quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

DRINK_ME // Beba drinks!



Por Juliana Raimo

Meus queridos drinkeiros, fãs de drinks, curiosos ou apenas interessados pelo assunto, aqui inauguro a coluna DRINK_ME. Dedicada a conquista de mais um adepto ao maravilhoso mundo dos drinks. Um mundo que não pertence somente aos hotéis decadentes e aos bares consagrados, e sim, a um mundo de pequenos detalhes, grandes prazeres e muita, mas muita alegria.

Todos nós temos um motivo forte para se apaixonar por algo ou por alguém. No meu caso, a paixão foi pela arte de se preparar drinks. Essa paixão começou na adolescência, enquanto observava meu pai em casa encantar e seduzir os convidados com suas caipirinhas deliciosas e com seu acervo de garrafas fenomenais.

E falando em amigos, acabo de voltar de um jantar maravilhoso onde após anos fazendo drinks, uma amiga querida chamada Dani acaba de me apresentar mais um ingrediente ótimo para se fazer uma deliciosa Margarita Frozen: Limonjal, uma espécie de suco de limão com açucar em lata para ser mantido dentro do congelador.
É incrível como assim como na gastronomia estamos sempre descobrindo novos ingredientes, novas ferramentas, novas bases para se preparar um drink.

Como estamos falando de Margarita (e nunca Marguerita, pois esta última é pizza!), segue a minha primeira receitinha:

Obs. Importante quanto as unidades de medida usadas pelos bartenders:
Frações Mililitro(ml) Centilitro(cl) Onça(oz)
1/10 = 30 = 3 = 1

Vamos considerar a tabela usada em São Paulo onde 1 dose é igual a 50 ml. Existem medidores no mercado de 40 ml e de 50 ml.

Margarita Frozen (para 4 pessoas):

Obs: Aqui como a receita é para 4 pessoas iremos usar uma medida de dose baseada num copo.

Ingredientes
1 + 1/3 copo de Limonjal
1 copo de Tequlia Prata (pode ser Jose Cuervo )
Gelo em cubos

Método: Batido
Copo: Margarita

Preparo
Separar sobre a bancada quatro copos de Margarita (caso não tenha os próprios, pode ser estilo taça Martini). Num liquidificador despejar a tequila + o limonjal, acrescentar bastante gelo e bater bem. Despejar esta mistura nos copos.
Dica: a consistência deve ser cremosa sem restar pedaços de gelo.

A mensagem de hoje é esta: beber algo diferente que parece feito para você é, pelo menos na minha opinião, algo que não se esquece.

Daqui para frente, tentarei seduzir você a começar a experimentar drinks ao invés de se acomodar em beber somente cerveja (que eu tb adoro!), whisky ou coca-cola com vodka que, apesar de serem deliciosas e práticas, não exigem um preparo de alguém que ama fazer um drink para você.

Até o próximo artigo

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

GASTRONOMIX // No dia em que ouvi muitas abobrinhas

Depois de um dia estressante de trabalho (terça - 27/01), nada como encarar minha cozinha e fazer uma receita criada com ingredientes frescos. Fui direto ao Oba – mini-mercado do Sudoeste (bairro em Brasília) perto de casa –, comprei abobrinhas italianas, uma bandeja de cogumelos Shimeji e outra de tomate cereja.

Pensei: essa combinação vai dar certo. Lembrei que tinha em casa um pedaço de queijo Grana Padano (típico italiano, duro, elaborado com leite cru de vaca). Pronto!!! O molho para a massa que tinha em casa já estava decidido. Fui para casa, abri um vinho tinto e mãos à obra. Lava de cá, corta dali e vamos à receita.

Bavete Lambert (depois explico o porquê do nome)



Ingredientes
- 300 g de macarrão bavete (mas pode ser substituído por outra massa)
- azeite aromatizado de limão
- 2 hastes de alecrim
- 3 abobrinhas italianas
- 200g de cogumelo Shimeji
- 200 g de tomates cerejas
- 3 ramos de coentro (opcional)
- 200 ml de creme de leite
- 250g de queijo Grana Padano
- 1 limão
- dois dentes de alho
- sal e pimenta

Preparo

Primeiro, lave as abobrinhas, os cogumelos Shimejis e os tomates cerejas. Corte as abobrinhas em cubos médios, as bases dos Shimejis (onde os talos ficam unidos) e os tomates ao meio. Numa frigideira quente, despeje fios de azeite de limão, gire a panela para que o óleo circule por ela inteira. Acrescente os dentes de alho fatiados ou triturados, metade de um ramo de alecrim e a outra metade destrinchada, sal e pimenta moída na hora a gosto.

Coloque as abobrinhas e vá salteando até elas irem amolecendo. Depois, acrescente os cogumelos Shimejis, os tomates cerejas e, por último, dois ramos de coentro picado bem fininho. Como eles têm pontos de cozimento diferentes, é necessário seguir essa ordem. Coloque mais fios de azeites por cima e destrinche mais outro ramo de alecrim e misture os ingredientes. Prove para ir regulando o sal e a pimenta.

O molho é bem simples. Em uma panela menor, coloque uma caixinha de creme de leite e deixe aquecer. Desfarele cerca de 200g de queijo Grana Padano em pequenos pedaços e quando estiver fervendo, acrescente um pouco de sal, pimenta, suco de metade de um limão e raspas da casca do limão. Misture e deixe apurar um pouco para pegar o sabor.

