domingo, 8 de março de 2009

GASTRONOMIX // Maceió, Praias do Gunga e do Francês

Para terminar de contar a saga de Carnaval (post Comida a bordo), seguem dois textos. O terceiro pit stop dessa jornada do Carnavio foi Maceió. Eu, minha família e amigos tínhamos cerca de sete horas para sair e voltar para a embarcação. Dividimos o grupo em dois táxis com quatro pessoas cada. Os motoristas cobraram o passeio R$ 140,00, por carro – R$ 37,50 por pessoa (preço bem mais barato do que a agência dentro do navio queria cobrar pelo mesmo serviço).

Fomos conhecer duas praias: a do Gunga e a do Francês. Estava com bastante expectativa, já que nunca havia ido a capital alagoana. Antes de efetivamente entrarmos na Praia do Gunga – que fica a 33Km ao sul de Maceió, na cidade de Barra de São Miguel – fomos ao mirante que dá uma visão geral do lugar (foto). É de cair o queixo. Não é à toa que essa praia já esteve entre as dez mais bonitas do Brasil. Muitos, mais muitos coqueiros. O acesso se dá por meio de uma área particular dentro de uma fazenda.
O taxista explicou que há outro caminho também para chegar à Praia do Gunga. Basta ir direto de carro até Barra de São Miguel e, a partir de lá, pegar uma escuna. A travessia leva por volta de 20 minutos e custa em média R$ 15,00.
No Gunga, há uma pequena infra-estrutura com alguns quiosques, mas os preços não são muito convidativos. Depois de umas horinhas tomando sol, seguimos rumo à Praia do Francês. No meio do caminho, barracas de cocadas. Elas são famosas e saborosas. Há mais de dez sabores como cocada de leite condensado, abacaxi e, até mesmo, jaca (uma delícia!!!). Três por R$ 5,00.

Já no Francês, fomos direto comer. O meu estômago já estava no pé. Só pensava em camarão. E não deu outra. Pedimos três moquecas de peixe e de camarão na Barraca Tropical com aquela cervejinha gelada. Estava boa. Bem servida, com arroz e pirão (R$ 35,00, serve duas pessoas). Mas nada com sabor excepcional. Já comi bem melhores em restaurantes e caseiras.

Só depois fui olhar a paisagem. Voltamos para o navio que seguiu rumo ao Porto de Santos, nossa última parada.

GATRONOMIX // Uma rápida pausa em Recife

Depois de Salvador, a segunda parada do Carnavio foi Recife – considerado um dos pólos gastronômicos do Brasil. Mas tínhamos poucas horas para desfrutar da cidade. Fomos direto encontrar um grande amigo, o Júnior (já citado no post da manteiga Président). Ele é natural da capital pernambucana, mora em Brasília, mas estava a trabalho.

Encontramos com o Juninho na Cafeteria São Braz, no shopping Paço Alfândega. Lá, começamos a experimentar as delícias de Recife. E pela sobremesa. Comemos fatias generosas de Bolo de mandioca e Bolo de pé de moleque com um espresso forte. Passeamos um pouco pelo Recife Antigo, “frevamos” e, depois, fomos ao Bar da Praia, em Boa Viagem, mais uma sugestão do nosso guia gastronômico local.


O ambiente é ótimo. Salão amplo e varanda nas laterais. O bar ocupa uma esquina em formato de L. Os lustres chamam atenção: todos feitos de conchas, dando aquele clima de praia.

Começamos pelas bebidas. Suco de Cajá em jarra (R$ 6,00), Caipiroska nevada de limão (R$ 5,90), Caipiroska de lima (R$ 6,90). O álcool estava na medida.

Para comer, porções (todas bem servidas) e casquinha de siri gratinada. Além de saborosos, a relação custo benefício foi perfeita. Cada porção pode ser dividida por três pessoas, dependendo da fome.

Filet com batatas fritas (R$ 24,90)

Arrumadinho de bacalhau (R$ 21,00)

Casquinha de siri gratinada (R$ 5,10)

Bar da Praia
Avenida Boa Viagem 760, Recife
Telefone: (81) 3326 8403


sexta-feira, 6 de março de 2009

DRINK_ME // Monte seu acervo básico


Por Juliana Raimo

Daqui para frente, vamos começar a entrar para valer no maravilhoso mundo dos drinks. Para isso, queria passar para vocês uma lista básica de compras, principalmente, de garrafas. Desta forma, ao se depararem com uma receita de Dry Martini terão tudo a mão.

