sábado, 21 de março de 2009

GASTRONOMIX // Curso de vinho em Brasília


Para quem aprecia os vinhos e quer aprender um pouco mais (sem virar um enochato), vai uma dica. A Associação Brasileira de Sommeliers (ABS Brasília) está com inscrições abertas para o Curso Básico: Tradição, conhecimento e prática de vinhos. São seis aulas, sempre uma vez por semana, com uma parte teórica e outra prática. Os alunos que assistem, no mínimo, a quatro aulas, recebem certificado.

As aulas começam no dia 23 de março, sempre às segundas-feiras. Horário: das 19h30 às 22h, no Auditório da Administração do Shopping Pátio Brasil. Valor de R$ 330,00 para sócio e R$ 360,00 para não sócio.

O curso aborda os aspectos mais importantes da vitivinicultura e da degustação de vinhos, serviço do vinho e adegas.
Confira a programação:

1ª aula: Noções básicas e introdução à degustação
2ª aula: Vinificação em branco e em tinto
3ª aula: Elaborações especiais: rosados, fortificados e vinhos de sobremesa
4ª aula: Os espumantes
5ª aula: Serviço, armazenamento e guarda, leitura de rótulos e legislação
6ª aula: Vinho & Comida; noções de harmonização

Quem se interessar pode ligar para os telefones (61) 3323.5321 e (61) 3322.7138 ou se inscrever pelo site www.abs-brasilia.com.br. O e-mail da Associação é abs@abs-brasilia.com.br.

sexta-feira, 20 de março de 2009

DRINK_ME // Bebida de menino


Por Juliana Raimo

Muitas pessoas associam drink à bebida doce e com uma decoração de guardachuvinhas e canudinho ou cores vibrantes... O drink pode ter sim este aspecto, muito difundido nos bares de hotéis, retratado em filmes dos anos 1980 e 1990 e com certa influência americana. Mas pode também ser simples, limpo (visualmente) e fácil de preparar.

Um drink que se enquadra nestas características é o Negroni. Delicioso para alguns, claro, pois ele tem um sabor amargo que agrada mais aos meninos, homens, machos...seres humanos do sexo masculino.

Negroni se tornou uma unanimidade entre os bartenders por sua facilidade na preparação e por utilizar ingredientes facilmente encontrados e de baixo custo. Mas o problema que vejo acontecer com frequência (pelo menos, no Brasil) é um desequilíbrio no preparo da sua dosagem, tornando a bebida muito doce ou muito amarga. Neste caso, respeitar a receita internacional é importante para atingir um vermelho intenso ideal.

Um pouco de história
Sua criação em 1919 é mérito de Fosco Scarselli, Bartender do Casoni Bar na cidade de Florença. Atendendo ao pedido de um Conde chamado Camilo Negroni, este pediu ao bartender que preparasse seu cocktail habitual, mas que misturasse algo diferente que pudesse dar mais força e personalidade à receita do drink Americano (campari, vermout rosso e club soda). Scarselli aproveitando-se deste pedido introduziu o Gin com seu perfume e energia.

Ótimo como aperitivo (pre-dinner) segue sua receitinha:

Negroni

Sugestão de marcas de bebidas
Gin Seager's, Gordon's, Tanqueray ou Bombay Sapphire (ordem crescente de preço)
Vermouth Rosso (marca Martini ou Cinzano)

Ferramentas de preparo
Dosador e colher bailarina.

Copos: old fashioned
Modalidade: montado
Categoria: long drink
Finalidade
: refrescante

Ingredientes
40ml de gin
30ml de vermouth tinto
30ml de bitter ("amargo" ex. campari)
Laranja
Gelo

Modo de preparo
Num copo old fashioned, colocar pedras de gelo e meia fatia de laranja. Acrescentar o gin, vermouth tinto e o bitter (campari). Mexer com a colher bailarina delicadamente e servir com um mexedor.

Dica 1: A laranja deixa a bebida com perfume cítrico e com um leve frescor. Às vezes, chego a espremer algumas gotas do seu suco junto a mistura.
Dica 2: Em alguns países, como Itália, é comum servir o drink e completar com club soda.
Dica 3: Assim como no processo do Dry Martini, você pode passar uma lâmina (zest) da casca da laranja na borda do copo para deixar um leve aroma cítrico.

