entrada “da bebida que pisca” e com o fechar das cortinas, deixando o ambiente propício para dar continuidade a dança da música anterior. Um DJ top assumirá as carrapetas e o brunch... bem, quem sabe na próxima!

* RÁDISSON BLU (BERLIM
Uma das melhores férias da minha vida foi na Alemanha, em 2012, na companhia da minha mãe e de mais duas amigas. Hósdepes da Casa Azul - Rádisson Blu, em Berlin, pudemos saborear o brunch servido no hall de entrada, onde está o famoso elevador-aquário. Saladas, empanadas de porco, wurst (aquelas deliciosas salsichas com molho), sauerkraut (chucrute de repolho) e bratkartoffeln (batatas salteadas com cebola) fazem a alegria dos turistas, que depois se acabam em doces tradicionais Apfelstrudel, Schwarzwalder Kirschtorte ou Grutzrote.

* W (SANTIAGO) 
Em março, rumei para o Chile com mais 13 amigos, para comemorar meu aniversário. Fomos hóspedes do moderníssimo W. No domingo, acordamos surpreendidos por um belo brunch. Pães de maison variados e muitas embutidos nobres, camarões, frutas locais... tudo um primor! As delícias quentes era finalizadas na hora e os bolos eram simplesmente maravilhosos. Uma dica: peça uma caixinha e leve para o quarto o que você mais gostou, para saborear de novo mais tarde! O hotel adora cortejar o hóspede! Ah, o espumante e o vinho branco – chilenos, claro! – também eram servidos sem regra.

Bem, essas são algumas dicas de brunchs que já conheci! Espero de degustem algum deles e depois me contem! Cheers!
(*) Tiago Correia é Relações Públicas e atua em Brasília, coordenando a área para empresas de referência. Adora viajar e descobrir novos sabores.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

RECEITAS // Brigadeiro de Capim Santo

Receita inspiradora da chef Morena Leite, que comanda dois restaurantes Capim Santo: um em São Paulo e outro, em Trancoso (Bahia). Na capital paulista, a chef escolheu uma casa bem arborizada com quintal exuberante para levar à mesa receitas com ingredientes bem brasileiros.

BRIGADEIRO DE CAPIM SANTO
Rendimento 15 porções
Tempo de preparo 30 min
Ingredientes
- 125 g de folhas de capim-santo;
- 100 ml de leite;
- 2 latas de leite condensado.

Preparo
- Bata o capim-santo com o leite e peneire, espremendo bem para sair todo o sumo verde.
- Misture o líquido com o leite condensado e leve ao fogo baixo, mexendo sem parar, até que engrosse e solte do fundo da panela.
Capim Santo
Al. Min. Rocha Azevedo, 471
Cerqueira César – São Paulo
Telefone: 3068-8486.
www.capimsanto.com.br

ALMANAQUE // 10 curiosidades sobre a pimenta

Os pimenteiros de plantão talvez já conheçam o site da Confraria da Pimenta (http://confrariadapimenta.com/ ). O site é tocado por Márcio Tombelini, que prefere – claro – as mais ardidas: “Pimenta tem que arder. Se for pra adoçar, come rapadura!” Achei bem interessante e reproduzo aqui 10 curiosidades sobre a pimenta.

1.Assim como o chocolate, a batata o milho e o tomate, a pimenta vermelha é originária da América. Os europeus (e o resto da humanidade!) só a conheceram depois de Colombo. Portanto, não vá dizer que o Imperador romano Júlio César gostava de uma pimentinha no rango por que não é verdade.

2.A pimenta é o tempero mais utilizado no mundo depois do sal. Cerca de ¼ da população mundial consome pimenta regularmente. Os registros mais antigos de cultivo de pimenta datam de 7.00 a.C. no México. 
3.Foram os europeus, por meio da rotas das Grandes Navegações, que difundiram a pimenta pelo mundo.

4.Os chineses do século XVI (época da dinastia Ching) usavam chá de pimenta em cirurgias de remoção do órgokão genital masculino. Após fazer um torniquete para adormecer o local e reduzir a hemorragia, os cirurgiões davam uma xícara de ópio para o futuro eunuco e, em seguida, banhavam a genitália com o chá de pimenta. O formigamento e a ardência ajudavam a diminuir a dor durante a extração do órgão.

5.A pimenta é extremamente nutritiva. Contém vitamina A, B e C, além de grande quantidade de magnésio, potássio, ferro e aminoácidos. É um dos alimentos mais ricos em betacaroteno, um excelente antioxidante. Ela contém seis vezes mais vitamina C do que uma laranja.