Da próxima vez que vocês lerem a coluna aqui no Gastronomix, vai ser só correr para o bar e conseguir preparar o drink naquele exato momento. Pois ir ao super dá preguiça… Então, vamos lá com alguns “apetrechos” que considero essenciais ter no seu kit bar:

Ferramentas de preparo
- abridor de garrafas, de latas e saca rolhas
- açucareiro
- tábua para cortar frutas
- pilão amassador (de madeira ou plástico)
- faca de bar
- coqueteleira (de preferência de aço inox)
- colher bailarina (aquela do cabo longo)
- colher (estilo pá) para gelo moído
- passador de inox (espécie de coador de gelo)
- copo de vidro para preparo de drinks mexidos (mixing glass)
- pegador de gelo (para quando receber "visita" e quiser impressionar)
- outro pegador para as frutas (pois não é bacana pegar com a mão)
- baldinho de gelo
- blender (ou liquidificador)
- canudos longos e/ou mexedores
- guardanapo de papel
- ralador pequeno (noz-moscada)


Copos mais usados
- oldfashioned
- taça Martini
- longdrink

Dicas
- 1: onde comprar: Loja Pinheirense
www.pinheirense.com.br - tel (11) 3311-1313 - São Paulo
- 2: onde alugar: Casa da festa
www.casadasfestas.com.br – tel. (11) 3331-5644 – São Paulo

Para as garrafas de bebidas alcoólicas
- Vodka Smirnoff ou Absolut;
- Tequila Jose Cuervo Clasico (conhecida como prata)
- Rum branco (Bacardi)
- Gin Gordon’s, Seager’s ou Bombay (este ultimo ótimo para dry Martini)
- Licor Cointreau
- Licor triple sec Curaçao (marca Bols ou Stock)
- Vermouth Dry e Vermouth Rosso (marca Martini ou Noilly Prat)
- Campari
- Whisky (Grant’s, Red Label….)
- uma cervejinha ajuda na hora da preguiça

Sucos ou bebidas não alcoólicas
- cramberie juice
- suco de laranja, abacaxi e limão (da fruta)
- leite de coco
- lata de leite moça
- xarope de romã ou groselha
- grenadine

Ufa! Acredito que, com este acervo “básico”, você está equipado para se aventurar no preparo de várias opções de drinks!

Boas compras.



quarta-feira, 4 de março de 2009

GASTRONOMIX // Comida a bordo de um navio


Minha mãe decidiu comemorar em alto mar, num cruzeiro chamado de Carnavio, o aniversário dela (detalhe: é em agosto). Ela é muito animada. E lá fomos nós, a Família Buscapé, agregados e amigos participar dessa aventura pelo Oceano Atlântico. Foram oito dias. O navio, com 1.275 cabines e 16 andares, saiu de Santos com paradas em Salvador, Recife, Maceió, voltando para Santos.

Era minha primeira vez que fazia esse tipo de programa. Também estava animado. Já tinha ouvido maravilhas. O cassino, as piscinas, as pessoas, as atividades, o luxo... e a comida. Taí. Era um dos assuntos que mais me interessava. Meus pais, veteranos nos cruzeiros, falaram : “Você não para de comer um minuto sequer”.

Bom, mostro aqui para vocês o resultado. Para mim, a média da nota do buffet servido todos os dias é seis. Em dias de certa inspiração, chega a 6,5. Um prato ou outro, sete. Aviso logo que sou exigente. Realmente, você tem comida quase o dia inteiro. Dei um certo desconto, porque nem consigo imaginar o que é cozinhar para as três mil pessoas a bordo e mais mil funcionários da tripulação. Do atendimento, não há um retoque.

No café da manhã (das 6h às 10h), havia frutas, ovos mexidos, pães (destaque para os croissants), batatas, queijos, presuntos, bacons, tomates, omeletes entre outros. Havia um lanche antes do almoço com pizza, muita batata frita, hambúrger, alface, tomate, frios, pães. Em seguida, vinha o almoço. A cada dia, muitas opções desde saladas a carnes, massas e sobremesas. Mais outro lanche à tarde. E, por último, o jantar – que era a refeição mais elaborada com couvert, entrada, sopa, massa e risoto, prato principal, grelhado e sobremesa.

Um verdadeiro ritual ou uma carnaorgia gastronômica. Tirei foto de tudo, mas vou colocar algumas para vocês checarem a cara das criaturas.