Fontes consultadas
- Associação Brasileira dos Bartenders - www.assbb.org.br
- Barman Paulo Avelino Jacovos -
www.oalquimistadoscoqueteis.bravehost.com

quinta-feira, 19 de março de 2009

GASTRONOMIX // Zahle: um bom árabe em Brasília


Estive duas vezes no restaurante Zahle na busca por novidades e novas degustações para apresentar aqui no Gastronomix. Na primeira vez, comi o buffet completo e, na segunda, os sanduíches da casa. As experiências foram muito boas, tanto pelo sabor da comida, qualidade e variedade de opções quanto pelo atendimento atencioso.

Com quase seis meses de vida, o Zahle está localizado numa quadra com ampla variedade gastronômica: a 209/210 Sul. Lá tem o quinhão da chef Mara Alcamim (Zuu, Universal e Quitinete), o baiano Ilê, o Crep au Chocolat, o Marieta, a pizzaria San Marino, a Rio Sucos e os bares Chiquita Bacana e Concentração. É praticamente a “Rua dos Restaurantes II – a missão”. O Zahle é uma boa opção nesse cardápio variado.

No buffet – servido no almoço (de 12h a 15h) e no jantar (de 19h ao último cliente) –, há uma grande quantidade de opções. Destaque para as kaftas, os quibes e as esfiras que são servidas quentinhas, recém-tiradas de um forno a mostra no restaurante. O sabor da kafta, em particular, é sensacional. A melhor que já comi. Além disso, são servidas as tradicionais pastas árabes com grão de bico, berinjela, coalhada e quibe cru, ideais para comer com o pão sírio igualmente quente.

O carneiro é a vedete da parte de pratos quentes. Ele é feito com molho de canela, bem afrodisíaco. Quem desejar pode colocar uma colherada de geléia de pimenta, menta ou de gengibre. O custo do buffet em ambos horários é de R$ 43,00. Pode até parecer um pouco caro, mas vá pra lá com fome. Você sairá satisfeito. Para quem tiver fôlego, o restaurante ainda serve um buffet de doces árabes (R$ 7,00).

Na segunda vez, como fui com mais dois amigos, pedimos:

Sanduíche de Linguiça de Cordeiro (R$ 14,00)

Kafta de Peixe com batatas amassadas (R$ 14,50)

Kafta de cordeiro (R$ 14,00)

Experimentei todos os pratos. O meu, kafta de cordeiro, estava com o melhor paladar. A única reclamação foi que as batatas amassadas do prato da kafta foram esquecidas quando a comida veio à mesa e só chegaram após o término do prato. O garçom se desculpou pelo erro.

Mjadara (arroz com lentinha) e Charuto de Repolho

Chicbarak (massa recheada com coalhada)

Abobrinha recheada

Cordeiro ao molho de canela


Bourghol (Trigo com grão de bico) e Lubie (Vagem)

No segundo piso, fica o empório com alguns produtos árabes, frios, pastas e ingredientes da cozinha libanesa. Vale a pena conferir
Zahle – Restaurante e Empório Libanês
210 Sul bloco C lojas 12/30
Asa Sul - Brasília
Telefone: (61) 3244 9655
www.zahlerestaurante.com.br

quarta-feira, 18 de março de 2009

AO PÉ DO OUVIDO // Para que tanta canção de amor?

Por Rosualdo Rodrigues

Caetano Veloso fez uma canção de protesto contra o fato de “99 e um pouco mais por cento” das músicas que existem serem de amor. Geraldo Azevedo contemporizou, dizendo que “o charme das canções são suas frases banais... são ‘eu te amo’, ‘não me deixes’”. E acrescentou que “quem inventou o amor certamente teve inclinações musicais”. Mas realmente é curioso que, embora sirvam para expressar todo tipo de sentimento e até a falta dele (“socorro alguém me dê um coração, que esse já não bate nem apanha”, Arnaldo Antunes e Alice Ruiz), as músicas tratem predominantemente da relação amorosa que combina afeto e atração sexual. A alegria de encontrar o ser amado, a tristeza de perdê-lo e por aí vai.

Em uma das passagens mais engraçadas de Alta fidelidade, o livro de Nick Hornby, o protagonista questiona o fato de os adultos acharem arriscado que as crianças tenham armas de brinquedo, mas não se importarem que elas cresçam ouvindo essas músicas românticas. O que, na opinião dele, vai transformá-las mais tarde em adultos frustrados, já que a poesia celebrada em tais canções não se concretiza. Se for assim, quantas vítimas terá feito Eu sei que vou te amar? E As time goes by? Bom... Já que elas existem e adoramos ouvi-las, vai aqui uma lista de dez canções de amor brasileiras que justificam essa obsessão pelo tema (listadas sem pesquisa prévia, somente pelo que me vem à cabeça no momento). Procure ouvi-las e faça o teste: você é imune ou não à tal praga de que fala o personagem de Alta fidelidade?

