segunda-feira, 7 de setembro de 2009

RECEITAS // Trufas de castanha de caju

Trufas de castanha de caju

Ingredientes- 1 lata de creme de leite sem soro
- 350 g de chocolate ao leite
- 350 g de chocolate meio amargo
- 3 colheres de sopa conhaque ou rum
- Chocolate em pó para cobrir as trufas

Preparo
Derreta os chocolates juntos, pode ser no microondas. Misture o creme de leite, até obter um creme homogêneo. Adicione a bebida, misture bem, acrescente a castanha e transfira para uma vasilha rasa, leve à geladeira até firmar. Modele as trufas e passe no chocolate em pó.

EU RECOMENDO // A Casa e o Jardim


Por Poliana Abritta (*)
Convidada especial do Gastronomix


“Entre, vocês são de casa! A frase nem precisou ser dita para que nos sentíssimos exatamente assim, super à vontade, no Le Jardin Bistro. O casal, Carlos e Christine, transformou o prazer de cozinhar e de receber num pequeno negócio, cheio de charme. O restaurante funciona na varanda de casa, em Brasília. Tem capacidade para atender, no máximo, 30 pessoas e abre apenas uma vez por semana, na sexta ou no sábado. O dia é informado por email aos frequentadores, assim como o cardápio - que muda de mês em mês.

Naquela noite, fazia frio. Eu e meu marido pensamos em levar uma boa garrafa de vinho, já que eles dão essa opção - cobram uma rolha de R$ 40,00. Mas na pressa, acabamos apostando na carta do restaurante que para nossa surpresa tem muitas opções. Escolhemos um Pulenta, cabernet sauvignon - não me lembro a safra. E não foi difícil decidir o que comer. Já saí de casa com o cardápio na cabeça.

De entrada, pedi um capeletti in brodo - a massa, feita por eles, derretia na boca - e a temperatura veio ideal para o clima da noite. Glenio ficou com o souflê de bacalhau - levíssimo e muito saboroso (tive que provar!). Antes de falar do prato principal, quero descrever um pouco mais o ambiente: as mesas, de madeira robusta, extremamente bem montadas; a louça, pintada a mão, lembra o nome do restaurante. tudo preparado como que para receber amigos muito queridos... nós, os clientes! Glenio pediu um filé, com crosta de ervas, molho de cabernet sauvignon e creme de batata barôa. Ele adorou!!

Meu prato era super delicado: um raviolli de mussarela de búfala ao perfume de limão siciliano, ao sugo. Ainda consigo me lembrar da sutileza do limão na boca. A noite seguiu, aconchegante com os aquecedores instalados para o inverno, e o lugar nos instigou a fazer algo raro: pedir 2 sobremesas, uma pra cada um.

Glenio pediu um petit gateau de chocolate belga com sorvete de frutas vermelhas. Delicioso, né. Pois eu não tive coragem de provar. Não queria sentir outro sabor que não fosse o da goiabada em crosta de castanha de caju grelhada com requeijão e sorvete de goiaba. Uma das melhores sobremesas que já comi! Bom, acho que depois de tudo isso só me cabe escrever mais duas palavras: EU RECOMENDO!”

Le Jardin
Lago Sul - Brasília (DF)
Telefones: (61) 9981 1227 e 9981 3065
E.mail:
bistrolejardin@gmail.com

(*) Poliana Abritta é repórter do Jornal Nacional em Brasília. Trabalha na TV Globo há 12 anos. È mãe dos trigêmeos José, Guido e Manuela e sempre gostou de gastronomia.

domingo, 6 de setembro de 2009

ABOBRINHAS // Picolé de chuchu


Luciano MilhomemColunista de Alimentação Natural do Gastronomix

Sempre achei injusto o preconceito contra o chuchu. Bem temperado, ele tem sua graça. É, no mínimo, um prato leve. E cai bem com quase tudo: arroz, feijão, queijo, ovo e, claro, outros vegetais. Sem contar que rende um bom suflê! O mesmo vale para a vagem. Refogada vai melhor, sobretudo de mãos dadas com feijão. Misturada ao ovo, é típica comida caseira, lembra casa da avó.

Bem... Os mais chiques torcem logo o nariz. Não se imaginam pedindo ao garçom vagem refogada na manteiga (uma delícia, aliás) ou salada de beterraba com chuchu. Para esses, há opções mais sofisticadas. Viva a diversidade!

Em Vitória, a simpática capital do Espírito Santo, em vez da tradicional moqueca capixaba, experimentei um desses pratos vegetarianos que encantaria tanto um típico “pode-crer” quanto um esnobe da Nova Era. O nome diz tudo: Veggie (isto mesmo: a forma abreviada de ‘vegetariano’, em inglês). O sobrenome também é metido a besta: Stir-Fry. Colonialismo à parte, o fato é que se trata de um dos pratos mais deliciosos que provei nos últimos tempos. A descrição dele no cardápio ajuda a entender o elogio: “Salteado de legumes variados com toques orientais sobre uma base de vermicelli, servido na panelinha de bambu.” Leva pimenta, mas ela pode vir em dose moderada. É só pedir.

