sábado, 17 de agosto de 2013

ABOBRINHAS // São os animais...

Luciano Milhomem
Colunista de Alimentação Natural do Gastronomix

O vídeo de menos de 3 minutos fala por si. O menino Luiz Antônio, de 3 anos, recusa um prato de nhoque de polvo e explica o motivo para a mãe, tão surpresa quanto comovida. Flávia Cavalcante, de Brasília, gravou o filho à mesa para enviar as imagens ao pai dele, Luiz Cavalcante, que mora no Rio de Janeiro. Mas o que seria uma simples missiva audiovisual converteu-se em viral na internet.  A lição do menino contra matar animais para comer já rendeu quase 3 milhões de visualizações e até uma versão com legendas em inglês, a qual já teve mais de 17 mil acessos. 

O sucesso do vídeo de Luiz Antônio na web levou o garoto à TV e aos jornais. O Domingo Espetacular, da Record, e o Balanço Geral, da mesma emissora, veicularam longas reportagens com o garoto e seus pais. Levaram-no ao zoológico de Brasília e, lá também, ele deu provas de ser mais articulado que a média das crianças na idade dele.

Para além da “fofura” que encantou brasileiros e estrangeiros, chamou-me a atenção a aparente consciência ecológica do menino. Afinal, ele não defende apenas a vida do polvo no prato à frente dele – “Esse polvo não é de verdade, né?”, pergunta Luiz à mãe – como também a de todos os bichos – “A galinha ninguém come também”, diz ele, talvez com a intenção de dizer “Ninguém deveria comer galinha também”. Depois, ensina: “São os animais...”. Luiz quer vê-los “em pé” e não mortos, como explica no vídeo.

O filme do garotinho acabou me levando a uma interessante navegação pela rede em busca de outros semelhantes. Descobri a gravação de uma garotinha americana que explica à mãe, diante da câmera, por que optou pela dieta vegetariana. A família é toda carnívora, e a menina parece segura de sua decisão.

Há também vídeos que orientam os pais sobre a educação alimentar de uma criança vegetariana. É uma fonte no mínimo interessante para quem adota essa dieta e deseja que os filhos também a sigam. A quem me pergunta, recomendo sempre a consulta a um nutricionista. Crianças estão em fase de crescimento. Necessitam de proteína animal. É possível substituí-la, mas com atenção e cuidado.
Ainda sob a influência benéfica do menino Luiz Antônio, fiz uma pesquisa na rede sobre o que há relacionado ao vegetarianismo. Publicarei o resultado desse trabalho neste espaço no mês que vem.
Até lá.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

DRINK_ME // Drinks que aquecem

Juliana Raimo
Colunista de Drinks do Gastronomix

Para aproveitar os dias de frio intenso, que são poucos em São Paulo, pensei em sugerir esta semana falarmos de drinks que aquecem. Não necessariamente porque são servidos quentes, mas que possuem ingredientes que nos trazem esta sensação térmica.

AFTERNOON (servido quente)
Ingredientes
45ml frangelico
- 30ml Bailey's Irish Cream
- 30ml kahlua
- 120ml Café
- Creme de leite

Preparo

- Após preparar um café preto, adicione em uma caneca de vidro os ingredientes acima , misture delicadamente e finalize com o creme de leite.

BRANDY BLAZER (servido a temperatura ambiente)
Ingredientes
- 60ml Brandy
- 1 rodela de laranja
- 1 cubo de açúcar


Preparo
- Em um copo old fashioned, dissolva o cubo de açúcar no Brandy. Acrescente a fatia de laranja. Incline o copo e ascenda a mistura com um fósforo (flambe). Mexa com uma colher bailarina até a chama se apagar. Sirva em uma taça de vinho bojuda e decore com um twist de limão.
AMERCIAN GROG (servido quente)
Ingredientes
- 45ml de Rum
- 20ml de Lemon Juice
- 5ml Açúcar
- 1 cubo de açúcar

Preparo
- Em uma xícara de chá adicione todos os ingredientes e complete com água quente (fervida), mexa e sirva.

GASTRONOMIX // Garimpo pelos melhores queijos

Tipo de loja tradicional em cidades como Nova York, Londres e Paris, queijarias não são um espaço que encontramos em cada esquina no Brasil. O que de fato é uma pena. Para a alegria dos paulistanos, principalmente, os moradores da Vila Madalena, há um pequeno oásis na esquina da Rua Aspicuelta: A Queijaria, a primeira loja do gênero na capital paulista.  O comércio começou a funcionar em abril de 2013 e tomara que tenha vida longa.

Lá são oferecidos, em média, 50 tipos (à base de leite de vaca e de cabra), feitos artesanalmente em cidades como Araxá, Campo Redondo, Serra da Canastra, Serro, Serrano, Salitre, Mandacaru. Os queijos são expostos em pedaços de ardósia, com identificação da procedência, dispostos perto de prateleiras com geleias, linguiças e outras iguarias caseiras.
Fernando Oliveira, um dos sócios dA Queijaria, contou ao Gastronomix que viaja pelas fazendas de Minas Gerais, interior de São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina e Rio Grande do Sul atrás de produtores artesanais, com sabor e alma.