1 ) Eu sei que vou te amar (claro!), de Tom e Vinícius
2 ) Carinhoso (clássico dos clássicos), de Pixinguinha e João de Barro
3 ) A linha e o linho (“e a agulha do real nas mãos da fantasia fosse bordando ponto a ponto nosso dia a dia”), de Gilberto Gil
4 ) Eu te amo (“se na bagunça do teu coração meu sangue errou de veia e se perdeu”), de Chico Buarque e Tom Jobim
5 ) Valsa brasileira (“eu descartava os dias em que não te vi, como de um filme a ação que não valeu”), de Chico Buarque e Edu Lobo
6 ) O que tinha de ser (“porque tu me chegaste sem me dizer que vinhas”), de Jobim e Aloisio de Oliveira
7 ) Todo o sentimento (“Um tempo que refaz o que desfez, que recolhe todo sentimento e bota no corpo uma outra vez”), de Chico Buarque e Cristóvão Bastos
8 ) Pétala (“viver é todo sacrifício feito em seu nome”), de Djavan
9 ) Quase um segundo (“às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais”), de Herbert Vianna
10 ) Fruta boa (“é maduro o nosso amor, não moderno; fruto de alegria e dor, céu, inferno”), de Milton Nascimento e Fernando Brant

segunda-feira, 16 de março de 2009

GASTRONOMIX // Festival indiano em Brasília


Foto de divulgação: Rafael Zoltar
A Índia está sendo descortinada aos brasileiros e ao mundo – por conta da novela Caminhos das Índias e do filme vencedor do Oscar Quem quer ser um milionário?. Com essa ebulição de divulgação do país, a gastronomia também se torna mais próxima dos interessados pelos sabores diferentes. Em Brasília, haverá uma oportunidade única de provar os pratos da culinária indiana.
A partir de quarta-feira (dia 18 de março) até sexta (20), o Kubitschek Plaza Hotel e a Embaixada da Índia no Brasil promovem o Festival Gastronômico Indiano, no Diamantina Restaurante. O evento traz à cidade um pouco dessa culinária que se destaca pelas cores, aromas e sabores exóticos. Pratos como Rogan Josh (cordeiro estilo Xashmir), Murgh Makhe (frango amanteigado), e os famosos Samosa (espécie de pastéis recheados) e Mango Chutney (chutney de manga verde) são alguns dos hits a serem apresentados durante o festival.
Festival Gastronômico da Índia
Datas: 18/03 (jantar), 19/03 (almoço e jantar), 20/03 (almoço e jantar).
Almoço: 12h às 15h. Jantar: 19h30 às 0h.
Valor da refeição por pessoa: R$ 60,00 + 10% (bebidas não inclusas).
Reservas: (61) 3329 3545 e 3329 3146.

sábado, 14 de março de 2009

GASTRONOMIX // Monte sua horta em casa


Você sempre quis ter uma horta em casa e nunca se arriscou porque mora em apartamento?
Se a resposta for sim... digo, tome coragem e vamos lá.
O prazer é grande. Você colhe o que planta (o que é uma terapia) e prepara algumas receitinhas com ingredientes frescos.

Nesse sábado, fui ao Casa Park (Brasília), onde sempre rola uma vez por mês uma feira botânica. Comprei mais um vaso de alecrim (R$ 10,00), um de orégano (R$ 5,00) e um de tomilho (R$ 10,00). Já tenho aqui no meu apê uma jardineira e vasos com manjericão verde e roxo, hortelã, menta e alecrim.

Há dois caminhos para quem quiser montar a mini-horta em apartamento. Ou você compra o vaso pronto, com a erva já plantada e um pouco crescida. Ou você compra uma jardineira ou vaso, terra, adubo e aqueles saquinhos de sementes para você mesmo plantar.

De uma maneira ou outra, as ervas precisam ficar em local que bata sol. Para ter certeza que a semente vai germinar ou a muda crescer, misture bem a terra ao adubo orgânico. Molhe todos os dias, de preferência pela manhã. Adube uma vez por mês e, se surgir alguma praga, use inseticida natural. Com esses cuidados, você vai colher temperos bem fresquinhos.