Quem for à capital capixaba – veja só: injustamente criticada como uma espécie de picolé de chuchu entre as cidades litorâneas brasileiras – vai encontrar esse saboroso prato no Café Tabaco (Rua Joaquim Lírio, Pátio Praia 455, Praia do Canto) por apenas R$ 21,90. Para quem não tem planos de ir a Vitória, pode tentar convencer o cozinheiro a fornecer detalhes sobre o preparo. O telefone da casa é (27) 3315 7291.

Mais uma colher de chá para os neo-vegetarianos finos de Brasília (os “macacos velhos” já são habitués do lugar): o restaurante Oca da Tribo (SCES, quadra 2, conjunto 59), além de comida saudável e deliciosa, possui decoração encantadora e muito aconchegante – lembra uma oca mesmo, ainda que seja um tanto chique.

O Setor de Clubes Sul pode ser contramão para alguns em dias úteis, mas certamente agrada em cheio em um almoço de sábado, domingo ou feriado. Tudo, absolutamente tudo, inclusive as sobremesas, é extremamente saboroso. O restaurante também serve carnes, o que me parece uma pena. O buffet vegetariano compensa tudo. Mas é o tal negócio: nem todo mundo descobriu a delícia de uma refeição exclusivamente à base de vegetais – com ou sem chuchu. Sem preconceitos.

Café Tabaco
Rua Joaquim Lírio, Pátio Praia 455
Praia do Canto – ES
Telefone: (27) 3315 7291

Oca da Tribo
SCES, quadra 2, conjunto 59
Lago Sul – Brasília
Telefone: (61) 3226 9880



(*) Luciano Milhomem é jornalista, mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB) e não ingere carne de bípedes e quadrúpedes há dois anos e meio.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

DRINK_ME // Dry Grape, sweet & dry


Por Juliana Raimo

Sábado passado, organizei uma “Ophicina” de drinks divertidíssima. Três horas de degustação, preparadas pelo barman Derivan de Souza. O que os drinks tinham em comum era o copo no formato Martini. Ao longo do evento, a chef do Lola Bistrot, Daniela França Pinto, servia comidinhas para harmonizar com as bebidas. Conclui que dos 15 drinks apresentados, um se destacou no gosto da maioria: o Dry Grape. Na onda dos Martinis contemporâneos preparados com frutas frescas, este vale a alquimia.

Dry Grape

Ingredientes
- 90ml de vodka
- 10ml de licor Cointreau
- 8 uvas niagara
- 4 uvas rubi

Preparo
Na coqueteleira, macerar as uvas com um pilão. Adicionar gelo, o licor e a vodka. Chacoalhar bem. Coar as cascas e caroços das uvas ao servir. Se quiser, decorar com uma uva.

Dica 1: Ao macerar as uvas, adicione algumas gotas de cointreau.
Dica 2: Experimente trocar as uvas do dry grape por outras frutas como lichia ou morango.

A coquetelaria moderna nos traz drinks com uma cara mais limpa, sem muita decoração e com ingredientes mais naturais. Muitos barmans hoje estão preparando suas próprias misturas, obtendo xaropes e reduções caseiras. Mais trabalho, mas mais sabor.

Fontes:
- Ophicina de Martinis no Lola com Mestre Derivan
- Informações no email: drinks@ogicenografia.com.br com Juliana Raimo

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

GASTRONOMIX // Curiosidades gastronômicas

Sou curioso nato. Naveguei pela internet e achei umas cosinhas bem legais, do tipo bastidor, que resolvi trazer aqui para vocês. São curiosidades gastronômicas. De onde vêm e para onde vão determinados ingredientes e pratos. Boa degustação.
Sanduíche
O nome sanduíche vem do inglês John Montagu, o lorde Sandwich (1718-1792). Virava noites jogando carteado. Numa delas pediu aos serviçais algo que fosse fácil de comer na mesa de jogo sem lambuzar as mãos. Serviram a ele um naco de carne entre dois pedaços de pão. Encantados, os parceiros passaram a pedir “um igual ao de Sandwich”. O cara não fez nada, mas levou a fama.

Maionese
Em 1756, o duque de Richelieu foi enviado pelo rei Luis XVI para desalojar os ingleses no porto de Mahon. Proibido de usar fogo para não despertar a atenção do inimigo, o cozinheiro fez um molho frio com o que tinha: ovos, sal e azeite. Batizou de mahonnaise, referência à cidade. Afrancesada virou mayonnaise.