Ainda na frigideira, acrescente o molho e misture. Paralelo ao preparo do molho à base de queijo e das abobrinhas, Shimeji e tomate cereja, prepare o bavete. Escorra a massa e ainda quente misture tudo em um recipiente.

Agora, é só servir. Ajeite nos pratos, enfeite com o resto do coentro e alecrim. E bom apetite!

Rendimento: 3 a 4 porções

Bom, futuramente, penso em até abrir um espaço para reunir amigos e colocar alguns desses pratos criados em um cardápio. E, quando isso acontecer, pretendo colocar o nome de amigos nessas criações associando à personalidade ou a alguma característica da pessoa. Ao elaborar a receita de cima, lembrei da jornalista Priscila Lambert, vegetariana não de batismo, mas que não come carne faz bons anos. Então, está aí o Bavete Lambert. Apreciem, pois vale a pena...




terça-feira, 27 de janeiro de 2009

AO PÉ DO OUVIDO // Viagem dos sentidos


Por Rosualdo Rodrigues

Comida e música são, a meu ver, dois dos maiores prazeres que Deus concedeu ao homem. E quando compartilhamos um e outro com pessoas com quem gostamos de estar, aí é qualquer coisa de paraíso. Mas não falo de comer somente para matar a fome, nem de ouvir música apenas para preencher o silêncio. Comida e música são ainda melhores quando degustadas, demoradamente apreciadas, separando-se o trivial da iguaria fina.

Assim como se pode saborear um prato percebendo-se aquele discreto sabor adocicado ou picante, certo tempero exótico, o contraste entre um e outro ingrediente, a música provoca uma verdadeira viagem dos sentidos quando escutada com atenção, atentando-se para a entrada de um instrumento aqui, outro ali, aquele vocal ao fundo, as harmonias, a variações da melodia... Para isso, é preciso ter tempo, calma e vontade e curiosidade de descobrir novas sensações.

Aqui, nem sempre a música – que será assunto da coluna – estará ligada às informações gastronômicas ou etílicas publicadas na mesma semana. Mas espero que, com o tempo, aqueles suficientemente motivados a se tornarem leitores freqüentes possam colecionar informações úteis para compor a trilha sonora seja de um jantar com amigos, de um encontro a dois ou de uma feijoada de sábado. Afinal, com boa comida e boa música, qualquer festa ou encontro tem 50% de chances de ser sucesso. Os outros 50% eu diria que depende da lista de convidados.

domingo, 25 de janeiro de 2009

GASTRONOMIX // Seja bem-vindo


Abro as portas dessa casa para você chegar.
Pode ir se acomodando, sentando na cadeira, porque teremos surpresas e novidades gostosas no menu. Vale a pena conferir.

Gastronomix
é ponto de encontro para quem gosta de comer, beber e ouvir. Uma mistura de gastronomia, drinks e som.

O blog surgiu como um desafio (sou movido a desafios) para alguém como eu que não domina a tecnologia. Foi uma das mais inteligentes resoluções do meu ano novo. Aprender a manusear as técnicas do mundo virtual e dividir com vocês algumas experiências que realizo na minha cozinha, na da casa de alguém ou de algum restaurante.


Bom, para quem não me conhece, me chamo Rodrigo Caetano. Sou jornalista e biólogo. Gosto de transformar e de imaginar como determinado ingrediente pode ser transformado em um prato com sabor, visual e aroma. Chamo o povo aqui pra casa ou na casa de amigos, e vou à luta com as panelas. Minha especialidade é comida tailandesa, mas navego por outras também. Se for picante, é melhor ainda. Minha idéia é dividir receitas testadas e relatar algumas experiências em restaurantes daqui de onde vivo, Brasília, e de outros lugares do Brasil e do mundo, quando for viajar.

Como me arrisco apenas pilotando o fogão, convidei um amigo para falar de música e uma amiga para nos introduzir no mundo dos drinks. O primeiro deles é Rosualdo Rodrigues. Jornalista paraibano, mora em Brasília e amigo há 11 anos. Foi meu ex-chefe no jornal Correio Braziliense, onde atualmente é sub-editor de Cultura. O cara entende de música. O gosto dele é bem eclético, vai desde MPB brasileira a rock russo. Acreditem, ele tem milhares de CDs e arquivos de MP3 de dezenas de países. Ele assina a coluna Ao Pé do Ouvido, publicada todas às quartas-feiras.

A segunda colunista é Juliana Raimo. Eu a conheci recentemente em uma das minhas frequentes idas a São Paulo. Ela nasceu e mora lá. Quem me apresentou foi o designer Anderson Borges, amigo há 13 anos. Ele – que me presenteou com o layout do blog – dividia um escritório com Juliana e Carol, ambas arquitetas. Meu primeiro encontro com a Ju foi no Lola Bistrot (SP), restaurante que ela fez a decoração. Entre uma garfada e outra, nos descobrimos. E tagarelas como somos, falamos da paixão de cada um. A dela é preparar drinks. Durante nossa conversa, ela bebeu quatro e falou de mais uma porção deles. Ela assina a coluna DRINK_ME, publicada todas às sextas-feiras para aquecer o fim de semana.

Sem mais delongas, iniciada as apresentações, fica aqui nosso convite.
Acompanhe, sugira, critique, se arrisque na cozinha, prepare os drinks, grave e ouça músicas...
Faça um pouco de cada coisa.
Curta e seja GASTRONOMIX...