segunda-feira, 12 de abril de 2010

EU RECOMENDO // O aconchego em Itaúnas


Elisa Lucinda (*)
Convidada especial do Gastronomix


“Adoro ir onde estou agora. Na minha casinha de praia na Vila de Itaúnas, também conhecida como Dunas de Itaúnas. O lugar é paradisíaco e não é óbvio. Trata-se de uma turismo original, ecológico (sem ser chato). De onde escrevo, sinto a lua no meio do céu a lua alta na noite clara e tudo deliciosamente quieto.

Quem estiver afim de dançar forró tem que esperar o dia certo. Em frente de minha casa, temos o Restaurante Sapucaia, cuja entrada de hadock defumado pelo próprio chef, o Itamar, que é um homem visionário e inteligente acostumado a se reinventar.

Dono do bar, ele nos oferece sua criatividade, o bom gosto, o tempero raro e saboroso mais o bom preço. Quer mais? Mais do que isso, é gastar as pernocas subindo a duna se desejar ver mar. Imagine uma beleza com o mar ao fundo de uma estética de deserto? Seu nome é Itaúnas, no Espirito Santo, a 15 quilômetros da Bahia.”

Restaurante Sapucaia
(próximo à Vila Tânia)
Itaúnas – Espírito Santo
Telefone: (27) 3762 5287
Site:
http://sapucaiaitaunas.wordpress.com/

(*) Elisa Lucinda é poeta, escritora e atriz. Jornalista de formação, a capixaba tem vários livros de poemas publicados. Entre eles: O Semelhante; Eu Te Amo e suas estréias; os infantis A menina transparente; Lili a rainha das escolhas; O órfão famoso; O menino inesperado e seus mais recentes livros Cinqüenta poemas escolhidos pelo autor; Contos de Vista
e A Fúria da Beleza.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

DRINK_ME // O antídoto de Alice


Por Juliana Raimo

O nome da minha coluna no Gastronomix surgiu de uma votação que fiz entre amigos, em que minha querida Carolzinha sugeriu o melhor nome. Recentemente, comecei a me deparar com alguns elementos e situações que também possuíam a palavra drink me. Após 60 artigos publicados aqui, resolvi pesquisar na net o que mais remetia a este nome.

Há alguns dias,uma amiga citou o antídoto da história “Alice in Wonderland”. Depois andando nos jardins em São Paulo, entrei numa loja super bacana, Coletivo Amor de Madre, e me deparei com uma garrafa de vidro que tinha o “tag” Drink Me serigrafado. Claro que tive que comprar.

As melhores associações com o nome vieram mesmo da história da Alice, em várias versões, cores e expressões.

Falando em “poção mágica” para diminuir ou crescer, pensei num drink que tem este efeito. Pelo menos, psicológico. Para alguns, engrandece e, para outros, traumatiza. Estou falando do shot de Tequila. Esta bebida causa nas pessoas um efeito completamente diverso dependendo de quem a bebe - talvez por uma recusa do organismo ou um exagero na adolescência. Mas na medida certa, ela traz alto astral e muita diversão.

Shot de tequila com limão

Ingredientes

- 60ml de tequila ouro (sugestão marca Patron)
- ¼ de limão tahiti
- sal

Preparo
Segundo Ben Reed, autor de vários livros fantásticos sobre coquetelaria: “lick (sal), sip (tequila), suck (limão)” and enjoy! Acho que diz tudo.

Uma dica bacana para beber um shot de tequila com “algo a mais” é o drink Ají, no restaurante de mesmo nome em São Paulo.

Ají é uma composição de três antídotos que se complementam espetacularmente. Criado pelo barman Samuel Machado, o Samuca, este drink é apresentado em três copos shots que devem ser tomados na seguinte ordem: 1º) caldo de ceviche (leite de pantera), 2º) tequila prata e 3º) suco de tomate temperado. Uma delícia!

Se você tem mais que 30 anos, já deve saber o que te cai bem não é? Caso contrário, só testando.

Restaurante Ají
Rua Bela Cintra, 1.709
Jardins – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 3083 4022

quarta-feira, 7 de abril de 2010

AO PÉ DO OUVIDO// Viu "Educação"? Lembra a cena...

Por Rosualdo Rodrigues

Viu Educação? Lembra da cena do night club, em que aparece uma loira arrasadora cantando um blue? Ela se chama Beth Rowley e a música, You got me wrapped around your little finger. Fiquei sabendo agora que me caiu nas mãos o CD com a trilha sonora do filme. Beth canta duas músicas no disco (a outra é The Sunday kind of blue), uma tão boa quanto a outra e ambas bem retrô, que é o clima do disco.

Aliás, a trilha inteira é uma delícia. Uma seleção elegante que sugere a sofisticação do mundo almejado pela protagonista da história – uma jovem estudante inglesa que sonha em viver em meio à boêmia e intelectualidade dos cafés parisienses nos anos 60. A novíssima Rowley é a cereja do bolo na mistura de vozes-ícones da época, como Juliette Greco, Mel Tormé, Ray Charles e Brenda Lee, e de cantoras contemporâneas, como Melody Gardot, Madeleine Peyroux e Duffy, que, como a própria Beth Rowley, escancaram a influência do blues, do soul e do jazz das décadas de 50 e 60 do século passado e copiam maravilhosamente aquela sonoridade.

