quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

GASTRONOMIX // Wok de legumes


Segue mais uma dica de um prato rápido, fácil e barato par ser feito em casa. Nesse dia, sete pessoas almoçaram o wok de legumes e algumas repetiram. Fiz a massa oriental com legumes em 20 minutos. Para quem não conhece, wok é uma panela oriental com um fundo meio oval. Ele é uma arma poderosa na cozinha. Um coringa em que se pode fazer quase tudo. Os produtos dentro dela cozinham por igual.Uma beleza!!!!

Wok de legumes (sete pessoas)
Ingredientes

- 750g de macarrão para Yakisoba
- Shoyu
- Vinagre de arroz
- 2 colheres de sopa açúcar macaco
- 3 cenouras médias (cortada em rodelas)
- 2 abobrinhas (cortadas em rodelas)
- 1 cebola roxa pequena
- ½ acelga cortada
- 20 vagens picada
- 2 colheres de sopa de coentro
- cebolinha para enfeitar
- 2 colheres de chá gengibre ralado
- óleo de gergelim
Preparo

- Num wok bem quente, coloque um fio de óleo de gergelim para emulsionar a panela. Caso não tenha, pode ser um óleo vegetal mesmo. Na sequência, adicione um pouco de shoyu para cobrir o fundo da panela, coloque duas colheres de vinagre de arroz e uma colher de sopa de açúcar mascavo, duas colheres de chá de gengibre e duas colheres de coentro. Misture e deixe esquentar um pouco.

- Há uma ordem para colocar os ingredientes no wok em função do tempo de cozimento. Primeiro, coloque as cenouras. Mexa um pouco e deixe cozinhar. Depois, as vagens. Repita o mesmo processo. E vá adicionando as cebolas, as abobrinhas e bem por último a acelga – que vai murchar rapidinho.

- Durante esse processo de cozimento, caso necessário, vá acrescentando shoyu e vinagre de arroz. Sempre a proporção é de 3 para 1. Experimente e regule a acidez com o açúcar mascavo. Aí tempere com gengibre e mais coentro a gosto.

- Prepare o macarrão em uma panela a parte e, depois de pronto, misture-o dentro do próprio wok. Sirva em cumbucas e enfeite com cebolinhas.

Bom apetite!!!

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

AO PÉ DO OUVIDO // Música brasileira em 20 lições

Por Rosualdo Rodrigues

Muito boa a minissérie Dalva e Herivelto — Uma canção de amor. Impecável reconstituição de época, roteiro enxuto, boas interpretações e música, muita música. Mas não quero repercutir tardiamente o programa, e sim chamar atenção para um fato: nos últimos anos tem havido uma benvinda recuperação da história da música brasileira em suas diferentes fases. Nos anos 90, por meio de relançamento em CD de raridades já desaparecidas no formato vinil. Na primeira década do século, por meio de produções para cinema e tevê.

A tevê tem contribuído principalmente com minisséries como Dalva e Herivelto e Maysa — Quando canta o coração, os programas Por toda minha vida e Som Brasil, da Globo, e os ótimos especiais do SescTV (Net e Sky). Mas é no cinema que é possível se fazer uma verdadeira graduação no tema sem precisar ir à faculdade. São muitos os documentários ou mesmo filmes de ficção produzidos sobre artistas, movimentos ou momentos específicos da música nacional. Na média, todos muito bons. E se não estão em cartaz em um cinema perto de você, a maioria deles é encontrável em DVD.

Então, aqui vai. A música brasileira em 20 lições:

1 ) Música É Perfume, de Georges Gachot (sobre Maria Bethânia)
2 ) Coração vagabundo, de Fernando Grostein Andrade (sobre Caetano Veloso)
3 ) Fabricando Tom Zé, de Décio Matos Jr. (sobre Tom Zé, claro)
4 ) Loki - Arnaldo Batista, de Paulo Fontenelle
5 ) Vinícius, de Miguel Faria Jr (sobre Vinicius de Moraes)
6 ) Coisa mais linda, do diretor Paulo Thiago (sobre a bossa nova)
7 ) Palavra (En) cantada, , de Helena Solberg (sobre as conexões entre música e literatura)
8 ) Titãs — a vida até parece uma festa, de Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves
9 ) Um homem de moral, de Ricardo Dias, sobre Paulo Vanzollini
10 ) Cartola, de Lírio Ferreira e Hilton Lacerda
11 ) O mistério do samba, de Lula Buarque de Hollanda e Carolina Jabor (sobre a Velha Guarda da Portela)
12 ) Wilson Simonal - Ninguém sabe o duro que dei, de Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal
13 ) Raul: o início o fim e o meio, de Walter Carvalho e Evaldo Mocarzel
14 ) O mandarim, de Júlio Bressane (sobre Mário Reis... É Bressane, não espere um filme convencional)
15 ) O homem que engarrafava nuvens, de Lírio Ferreira (sobre Humberto Teixeira)
16 ) Jards Macalé - Um morcego na porta principal, de Marco Abujamra e João Pimentel
17 ) Cantoras do Rádio, de Gil Baroni e Marcos Avellar
18 ) Dalva e Herivelto - Uma canção de amor, minissérie
19 ) Maysa - Quando canta o coração, minissérie
20 ) Chiquinha Gonzaga, minissérie

P.S. — Há uma série de quatro episódios da BBC , Uma breve história da música brasileira, lançada em DVD. Não vi, mas temo que seja o tipo “pra inglês ver”….

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

GASTRONOMIX // A massa da Família Bressan


Fui pela primeira vez no restaurante Cantina da Massa para um aniversário da minha mãe. O local era pequeno. Havia, no máximo, cinco mesas. Levei ela lá pois, na época, soube que a massa era caseira, feita a partir de receita típica da Itália. Anos depois, toda vez que quero comer uma boa massa em Brasília, me dirijo para lá. O espaço foi ampliado. As massas continuam as mesmas: bem saborosas.

A decoração do local é simples e aconchegante. Há uma parte interna (mais escura e reservada) e outra externa, com toalhas floridas e amarelas. As estampas da mesa acompanham o cardápio – que é vasto e com preços, às vezes, um pouco salgados. Um prato de ravióli de ricota, figos e nozes sai por R$ 29,90. É bem servido. Uma pessoa sai satisfeita. Você escolhe o molho: sempre peço o de funghi, feito com cogumelos e vinho branco. A textura do recheio do ravióli com o molho fica na lembrança.

Há outras opções também como carnes de caça e risotos. O arroz italiano pode acompanhar alguma carne. A média de preços do risoto é de R$ 30,00 a R$ 35,00. A carne é paga separadamente. Na minha opinião, embora gostosos, os risotos poderiam vir servido em porções maiores. Não espere combinações contemporâneas. Eles são mais tradicionais.

Gosto bastante também do couvert: pães, azeite temperado com sal, alecrim e pimenta rosa e manteiga de ervas. Os pães vêm quentinho. Essa combinação sai por R$ 16,00. No quesito carta de vinhos, nota 10. É bem elaborada e traz cerca de 75 rótulos.

O atendimento é bem atencioso. Os garçons vêm à mesa com rapidez. Da última vez que fui lá, ontem, até pedi que trocassem a música, que estava demasiadamente triste. A garçonete trocou por uma tarantela. Mas fica a sugestão de colocar um som mais atual como jazz, MPB ou um soul leve. A comida será digerida ainda com mais sabor.

Cantina da Massa – Família Bressan
CLS 302 Bl A s/n loja 4
Asa Sul - Brasília
Telefone: (61) 3225 9309

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010


Foto: Léo Aversa


Por Francis Hime (*)
Convidado especial do Gastronomix

“Almocei recentemente no restaurante Filé de Ouro, na Rua Jardim Botânico e comi uma carne deliciosa. E estava acompanhada de um chope muito bom. Recomendo! Depois disso, para fazer a digestão - quem sabe? - uma leve caminhada pela Lagoa, se o dia não estiver muito quente, finalizando com um refrescante suco de manga - sem açúcar - num boteco que fica na esquina da Rua Maria Angélica com Rua Jardim Botânico....”

