quinta-feira, 8 de outubro de 2009

GASTRONOMIX // Curtas sobre café

Monardo bate papo com o público
Na série “Encontro com o autor”, promovida pelo Shopping Pátio Brasil, o calabrês Antonello Monardo fala de seu livro Louco por Café. Será na próxima quarta-feira, 14 de outubro, a partir das 18h. O livro traz a trajetória da família, iniciada no século passado, pelo avô Domenico, e a ligação com o café. Traz também receitas de delícias de café preparadas pelo próprio Antonello.
www.antonello-monardo.blogspot.com
www.monardo.com.br

31º Curso de Barista de Brasília
Nos dias 16 e 17 de outubro, a Escola de Gastronomia de Brasília promove um curso de barista, com Antonello Monardo e Sulayne Shiratori. No intervalo, serão oferecidos pratos da culinária italiana. As vagas são limitadas. O curso será realizado na própria Escola.

SERVIÇO
Escola de Gastronomia de Brasília
201 Sul – Bloco B – Loja 9 – Asa Sul (Brasília)
Sexta-feira 16/10/09, das 19h às 22h
Sábado 17/10/09 das 09h às 12h30 e das 14h às 17h30
Telefones: (61) 3425 3566, 8441 9817 e 9971 7349
antonello@monardo.com.br


Receita fácil – Maminha ao molho de café














Ingredientes

- 1 kg de maminha
- 2 tabletes de caldo de carne
- 2 folhas de louro
- 2 tomates sem pele e semente
- 1 colher de sopa de mostarda
- 4 cebolas picadas
- 2 colheres de sopa de molho inglês
- 1 xícara de chá de café forte

Preparo
Coloque a carne na panela de pressão com os tomates e as cebolas. Em outra vasilha misture a mostarda, o molho inglês, o caldo de carne amassado e o café. Após misturar bem, derrame o molho sobre a carne e deixe descansar por três horas na panela tampada. Leve ao fogo e deixe cozinhar por quarenta minutos até ela ficar bem cozida. Uma delícia!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

AO PÉ DO OUVIDO // Music makes the people come together

Por Rosualdo Rodrigues

Meu irmão mais novo, Robério (também leitor assíduo desta coluna), tem uma loja de discos novos e usados no centro de João Pessoa, a Música Urbana. Mais que uma loja, o local já se tornou espécie de templo, frequentado por adeptos da religião chamada música. Tem gente que vai lá quase todos os dias, saber o que há de novo ou somente jogar conversa for a. O papo invariavelmente é sobre música, claro. Tem gente de todas as tribos. Jovens, maduros, da periferia, da praia, roqueiros, bichos-grilos, pessoas falantes, pessoas tímidas, bibas, machões, patricinhas, grandes figuras humanas, chatos de galocha… Com a onda de baixar música de internet, não faltam motivos para a Música Urbana fechar. Mas Robério é insistente naquilo que é, mais que um negócio, uma paixão. A loja está lá.

Estou contando isso para ilustrar o poder da música de juntar pessoas, ignorar diferenças. Quem mora em Brasília e vai aos shows em frente ao Museu Nacional Honestino Guimarães, por exemplo, percebe a diversidade da plateia. Tem criança, avó, alternativos, comportadinhos, gente mais nova, mais velha, de tudo um pouco. E o clima é geralmente tranquilo, meio de quermese, com as pessoas indo e vindo sem atropelos. Seja show de rock ou de música instrumental.

Foi assim no show da Angelique Kidjo, três domingos atrás mais ou menos (aliás, a diversidade de pessoas invadiu até o palco, como se vê na foto ao lado). Deverá ser assim no próximo domingo, quando se apresentam lá Hamilton de Holanda e Hermeto Paschoal. (Aliás, não podiram ter dado melhor utilidade àquele absurdo mundão de concreto inventado por Niemeyer).

Como diria Madonna: “Music makes the people come together/ Music mix the bourgeoisie and the rebel”. Por isso mesmo, se há música tanta sobre tanta coisa, como não haveria de não ter músicas sobre música? Vão aí seis delas.