Ketchup
No século 17, marinheiros holandeses importaram da China o Ketsiap, salmoura para peixes à base de soja, sal e vinagre. A mistura foi mudando até chegar ao molho temperado muito usado por ingleses e americanos (e brasileiros).Há variações no mercado, mas a receita mais comum leva tomate, sal, açúcar, pimenta e outros condimentos.

Mostarda
Os romanos misturavam a semente com o suco de uva não fermentado para fazer vinho. Daí, aliás, a origem da palavra, do latim mustum ardens (vinho que arde). Na Índia e na Dinamarca, as sementes eram jogadas ao redor da casa para afugentar maus espíritos. Os chineses as tinham como afrodisíaco. Já o molho como o conhecemos hoje saiu da cozinha dos franceses na Idade Média, que moíam as sementes de mostarda com sal, vinagre e pimenta.


Hambúrguer

No fim do século 18, tribos nômades na Ásia picavam e temperavam carne bovina para que durasse mais. A receita pegou carona em navios alemães que faziam a rota do Báltico. No século seguinte, esse jeito de comer carne partiu de Hamburgo para a América, onde desembarcou como hamburg style steak. No Brasil, o maior responsável pela popularização do hambúrguer foi a rede Bob´s, que inaugurou sua primeira loja em 1952, no Rio.

Fonte: Revista VIP

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

AO PÉ DO OUVIDO // É bom poder tocar um instrumento!


João Donato e Paulo Moura no CopaFest. Foto de Gustavo Cassano

Por Rosualdo Rodrigues

Se você nunca comprou um disco de música instrumental e só ouve esse tipo de música acidentalmente (assim... quando está em uma sala de espera), você faz parte de uma imensa maioria. Entre amigos e conhecidos meus, por exemplo, só conheço um que tem realmente interesse no assunto e adquire discos do gênero. Isso num universo de mais ou menos 50 pessoas, o que é uma amostra considerável.

Mas talvez você passasse para o seleto grupo dos apreciadores desse som se existissem mais eventos como o CopaFest, a que assisti de sexta a domingo no Golden Room do Copacabana Palace, no Rio. Trata-se de um festival de música instrumental que pretende reviver o som do lendário Beco das Garrafas, aquela ruazinha de Copacabana onde muita gente boa começou a cantar e tocar nos anos 1960 ou um pouco antes. Foi a primeira edição. Creio que outras virão.

Ouvir um músico vendo-o manusear seu instrumento tem um encantamento. Vê-lo improvisar, divagar na música, se perder na melodia para retomá-la mais adiante, também. Por isso, quem gosta de música instrumental gosta mesmo, viaja junto com quem toca. E no CopaFest não faltou oportunidade para isso.

Tinha veteranos, músicos que tocaram no Beco, como João Donato, Paulo Moura e Osmar Milito, mas tinha também gente novinha, como o gaitista Gabriel Grossi e os meninos da Banda Magnética, formada especialmente para o evento. Mas meninos mesmo. Um deles, daqui de Brasília, Pedro Henrique, tem 16 anos e deu um show na jam session de encerramento, solando sua guitarra ao lado do piano de Milito, do trompete de Paulinho do Trompete, do sax de Zé Luiz (um cara que tocou com muita gente na MPB e, entre outras coisas, fez a direção musical do ótimo Tanto Tempo, de Bebel Gilberto).

Foi emocionante ver aquilo porque deu a exata noção de que, apesar do latente desinteresse da maioria, a música instrumental se mantém viva e em permanente renovação. Ao reviver o Beco das Garrafas, o CopaFest apontou para o futuro.

Outra coisa que pode impressionar a quem se pergunta “mas quem é que consome música instrumental” é o grande número de discos do gênero lançados regularmente. Sou até capaz de citar aqui 10 deles, todos recentes, para você que ficou curioso. Anote aí:

1 ) Nicolas Krassik e Cordestinos, de Nicolas Krassik
2 ) Pra Cá e pra Lá, Paulo Moura trilha Jobim e Gershwin, de Paulo Moura
3 ) Piratininga, do Aquilo del Nisso
4 ) Camerata de Violões, da Camerata de Violões
5 ) Jobim Violão, de Arthur Nestrovski
6 ) A Música do Beco das Garrafas, do David Feldman Trio
7 ) Bossa Eterna, de Raul de Sousa (com João Donato, Robertinho Silva e Luiz Alves)
8 ) Antiquera, com Orquestra à Base de Cordas e Roberto Corrêa
9 ) AfroNossaNova, de Paulo Moura e Armandinho
10 ) Caleidoscópio, Henrique Band

terça-feira, 1 de setembro de 2009

GASTRONOMIX // Papel e caneta na mão


Chef do Dona Onça prepara rabada no ‘Harmonize
O programa “Harmonize” de hoje (1/9), transmitido pelo canal GNT, traz uma combinação tipicamente brasileira. O samba de Nanana da Mangueira harmoniza com os pratos da chef Janaína Rueda, do restaurante paulistano Bar da Dona Onça. Os convidados, entre eles, a atriz Fernanda D’Umbra, a escritora Márcia Bechara e o ator Gero Camilo, saboreiam “toca da onça” e rabada feita na panela de pressão com polenta mole e agrião. Para completar, a Bohemia Escura.

