sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

DRINK_ME // Chile e Pisco Sour


Por Juliana Raimo
Depois de passar 11 dias neste país de incríveis paisagens e deliciosos vinhos, foi difícil degustar somente Drinks. A vontade era sempre começar com um Chardonnay na piscina do hotel, pedir um Sauvignon Blanc no almoço e finalizar a noite com um tinto Casa Lapostolle.

Mas claro que não pude deixar de degustar o Drink mais popular do Chile, o famoso Pisco Sour! Servido em taça flut na maioria das vezes, é uma mistura de Pisco, suco de limão e simple syrup*.

Na maioria dos cardápios, aparece a opção Pisco Chileno ou Pisco Peruano. Na minha opinião, o Chileno é mais suave e seco e o Peruano mais aromático e doce.De Santiago ao deserto de Atacama, este drink dominava as mesas de bares e restaurantes, sendo definitivamente a caipirinha deles.

Queria sugerir aqui alguns locais para se tomar um bom Pisco Sour no Chile. Anotem nos seus caderninhos para a próxima viagem:

1 - Em Santiago:
Hotel W Santiago

Hotel com decoração maravilhosa. Sente no bar do lounge e peça um Pisco Sour (chileno, marca Tres Erres, 4.200 pesos) acompanhado de um Ceviche del día com tostadas de baguette.

Isidora Goyenechea, 3000
El Golf – Santiago (Chile)
Telefone: 56 2 770 0000
Site: http://www.whotels.com/

Zabo, Sushi + Cocktails


Procure o barman Mauricio Fernando Fontes, peça um Pisco Sour (chileno, marca Mistral) e se quiser estender a degustação siga no drinks com Vodka que é a especialidade deste barman.

Sugestão:
- Ruby Apeach (absolut de pera, grapefruit e triple sec)
- Vodka Vanilla Sour (absolut vanilla, simple syrup e suco de limão)
- Pepinoska (vodka Wyborowa Pear, suco de limão, pepino masserado e açúcar)

Vale sentar no bar e pedir umas entradas de sushi para acompanhar os Drinks.
O museu MAVI logo em frente também vale a visita.

José Victorino Lastarria, 307
Lastarria – Santiago (Chile)
Telefone: 56 2 639 3604


Restaurante Astrid&Gastón

Culinária Peruana simplesmente fantástica. Tudo é bom! Das cinco pessoas na mesa, todos adoraram seus pratos. Pedimos um Pisco Sour para manter a tradição da viagem e veio geladíssimo e super bem equilibrado.

Antonio Bellet, 201
Providência - Santiago (Chile)
Telefone: 56 2 650 9125 (façam reservas!)

2 - No Vale do Maipo (região dos vinhos):
Hotel Altiplánico Santiago (San Alfonso)
Fiquei neste Hotel da rede Altiplanico. Fica a uma hora de Santiago e adorei. Bem confortável, com decoração mais rústica e atendimento ótimo. Os chalés ficam de frente para a piscina e as refeições sãos todas inclusas preparadas pela chef argentina Melissa. Pisco Sour na piscina é a pedida!

End.
http://www.altiplanico.cl/Santiago/hotel.html

3 - No deserto do Atacama:

Restaurante Adobe

Com comida gostosa é o ponto de encotro da cidade. Para os dias mais frios acendem uma fogueira no centro do salão.
Site:
www.cafeadobe.cl
Fica na Caracoles, rua principal do pequeno vilarejo de São Pedro do Atacama

Hotel Altiplánico San Pedro de Atacama

Tem uma piscina maravilhosa e instalações que representam a arquitetura local. Só faltou um frigobar no quarto para aguentar o clima seco e quente da região.
http://www.altiplanico.cl/Sanpedro/hotel.html

Chile é uma viagem que vale a pena e um país que não foi “ainda” invadido pelo turismo desenfreado.