1 ) Music, com Madonna (Madonna/Mirwais)
2 ) Música música, com Simone (Sueli Costa / Abel Silva) (“Farol na cerração dos grandes medos/ A força que levanta os bailarinos")
3 ) Qualquer música, com Fagner (Fagner sobre poema de Fernando Pessoa) (“Qualquer música, logo que me tire da alma/ Esta incerteza que quer / Qualquer impossível calma")
4 ) Musica, com Aterciopelados (“La musica nos salva/ la musica nos lava el alma/ la musica me eleva/ la musica me altera")
5 ) A música em mim, com Zélia Duncan e Fred Martins (Fred Martins) (“Há música em mim/ No congestionamento/ A música em mim/ Corre mais que o tempo/ Trem bala na sala/ Do meu apartamento/ A música em mim/ Refaz o dia”)
6 ) Feeling da música, com Luiz Melodia (Hyldon/ Luiz Melodia/ Ricardo Augusto) ("De que adianta o alto astral?/ Sem música/ Vir do sertão pro litoral/ Sem música")

terça-feira, 6 de outubro de 2009

GASTRONOMIX // O brunch do Vagafogo


O casal Evandro e Catarina sabem viver a vida. Sabem tirar o que há de melhor. Eles estão juntos há quase quatro décadas. Trinta e quatro anos em Pirenópolis (GO). E 30 anos com a reserva Vagafogo, onde você vai comer o melhor brunch da sua vida.

Antes de falar do brunch propriamente dito, vou resumir mais de 1h30 de conversa com o falante e alegre Evandro para vocês entenderem como essa megarefeição vem repleta de sabores divinos e amor para a mesa.

Eles se conheceram na década de 1970 em uma comunidade hippie na Bélgica. Foi lá que aprenderam a colocar o pé na terra e cultivar o que comiam. Evandro e Catarian se casaram, voltaram ao Brasil e compraram um terreno na até então desconhecida Pirenópolis. Viviam entre Brasília e a cidade em Goiás. Levavam para cerca de 50 famílias produtos da roça como queijos e geléias.

Cansados da cidade e desse vai-e-vem, fincaram raiz em Piri em 1975. O ecoturismo cresceu a partir da década de 1980. Piri se tornou mais conhecida e o asfalto chegou nos caminhos que levam à cidade. Vagafogo oferecia passeios ligados à natureza. É claro que isso abria o apetite do turista.

Em 1993, o casal teve a idéia de oferecer um brunch para depois da trilha na mata. Naquela época, ninguém sabia na prática o que era comer uma refeição completa às 11h. A deliciosa orgia gastronômica fez sucesso. E faz até hoje.


São dispostos a mesa 45 tipos de produtos diferentes. Salada de fruta, coalhada, mel, granola, suco de caju, suco de pitanga, café, leite, pão de mel, doce de leite, geléias, queijo branco, waffle, biscoito de queijo, omelete, rosbife com manteiga de garrafa, lagarto no azeite e no vinagre, chutneys... Tudo por R$ 25,00 por pessoa. Come-se à vontade. Tudo é produzido por lá, exceto a granola.

Tudo é divinamente saboroso. É uma sequência de tirar o fôlego. Catarina e um dos filhos do casal, Uirá, trabalham no serviço e na produção dos 70 produtos feitos na reserva. Ao todo, 16 pessoas trabalham na cozinha, fazenda e nas opções de aventura que o local oferece, como arvorismo.

Depois de comer tanto, você pode ficar desse jeito – igual ao cachorro de estimação da família. A sorte é que há redes, muitas redes ao ar livre e de frente para mata para se refastelar.
Na saída, a imagem dos bezerros me dá aquela sensação de que Evandro e Catarina sabem viver a vida.


Santuário e Reserva Vagafogo
Fica a 5 km da cidade. Placas indicativas ao longo do caminho para a Reserva.
Leva-se em média 20 minutos da cidade à fazenda.

Pirenópolis - Goiás
Telefones: (62) 3335 8515; (62) 9222 5471 e (62) 9115 0376.
Site: http://www.vagafogo.com.br

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

EU RECOMENDO // Bahia fora do tradicional


Por Sergio Maggio (*)
Convidado especial do Gastronomix

“Ai, Bahia…

Sou baiano de São Salvador, Cidade da Bahia, nascido na Liberdade, o bairro mais negro da América Latina. Descobri desde cedo que acarajé bom brota crocante de múltiplos tabuleiros e não só nos de Dinha, Cira e Regina (as mais famosas das baianas). O de Neinha, por exemplo, é de desmanchar na boca e fica bem no coração da Avenida Sete (antes do Colégio Mercês).

