O restaurante Taypá, de Brasília, foi apontado pelo jornal Diario el Comercio, do Peru, como um dos cinco melhores peruanos no mundo, ao lado do Lima London (de Londres), Chicha (de Hong Kong), Picca (de Los Angeles) e Tanta (de Barcelona). No ano passado, o Taypé já havia sido reconhecido pelo Governo do Peru como o melhor restaurante peruano do Brasil.
O responsável pelo prestígio é o chef Marco Espinoza, que tem dado toque inovador à culinária tradicional de seu país, fundindo, por meio de novas técnicas, a cozinha contemporânea com elementos, produtos e temperos tipicamente peruanos.
Taypá
QI 17, Comercial, Bloco G, lojas 208/210
Fashion Park – Lago Sul - Brasília
Telefones: (61) 3248-0403 e 3364-0403
Segunda à sexta, das 12h às 15h e das 19h à 0h. Aos sábados, das 12h às 16h e das 19h à 1h. Domingos, somente para almoço a partir das 12h.
domingo, 30 de junho de 2013
GASTRONOMIX// Com o aval da origem
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sábado, 29 de junho de 2013
ABOBRINHAS // Entre veganos
Colunista de Alimentação Natural do Gastronomix
Como se diz, para tudo há uma primeira vez. Eu nunca tinha provado
comida vegana. Pois, em minhas férias mais recentes, caí de pára-quedas em uma
comunidade de veganos e passei alguns dias me alimentando exclusivamente de
hortaliças, leguminosas, frutas, cereais, tubérculos, raízes.
Aos que não sabem: o estilo de vida vegano dispensa todo e qualquer
produto de origem animal. A culinária vegana, por exemplo, exclui não somente
carnes em geral, mas também leite, ovos, mel etc., e todos os seus derivados.
Queijos? Nem pensar! Chocolate? Fora de cogitação. Só se for à base de soja...
Bem... Devo admitir que, no atacado, aprovei o cardápio vegano do
lugar. No varejo, porém, senti falta de mais sabores. Imagino que isso seja
cultural. Não vivo sem queijos, bolos, biscoitos, ou seja, produtos que levam
ovos (o leite de vaca é mais fácil de substituir, pois há o leite de soja, que,
aliás, tomo com cereais todos os dias pela manhã e à noite também).
A bem da verdade, os veganos tiram leite de pedra. O café da manhã é
reforçado: pães (todos sem leite de vaca e ovos, claro), bolachas à base de
cereais e água, salada de frutas, entre outras variações. O almoço e o jantar
são bem parecidos: arroz integral; caldos ou sopas de legumes (geralmente à noite);
saladas de tomate, repolho, alface, manga etc.; feijão ou lentilha; massas
integrais com molhos variados; bolinhos de soja. Onde fiquei, havia duas ou
três opções de suco de fruta para acompanhar. A sobremesa podia ser um bolo de
frutas ou à base de grãos.
Compreendo a proposta vegana e considero-a louvável. Sou simpático à
ideia de proteger os animais de sofrimentos desnecessários. A alimentação
vegana parece-me saudável, apesar de ela reduzir as opções de ingestão de
proteína e algumas vitaminas. Os veganos que conheci aparentavam estar bem de
saúde. Não vi jovens com sobrepeso, por exemplo. Só que meu paladar pede mais.
Depois de dois, três dias de dieta vegana, comecei a achar café da
manhã, almoço e jantar com o mesmo gosto. Na verdade, alguns pratos eram, para
mim, insípidos. Experimentei arroz doce e biscoitos de cereal saborosos, assim
como algumas tortas, cuscuz e seletas de legumes. Mas havia também saladas, caldos
e doces simplesmente sem-graça. E, por motivos de ordem espiritual, a comunidade
onde eu estava não admitia bebidas alcoólicas. Abstinência total.
sexta-feira, 28 de junho de 2013
DRINK_ME // Cachaça, paixão nacional
Colunista de Drinks do
Gastronomix
Para apoiar o momento político que estamos passando, nada mais nacional que a nossa velha o boa cachaça! Busquei algumas receitas que fogem da tradicional caipirinha de limão para mostrar que a cachaça vai muito além do shot apreciado puro. Misturada com diversos ingredientes, servida em taça martini, copo longo, copo baixo e com diferentes métodos de preparo, este rico aguardente que tem mais de 30mil marcas no Brasil, deve ser valorizado por todos nós brasileiros.