Tem ainda temas instrumentais compostos especialmente para o filme por Paul Englishby, mas esses são ofuscados pelos ótimos vocais espalhados por todo o disco e até mesmo pelas canções instrumentais, digamos, tiradas de arquivo, como, Theme from “A summer place”, de Percy Faith – algo que me lembra as músicas que tocavam antes de começar o filme nas matinês de cinema da minha infância.

Mas, voltando a Beth Rowley. Difícil ouvir a trilha de Educação e não querer saber mais sobre ela e ouvir mais a voz dela. Descobri que é filha de ingleses, nascida em Lima, Peru, onde só viveu até os dois anos de idade. É formada em música, mas fez até backing vocal para Enrique Iglesias antes de começar a carreira solo. Tem só um EP (Violets, 2007) e um CD (Little dreamer, 2008 – que já tratei de baixar no http://www.legalsounds.com/)

E quem quiser uma amostrinha, vale entrar no My Space da cantora: http://www.myspace.com/bethrowley

E no You Tube você ouve a música que ela canta em Educação (e de lá chega-se a clipes dela e a várias outras faixas da trilha):
http://www.youtube.com./watch?v=CE2AuhWlmOc

terça-feira, 6 de abril de 2010

GASTRONOMIX // Petiscos News – jogo rápido


Javali e vinhos no Belini Il Ristorante

Na próxima segunda, 12 de abril, o Belini Il Ristorante apresenta jantar de harmonização da região de Úmbria, na Itália. O valor por todas as etapas é de R4 120,00 por pessoa. Quem comanda a festa é o chef italiano Sauro Scarabotta, que já trabalhou no Bar dês Arts e em O Leopoldo e La Tambouille, ambos em São Paulo. Fique atento, pois o projeto Vinhos e Risotos segue com cardápio renovado para o mês de abril.

Entrada - Mix de crostinis (pequenas entradas à base de pão italiano)
RUPESTRO MERLOT / SANGIOVESE IGT 2008

Primeiro prato - Nhoques de batata com cogumelos e lingüiça de javali
NERO DELLA GRECA SANGIOVESE UMBRIA 2005

Segundo prato - Paleta de javali recheado – acompanha purê de favas e chicória
ARCIATO UMBRIA IGT 2005

Sobremesa - Crostata de geleia, nozes e amêndoas

Belini Il Ristorante (sobreloja)
SCLS 113 – esquina da comercial
Asa Sul - Brasília
Telefone: (61) 3345 0777

Peixe em Lisboa

A gastronomia brasileira está em alta. Prova disso é que desembarcam, entre 10 a 18 de abril, em Lisboa (Portugal) os chefs brasileiros Bel Coelho, Alex Atala, Marco Canora, Tsuyoshi Murakami, Mara Salles, Joan Roca, Claude Troisgos e Beto Pimentel para a terceira edição do evento gastronômico Peixe em Lisboa.Quer participar, veja como:
http://www.peixemlisboa.com/

Novo menu e cardápio vegetariano na Alice

O outono chegou e, com ele, as novidades da chef Alice Mesquita. As novidades são as opções leves para o almoço e para o jantar. Esses menus apostam em peixes grelhados e escalopes de frango para o almoço e sopa e filés flambados para o jantar. O mais bacana, no entanto, é o menu vegetariano. A chef afirma que não abre mão do sabor da cozinha francesa, mesmo em se tratando de pratos sem carne. Veja só:

Entrada
Salada Vegetariana - Alface, tomate, vagens, pepino, cenoura ralada, azeite extravirgem e manjericão fresco da horta da chef

Pratos quentes
Cozido de lentilhas e grão de bico com tomates, cenouras e curry acompanhado de couscous marroquino ou Penne com brócolis e ervilhas ao alho e óleo, ervas frescas da horta.

Sobremesas
Quindim com calda de ameixas ou Doce de leite com morangos e chantilly

Este cardápio vegetariano fechado custa R$ 50,00. O menu será servido tanto no almoço, de terça a domingo, como no jantar, de terça a sábado. Mas os carnívoros podem ficam tranqüilos. A chef também preparou uma combinação especial para eles: almoço (menu a R$ 29,90) e jantar (menu a R$ 40,00).

Alice Brasserie
SHIS QI 17 Comércio Local – Lojas 201-204
Lago Sul - Brasília
Telefones: (61) 3248 7743 e 3248 7699

segunda-feira, 5 de abril de 2010

EU RECOMENDO // Simplicidade chic e cool


Por Danuza Leão (*)
Convidada especial do Gastronomix


"Meu restaurante predileto? São tantos, tantos, que nem sei. Mas sei que cada vez estou comendo mais simples, para poder saber o que estou comendo - é meu primeiro direito, em matéria de gastronomia.