Dica 1: o hortelã não deve ser plantado junto à outra erva, pois suas raízes espalham muito e roubam os nutrientes da outra planta ao lado.

Dica 2: Quando for comprar as sementes, é preciso verificar a procedência, espécie, validade e variedade com cuidado. Cada tipo de semente deve ser semeada de acordo com a melhor época do plantio.


Dica 3: Veja um guia de ervas aromáticas.

quinta-feira, 12 de março de 2009

DRINK_ME // Mojito e Daiquiri de Hemingway


Por Juliana Raimo

Pré-conceito é algo complicado. Estes dias resolvi experimentar um drink a base de Rum, que até então não era uma das minhas bebidas prediletas. Simplesmente adorei! O tal se chama Daiquiri Frozen. Muita gente associa o Rum apenas ao Mojito e ama ou odeia pelo forte domínio da hortelã. O rum vai muito além do Mojito e está presente em milhares de combinações de drinks, dentre eles, a Cuba Libre e a Pina Colada. O Mojito agrada mais aos adeptos da hortelã e o Daiquiri valoriza mais o próprio sabor do Rum.

Como na enquete Gastronomix o Mojito foi um dos drinks vencedores, seguem duas receitinhas que tem como base o Rum: uma bebida alcoólica obtida a partir da destilação do melaço de cana-de-açúcar.

Um pouco de história
Além do Rum, nenhuma outra bebida encantava tanto o famoso escritor norte-americano Ernest Hemingway, que morou em Cuba durante muitos anos. Hemingway ajudou na popularização destes dois dos maiores e mais famosos drinks cubanos, o Mojito e o Daiquiri – criados respectivamente no La Bodeguita Del Médio (Empedrado no. 207), e en La Floridita (Calle Monserrate, 557 esquina com Obispo). Diziam os amigos mais próximos que isto não era apenas uma paixão, mas quase uma devoção para ele.

Mojito
(Surgiu das mãos do aventureiro e Almirante Inglês Sir Francis Drake, depois foi popularizado no La Bodeguita, em Cuba)

Sugestão de marcas de bebidas
Rum Bacardi

Ferramentas de preparo
Dosador, socador e colher bailarina.

Copos: long drink (highball)
Modalidade: montado
Categoria: long drink
Finalidade: refrescante

Ingredientes
- 40ml Rum Branco
- 30ml de suco de limão
- 6 a 10 Folhas de hortelã (ou menta)
- 2 colheres de chá de açúcar
- Água com gás ou Club Soda
- Gelo

Preparo
No próprio copo, macere a hortelã com o açúcar e o suco de limão. Complete o copo com gelo e coloque o Rum. Mexa com a colher bailarina. Complete com soda. Se desejar, decore com folha de hortelã e uma fatia de limão.

Dica 1: sirva com canudo longo.

Daiquiri Frozen
(Nome vem de uma praia em Cuba chamada Daiquiri)

Sugestão de marcas de bebidas
Rum Bacardi ou Montilla Carta Branca

Ferramentas de preparo: blender (liquidificador) e dosador.
Copos: martini ou taça goblet
Modalidade: batido
Categoria: short drink
Finalidade: pré-dinner (estimulante de apetite)

Ingredientes
- 45ml Rum Branco
- 20ml de suco de limão
- 5ml xarope de açúcar (ou 1 colher de chá de açúcar)
- Xarope de Grenadine (opcional)
- Gelo

Preparo
Coloque todos os ingredientes no liquidificador com gelo e bata até ficar homogêneo. Despeje na taça pré resfriada.

Dica 1: se quiser dar um toque de cor e um sabor mais adocicado acrescente umas gotas de Grenadine (xarope de açúcar de cana, água, suco concentrado de frutas vermelhas e limão).
Dica 2: fica interessante prepará-lo com uma bola de sorvete de limão.
Dica 3: o Daiquiri é preparado em muitos bares sem ser frozen. Mas em minha opinião o frozen é muito melhor.

Como dizia Hemingway em outra de suas célebres e poéticas frases que deixou como legado para todos nós, amantes da boa bebida e da boa conversa: “Faça sempre lúcido o que você disse que faria bêbado. Isso o ensinará a manter sua boca fechada”.

Fontes pesquisadas
- Associação Brasileira dos Bartenders -
www.assbb.org.br
- Barman Paulo Avelino Jacovos -
www.oalquimistadoscoqueteis.bravehost.com
- Blog Drinklog