Quando Rodrigo Caetano me convidou para dar dicas sobre lugares aconchegantes e comida de primeira, pensei de imediato de falar de uma Bahia fora do tradicional roteiro divulgado pelos guias turísticos.

Adora o tempero da quituteira Dadá, mas o melhor bobó de camarão servido em Salvador é do Maria Mata Mouro (foto acima), localizado num sobrado do século XVII adjacente à Igreja da Terceira Ordem de São Francisco (Pelourinho), com paredes feitas de taipa de pilão. O ambiente combina o rústico com moderno, com disputado espaço ao ar livre, cheio de plantas e uma fonte d´água.

Para quem quer correr do azeite de dendê, há um sofisticado cardápio da cozinha internacional. Depois, ali pertinho, no Elevador Lacerda, tem uma das sorveterias mais antigas da capital baiana. Em A Cubana, experimente o sorvete de banana caramelada (que vem com nacos de doce feito no tacho). Eu sempre peço duas bolas generosas.

Um dos bairros mais boêmios e gastronômicos da cidade, o Rio Vermelho é cheio de becos e mercados com iguarias típicas da culinária baiana. Na Rua do Meio, há uma preciosidade que serve a comida típica do Recôncavo baiano, região de forte ocupação de mão-de-obra escrava. No Dona Mariquita, tem arroz de huaça, que sem modéstia, eu faço um de dar água na boca. O de lá é delicioso, mas recomendo o Arroz do Recôncavo, feito no leite de cocô com fiapos de bacalhau e servido dentro de um cocô verde. A decoração é moderna mesclando salão largo e bonecas de argila típicas da região de onde vem Caetano Veloso e Maria Bethânia.

Localizado no bairro periférico, o restaurante Paraíso Tropical (Cabula) é convite para sair do corre-corre diário e mergulhar naquele mítico estado sem pressa que caracteriza o povo de Salvador. Numa chácara, serve-se frutos do mar (foto acima) e da terra (as galinhas, sobretudo). As frutas acompanham todos os pratos. Algumas grelhadas.

Eu sou viciado na galinha de molho pardo e no suco de pitanga (que tem espuma de sorvete). Ao final, um brinde: são colocada à mesa para degustação duas dezenas de frutas da estação. No local, para passar a tarde, é comum encontrar artistas, jornalistas e turistas descolados. Vale a pena esticar o passeio e conhecer bem pertinho o terreiro de Mãe Stela, o santuário Ilê Axé Opô Afonjá (que fica em São Gonçalo).

Ai, Bahia…”

Dona Mariquita
Rua do Meio 178
Rio Vermelho – Salvador (BA)
Telefone: (71) 3334 6947.

Maria Mata Mouro
Ordem Terceira de São Francisco, 8
Pelourinho – Salvador (BA)
Telefone: (71) 3321 4244

A Cubana
Elevador Lacerda, entrada pela Praça Municipal
Cidade Alta – Salvador (BA)

Acarajé de Neinha
Tabuleiro armado antes do Colégio da Mercês
Salvador (BA)

Paraíso Tropical
Rua Edgar Loureiro, 98-B
Cabula – Salvador (BA)
Telefone: (71) 3384 7464

(*) Sérgio Maggio é jornalista, crítico de teatro do Correio Braziliense,escritor e dramaturgo. É autor do livro Conversas de Cafetinas (Arquipélago Editorial) e escreve o blog: http://cricriemcena.blogspot.com/

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

GASTRONOMIX // Rio Brasil 2016


Acabo de receber a mensagem de celular da minha mãe dizendo que o Brasil conquistou o direito de organizar as Olimpíadas de 2016. A sede será a cidade onde nasci: Rio de Janeiro. Não somos mais candidatos. Somos vencedores.

Pulei de alegria aqui em Berlim. Nem acredito. A notícia é excelente!!!
Parece que o sentimento de "patriotismo" fica mais aflorado quando estamos fora da nossa terra natal. Vai entender, né? De qualquer maneira, é bom demais. Vou sair para comemorar com muita cerveja.

Volto ao Brasil na segunda-feira, dia 5, e estou anotando tudinho - lugares para comer, beber e se divertir - aqui da capital alemã para dividir com vocês. Comemorem bastante hoje por mim por aí.
Fui...