*Para relembrar a receita do Pisco Sour Chileno:
Ingredientes
- 60ml Pisco (marca peruana ou chilena)
- 20ml suco de limão
- 10ml “simple syrup” (* xarope de açúcar)
- 1/3 de clara de ovo
- 3 gotas Angostura Bitters
- Gelo

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

AO PÉ DO OUVIDO // Nova voz para Burt Bacharach

Por Rosualdo Rodrigues

Aos nossos ouvidos brasileiros, o nome soa meio estranho para uma pessoa: Traincha. Mas ela tem uma voz que benza-deus. Traincha é o nome adotado pela cantora holandesa Trinjte Osterhuis para se lançar no mercado internacional. Imagino que a ideia dela é facilitar a pronúncia em inglês e, portanto, Traincha não deva ser pronunciado como a gente diz aqui “tainha” e sim quase como se fosse uma sílaba só...

Bom... não sei se me fiz entender, mas o que quero falar mesmo é sobre Who’ll speak for love – Burt Bacharach Songbook II, o disco dela gravado pelo selo Blue Note e que saiu no finalzinho do ano passado aqui no Brasil. Bacharach é um dos mais conhecidos compositores da música popular norte-americana, gravado e regravado desde os anos 1960(Dionne Warwick, Carpenters, B.J. Thomas...). Daqueles que você diz que não sabe quem é, mas com certeza vai reconhecer uma música assim que ouvi-la. Tipo Raindrops keep falling on my head.

E as canções dele – baladas adocicadas de uma simplicidade e beleza que a tornam clássicas – ganham muito na voz da cantora holandesa de 36 anos, que é potente e limpa mas evita os rococós vocais que tornam irritantes outras vozes poderosas, como Whitney Houston por exemplo. Os arranjos da Metrópole Orchestra também dispensam, na medida do possível, a grandiloqüência. O resultado é um disco quase ou tão bom quanto o melhor songbook de Burt Bacharach já produzido, que é o ótimo Painted from memory, feito por ele e Elvis Costello.

Traincha hjá havia feito um disco dedicado ao compositor. The look of love saiu em 2006 e não tenho certeza se teve edição nacional. Mas depois de ouvir este Who’ll speak for love – Burt Bacharach Songbook II não tem como evitar a curiosidade de correr atrás desse outro também.

Em tempo 1: uma das músicas do álbum, What the world needs now is love, está na trilha sonora de Viver a vida.

Em tempo 2: a cantora acaba de lançar um disco com músicas de Michael Jackson, acompanhada somente pelo violão de Leonardo Amuedo. No YouTube tem vídeos de algumas das músicas, só que ao vivo.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

GASTRONOMIX // A Casa de João e Maria é em Goiânia


Puxe da memória aquela imagem da casinha feita de doces, chocolate e guloseimas da história infantil João e Maria. Pronto. Agora, imagine aquelas delícias todas à sua frente. Pois acredite, é possível você sentir esse prazer e comer doces tão saborosos. A casa está localizada em Goiânia. É a Confeitaria Richesse, que - todos os anos - arrebata o prêmio de melhor doce da cidade em eleição feita pela Revista Veja.

A doceria existe desde o início da década de 1990. A sua dona, Rita Faria Cascão, é formada em música, mas sempre foi apaixonada por cozinha. Por isso, se qualificou em São Paulo e, depois, foi aprofundar seus conhecimentos em pâtisserie na Itália e na Bélgica.

Na vitrine, ficam expostas as tortas que são vendidas por quilo (média de R$ 43,00 – dependendo da torta). A mais famosa e mais requisitada é a de trufas, que mistura chocolate ao leite, morango e um creme bom demais. Tem também a mozartorte, preparada com creme ao rum e castanha-do-Pará, coberta com chocolate e montada em formato de pirâmide. Existe um cardápio extenso com combinações para os gostos mais variados (se quiser, clique na foto que ela amplia).




Há doces avulsos, que você escolhe e paga a unidade. Sugiro experimentar o figo recheado com creme de nozes coberto com chocolate (R$ 4,00).