Risoto cremoso de lagostas e champagne
Salmão defumado com cauda de lagostins marinada em tartare de
pepino ao iogurte e maki de aborinha com kanikama em molho de soja

Lagostim marinado e grelhado com arroz branco com salsinha,
molho picante e queijo catupiry

Salada com alface, tomate, queijo Minas, pepinos e ovos de codorna

Petit fours
Escondidinho de carne seca com requeijão e purê de batata

Salada com tomate, mussarela, alcaparras, azeitonas e alface romana

Creme de milho com kanikama

Salada de frutos do mar

Rosbife com pesto de salsa e três canapés: bacalhau, legumes e fígado
Observações:
1 – Tentei visitar a cozinha com minha irmã, que dá aulas de gastronomia e tem mestrado em qualidade de alimentos, e não conseguimos.
2 – Fui atrás de um balanço com a quantidade de alimentos embarcados. Infelizmente, não tive sucesso.
3 – A comida está inclusa no preço quando você paga o pacote. A bebida é vendida em dólar e a regra é que ninguém pode levar para dentro do navio. Um energético custa US$ 7,90. Quatro latas de cerveja saem por US$ 13,00.
4 - O MSC Musica tem 293,8 metros de comprimento por 32,2 metros de largura. E ainda: minigolf, academia, sauna, salão de beleza, jogging, duas piscinas adultos, duas jacuzzi, virtual reality game, internet café, quatro restaurantes, pizzaria, grill, teatro para 1.240 lugares, discoteca, cassino, shopping.

AO PÉ DO OUVIDO // No som de um trompete alemão


Por Rosualdo Rodrigues
Não lembro de ter lido nada (além de matéria que eu mesmo escrevi no Correio Braziliense) sobre Rio, disco que o trompetista alemão Till Brönner (foto) lançou no fim de 2008. Talvez apenas tenha passado despercebido, mas o fato é que o disco merece atenção.
Primeiro, porque é ótimo. Segundo porque é uma produção curiosa: gravada no Brasil com participação de músicos daqui e de fora. E não é gente pequena. Nos vocais, tem Annie Lennox cantando com Milton Nascimento, Vanessa da Mata, Kut Elling, Aimee Mann, Luciana Souza (brasileira que tem conseguido considerável espaço na cena jazzística norte-americana), Melody Gardot, Sérgio Mendes e o próprio Till Brönner, cantando em um português quase perfeito em Só danço samba, Café com pão e Bonita. No instrumental, o violonista Marco Pereira, os percussionistas Paulinho da Costa e Marcos Suzano, o guitarrista Nelson Faria…
A ideia de Brönner era entrar na onda das comemorações aos 50 anos de bossa nova, mas, apesar do repertório ser todo de música brasileira, não cai no óbvio. Tem standards da bossa — Once I loved (Amor em paz), numa bela interpretação de Aimme Mann; Ela é carioca, com Sérgio Mendes; uma versão instrumental de Lígia e as já citadas Só danço samba e Bonita.

Há composições de Djavan (Sim ou não, com Kurt Elling); de Chico Buarque (O que será, cantada por Vanessa da Mata com levada meio bossa) e Arnaldo Antunes (a versão em inglês de Alta noite, por Melody Gardot, é surpreendentemente linda). A única faixa mais duvidosa do disco é Mistérios (Mysteries) cantada por Milton Nascimento e Annie Lennox, que faz muito esforço para uma canção tão delicada.
O bacana é que Till Brönner, apesar de ser o "dono" do disco, dá bastante espaço para os outros músicos e o trompete não está em todo canto só para marcar presença. O resultado é um disco desses que dá vontade de passar o resto da vida ouvindo.
Dois pontos:
1 ) "A Daniela (Mercury) surge como uma grande explosão. Ela é a Madonna brasileira. Faz música pop, mas possui outra dimensão incrível que Madonna não tem: um grande conhecimento sobre folclore, sobre os grupos étnicos brasileiros e sobre a história da Bahia". Quem disse foi Camille Paglia. Eu sei do que ela está falando.
2 ) Só quem tem mais de 40 é que deve lembrar de Maria Alcina cantando Fio Maravilha no Programa Flávio Cavalcante. Mas até quem tem 15 e um pouco de bom gosto vai apreciar Maria Alcina Confete e Serpentina, o disco que ela acaba de lançar. Moderno, eletrônico, carnavalesco, pop, divertido.

terça-feira, 3 de março de 2009

GASTRONOMIX // Na cozinha do Katsuki


Quem acompanha a blogosfera da gastronomia, lê o Marcelo Katsuki. O Comes e Bebes é feito pelo editor de arte da Folha Online, que atua em 151 posições. Vale a pena ressaltar que não o conheço pessoalmente, mas admiro pessoas versáteis. Em janeiro de 2009, Kats – como é chamado – com alguns sócios inaugurou, nos Jardins, o gastro bar Na Cozinha (foto), local aconchegante e charmoso para as pessoas degustarem novos sabores.