Filé de Ouro
Rua Jardim Botânico, 731
Jardim Botânico – Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2259 2396

Bar Rebouças
Rua Maria Angélica 197, loja 2
Jardim Botânico – Rio de Janeiro
Telefone: (21) 2286 3212

(*) Francis Hime é cantor, compositor, pianista, arranjador e maestro. Ele já lançou 18 discos, o mais recente é o duplo O Tempo das Palavras... Imagem, pela gravadora Biscoito Fino. Seu site oficial é
http://www.francishime.com.br/ .

sábado, 9 de janeiro de 2010

GASTRONOMIX //Tagliatelli com molho de tomate caseiro


Para esquentar o almoço de sábado ou domingo, mais uma dica rápida, fácil e barata do Gastronomix. O prato é bastante manjado, mas dá um bom caldo à mesa com amigos e um bom vinho tinto. Vale até um branco bem gelado com esse calor que anda fazendo. Esse aí debaixo fiz com os ingredientes da horta de uma amiga minha... Tudo fresquinho. Delícia!

Você vai demorar menos de 20 minutos para preparar o tagliatelli de verão. Conte aí e depois me fala. Se alguém souber de outras dicas e variações para a receita, please, divida com a gente nos comentários. Bom apetite!!!

Tagliatelli de verão


Ingredientes (serve 4 pessoas)
- 500g de massa tagliatelli
- tomates italianos
- tomates cerejas
- 6 galhos de manjericão
- parmesão
- 1 cebola média
- 4 dentes de alho
- 1 ramo de alecrim
- 2 galhos de coentro
- sal
- pimenta
- azeite

Preparo
- Coloque numa panela quente fios generosos de azeite. Em seguida, acrescente a cebola picada, o alho e uns três punhadinhos de sal. Deixe a cebola cozinhar até ficar transparente.

- Corte os tomates cerejas ao meio e os italianos em fatias ou em cubos. Acrescente o coentro picado, debulhe o ramo de alecrim, acrescente um pouco das folhas de manjericão e moa pimenta a gosto na hora. Mexa tudo. Experimente e regule os temperos.

-Você vai perceber que o tomate vai murchando e soltando sua polpa. Se precisar, acrescente um pouco de água para que o molho não fique muito consistente. Deixe ferver durante uns 5 a 7 minutos. Está pronto. Escalde o tagliatelli, jogue uma colher de manteiga nele e misture o molho. Salpique parmesão por cima e enfeite com as folhas do manjericão.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

DRINK_ME // Chile e Pisco Sour


Por Juliana Raimo
Depois de passar 11 dias neste país de incríveis paisagens e deliciosos vinhos, foi difícil degustar somente Drinks. A vontade era sempre começar com um Chardonnay na piscina do hotel, pedir um Sauvignon Blanc no almoço e finalizar a noite com um tinto Casa Lapostolle.

Mas claro que não pude deixar de degustar o Drink mais popular do Chile, o famoso Pisco Sour! Servido em taça flut na maioria das vezes, é uma mistura de Pisco, suco de limão e simple syrup*.

Na maioria dos cardápios, aparece a opção Pisco Chileno ou Pisco Peruano. Na minha opinião, o Chileno é mais suave e seco e o Peruano mais aromático e doce.De Santiago ao deserto de Atacama, este drink dominava as mesas de bares e restaurantes, sendo definitivamente a caipirinha deles.

Queria sugerir aqui alguns locais para se tomar um bom Pisco Sour no Chile. Anotem nos seus caderninhos para a próxima viagem:

1 - Em Santiago:
Hotel W Santiago

Hotel com decoração maravilhosa. Sente no bar do lounge e peça um Pisco Sour (chileno, marca Tres Erres, 4.200 pesos) acompanhado de um Ceviche del día com tostadas de baguette.

Isidora Goyenechea, 3000
El Golf – Santiago (Chile)
Telefone: 56 2 770 0000
Site: http://www.whotels.com/

Zabo, Sushi + Cocktails


Procure o barman Mauricio Fernando Fontes, peça um Pisco Sour (chileno, marca Mistral) e se quiser estender a degustação siga no drinks com Vodka que é a especialidade deste barman.

Sugestão:
- Ruby Apeach (absolut de pera, grapefruit e triple sec)
- Vodka Vanilla Sour (absolut vanilla, simple syrup e suco de limão)
- Pepinoska (vodka Wyborowa Pear, suco de limão, pepino masserado e açúcar)

Vale sentar no bar e pedir umas entradas de sushi para acompanhar os Drinks.
O museu MAVI logo em frente também vale a visita.