O local é simples, sem decoração sofisticada, mas com boas opções. Lá, é possível encontrar também salgados diversos e sorvetes. O único pecado é a falta de um bom café expresso para acompanhar as tortas e os doces. Mas aí, caso esteja na loja do Setor Marista, é só atravessar a rua e ir ao Fran´s Café. A Richesse é um clássico goiano.

Richesse
Avenida República do Líbano, 1678
Setor Oeste – Goiânia (GO)
Telefone: (62) 3233 9754

Alameda Dom Emanoel Gomes, 240
Setor Marista – Goiânia (GO)
Telefone: (62) 3281 3716

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

EU RECOMENDO // Os cantinhos do Bairro Alto


Por Daniel Bitar (*)

Convidado especial do Gastronomix

"Na primeira vez que estive em Lisboa, em 2007, jantei num restaurante que tinha sido recentemente inaugurado: o Found You, no Bairro Alto.

Visitei a capital portuguesa novamente em 2009 e precisava voltar ao Found You e experimentar mais uma vez as delícias do lugar. A má notícia foi que o restaurante estava com reservas esgotadas naquela semana. A boa notícia, no entanto, era que o proprietário do Found You havia acabado de abrir duas novas casas, também no Bairro Alto: o Be You e o Be Gold. Naquela noite, escolhi o Be You.

O restaurante segue a mesma linha dos outros dois, com uma decoração descolada, atendimento atencioso e pratos que combinam culinária moderna e tradição portuguesa.

Para começar, pedi uma sopa de abóbora com laranja. Como prato principal foram servidas pétalas de bacalhau com crosta de brôa, acompanhadas de batatinhas ao murro. Por fim, me lambuzei com uma tarte de creme de queijo e lima com base de chocolate.

O jantar, com uma taça de vinho tinto e mais o café expresso, saiu por 33 euros. E, de quebra, pude curtir a noite movimentadíssima do Bairro Alto."

Be You
Rua da Atalaia 33,
Bairro Alto - Lisboa (Portugal)
Telefone: 213 471 899
Site:
http://www.beyou.com.pt/

(*) Daniel Bitar é advogado público em Brasília.

domingo, 3 de janeiro de 2010

GASTRONOMIX // Para ver a vida de maneira diferente

Amanhã, começa 2010...
Desejo a todos vocês um excelente ano.
Vamos tentar ver a vida de uma maneira diferente.
Com mais cor, com mais sabor...

sábado, 2 de janeiro de 2010

GASTRONOMIX //Comidas com axé


Fotos: Monique Renne
Começo de ano. Hora de renovar as energias e elevar o pensamento para os deuses. E deuses gostam tanto de gastronomia quanto você. Uma comida com axé vai super bem. Para quem gosta dos temperos da Bahia e está em Brasília, fica aqui uma dica: a comida do Odoiyá.

Não é um restaurante. Mas um serviço do personal chef João Rafael Torres, filho de Yemanjá. Odoiyá é uma expressão yorubá, utilizada para saudar Yemanjá – deusa do mar e cozinheira de mão cheia. Seus filhos são escolhidos para zelar as comidas dos terreiros.

Quem quiser experimentar o sabor dos deuses basta pegar o telefone e ligar. No agradável site
www.odoiya.com.br , dá para escolher o que você vai ofertar para seus convidados. As opções vão desde pratos principais, passando por acompanhamentos, até sobremesas. Tudo no capricho e com uma energia positiva.

Vatapá, Bobó de Camarão, Acarajé, Caruru, Moquecas, Abarás, Frigideiras, Xinxim de Galinha. Tem também Arroz de coco, Camarão seco refogado, feijão de azeite, farofa baiana. Para sobremesa, bolinho de estudante, cocada, bolo de tapioca, cuscuz de tapioca.