Eu e minha família fomos fazer o Carnavio – um cruzeiro de carnaval que passa pelas cidades de Salvador, Recife e Maceió e sai do Porto de Santos. Embarcamos na sexta de Brasília para São Paulo. Sempre me hospedo nos Jardins. E assim, todos fizemos.

Minha curiosidade estava bem aguçada, pois já tinha visto as fotos da inauguração (janeiro 2009) do Na Cozinha. Fiz questão de passar lá para conhecer o lugar e quem sabe o próprio Katsuki.

Quando entro, sou bem recebido pelo simpático garçom e pergunto com toda a intimidade:
- O Marcelo está?
- Ele foi para Salvador.
- Salvador? (nem sei porque estranhei, mas...)
- Sim. Salvador.
- Então, posso ver o cardápio?
- Pois não...

Com certeza, vou voltar para testar meu paladar por lá. As opções do cardápio são bem bacanas e diferenciadas. Quem for a Sampa ou morar lá, aproveite, pois o gastro bar está participando do São Paulo Restaurante Week
– duas semanas em que 122 restaurantes e bares oferecerem até 15 de março menus com entrada, prato principal e sobremesa a um preço fixo (R$ 25, no almoço, e R$ 39, no jantar).


foto:Marcelo Katsuki. Baianas fazendo acarajé no camarote do Nana


Falei tudo isso para dizer que, ao ler o blog do Katsuki, descobri seu paradeiro na capital baiana. Ele estava no camarote do Nana Banana, o mesmo que fiquei na segunda-feira. A diferença é que não fiquei na área Vip nem tomei espumante. Tudo bem, né? Mas comi mais do que tinha direito: sushi, queijo coalho, acarajé. Vou ter de tomar o espumante Na Cozinha. Me aguarde!!!

Na Cozinha
Rua Haddock Lobo 955
Jardins - São Paulo
Tel: (11) 3063 5377 e 3063 5374
http://blognacozinha.zip.net/

domingo, 1 de março de 2009

GASTRONOMIX // É tempo de comidinhas

Já trabalhei como repórter de TV. E minha primeira matéria em rede nacional foi sobre cogumelos. Mais especificamente, Shitake. Fui para Olhos D´Água (Alexânia – GO) no primeiro domingo de dezembro de um ano qualquer acompanhar a Feira do Troca, tradicional evento em que as pessoas praticam escambo ao ar livre. De repente, vi uma série de troncos de madeira empilhados na rua.

Fiquei impressionado. Curioso que sou, fui checar o que era. Eram cogumelos, nascendo e crescendo em troncos de carvalho. Resolvi perguntar tudo e fazer a reportagem. Na época, nem imaginava que aquele fungo poderia ser usado na culinária e tinha um sabor tão bom.

Anos depois, já tendo saboreado tais cogumelos, conheci uma receita no restaurante Mestiço (em São Paulo) que sempre reproduzo na minha casa ou na de amigos e dá rock. É o Shitake na manteiga com rúcula e parmesão.

As comidinhas estão em alta no mundo e são de fácil preparo, além de combinarem com os drinks sugeridos pela nossa colunista, Juliana Raimo. Usualmente, sirvo essa entradinha com uma caipiroska de lichia.

Shitake na manteiga com rúcula e parmesão

Ingredientes
- 500g de cogumelos Shitake
- 1 a 2 colheres de sopa de manteiga
- 1 maço de rúcula
- 100 g de queijo Parmesão
- torradinhas

Preparo

- Lave bem os cogumelos e corte-os em fatias. Vá rodando o chapeuzinho para ter melhor aproveitamento do cogumelo. Em uma frigideira, acrescente a manteiga e coloque os cogulemos. Vá mexendo para que ele se lambuze na manteiga e vá amolecendo. Coloque um pouco de sal. Mexa de novo. Experimente e sinta a consistência. Em seguida, coloque os cogumelos no centro de um prato, a rúcula no canto, salpique o queijo. Sirva com torradinhas.

Bom apetite!!!

PS: Minha colega e leitora do Gastronomix, Irene Lôbo, jornalista que trabalha na Embrapa, vai me passar quando haverá um curso sobre cogumelos aqui em Brasília. Prometo divulgação e quem sabe até cobertura da aula. Fiquem atentos!!!