A grande conquista para este produto, segundo o barman Derivan de Souza, foi a unificacão do nome Pinga, Caninha, Aguardente... para o título de Cachaça. Vamos as receitas:
1 - BOSSA NOVA MARTINI (POR MARCELO SERRANO)
- 25ml de suco de limão
- 25ml de syrop (xarope de açúcar)
- 3 gotas de angustura
- zest de limão siciliano
- clara de ovo (para espuma)
Bater a clara de ovo em uma coqueteleira, adicionar o açúcar e o restante dos ingredientes. Bater novamente com gelo e servir em taça pré resfriada. Adicionar as gotas de angustura e o zest de limão siciliano.
- 25ml de syrop (xarope de açúcar)
- 3 gotas de angustura
- zest de limão siciliano
- clara de ovo (para espuma)
Bater a clara de ovo em uma coqueteleira, adicionar o açúcar e o restante dos ingredientes. Bater novamente com gelo e servir em taça pré resfriada. Adicionar as gotas de angustura e o zest de limão siciliano.
2 - NEGA ROSA (BAR PIRAJÁ)
- 1/2 litro de água
- 1kg de açúcar refinado
- 250g de gengibre natural ralado
Para o drinque:
- 50 ml de cachaça
- 15 ml de licor de melancia
- 5 pedaços de melancia
- 10 ml de suco de limão-siciliano
- 15 ml de xarope de gengibre
- 1kg de açúcar refinado
- 250g de gengibre natural ralado
Para o drinque:
- 50 ml de cachaça
- 15 ml de licor de melancia
- 5 pedaços de melancia
- 10 ml de suco de limão-siciliano
- 15 ml de xarope de gengibre
Comece pelo xarope de gengibre. Aqueça a água e acrescente açúcar refinado, misture bem com um mixer até que todo o açúcar fique diluído. Acrescente o gengibre e reserve por 24 horas, após, filtre o xarope e reserve.
Para o drinque:
Macere os pedaços de melancia com o suco de limão-siciliano e o xarope
de gengibre em uma coqueteleira. Acrescente os outros ingredientes e bata junto
com os cubos de gelo. Coe e coloque em um copo longo com gelo
novo.
3 – CAIPIRINHA VENGA (POR JOÃO
EUSÉBIO, REST VENGA)
- 20 ml de vinho Pedro Ximenez
- 40 ml de cachaça
- 30g de limão taiti
- 40g de maçã verde
- 15g de açúcar
- 150g de gelo
Macere o limão com a maçã e o açúcar, a crescente a cachaça e o gelo e agite a coqueteleira para misturar por 5 segundos. Sirva em copo de caipirinha e finalize com o Pedro Ximenez, gomo de limão e canudo.
4 - BATIDA DE PAÇOCA ( BAR PIRAJÁ)
- 40 ml de cachaça
- 30g de limão taiti
- 40g de maçã verde
- 15g de açúcar
- 150g de gelo
Macere o limão com a maçã e o açúcar, a crescente a cachaça e o gelo e agite a coqueteleira para misturar por 5 segundos. Sirva em copo de caipirinha e finalize com o Pedro Ximenez, gomo de limão e canudo.
4 - BATIDA DE PAÇOCA ( BAR PIRAJÁ)
- 50 ml de vodca
- 75 ml de leite condensado
- 150 g de manteiga de amendoim
- ½ paçoca de quadradinho
- 100 ml de creme de leite fresco
Bata todos os ingredientes em um liquidificador e coe em uma peneira fina. Armazene em garrafas dentro do refrigerador.
CACHAÇAS RECOMENDADAS
Cachaça é uma aguardente obtida por meio da fermentação e destilação de
caldo extraído da cana-de-açúcar.