Dona Onça
Edifício Copan
Av. Ipiranga, 200, loja. 27
República – São Paulo
Telefone: (11) 3257 2016

Harmonize
GNT - Canal Globosat
No ar todas as terças-feiras, às 23h30
Horário alternativo: sextas-feiras, às 18h30,
sábado, às 12h30; domingo, às 17h30

Festival gastronômico da Indonésia

Quer conhecer uma culinária diferente? Então, anote aí. O restaurante NAAN, em Brasília, realiza nos dias 11, 12 e 13 de setembro um festival gastronômico com pratos da Indonésia, pais que deu ao mundo o cravo, a noz-moscada e o batik. O buffet self service custará R$ 49,00 por pessoa, sem bebidas. Funcionará com esquema de dois buffets: um com pratos quentes e frios e outro com grelhados e molhos

Carnes, legumes e grelhados, invariavelmente acompanhados por arroz e molhinhos picantes, como a pasta Sambal, são alguns dos ingredientes que formam a base da gastronomia daquele lado do oriente.

A comida é perfumada pelas muitas especiarias e há influências de países colonizadores como Holanda, Portugal ou China. Capim santo, coco, amendoim, tamarindo, limão, gengibre e pimenta também estão presentes em pratos de Bali, Sumatra, Java ou Sulawesi, entre outras ilhas.

SERVIÇO
NAAN – Asian Fusion Cuisine
412 Sul bloco C loja 1
Asa Sul - Brasília
Telefone: (61) 3345 3345
Preço: R$ 49,00 por pessoa (buffet self-service),
não inclui bebidas, sobremesas ou gratificações.

Novo Gazebo está chegando
O restaurante Gazebo, famoso pela sua vista da Ponte JK, vai reabrir em breve para o público em novo lugar. Será no Setor de Clubes Esportivos Sul – C.L. Beira Lago – Trecho 2 – Lote 39. Aguarde outras informações, em breve, aqui no blog Gastronomix.

Pêras ao vinho, pela chef Lourdes Bottura

Uma dica rápida que recebi da chef Lourdes Bottura para quem quiser fazer uma rápida entradinha em casa para ser servida com um espumante bem gelado. Feito com torradas integrais, cream cheese e pêra ao vinho, o sabor é agridoce e agrada até os convidados mais exigentes.

Ingredientes
- 1 pacote de torradas integrais feitas com pão preto
- 250 gr de cream cheese
- 1 pêra não muito madura
- 300 ml de vinho tinto

Preparo
Em uma panela, coloque a pêra cortada ao meio e o vinho para ferver. Assim que a pêra começar a ficar roxa, desligue. Não deixe cozinhar muito, para que a fruta não amoleça. Deixe esfriar e fatie pedaços pequenos e finos. Reserve. Em uma bandeja arrume as torradas, coloque uma colher pequena de cream cheese e coloque um pedacinho pequeno da pêra ao vinho. Sirva frio. Rápido, prático e gostoso.

Tacacá, Tucupi e Troisgros!

Como já tinha dito aqui, a partir do dia 7 de setembro, o programa Menu Confiança começa uma série especial na Amazônia. Em Belém, o chef Claude Troisgos desembarca seu sotaque e se junta a três outros grandes nomes da gastronomia nacional: Alex Atala, Danio Braga e César Santos. Lá eles prestam uma homenagem ao chef Paulo Martins, responsável por revelar os segredos da cozinha paraense. Eles saboreiam as delícias do Mercado Ver-o-Peso, compram ingredientes locais e fazem o que sabem: cozinhar.

Menu Confiança
GNT - Canal Globosat
No ar segunda-feira, às 22h


Brunch na chocolateria Godera
Para fugir dos tradicionais brunchs de domingo, a chocolateria Godera – que fica na quadra da Igrejinha - resolveu inovar o hábito do brasiliense. Lançou recentemente um brunch aos sábados. Começa a partir das 9h30 e se encerra às 15h. O cardápio é bem variado e custa R$ 24,90 por pessoa, sem bebidas.

Godera Confeitaria e Chocolates Finos
CLS 108 Bloco A loja 27
Asa Sul - Brasilia
Telefone: (61) 3443 8561