Meu paladar é absolutamente eclético: de 100 g. de beluga de colher, com uma vodka au poivre, a uma dobradinha com feijão branco, mocotó e paio, vale tudo, desde que seja bem feitíssimo. Para comer mal, prefiro ficar com fome. Ah: o caviar na Maison du Caviar, em Paris, a dobradinha no Antiquarius do Rio, aos sábados. Enjoy!"

Maison Du Caviar
Rue Quentin Bauchart 21
Champs Elysées - Paris
Telefone: 014 723 5343
Site:
http://www.caviar-volga.com/

Antiquarius
Rua Aristides Espínola, 19Leblon - Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2512 5756
Site: www.antiquarius.com.br

(*) Danuza Leão é jornalista e escritora. Lançou recentemente dois livros de viagem e comportamento: Fazendo as Malas e De Malas Prontas. É atualmente colunista da Folha de S.Paulo e escreve também para outros veículos como a Revista Claudia. Para os desavisados, Danuza é irmã da cantora Nara Leão e foi casada com o jornalista Samuel Wainer, fundador do jornal Última Hora. Seu livro Na Sala com Danuza foi sucesso editorial quando lançado em 1992. Em 2006, lançou sua autobiografia Quase Tudo. É conhecida como referência de elegância.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

DRINK_ME // Surpreenda-se!


Desde que escrevo sobre drinks, participo de degustações e faço experimentos em casa para os amigos. O que tenho notado são as reações faciais surpreendentes de cada telespectador ao tomar um gole de um bom drink. São caras, bocas, sorrisos, caretas, gargalhadas, gestos que realmente me motivam a continuar mergulhando neste incrível mundo da coquetelaria.

Outro dia, num grupo de “degustadores de drinks”, à medida que o barman explicava os ingredientes, o preparo, as particularidades do mesmo, as faces das pessoas começavam a mudar, a abrir, a sonhar. Claro que o cérebro humano faz uma associação direta entre drink e prazer, drink e bebedeira, drink e celebração. Mas, além disto, é um assunto que, para a minha felicidade, encanta e surpreende a todos.

Quanto mais opções, mais colorido, mais cheio de detalhes (cerejas, azeitonas ou lascas de limão) melhor.

O oposto também acontece. Não queira oferecer um drink doce para quem gosta de cítricos e secos, por exemplo. A primeira pergunta ao servir um drink, onde seu convidado não sabe o que pedir é: cítrico, doce ou bitter? Em seguida, se não gosta de algum destilado com: vodka, tequila ou whiscky (muitos tem traumas de infância como shot de rabo de galo, cuba libre, porradinha, tequila pura…). Assim, você não erra.

Para completar o que acho bem bacana é se preocupar com a apresentação, o copo e a sequência dos drinks. Para isso, sempre um pouco de experiência e tranquilidade ajuda. Pois isto já é um “plus”, um passo a mais. Veja na referência abaixo alguns exemplos desta ideia.

- fonte:
www.thepartydress.net

quinta-feira, 1 de abril de 2010

GASTRONOMIX // É entrar, comer e tocar...

Só na semana passada pude conhecer pessoalmente o restaurante The Gong, inaugurado em dezembro passado. Fui almoçar com minha amiga Bárbara Bomfim, que se tornou habitué do lugar e sempre me recomendava. Para quem curtia as baladas de quinta-feira do Beliskatessen, é só se dirigir para o mesmo local. É bem ali na 209 Norte, na parte detrás da comercial.

Já tinha lido matéria na coluna da Liana Sabo e no blog da Luciana Barbo. As duas contavam a história do proprietário e chef Marcello Lopes, 31 anos, que passou quatro anos na Austrália pegando onda e trabalhando em restaurantes. De volta ao Brasil, ele trouxe na bagagem sua prancha e um prêmio pela sua pizza Pollo Fantasia (massa coberta com molho de tomate, mozzarella, espinafre, frango, queijo brie e maionese de parmesão). Aí, se juntou com dois amigos e abriram o The Gong.

Agora, o que pude ver – ou melhor, experimentar de perto – foi o sabor de dois pratos. Dois filés bem temperados e acompanhados: um com molho de tomate pelati, azeitonas pretas e alcaparras (foto acima) e outro, com molho de gorgonzola com brócolis (ambos R$ 22,00). Este prato vem acompanhado de uma saladinha, bem ajeitada no prato. O garçom foi super atencioso. Soube explicar o cardápio de cor.

Ainda não experimentei as pizzas, que foram elaboradas com ingredientes diferentes e são o carro-chefe do lugar. Mas, se o padrão seguir o do filé, olha que vai ser bom, hein. No cardápio, tem pizzas, saladas, massas, risotos, carnes (até de cordeiro) e frutos do mar. Os preços são justos: variam entre R$ 20,00 e R$ 30,00.

O ambiente, na parte debaixo, tem uma clima de lounge, decorado com motivos australianos. Há um gongo, que fica perto das mesas. Dizem que, ao tocar, os desejos se realizam.

The Gong
209 Norte, bloco D, loja 59
Asa Norte - Brasília
Telefone: (61) 3522 8448