1. Providência
Fazenda do condado, Buenópolis / Minas Gerais
ta: 47%, c: branca, madeira umburana
2. Claudionor
Casa claudionor carneiro, Januária / Minas Gerais
ta: 48% c: branco amarelada, e: 1 ano, madeira umburana
3. Carvalheira
De Cana do Brasil, Recife, Pernambuco
ta: 40%, c:marrom, e: 5 anos, madeira carvalho branco
4. Tabaroa
Fazenda da Represa, Coqueiral, Minas Gerais
ta: 46% c: amarelo clara com reflexos dourados, e: 2 anos, madeira
carvalho
5. Armazém Vieira
Canafita, Florianópolis, Santa Catarina
ta: 40% c: branco amarelada e: 6 anos, madeira ariribá
6. Canarinha
Noé Santiago Soares, Salinas / minas gerais
ta: entre 47% e 48%, c: amarelo palha e: 2 a 5 anos, madeira bálsamo
GASTRONOMIX// Sopa com o toque do chef
O friozinho de junho pede comidas quentes; quando falamos em comidas quentes, lembramos logo de sopa; e sopa não precisa ser básica. Aqui vai uma receita para quem quiser ir além da canja. Quem ensina é o chef Luiz Barbosa, responsável pelo restaurante Camauê, que fica lobby do Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo.
Sopa de veloute de frango com champignon paris fresco
Ingredientes
800g de frango inteiro
300g de champignon paris fresco
300ml de creme de leite fresco
150g de salsão
1 cebola média
2 cenouras médias
3 dentes de alho
1 folha de louro
2 colheres de manteiga fresca
1 batata média cozida para engrossar
4 fatias de pão de forma para torrada
Preparo
- Cozinhe o frango com metade da cebola, salsão e a cenoura picados em pedaços grandes. Junte o alho e o louro picados e a batata. Quando cozido, retire e desfie o frango e separe. Amasse a batata e também deixe separado. Passe o caldo em um chinoise (coedor) e reserve.
- Em uma panela, leve ao fogo brando a manteiga e a outra metade da cebola picada. Junte os outros dois alhos picados, a batata amassada e o caldo do frango. Em seguida, agregue o champignon picado e o frango desfiado. Finalize com o creme de leite fresco e dê o ponto com sal e pimenta. Sirva com as torradas.
Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo: 30 minutos
Sopa de veloute de frango com champignon paris fresco
Ingredientes
800g de frango inteiro
300g de champignon paris fresco
300ml de creme de leite fresco
150g de salsão
1 cebola média
2 cenouras médias
3 dentes de alho
1 folha de louro
2 colheres de manteiga fresca
1 batata média cozida para engrossar
4 fatias de pão de forma para torrada
Preparo
- Cozinhe o frango com metade da cebola, salsão e a cenoura picados em pedaços grandes. Junte o alho e o louro picados e a batata. Quando cozido, retire e desfie o frango e separe. Amasse a batata e também deixe separado. Passe o caldo em um chinoise (coedor) e reserve.
- Em uma panela, leve ao fogo brando a manteiga e a outra metade da cebola picada. Junte os outros dois alhos picados, a batata amassada e o caldo do frango. Em seguida, agregue o champignon picado e o frango desfiado. Finalize com o creme de leite fresco e dê o ponto com sal e pimenta. Sirva com as torradas.
Rendimento: 4 porções
Tempo de preparo: 30 minutos
quinta-feira, 27 de junho de 2013
GASTRONOMIX// O céu por testemunha
Que tal um almoço ao ar livre em um lugar inusitado? Como uma velha estação de trem, por exemplo. Essa é a ideia do Gastronômade Brasil, versão brasileira do Outstanding in the Field, criado nos Estados Unidos, em 1999. A ideia do projeto é promover almoços a céu aberto, em locações pouco usuais, de fazendas a jardins suspensos no meio de uma grande cidade.
O Gastronômade Brasil já teve etapas em São Paulo (foto acima)e no Rio Grande do Sul. A próxima, em 28 de setembro, será no Paraná, mais exatamente na cidade litorânea de Antonina. O menu estará a cargo da chef Manu Buffara, do curitibano Manu. Ela promete mesclar, no cardápio surpresa, ingredientes locais e técnicas gastronômicas contemporâneas. “Sempre admirei o evento, pois ele defende uma gastronomia que tem conceitos muito semelhantes com os que adotamos no Manu”, explica.
Em Antonina, o almoço não será de frente para o mar — o que seria óbvio em uma cidade litorânea —, mas na antiga Estação Ferroviária de Antonina (Praça Carlos Cavalcanti). Inscrições no site www.gastronomadebrasil.com, a R$ 239 por pessoa, incluindo bebidas e serviços. Quem quiser também pode adquirir o transfer Curitiba/Antonina por R$ 50 por pessoa.