DRINK_ME // Ekpliksy no antigo Galeraki


Por Juliana Raimo

Há alguns anos, existiu ao lado dos restaurante La Tartine e Mestiço, em São Paulo, um restaurante chamado Galeraki. Eu adorava a sua culinária mediterrânea e principalmente a recepção superatenciosa do Fabian, o antigo dono. Numa de minhas visitas ao charmoso sobrado, eu, Fabian, Mau e Andréa praticamente inventamos um drink que foi apelidado de Ekpliksy (espero ter escrito corretamente). Segundo Fabian, esta palavra significava em grego a "sensação de surpresa ao se deparar com algo muito bom". Essa foi a minha reação ao experimentar este delicioso drink preparado por ele.

Infelizmente, o Galeraki fechou, mas o drink permaneceu no meu caderninho de anotações da época. Utilizando um licor bastante conhecido mas pouco usado na coquetelaria contemporânea. O Frangelico, licor de avelãs criado na região de Piemonte, Itália, há mais de 300 anos, é a vedete da história.

Ekpliksy

Ingredientes
-75ml de Vodka Absolut
- 25ml de licor Fraangelico
- 15ml de suco de limão tahiti
- gelo

Preparo
Misturar todos os ingredientes numa coqueteleira com gelo, chacoalhar bem e servir em taça Martini previamente gelada. Se desejar, decorar com uma tirinha fina da casca do limão.

- Dica: Frangelico puro com gelo e uma fatia de limão é um ótimo drink digestivo.
- Agradecimentos: Fabian e Andréa
- Fontes: Frangelico liquore, Piemonte, Itália http://www.frangelico.com/

Antigo Galeraki (só para recordar - ei gente, ele não existe mais, tá!)
Rua Fernando de Albuquerque, 255
Consolação, São Paulo

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

GASTRONOMIX // Viver a Vida

O Leblon é um fervo só.
Há muitas opções de restaurantes, bistrôs e programas gastronômicos.
O melhor é caminhar sem compromisso. Depois, pare um pouquinho, descanse um pouquinho e mais comida. Eu e minha amiga Renata Caldas, atriz e jornalista, fomos fazendo paradas estratégicas. Veja só:

TORTA NO ENVÍDIA

Na Rua Dias Ferreira, passamos na doçaria Envídia, do cantor Djavan, um amante declarado do chocolate. O dedo do alagoano está na cor do grande sofá do local. Adivinhem a cor: lilás – título de uma de suas músicas. O ambiente é uma graça. Tem um quê de francês. Comi uma torta de ganache de chocolate e maracujá. Perfeita!

FLOR DE SAL DO AQUIM

Sempre tive vontade de conhecer e comer em qualquer um dos estabelecimento da família Aquim. Vi uma vez, na Livraria Cultura de SP, um livro sobre a história deles e me encantei. São artistas da gastronomia. Depois de almoçar, comer a torta de chocolate, fui conhecer o restaurante e a loja de chocolates. É bem bacana. A parede parece comestível. Imaginem o balcão de doces e chocolates. Não conseguia comer mais nada. Mas não resisti e comprei um vidrinho de flor de sal temperado (R$ 18,00). Na loja, há uma mini delicatessen. Na mesma rua, do outro lado, encontra-se o bistrô Aquim (foto). Ficou para a próxima.

EXPRESSO NO GARCIA E RODRIGUES

Outra parada estratégica é o tradicional Garcia e Rodrigues. Parece até nome de escritório de advocacia, mas é um centro gastronômico – a cara do Leblon. Tem de tudo um pouco: padaria, chocolateria, restaurante, cafeteria, delicatessen... Parei apenas para um expresso bem forte, que vem acompanhado de um biscoitinho que derrete na boca. Só de sentar ali para um simples café vale a pena.

Envídia
Rua Dias Ferreira, 106
Leblon – Rio de Janeiro (RJ)
Telefone: (21) 2512 1313
Site:
http://www.envidia.com.br

Aquim
Avenida Ataulfo de Paiva, 1321
Leblon – Rio de Janeiro (RJ)
Telefone: (21) 3235 9750

Garcia e Rodrigues
Avenida Ataulfo de Paiva, 1251
Leblon – Rio de Janeiro (RJ)
Telefone: (21) 2512 8188
Site:
http://www.garciaerodrigues.com.br