Para ele, o Brasil tem síndrome de vira-lata e ignora a produção de leite de lata qualidade no país. Oliveira destaca um queijo especialíssimo de Serra da Conquista, feito na região de Caxambu. O gosto é agridoce e salgado ao mesmo tempo. Ele conta que o produtor administra o negócio de família que vem desde 1938. E são esses queijos que você pode encontrar na pequena loja. 
Entre os mais procurados, o queijo Serra da Canastra, de MG, está no topo da lista. Ele é bem amarelo, feito de leite de vaca. O Canastra Real (R$ 60, o quilo) é mais parecido com um bom emmental e o Zé Mário (R$ 55, o quilo) tem cor amarelo claro e é mais denso e salgado.

Quem desejar viajar com o queijo na mala, em curtas distâncias, é possível. Eles podem durar até três dias sem afetar o gosto e a qualidade do produto.

Conheça alguns tipos de queijos nacionais: 


A Queijaria
Rua Aspicuelta, 35
Vila Madalena – São Paulo
Telefone: (11) 99955-9091. 
Abre segunda à sábado, 10hs/19hs (sábado fecha 16hs).

GASTRONOMIX // Acarajé baiano

Pode parecer complicado. Mas não é. Além disso, todo o preparo é compensado pelo sabor que o acarajé proporciona. Não há receita padrão. Cada baiano diz que a sua é melhor. O Gastronomix contribui para esta “discórdia” e apresenta a sua versão.  Com a receita abaixo, é possível fazer 15 unidades e o tempo de preparo está em torno de 1h a 1h30. Mãos à obra.

ACARAJÉ COMPLETO
Para o bolinho
Ingredientes
- 500 g de feijão-fradinho cru
- 1 cebola média cortada em pedaços
- 3 colheres (chá) de sal
- 2 vidros de azeite-de-dendê (400 ml)

Preparo
- Inicie o preparo na véspera: em uma tigela, coloque o feijão, cubra com água e deixe de molho por, no mínimo, 14 horas. Escorra e esfregue os grãos entre a palma das mãos, para que soltem as cascas.

- No copo do liquidificador, coloque o feijão e a cebola, e bata bem até obter uma massa homogênea. Transfira para uma tigela e tempere com o sal. Em uma panela pequena, aqueça o azeite de dendê em fogo médio e, com o auxílio de 2 colheres de servir, molde os acarajés.

- Frite-os, aos poucos, até que fiquem dourados (cerca de 3 minutos de cada lado). Escorra em papel-toalha e reserve.

Para o vatapá 
Ingredientes
- 1 bisnaga
- 2 vidros de leite de coco
- 2 colheres (sopa) de azeite
- 2 dentes de alho picado
- 1 cebola picada
- 1kg de camarão limpo
- 2 colheres (sopa) de azeite-de-dendê
- 2 colheres (sopa) de cheiro-verde
- 4 tomates maduros picados
- 1 colher (sopa) de extrato de tomate
- 1 pimentão vermelho picado
- Sal e pimenta-do-reino a gosto

Preparo
- Em uma tigela coloque o pão em fatias e junte o leite de coco, misturando bem. Em uma panela coloque o azeite, o alho e a cebola e deixe fritar por 5 minutos. Junte os camarões e deixe refogar por mais 5 minutos.
- Coloque no liquidificador o pão junto com os demais ingredientes, porém só coloque metade dos camarões. Volte à panela com o restante dos camarões e deixe cozinhar por 5 minutos ou até que fique encorpado.
Para o molho do acarajé
Ingredientes
- 3 pimentas-malagueta bem picadas
- Meia xícara (chá) de camarões secos, sem casca
- 1 xícara (chá) de azeite-de-dendê
- 2 cebolas médias picadas
- 2 tomates cortados em cubinhos
- 1 e meia colher (chá) de sal

Preparo
- Bata a pimenta e metade dos camarões secos no liquidificador até que fique homogêneo. Reserve. Em uma panela pequena, aqueça o azeite de dendê em fogo alto e refogue a cebola por cerca de 3 minutos, ou até murchar.