O chef João Rafael Torres vai até sua casa preparar a típica gastronomia da Bahia e ajusta temperos para os paladares não tão acostumados com a pimenta baiana. O serviço chega de várias formas. Tudo combinadinho, mas ele avisa que, para eventos em casa, combina com o anfitrião um limite máximo de convidados para que a comida mantenha a qualidade. Veja as opções:

Tabuleiro de acarajé
Frito na hora, servido em prato ou no guardanapo. Acompanha vatapá, caruru (opcional), salada de tomate e camarão seco.
Banquete completo
Você define os partos e eles são preparados ou finalizados na sua casa.

Caruru votivo
Se quiser pagar promessa, aqui vai uma série de pratos não inclusos no cardápio tradicional

Para quando der vontade
Encomendas de vatapá, bobó de camarão, caruru. Pode ser feito na hora ou congelado em porções. Mínimo de dois quilos por prato.

Odoiyá
Telefone: (61) 9907 7548
Site:
http://www.odoiya.com.br
e-mail:
odoiya@odoyia.com.br

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

DRINK_ME // Feliz 2010! Para começar em alto estilo


Primeiro dia do ano!!!
O que escrever?

Neste dia, exatamente, neste momento, estarei no Chile na região dos Vinhos! Mas claro que deixei este texto pronto antes, pois só pensava em tirar férias, largar o computador e não pensar em mais nada. Claro que levei meu caderninho de anotações de Drinks. Assim, no próximo artigo, as dicas vão sair do forno direto de Santiago do Chile!

Gostaria de agradecer ao querido Rodrigo Caetano, idealizador deste blog, pela oportunidade e parceria. Ao Rosualdo Rodrigues pelos artigos sobre música que deixaram o Gastronomix ainda mais interessantes, pelas pessoas convidadas e pelo leitor que nos faz prosseguir e ter vontade de compartilhar toda semana as nossas experiências sobre Gastronomia, Música e Drinks!

Para abrir o ano com chave de ouro, queria falar sobre um dos drinks mais polêmicos e conhecidos no mundo, o famoso Dry Martini.

Dry Matini


Ingredientes
- 90ml de Gin (Beefeater, Tanqueray ou Bombay)
- 3 gotas de Vermouth Dry (marca Noilly Prat ou Martini)
- Lasca da casca do limão Tahiti (para o Zest)

- Azeitonas
- Gelo

Preparo
- No copo misturador, adicione o Gin sobre bastante gelo, acrescente as 3 gotas de Vermouth e mexa com colher bailarina. Sinta o copo ficar bem gelado. Coe sobre um copo Martini e acrescente um zest de limão sobre a superfície do cocktail. Decore com um azeitona.

A polêmica deste Drink está no seu preparo e no seu “acessório” - a azeitona. Alguns defendem que a azeitona deve ser uma só sem palito, outros que deve ter palito para que você possa puxá-la antes de terminar o drink e, por fim, que deve ter três azeitonas num palito, com leves furos para que ela vá absorvendo o Gin para que você possa degustá-las ao longo do processo. São várias maneiras e várias teorias. Na minha opinião, você pode encontrar a sua. A que mais te agrada.

Eu, por exemplo, costumo só molhar o copo Martini com o Vermouth e jogar o excesso fora ao invés de adicionar as gotas no copo misturador. Em inglês, este processo se chama “rinse”.

Costumava colocar só uma azeitona, mas gostei da idéia de ir degustando-as ao longo do drink. A azeitona e o Gin são feitos uma para o outro, é realmente incrível!

Quando substituímos o Gin pela Vodka o drink passa a chamar-se de Vodka Martini, e quando a finalização recebe uma cebolinha (aquela pequena branca de coquetel) vira um Gibson, também muito popular na coquetelaria internacional.

Na minha opinião, o que faz a diferença para um bom Dry Martini é a sua perfeita temperatura (bem bem gelado), o cuidado para não “aguar” que está relacionado ao “timing”, processo desde de o início no copo misturador até chegar a sua mesa. Tomando estes cuidados tenha certeza que você será capaz de preparar um excelente Drink!

Uma ótima entrada de ano para todos!