José Victorino Lastarria, 307
Lastarria – Santiago (Chile)
Telefone: 56 2 639 3604


Restaurante Astrid&Gastón

Culinária Peruana simplesmente fantástica. Tudo é bom! Das cinco pessoas na mesa, todos adoraram seus pratos. Pedimos um Pisco Sour para manter a tradição da viagem e veio geladíssimo e super bem equilibrado.

Antonio Bellet, 201
Providência - Santiago (Chile)
Telefone: 56 2 650 9125 (façam reservas!)

2 - No Vale do Maipo (região dos vinhos):
Hotel Altiplánico Santiago (San Alfonso)
Fiquei neste Hotel da rede Altiplanico. Fica a uma hora de Santiago e adorei. Bem confortável, com decoração mais rústica e atendimento ótimo. Os chalés ficam de frente para a piscina e as refeições sãos todas inclusas preparadas pela chef argentina Melissa. Pisco Sour na piscina é a pedida!

End.
http://www.altiplanico.cl/Santiago/hotel.html

3 - No deserto do Atacama:

Restaurante Adobe

Com comida gostosa é o ponto de encotro da cidade. Para os dias mais frios acendem uma fogueira no centro do salão.
Site:
www.cafeadobe.cl
Fica na Caracoles, rua principal do pequeno vilarejo de São Pedro do Atacama

Hotel Altiplánico San Pedro de Atacama

Tem uma piscina maravilhosa e instalações que representam a arquitetura local. Só faltou um frigobar no quarto para aguentar o clima seco e quente da região.
http://www.altiplanico.cl/Sanpedro/hotel.html

Chile é uma viagem que vale a pena e um país que não foi “ainda” invadido pelo turismo desenfreado.

*Para relembrar a receita do Pisco Sour Chileno:
Ingredientes
- 60ml Pisco (marca peruana ou chilena)
- 20ml suco de limão
- 10ml “simple syrup” (* xarope de açúcar)
- 1/3 de clara de ovo
- 3 gotas Angostura Bitters
- Gelo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

AO PÉ DO OUVIDO // Nova voz para Burt Bacharach

Por Rosualdo Rodrigues

Aos nossos ouvidos brasileiros, o nome soa meio estranho para uma pessoa: Traincha. Mas ela tem uma voz que benza-deus. Traincha é o nome adotado pela cantora holandesa Trinjte Osterhuis para se lançar no mercado internacional. Imagino que a ideia dela é facilitar a pronúncia em inglês e, portanto, Traincha não deva ser pronunciado como a gente diz aqui “tainha” e sim quase como se fosse uma sílaba só...

Bom... não sei se me fiz entender, mas o que quero falar mesmo é sobre Who’ll speak for love – Burt Bacharach Songbook II, o disco dela gravado pelo selo Blue Note e que saiu no finalzinho do ano passado aqui no Brasil. Bacharach é um dos mais conhecidos compositores da música popular norte-americana, gravado e regravado desde os anos 1960(Dionne Warwick, Carpenters, B.J. Thomas...). Daqueles que você diz que não sabe quem é, mas com certeza vai reconhecer uma música assim que ouvi-la. Tipo Raindrops keep falling on my head.

E as canções dele – baladas adocicadas de uma simplicidade e beleza que a tornam clássicas – ganham muito na voz da cantora holandesa de 36 anos, que é potente e limpa mas evita os rococós vocais que tornam irritantes outras vozes poderosas, como Whitney Houston por exemplo. Os arranjos da Metrópole Orchestra também dispensam, na medida do possível, a grandiloqüência. O resultado é um disco quase ou tão bom quanto o melhor songbook de Burt Bacharach já produzido, que é o ótimo Painted from memory, feito por ele e Elvis Costello.

Traincha hjá havia feito um disco dedicado ao compositor. The look of love saiu em 2006 e não tenho certeza se teve edição nacional. Mas depois de ouvir este Who’ll speak for love – Burt Bacharach Songbook II não tem como evitar a curiosidade de correr atrás desse outro também.

Em tempo 1: uma das músicas do álbum, What the world needs now is love, está na trilha sonora de Viver a vida.

Em tempo 2: a cantora acaba de lançar um disco com músicas de Michael Jackson, acompanhada somente pelo violão de Leonardo Amuedo. No YouTube tem vídeos de algumas das músicas, só que ao vivo.