- Acrescente a mistura de camarões, os camarões inteiros restantes, os tomates picados e tempere com o sal. Misture, retire do fogo e espere esfriar. Corte cada acarajé ao meio no sentido do comprimento e sirva recheado com o molho.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

AO PÉ DO OUVIDO// Jobim ganha um doce tempero

Depois de longas férias – quatro meses – a coluna Ao pé do ouvido volta a ser publicada no Gastronomix, agora em novo dia, quinta-feira. A intenção é a mesma: sempre que possível, associar música e comida, dois prazeres que se tornam ainda maiores quando harmonizados.
Rosualdo Rodrigues
Colunista de Música do Gastronomix

Gravadas e regravadas, por cantores de diferentes estilos e gerações, em português, inglês e outras línguas mais, as canções de Tom Jobim oferecem um desafio a quem resolve interpretá-las: não parecer estar chovendo em terreno alagado. Vanessa da Mata vence esse desafio com graça e leveza em Vanessa da Mata canta Tom Jobim, disco que sai depois de uma série de shows que ela fez, só com músicas do compositor, pelo projeto Natura Musical.
A cantora escolheu 16 músicas e não evitou cair em um repertório óbvio. Ou seja, escolheu as clássicas – Fotografia, Só danço samba, Eu sei que vou te amar, Dindi, Wave, Falando de amor, Só tinha de ser com você e por aí vai. Mas, primeiro, tem a seu favor os criativos arranjos do (não por acaso) incensado Eumir Deodato. Nem clássicos, nem moderninhos demais.
Deodato é capaz de criar uma levada mais pop quando encontra oportunidade – como acontece, por exemplo, em Este seu olhar e Por causa de você Mas não força a barra para soar diferente, simplesmente deixa fluir. Por isso, algumas canções ganham arranjos mais previsíveis, a exemplo de Chovendo na roseira, e nem por isso soam menos interessantes.
As interpretações de Vanessa da Mata seguem o mesmo caminho. Ela canta aquelas conhecidíssimas canções como se fossem suas, dá novo tempero com aquela voz doce e um jeito muito próprio de cantar. E é na maneira como aproxima o trabalho da cantora da obra de Jobim, sem descaracterizar uma e outra, que reside o grande mérito do disco. Deixe rolar no próximo jantar, almoço ou reunião de amigos, que você não vai fazer feio.
PS -- Para quem não viu, o show Vanessa da Mata canta Jobim, gravado em Brasília, está na íntegra no YouTube:

GASTRONOMIX// Vai chover hambúrguer!

Entre 17 e 25 de agosto, Curitiba vai receber a primeira edição do CWBurguer Fest, evento gastronômico dedicado ao hambúrguer. Durante o festival, 38 hamburguerias, lanchonetes e bistrôs da capital parananese vão oferecer, em seu próprio estabelecimento, uma opção especial do preparo, que será vendido pelo valor único de R$ 21,00.

 “Curitiba se transformou em um dos grandes centros gastronômicos do Brasil. Consequentemente, surgiram inúmeros empreendimentos, dos mais variados portes e estilos, entre eles diversas casas que têm o hambúrguer como diferencial. Pensando nisso, resolvemos criar o CWBurguer Fest”, justifica Philip Khouri, organizador do evento.


O público será convidado a doar a quantia de R$ 1, a cada hambúrguer consumido. O valor será destinado integralmente ao Complexo Pequeno Príncipe, entidade que atua nas áreas de assistência em saúde, ensino, pesquisa e mobilização social.
Participam, entre outros, Atelier Bistrô & Bar, Au-Au, Babilônia Gastronomia, Bella Banoffi, Cana Benta, Cervejaria da Vila, Charles Burguer, Estofaria Bar, Exprèx Caffè, Forneria Copacabana, Guiolla Hamburgueria Gourmet, Madero, Memphis Hamburgueria, New York Café, O Barba Hamburgueria, Picanha Brava, Porco Nobre, Salero, The Fifties e Victor Fich’n’Chips.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

GASTRONOMIX// Templo cervejeiro em Ipanema

O lugar onde até 2003 funcionava o Belgian Beer Paradise, conhecido “bistrô cervejeiro” em Ipanema (RJ),  volta a ser endereço dos amantes da bebida. Lá, há menos de um mês,  o belga Xavier Depuydt abriu a The Ale House Ipanema – desde o ano passado, ele tem uma casa de mesmo nome em São Paulo. “Pretendemos lançar a marca e abrir novas casas pelas principais capitais do país”, afirma Depuydt, que se autodenomia um “friend hunter of beer”.


No espaço, é possível comprar para levar para casa um ou mais dos 400 rótulos de cerveja disponíveis, vindas do mundo inteiro, mas principalmente belgas. Alguns deles são exclusividade da casano pub, como a Adriaen Brouwer Dark Goldé, da Brouwerij Roman, cervejaria Belga em atividade desde 1545.
Para beliscar, há especialidades como Vlaams Stoofvlees (músculo cozido durante quatro horas na cerveja escura, servido com  fritas belgas), a R$ 34; Mix de salsichas (schublig, frankfurter, kalbsbratwurst) e mostarda escura), a R$ 32,90; e Sopa de Hoegaarden com queijo parmesão, a  R$18,90.
THE ALE HOUSE
Rua Visconde de Pirajá, 580 – SL 219
Ipanema – Rio de Janeiro
telefone: (21) 3256-2595 / 3256-2594.
Segunda a sábado, das 10h às 22h.