Por Rosualdo RodriguesJá repararam que virou moda ser DJ? Se o cara tem 18, 20 anos e está em conflito vocacional, brinca de ser DJ. Se é funcionário público e não aguenta a rotina do trabalho burocrático, busca algo mais excitante sendo DJ. Se é ex-BBB e não canta, não dança, não representa, ser DJ é a saída para aproveitar a fama instantânea. Se é ator do terceiro time da Globo e quer faturar um extra nas badalações noturnas, vira DJ. Se está namorando a Madonna, por que perder a oportunidade de explorar marca tão poderosa? Fatura mais algum sendo DJ….
É lamentável, porque, embora o ofício de discotecar não seja uma profissão regulamentada, existem muitos profissionais sérios na área, gente que une os requisitos necessários: ter cultura musical — o que um cursinho rápido de DJ não dá —, amar música, saber manter a pista cheia, ter domínio para garantir o astral da festa… Quer dizer, não basta “botar música”. A impressão que tenho é que daqui a pouco vamos ter mais gente na cabine do que na pista.
E já que todo mundo pode ser, por que não eu? Aí vão algumas músicas que não iriam faltar no meu set list. Primeiro, cinco na linha “o que é bom nunca envelhece”:
1. Midnight at the Oasis, com Brand New Heavies
2. Sign of the times, de Bryan Ferry
3. Car wash, com Gwen Dickey
4. Don’t stop till you get enough, do Michael Jackson
5. Rock lobster, do B-52’s
E outras cinco mais quentinhas:
1. Salt air (Two Door Cinema Club Remix), do Chew Lips
2. I’m not your toy, do La Roux
3. No you girls, Franz Ferdinand
4. The fame, de Lady Gaga
5. Boom boom pow, do Black Eyed Peas


