6.A pimenta ajuda a fortalecer o sistema imunológico contra gripes e resfriados e é um excelente auxiliar na cicatrização de feridas abertas. 
7.Afinal, pimenta faz mal para o estômago? Tudo indica que não. Comer pimenta durante as refeições não vai levar nenhuma pessoa com gastrite para o hospital. Mas o molho certamente vai! Isso por que o molho de pimenta contém ácido acético, o nosso conhecido vinagre. Como todos sabem, o vinagre é uma substância corrosiva, não recomendada para quem tem problema de estômago.

8.E por que as pimentas ardem? Por causa de uma substância alcaloide chamada capsaícina, que estimula as células nervosas da boca, provocando a incômoda sensação de ardor. Pouca gente sabe, mas existe uma unidade de medida do ardor da pimenta. Chamada de Unidade de Calor Scoville (SHU), ela identifica as pimentas mais ardidas que existem no mundo.
9.Como eliminar o ardor da pimenta? Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que ele não irá desaparecer num passe de mágica e que água não vai ajudar muito. As substâncias ideais para afastar o ardor seriam a gordura (como a do leite integral) ou até mesmo o Azeite

10.Os maiores consumidores de pimenta do mundo são os TAILANDESES e os COREANOS.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

RECEITAS // Bolo de Fubá

Na linha de receitas, rápidas, práticas e saborosas. Veja mais um exemplo de que é possível se aventurar na cozinha com prazer. Veja receita:

BOLO DE FUBÁ
 Ingredientes
- 3 xícaras (chá) de leite
- 3 ovos
- 3 xícaras (chá) de açúcar
- 1 xícara (chá) de fubá
- 3 colheres (sopa) de farinha de trigo
- 2 colheres (sopa) de manteiga (30 g)
- 1 colher (sopa) de fermento em pó
- 50 g de queijo parmesão ralado
- 1 pitada de sal

Preparo
- Num liquidificador, coloque 3 xícaras (chá) de leite, 3 ovos, 3 xícaras (chá) de açúcar, 1 xícara (chá) de fubá, 3 colheres (sopa) de farinha de trigo, 2 colheres (sopa) de manteiga, 1 colher (sopa) de fermento em pó, 50 g de queijo parmesão ralado e 1 pitada de sal e bata bem até formar uma mistura homogênea. 

- Coloque a mistura (feita acima) em uma assadeira untada e enfarinhada e leve ao forno médio pré-aquecido a 180°C por +/- 50 minutos. Retire do forno e deixe esfriar. Sirva em seguida.

Se quiser, faça uma calda quente de goiabada. Ou polvilhe canela e açúcar. Com um cafezinho, cai super bem.

AO PÉ DO OUVIDO//Não há verão sem trilha sonora

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Música do Gastronomix

Já faz algum tempo que aquela pergunta “que disco você levaria para uma praia deserta?” perdeu o sentido (se é que teve algum dia). Atualmente, com um aparelhinho de MP3 no bolso você pode levar sua discoteca inteira aonde quiser. E a propósito de música e praias (não necessariamente desertas), vale uma observação: nenhuma estação é tão musical quanto o verão.


Talvez por causa da alteração de rotina provocada pelas festas de fim de ano, pelas férias de janeiro e pela expectativa em torno do carnaval, essa época do ano costuma ser marcada por um ou mais hits que ficam grudados na memória de quase todo mundo.
Get Lucky, do Daft Punk, por exemplo, desde já é a cara desta virada 2013/2014. Quer ver outra que, futuramente, tende a fazer muita gente lembrar deste verão? O funk Beijinho no ombro, da Valeska Popozuda. Talvez você até pense que não ouviu nenhuma das duas. Mas, se vive no mesmo planeta que eu, ouviu sim, só não prestou atenção. Afinal, as duas estão na trilha da novela das nove.
Algumas músicas dos primórdios de Lulu Santos me lembram imediatamente os verões do começo da década de 80. E Uma noite e meia, da Marina, não podia ser mais explícita: “Vem chegando o verão, um calor no coração”. Estrelar, do Marcos Valle (“Tem que correr, tem que suar”) também é muito solar. 
Para quem não viveu os 80, vai uma mais recente: Rise up, do Yves LaRock. E, se for da axé, deve lembrar de alguma música de Ivete Sangalo ou Chiclete com Banana que tem o calor da estação. Na Bahia tem isso: cantores e bandas sempre tiram da manga uma “canção de verão” para tocar à exaustão até o carnaval. Claudia Leitte, por exemplo, já apostou no Largadinho e agora está apostando em Claudinha bagunceira.
Aliás, por essas e outras, se você está em pleno gozo de um merecido descanso à beira-mar ou está a caminho dele, é bom criar sua própria set list de verão e levar no bolso. Na hora em que as barracas de praia começam a tocar coisas tipo Psirico, Calcinha Preta ou... Claudinha bagunceira, Deus me livre. Melhor tapar os ouvidos e trazer melhores recordações para casa.