Outras informações pelo e-mail info@gastronomadebrasil.com.
O Gastronômade Brasil já teve etapas em São Paulo (foto acima)e no Rio Grande do Sul. A próxima, em 28 de setembro, será no Paraná, mais exatamente na cidade litorânea de Antonina. O menu estará a cargo da chef Manu Buffara, do curitibano Manu. Ela promete mesclar, no cardápio surpresa, ingredientes locais e técnicas gastronômicas contemporâneas. “Sempre admirei o evento, pois ele defende uma gastronomia que tem conceitos muito semelhantes com os que adotamos no Manu”, explica.
Em Antonina, o almoço não será de frente para o mar — o que seria óbvio em uma cidade litorânea —, mas na antiga Estação Ferroviária de Antonina (Praça Carlos Cavalcanti). Inscrições no site www.gastronomadebrasil.com, a R$ 239 por pessoa, incluindo bebidas e serviços. Quem quiser também pode adquirir o transfer Curitiba/Antonina por R$ 50 por pessoa.
Outras informações pelo e-mail info@gastronomadebrasil.com.
GASTRONOMIX// Cerveja no copo e no prato
Na fábrica-bar Cervejaria Nacional, em São Paulo, a cerveja não fica somente no copo. A bebida está presente na receita de algumas das novidades criadas criadas pelo chef Alexandre Cymes para o período mais frio do ano. Como o prato de queijos (R$ 52), que combina gruyere, gorgonzola, parmesão, queijo de cabra e queijo do tipo Araxá maturado na Mula IPA, acompanhada por torradas de pão de malte.
A sopa de cebola gratinada com queijo gruyere (R$ 21) e a sobremesa Perdição de chocolate (R$17,50), elaborada com a versão Stout da própria cervejaria, também estão entre as invenções do chef que passaram a constar no cardápio nesta temporada.
Cervejaria Nacional
Av. Pedroso de Morais, 604
Pinheiros - São Paulo
Telefone:(11) 4305-9368, 3628-5000
De segunda a quarta, das 17h à 0h; quinta, das 17h à 1h30; sexta e sábado, das 12h à 1h30; feriados a partir das 12h.
A sopa de cebola gratinada com queijo gruyere (R$ 21) e a sobremesa Perdição de chocolate (R$17,50), elaborada com a versão Stout da própria cervejaria, também estão entre as invenções do chef que passaram a constar no cardápio nesta temporada.
Cervejaria Nacional
Av. Pedroso de Morais, 604
Pinheiros - São Paulo
Telefone:(11) 4305-9368, 3628-5000
De segunda a quarta, das 17h à 0h; quinta, das 17h à 1h30; sexta e sábado, das 12h à 1h30; feriados a partir das 12h.
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30ml // Café é ciência e artesanato
Por Sandro Biondo
Colunista de Café do Gastronomix
A frase de efeito acima não foi criada por mim, caro leitor. Até
gostaria, já que a considero definidora e definitiva. Ouvi de Hugo Wolff (foto acima), que
está entre os bons produtores de cafés gourmets no Brasil, durante uma palestra
no Objeto Encontrado que, aliás, é o local em Brasília onde se pode tomar o
ótimo grão Wolff.
Falei algum tempo atrás de minhas aventuras em terras australianas em
busca da xícara perfeita de espresso. Eles não plantam nem colhem, mas sabem
beber café como poucos. Lá, felizmente, o hábito americano de tomar ‘chafé’
a litros não pegou. O sotaque é mais europeu, de degustação mesmo.
Não deu em outra: o café era brasileiro, uma mistura dos grãos Bourbon
Vermelho e Amarelo. Não fiz feio: acertei o país. Adivinhar o blend já era um
pouco demais para alguém como eu, que escrevo de atrevido, mesmo.
Essa cantilena toda foi para dizer que, sim, o Brasil é a terra do
café. Da minha conversa com o Hugo Wolff, citado lá acima, ficou claro que o
país que sempre investiu na quantidade está cada vez mais afiado no que diz
respeito à qualidade dos grãos. “O clima, a topografia, a latitude, a
abundância de água e recursos naturais fazem do Brasil o local mais propício
para o cultivo. Basta saber cuidar do grão para que ele se mostre em toda sua
potencialidade na hora de servir na xícara”, ensina.
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